Kaká. Até logo?

FOTO: Rubens Chiri / saopaulofc.net
FOTO: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Ele não foi o melhor do Brasileirão 2014, talvez não tenha sido nem o do São Paulo no campeonato, mas ninguém duvida que o time do aniversariante do domingo, Muricy Ramalho, foi um antes de Kaká e outro depois da estreia do camisa 8. Como Ganso e Pato (pelo menos até as contusões) melhoraram! Faltou fôlego ao tricolor para chegar mais perto do Cruzeiro, campeão na antepenúltima rodada, mas o time do Morumbi garantiu o vice e uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores, obsessão tricolor (sorteio dos grupos nesta terça-feira). Só que Kaká não estará mais. Depois da partida contra o Sport na Arena Pernambuco, na última rodada, o ex-Milan e Real Madrid vai jogar no Orlando City. A segunda despedida do Morumbi foi bem mais emocionante do que a primeira, em 2003, quando tomou o rumo do Milan, numa época que alguns coxinhas vaiavam o craque revelado no Morumbi. Minoria!

A festa “volta logo, Kaká” só não foi completa porque outro ídolo da casa, de contrato renovado, pisou feio na bola, e deu o gol de empate ao Mazola, do Figueirense – que aliás poderia ter vencido a partida. Ê Rogério!

Por falar no capitão eterno do São Paulo, confesso que fiquei surpreso com a festança que a torcida fez, antes do jogo deste domingo, na praça Roberto Gomes Pedrosa (aliás, nome de um ex-goleiro tricolor), para receber o time e celebrar o fico de Rogério. Olha que 4 dias depois de uma eliminação de Copa Sul-Americana, hein?

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O dia do fico

Tem um comercial de um fabricante de relógios que começa com uma atleta correndo e a narração. “Na teoria, você corre com as suas pernas”.
O plano seguinte é aberto, percebemos que ela usa próteses para correr, é uma paratleta. 
O narrador continua: “na teoria, você toca guitarra com os dedos”.
E a tela mostra Jimi Hendrix, o pai da matéria (né, Osmar?), mandando ver uma autêntica #fellatio nos lábios, digo, nas cordas de sua imortal Fender Stratocaster (veja aqui o comercial “Don’t Crack Under Pressure”).

Se o comercial tivesse sido feito aqui no Brasil, quem sabe se bolado pelo Rui Branquinho ou outro publicitário tricolor, bem que poderia continuar: “na teoria, o goleiro joga com as mãos”. E mostrar Rogério Ceni anotando um golaço de falta e/ou jogando com os pés, como um líbero.

O goleiro que joga tão (ou mais) com os pés quanto com as mãos (e olha que também ‘cata’ muito, como tem provado nesta temporada, aos 41 anos!) disse hoje ao povo que fica.

Menos de 48 horas depois da queda na semifinal da Copa Sul-Americana, numa bizarra decisão por pênaltis, em pleno Morumbi, diante do bom time do Atlético Nacional, da Colômbia, que decidirá a taça com o River Plate, Rogério renovou com o São Paulo até agosto de 2015.

Objetivo: aquele brilhante objeto do desejo dele, meu, seu… e vamos falar sério? De todo torcedor do Brasil e da América do Sul. La Copa Libertadores!

FONTE: http://saopaulofc.net/
FONTE: http://saopaulofc.net/

Contrato do líder renovado, o desafio do técnico Muricy e da diretoria do tricolor é reforçar o elenco – que em 2014 desperdiçou pontos quando não deveria e em 2015 não terá mais Kaká – para não repetir a sôfrega campanha da Libertadores 2013, quando quase foi eliminado na fase de grupos e deu azar de cair no mata-mata de novo com o Galo forte e vingador de Cuca, que seria o campeão.
Isso, pra avançar na copa… porque pra ganhar, vai ter que se reforçar muito bem e recuperar aquele espírito de 1992, 93 e 2005.

O goleiro-artilheiro tido como ‘fominha’ já mostrou que pode ser generoso, ao passar a faixa de capitão para outros jogadores… ao assumir a paternidade do Henrique, o filho fora do casamento…  Dito isso tudo, posso mandar um pedido pro Rogério: deixa o Denis jogar o Campeonato Paulista, vai! Continuar lendo “O dia do fico”

São Paulo 2014: o Kaká voltou!

São Paulo 2014: o Kaká voltou!

Atualizado em agosto de 2014.

Onze anos depois de trocar o São Paulo pelo Milan, onze anos mais “experiente”, Kaká volta a vestir a camisa 8 do São Paulo, na partida deste domingo contra o Goiás, no Serra Dourada, em Goiânia. A reestreia no Morumbi está prevista para o sábado que vem, às 18h30, contra o Criciúma ficou para o jogo contra o Vitória, domingo dos pais, 18h30.

