Pelé e o Cosmos

Camisa usada por Pelé no Cosmos. Coleção de Paulo Gini.
Camisa usada por Pelé no Cosmos. Coleção de Paulo Gini.
Camisa usada por Pelé no Cosmos. Coleção de Paulo Gini.
Camisa usada por Pelé no Cosmos. Coleção de Paulo Gini.

O administrador de empresas Paulo Gini, um dos autores do ilustradíssimo livro A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil, montou uma seleção brasileira a partir de 11 raridades de sua coleção. Eis uma das camisas usadas por Pelé em seus 3 anos de contrato com o Cosmos (leia texto abaixo). Clássica! E o Paulo ainda tem a camisa usada na despedida do Rei, em outubro de 1977. Amistoso entre Cosmos x Santos, no Giants. Pelé atuou metade do tempo em cada um dos times de sua vida. Vitória dos galáticos de NY por 2×1. Pelé marcou um. Para o Cosmos.

Leia mais:
Camisa do Santos na década de 60 e uniformes de outros 11 grandes times escolhidos pelo Paulo Gini.
Cosmos parte 2 Uma dica de filme em DVD. O Mundo A Seus Pés conta a a Extraordinária História do New York Cosmos – o time de soccer, digo, futebol, da Warner Communications, criado graças à insistência dos fundadores da gravadora Atlantic Records, irmãos Ertegün. É um documentário que conta as origens do time que disputava a North American Soccer League, antes da era Pelé, os recordes seguidos de recordes quando o Rei jogou por lá, e a decadência da liga. Com direito a muita roupa suja lavada em público. Antes dos Florenteam do Real Madrid, o NY Cosmos foi uma galáxia de celebridades da bola. Continuar lendo “Pelé e o Cosmos”

Galáticos dos anos 70: “O Mundo a Seus Pés – A Extraordinária História do New York Cosmos”.

Cosmos parte 2 Uma dica de filme em DVD. O Mundo A Seus Pés conta a a Extraordinária História do New York Cosmos – o time de “soccer”, digo, futebol, da Warner Communications, criado graças à insistência dos fundadores da gravadora Atlantic Records, irmãos Ertegün. É um documentário sobre as origens do time que disputava a North American Soccer League, antes da era Pelé, os recordes seguidos de recordes quando o Rei jogou por lá, e a decadência da liga. Com direito a muita roupa suja lavada em público. Antes do “Florenteam” do Real Madrid, o NY Cosmos foi uma galáxia de celebridades da bola. Continuar lendo “Galáticos dos anos 70: “O Mundo a Seus Pés – A Extraordinária História do New York Cosmos”.”

Vinilmania, rádio e Copa de 58

Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"
Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"

Aproveitei a tarde na rua Javari, digo, na rua Vergueiro para visitar a Discoteca do Centro Cultural São Paulo. Você pesquisa uma música ou um disco e, se disponível, pode ouvir. Escolhi um LP raro. “Brasil Campeão do Mundo”, lançado pelo selo Columbia e rádio Bandeirantes depois que a Seleção foi campeã do mundo, em 58. Entre um chiado e outro do velho vinil, dá para ouvir os melhores momentos das transmissões da emissora, ora na voz de Edson Leite (“para o arco e goool!”)  ora na voz vibrante de Pedro Luiz. E olha, os dois locutores davam show no rádio enquanto Pelé, Garrincha, Didi, Nilton e cia “esmerilhavam” nos gramados suecos. O apresentador da rádio fala no temido “futebol científico” da União Soviética, 3º adversário da primeira fase. No final, “dois gols para o Brasil, zero para a União Soviética”. Entre um jogo e outro, o balanço de sambas e marchinhas, bem patrióticos. No lado 2, é o  saudoso Fiori Gigliotti quem apresenta os decisivos momentos contra País de Gales (1×0 “suado”, gol de Pelé), França (5×2, fora 2 gols anulados que deixaram o locutor Edson Leite irado)  e a histórica final contra a Suécia (5×2). Show de bola da Seleção – e de Edson Leite e Pedro Luiz. Quem sabe, se um dia a rádio Bandeirantes e a Sony Music (herdeira da Columbia) não relançam em CD este LP histórico? Para quem quer saber mais sobre a Copa de 1958, recomendo o filme 1958 -O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil. Em DVD ou no Museu do Futebol, dia 28 de agosto, às 18h30 – projeto Cinema no Museu.