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  • >IN>: Kaká (do Milan, via Orlando City), Alan Kardec (ex-Palmeiras e Benfica), Rafael Tolói (de volta do empréstimo da Roma), Michel Bastos (ex-Atlético Paranaense, Grêmio, Figueirense, Lyon… )
  • <OUT<: Douglas (Barça), Pabón, João Schmidt,João Felipe, Lucas Evangelista
  • Estrelas da Companhia: Rogério Ceni (último semestre do goleiro-artilheiro), Álvaro Pereira (o único jogador do São Paulo na última Copa, com a camisa da Cesleste),  Paulo Henrique Ganso, Osvaldo, Luís Fabiano e Alexandre Pato.
  • Jovens: Rodrigo Caio (sofreu ruptura do ligamento no empate contra o Criciúma, só deve voltar em 2015); Ademílson, Auro.
  • Técnico: Muricy Ramalho
  • Estádio: Morumbi (68 mil lugares)Jpeg
  • Uniformes: apresentados pela Penalty há alguns meses. A Semp – patrocinadora master – não renovou.

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Jogo 1.117 de Rogério Ceni pelo São Paulo FC

Atualizado em 24 de novembro, às 23h30

O goleiro-artilheiro Rogério Ceni entrou em campo para sua partida número 1.117 com a camisa do São Paulo, no Morumbi, no empate contra o Botafogo (1×1). Bateu o recorde de jogos de Pelé com a camisa do Santos. Goste-se ou não de Rogério, não dá para negar: é um feito e tanto. Como seus 113 gols.

Foto: Luciano Dias
Foto: Luciano Dias

A foto acima mostra as luvas comemorativas do jogo 1.000 de RC ( x Atlético Mineiro, @ Morumbi, Brasileirão 2011), autografadas, orgulho da coleção do torcedor tricolor Luciano Dias.

Hoje ele jogou com a 10.  FOTO Rubens Chiri | http://www.saopaulofc.net/
Hoje ele jogou com a 10.
FOTO Rubens Chiri | http://www.saopaulofc.net/

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O Departamento de Comunicação do São Paulo preparou o e-book #M1T01117 – com pesquisa do historiador Michael Serra e produção gráfica da Publishouse. Clique aqui para fazer o download ou aqui para ler.

Dentro do post, uma reprodução do ingresso da milésima partida de Ceni, em 2011. A de hoje pode ser a última de Brasileirão no Morumbi de Rogério, que ainda não anunciou se pendura essa luvas (e a chuteira artilheira) ou renova.  Continuar lendo “Jogo 1.117 de Rogério Ceni pelo São Paulo FC”

O rock que rola nos estádios

Nada de “Touradas em Madri”  no olé 2013 que a Seleção Brasileira deu na Espanha, desta vez na final da Copa das Confederações. Diz a lenda que os espanhóis ficaram tão chateados, depois que o clássico do repertório de Alberto Ribeiro e Braguinha foi cantado pela massa que lotou o Maracanã na penúltima rodada da Copa de 50 (Brasil 6×1 Espanha). que a então Fúria ficou anos e anos sem jogar amistosos com nossa seleção (o fato é que só se reencontraram na Copa de 1962). A trilha sonora da noite em que o Brasil do Felipão fez 3×0 nos atuais campeões do mundo teve hino nacional à capella, funk dos morros cariocas e sambas campeões: “O Campeão (Meu Time)”, sucesso do Neguinho da Beija-Flor, hino dos estádios brasileiros; e a volta do samba-enredo do Salgueiro (“Peguei um Ita no Norte”), que foi muito cantado nos estádios brasileiros nos anos 90: “explode coração, na maior felicidade…”.

back-in-black1Mas as seleções entraram em campo no Maracanã – que está no coração da capital do samba, tão perto do morro da Mangueira e sua Estação Primeira – ao som de um rock do AC/DC, “Thunderstruck” (como nas outras partidas da Copa das Confederações). Sobe o som.


Ao som de outro rock do AC/DC, entram em campo o São Paulo, do goleiro-roqueiro Rogério Ceni, e o St.Pauli, da Alemanha (clube que foi o tema do post anterior).

Demais, não?
Os gols do time mais à esquerda deste planeta bola são comemorados com um dos sons mais vitaminados do Blur, “Song 2”. Tooor! Goool! Woo-hoo!

Se o gol não sai e o seu time precisa de um empurrãozinho… pode recorrer a um rock muito usado pelas torcidas. “Seven Nation Army”, cartão de visitas do White Stripes de Jack White, já foi adaptado por várias torcidas lá fora e no Brasil, como a do Brasil de Pelotas, do Inter, do São Paulo. Ôôôô!

Ou então adapte outra canção “levanta-estádio”: Coldplay, “Viva La Vida”. Só das torcidas cariocas ganhou 2 versões distintntas. Uma de alvinegros. Outra de rubro-negros. (veja post anterior).
A última dica pode até ser manjada, mas que torcedor  não quer poder cantar, depois da última rodada, este hit do Queen?

São Paulo de vermelho nas quartas do Paulistão (2013)

Atualizado em 29 de abril de 2013482594_369949116459787_826998589_n

“Gosto é gosto” etc… Mas eu particularmente achei uma aberração o uniforme 3 do São Paulo, usado na partida de quartas de final do Campeonato Paulista. Até o escudo manchado de vermelho… Pouca visibilidade para a marca do patrocinador (que deve ter “adorado”) e para os números dos jogadores (os locutores de rádio e TV também devem ter “achado o máximo”)…

FOTO Wander Roberto/VIPCOMM 28/04/2013
FOTO Wander Roberto/VIPCOMM 28/04/2013

Muito mais legal foi a camisa feita pela própria Penalty no final de 2002, que comemorava os 10 anos do bi mundial de clubes (lembrada pelo tricolor Luciano Dias). Ela nunca foi usada em jogos. Era destinada apenas ao torcedor.

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Arte: Paulo Pinto | Publishouse | SaoPauloFC.net | https://www.facebook.com/saopaulofc

O São Paulo e sua fornecedora de material esportivo (a Penalty) decidiram lançar uma camisa vermelha na partida deste domingo contra o Penapolense, pelas quartas de final do Paulistão 2013. Por enquanto, clube e empresa fazem segredo sobre o uniforme que será usado em campo só nesse jogo.

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O Morumbi, todo vermelho.

O objetivo da campanha #VermelhoACorDaRaça, lançada pelo tricolor nas redes sociais, é marcar a presença da cor vermelha… colorada, encarnada… nas cadeiras de todos os setores do Morumbi. E claro, vender camisas… Só me pergunto se os uniformes já não deveriam estar nas lojas… e se um jogo de mata-mata – ou melhor, só mata-  é a ocasião ideal para uma ação desse tipo.
Outra camisa que já poderia estar nas lojas é a azul que o goleiro Rogério Ceni usou, na vitória por 2×0 contra o Atlético Mineiro e que valeu a dramática e suada classificação tricolor para o mata-mata dessa violenta Libertadores. A camisa é linda, diferente mesmo, e o exemplar abaixo está exposto na loja da Penalty no Morumbi.

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Um filme sobre a Copa Sul-Americana tricolor para a internet: #ElCampeónVolvió.


O São Paulo lançou na internet, via canal do clube no You Tube, um documentário sobre o título da Sul-Americana 2012, de final polêmica. #ElCampeónVolvió, produzido pela Guru Filmes, traz os melhores momentos e todos os gols da campanha invicta, desde o tento de falta de Rogério Ceni contra o Bahia, em Pituaçu. Há cenas de bastidores, com direito a muitas preleções da comissão técnica, de Rogério e até de Lucas – o furacão da Copa Sul-Americana. Como filme oficial, logicamente não questiona o que aconteceu nos vestiários do Morumbi na final contra o Tigre. “Vamos jogar futebol”, disse Ney Franco antes do jogo decisivo. Não era bem isso que o clube argentino queria, como ficou demonstrado no primeiro e único tempo da final. Destaque para as partidas contra a Universidad de Chile, a festa da torcida que lotou o Morumbi em dezembro e o brilho de Lucas, em sua despedida do país – quase tudo ao som de uma versão estilizada e soturna de “Seven Nation Army”, o rock das torcidas – a versão tricolor foi a trilha sonora da conquista.  Até os jogadores aprenderam a letra (“Sou, sou tricolor…”) Continuar lendo “Um filme sobre a Copa Sul-Americana tricolor para a internet: #ElCampeónVolvió.”

Uma revista eletrônica feita por e para são-paulinos: TMQ (Tricolor + Querido).