“Bola Fora”

Wagner, camisa 10 do Cruzeiro, é mais um talento brasileiro exportado. pvc novo livroPor pouco mais de 15 milhões de reais, o jogador de 24 anos troca a Toca da Raposa pelo Lokomotiv de Moscou. O Cruzeiro fica com apenas um terço da bolada. Das duas uma. Ou o Wagner não se adapta e em 6 meses volta, ou o jovem campeão mineiro em 2006, 08 e 09 arrebenta na Rússia e vai para um time da Europa Ocidental, o que acho mais provável – com esses 15 milhões de reais multiplicados algumas vezes.

Os atletas daqui que vão jogar lá fora são o tema do novo livro do jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC:  Bola Fora – A História do Êxodo do Futebol Brasileiro (Panda Books). Tem lista dos craques exportados, maiores negócios e detalhes sobre as vendas de Falcão pra Roma, Pelé pro Cosmos, Kaká… A noite de autógrafos? Terça-feira, 18 de agosto, 19h, na livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompéia, ao lado do estádio Palestra Itália.

O que Pelé tem em comum com o Lollapalooza?

No fim de semana, rolou nos EUA o festival Lollapalooza, com inúmeras bandas de quase tudo quanto é estilo de música alternativa. O festival inventado pelo Perry Farrel (Jane´s Addiction, Porno for Pyros) voltou em 2005, mas deixou se ser itinerante. Agora,é realizado apenas no Grant Park, em Chicago. Depeche Mode, The Killers, Kings of Leon, Yeah Yeah Yeahs, Lou Reed, Ben Harper etc etc etc foram algumas das atrações (confira a imensa escalação aqui).

Em 1994, eu tive a chance de assistir ao Lollapalooza em Nova York. Olha só que line-up: Smashing Pumplinks, Beastie Boys tocando em casa, L7, Breeders, George Clinton e seus P-Funk All Stars,  A Tribe Called Quest, Nick Cave e Green Day começando a explodir. Foi demais! O que não imaginava DVD MUNDO AO SEUS PES:DVD PADRAOé que eu e milhares de roqueiros pisamos num gramado onde Pelé jogou, na sua primeira temporada no Cosmos: o velho Downing Stadium, hoje Icahn Stadium, na Randall´s Island, ilha ao lado de Manhattan. Só me toquei disso ao assistir ao documentário O Mundo a Seus Pés – A Extraordinária História do New York Cosmos.  Chegou a ser lançado em DVD pela Europa Filmes (corram, fãs brasileiros do Cosmos, corram!). Voltarei a falar do doc em breve.

Museu da paixão pelo Boca

Publicado em 31 de julho de 2009

O Museo de la Pasión Boquense tem uma parede de uniformes... FOTO: Fut Pop Clube
O Museo de la Pasión Boquense tem uma parede de uniformes…  FOTO: Fut Pop Clube

A força do Boca e sua torcida, “a metade mais um” da Argentina, faz do Museo de la Pasión Boquense mais visitado que todos os outros museus argentinos juntos, segundo texto de Elias Perugino em Placar de julho de 2009.
O museu do Boca fica dentro da caixa de bombons, digo, do alcapão que é o mítico estádio Alberto J.Armando. La Bombonera. Continuar lendo “Museu da paixão pelo Boca”