  • Revista TMQ é feita para são-paulinos – por são-paulinos.
  • O projeto Tricolor + Querido começou como um blog, fundado poucos anos atrás por então estudantes de Jornalismo.
  • Agora, saiu o nº 1 da revista eletrônica para iPad, que também pode ser baixada em PDF e lida em qualquer computador. 
  • O pessoal promete uma edição nova na primeira segunda-feira de cada mês. Eis a capa de estreia.
www.tricolormaisquerido.com.br/tmq/
http://www.tricolormaisquerido.com.br/tmq/

Como a capa indica, o grande tema da Revista TMQ nº 1 é a obsessão pela Copa Libertadores, que o tricolor volta a disputar – ou como diz o slogan são-paulino “a Copa é que volta a ser disputada”. Há uma entrevista com Palhinha, artilheiro da Libertadores 1992 /  anti-herói (pra boa parte da torcida) da decisão por pênaltis em 1994; uma das memórias de torcedor é da final de 1974, perdida para o Independiente no 3º jogo (confesso que nunca tinha visto a foto de Waldir Peres com a cabeça enfaixada). Tem um perfil de Lucas (o “garoto vermelho, preto e branco” do título de capa, o furacão da Copa Sul-Americana – não tinha me tocado que Rogério Ceni marcou de falta contra o Bahia o primeiro gol da campanha campeã. E mais: textos sobre Pedro Rocha, Gustavo Matosas (outro uruguaio) e colunas que devem ser fixas sobre os shows realizados no Morumbi e livros sobre o São Paulo.  Continuar lendo “Uma revista eletrônica feita por e para são-paulinos: TMQ (Tricolor + Querido).”

“Bola no barbante” e um CD inteiro sobre o São Paulo

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Ê São Paulo! Ê São Paulo! O mais querido da terra bandeirante.
Ê São Paulo! Ê São Paulo! Com o tricolor é bola no barbante.
Entramos em campo confiantes. Nossa defesa joga com valor.
Vão pra frente os avantes. Aumentar o placar do tricolor
Grita a torcida delirante. Com o tricolor é BOLA NO BARBANTE (Oswaldo Molles / Sylvio Mazzuca)

25 de janeiro – aniversário da cidade de São Paulo – é também a data magna do tricolor paulista. Nesse dia, em 1930, boleiros insatisfeitos com o fim do futebol no Club Athletico Paulistano (alvirrubro) e na AA das Palmeiras (alvinegra) fundaram o primeiro São Paulo Futebol Clube, campeão paulista já em 1931. O clube ficou conhecido como  São Paulo da Floresta por causa do estádio que herdou da AA das Palmeiras – a Chácara da Floresta, Zona Norte, que chegou a ser o maior estádio da cidade. O time tinha escudo e uniforme iguais aos do tricolor de hoje (fundado em dezembro de 1935), que se considera “preservador das glórias e tradições do São Paulo Futebol Clube, da Floresta”.

Parte da curta história do São Paulo da Floresta e do tricolor renascido em 1935 está num disco lançado em 2009, de olho nos filhos, sobrinhos e netos dos são-paulinos: o CD ‘Coração de 5 Pontas’. O músico Hélio Ziskind (autor da trilha do Cocoricó, entre outros programas infantis) compôs e gravou o disco, idealizado por Rui Branquinho, desde o final de 2012 o diretor de marketing do São Paulo. É como um disco conceitual, que conta uma história, que lida com bom humor tempos de crise financeira e jejum (“de faquir”), e atinge seus melhores momentos nos refrões e nas recriações de canções, como essa que abre o texto, “Bola no Barbante”, popular na torcida tricolor nos anos 40 (!) e duas versões do hino oficial do São Paulo.
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El campeón volvió!

FOTO Wagner VIPCOMM Dezembro 2012
FOTO Wagner VIPCOMM Dezembro 2012
FOTO Luís Pires VIPCOMM dezembro 2012
FOTO Luiz Pires VIPCOMM dezembro 2012
Rogério Ceni, que tem fama de fominha, empresta a faixa de capitaão para Lucar erguer a taça FOTO Wagner Carmo VIPCOMM
Rogério Ceni, que tem fama de fominha, empresta a faixa de capitão para Lucas erguer a taça FOTO Wagner Carmo VIPCOMM

Assim que o juiz deu o apito final na tumultuada e violenta decisão da Copa Sul-Americana 2012, o São Paulo passou a divulgar pelo placar eletrônico do Morumbi e redes sociais a hashtag #ElCampeónVolvió! Título conquistado na semana em que o tricolor paulista lembra os 20 anos do mundial de clubes 1992, uma das dez taças da era Telê Santana – mineiro como Ney Franco, o treinador campeão da Sul-Americana 2012. Dentro do post, a campanha do campeão, invicto. Mas que passou certo sufoco ao se classificar apenas pelo gol marcado fora de casa  nas oitavas contra a LDU de Loja e nas semifinais contra a Universidad Católica. Continuar lendo “El campeón volvió!”