Curiosas canções com narrações de gols

Publicado em 20/07/2009
palavra cantadaCrepúsculo de jogo, torcida brasileira… atirou, entroouuu… Ee queee gooooll!” Há meses, fiz um texto em homenagem ao rádio esportivo. Hoje, volto ao assunto, para lembrar de canções bacanas que ficaram ainda mais interessantes por causa de narrações clássicas de gols. Como a linda faixa número 10 do CD da capa ao lado, Canções Curiosas, da Palavra Cantada. Golaço de Paulo Tatit e  Zé Tatit sobre “o nosso rei da bola, o  Rei Pelé”. Altamente indicado não só para crianças, mas para adultos que não perdem a curiosidade típica dos mirins. E o CD nos brinda com vozes de dois clássicos do rádio, misturadas com a música: Edson Leite e Pedro Luiz. Dentro do texto, a lista continua… Continuar lendo “Curiosas canções com narrações de gols”

A primeira estrela da camisa amarelinha

1958 posterHoje faz 51 anos que a Seleção acabou com aquele lance de “complexo de vira-lata” e levantou pela primeira vez a Copa do Mundo. 29 de junho de 1958, estádio Rasunda. Liedholm abriu o placar para a Suécia, mas o Brasil virou com gols de Vavá, Vavá de novo, Pelé, Zagallo – Simonsson diminuiu – e Pelé definiu. Brasil 5×2. Volta olímpica. O capitão Bellini ergueu a Jules Rimet e criou marca registrada. A final, o Mundial, os craques da seleção já mereceram e vão continuar merecendo muitas homenagens em livros, músicas, filmes etc. LEIA SOBRE ISSO AQUI> Continuar lendo “A primeira estrela da camisa amarelinha”

Nas bancas

Como vocês sabem, Luxemburgo caiu no Palmeiras. Muricy e Abel são os nomes mais cogitados. Curiosamente, um dia antes da demissão do treinador campeão paulista de 2008, saiu a edição de julho da revista Placar, que chegou às bancas paulistas com pergunta na capa: “Trio de Ferro?” e fotos de Muricy, Mano Menezes e Luxemburgo. A reportagem de Ricardo Perrone e Arnaldo Ribeiro convida o leitor a descobrir “por que nem os três melhores treinadores do país têm estabilidade de emprego”.

Na sua 4ª passagem pelo Palestra Itália, Luxemburgo venceu 60 partidas, empatou 25 e perdeu 25. Somando as quatro passagens – 93/94, 196, 2002 e 2008/09 – são 221 vitórias, 81 empates e 65 derrotas (aproveitamento de 67,5% – infos do Palmeiras.)

Foto Divulgação/VIPCOMM
Foto Divulgação/VIPCOMM

Pelos lados do Morumbi, em tarde fria e chuvosa, Ricardo Gomes estreou com vitória: 2×0 sobre o Náutico. Em Barueri, o Galo mineiro perdeu a invencibilidade -4×2 para o Barueri- mas segue na ponta. De olho na final da Copa do Brasil, o Corinthians perdeu na Arena da Baixada. Furacão 1×0. E de olho na semifinal da Libertadores, o Cruzeiro fez 1×0 no Avaí no Mineirão. Surpresa do sábado: a goleada do Goiás sobre o Bota, em pleno Engenhão: 4×1. Na série B, o Guarani permanece invicto e lidera. Completam o G4: Brasiliense, Atlético Goianiense (3 vitórias seguidas) e a grande rival do Bugre, a Ponte Preta – seguida de muito perto por Lusa e Vasco (6º lugar).

Para saber mais sobre as revistas de futebol, clique aqui. Continuar lendo “Nas bancas”

24 de junho de 1958

Nesta data querida, 51 primaveras atrás, a Seleção Brasileira eliminou a França do artilheiro Just Fontaine e se classificou para a final do Mundial disputado na Suécia.

Já em DVD o filme de José Carlos Asbeg
Já em DVD o filme de José Carlos Asbeg

O doc 1958, o Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil dedica o capítulo 6 (no DVD) à goleada de 5×2 (gols de Vavá, Fontaine, Didi-golaço!, Pelé, Pelé e de novo Pelé e Piantoni). Com direito a chororô dos franceses, que reclamam até hoje da entrada de Vavá no zagueiro Jonquet – capitão da França, que teve fratura do perônio. E como naquele tempo não havia substituição durante jogo, a seleção francesa jogou o finzinho da primeira etapa e todo o segundo tempo com um atleta a menos.