Britpop Football Club: as canções (oficiais ou não) das seleções do País de Gales e da Inglaterra.

facebook.com/manicstreetpreachers
Capa do single dos “Manics” com o hit da seleção de País de Gales. “Together Stronger” já tá esgotado! facebook.com/manicstreetpreachers
País de Gales (Adidas)
País de Gales (Adidas)

Escrevo o post no embalo dos cristalinos 3×0 do País de Gales (melhor do grupo B) sobre a seleção da Rússia, que está eliminada. ‘Together Stronger (C’mon Wales)’ , dos britpopers do Manic Street Preachers, é o hino oficial dos Dragons, a seleção galesa. O trio galês mandou bem e o clip tem bastante futebol e até a escalação do time liderado por Gareth Bale. A música tem a chancela da Football Association of Wales, que adotou a hashtag #TogetherStronger nas redes.

Muito legal!

O galático Gareth Bale ganhou música, não oficial, da banda indie Helen Love, para o campeonato europeu disputado na França

Em segundo lugar no grupo B, ficou a Inglaterra. Não encontrei uma canção oficial para o English Team nesta Euro 2016. Mas existe uma longa tradição de músicas feitas para embalar as seleções inglesas nos Mundiais e nas Eurocopas.

Inglaterra (Nike)
Inglaterra (Nike)

E direto da Madchester (cena alternativa de Manchester), o vocalista Shaun Ryder (Happy Mondays, Black Grape), não poderia ficar fora da Euro. Convocou o Kermit (parceiro de Black Grape) e os Djs Goldie e Paul Oakenfold. “Vestindo a camisa” dos Four Lions, eles gravaram a chicletuda “We Are England”, que basicamente diz: “Nós somos Inglaterra até morrer, até morrer”.

O Black Grape do red devil Shaun Ryder já tinha cantado a favor do English Team por causa da Euro 96: “England’s Irie“, com o Joe Strummer, que foi da seminal banda The Clash, e o ator Keith Allen (clique aqui). Também para a Euro 96, a banda Lightning Seeds (de Liverpool) compôs junto com os apresentadores David Baddiel e Frank Skinner a música ‘Three Lions (Football’s Coming Home) – já que o futebol que a gente conhece hoje nasceu na Inglaterra, onde aquela Euro foi disputada. Na Copa de 90,  World in Motion”, do New Order foi a canção oficial da seleção inglesa e o vídeo teve a participação de John Barnes e outros jogadores.
Se dependesse da quantidade de músicas de apoio, a Inglaterra estava feita nesta Euro… Curta abaixo a do quinteto The Lockerz, que pediu para a seleção trazer a taça de 2016 para casa.

Para a seleção da Irlanda do Norte, não achei um hino oficial. Mas uma canção beneficente (em prol da Cancer Fund For Children), foi gravada por Jinski: “Making Our Way to Paris” (paródia de ‘Living Next Door to Alice’, da Smokie).

Deu no Lance!: outra paródia faz sucesso nos estádios da Euro. Um torcedor do Wigan Athletic, Sean Kennedy, adaptou “Freed from Desire”, da italiana Gala. Virou “Will Grigg’s On Fire” para homenagear o atacante norte-irlandês Will Grigg, que jogou no Wigan. Ouça aqui.

Aguardem novos posts sobre o assunto. Já falamos das canções oficiais da Espanha e de Portugal, que você pode curtir e cantar junto – basta ver os vídeos dentro do post. Continuar lendo “Britpop Football Club: as canções (oficiais ou não) das seleções do País de Gales e da Inglaterra.”

Seleção portuguesa: “Não somos 11, somos 11 milhões”.

A seleção portuguesa tem música oficial nesta Euro 2016. “Somos Portugal (Tudo o Que Eu Te Dou)” na voz do cantor e compositor Pedro Abrunhosa, que adaptou seu sucesso “Tudo o Que Eu Te Dou”, de 1994.

E tudo o que eu te dou, tu me dás a mim. E tudo o que eu sonhei, tu farás por mim. Tudo o que nos dás, nós damos-te a ti e somos Portugal!”

Faz parte da campanha “Nós somos 11, somos 11 milhões”, da federação portuguesa (11 milhões é a população de Portugal hoje). Hashtag: #1de11 Milhões. Continuar lendo “Seleção portuguesa: “Não somos 11, somos 11 milhões”.”

Trilha sonora do título carioca de 1980

Em dezembro, fez 35 anos que Fluminense conquistou o campeonato carioca de 1980. Na campanha de 80, a torcida tricolor estreou nas arquibancadas do velho Maraca um de seus cantos mais conhecidos: “A benção, João de Deus” – homenagem ao papa João Paulo II, que você sabe, ao lado de Ghiggia e Frank Sinatra, silenciou o Maracanã.

Eram tempos que os clássicos levavam facilmente pelo menos 100 mil pessoas ao estádio. O gol do título – uma cobrança de falta de Edinho contra o vascaíno Mazaropi – abre um LP de vinil lançado pela CID em 80: “É Campeão – Os gols que deram o título ao tricolor” – achado num sebo de Copacabana, 35 anos depois do lançamento. O disco tem oito gols da campanha do Flu, narrados pelo garotinho José Carlos Araújo (então na rádio Nacional), e muitos sambas e marchinhas, em pout-pourris com o conjunto Explosão do Samba. Logo depois do golão de Edinho, vem o hino mais popular do Fluminense, obra de Lamartine Babo. E uma versão de “O Campeão (Meu Time)”, clássico samba de arquibancada de Neguinho da Beija-Flor, que é… rubro-negro. Entre um gol de Cláudio Adão e outro do meio-campo Gilberto, camisa 8 (ambos contratados pelo Flu naquele ano), tem marchinhas clássicas, como “Piada de Salão” e “Chiquita Bacana” e composições de João Roberto Kelly, um tricolor de coração.

Virando pro lado B…DSC07542-1 Continuar lendo “Trilha sonora do título carioca de 1980”

#Futebol no País da #Música. Leia o livro e curta o blog do Beto Xavier, agora em novo endereço.

#Futebol no País da #Música. Leia o livro e curta o blog do Beto Xavier, agora em novo endereço.

O vizinho de blogosfera está em novo endereço. “Futebol no País da Música”, blog do jornalista e radialista Beto Xavier, autor do livro de mesmo nome: clique em http://brazilianmusik.blogspot.com.br/.  beto xavier

O pesquisador da ligação afetiva entre a bola e a música tem também uma paixão pelo futebol internacional, em especial pela seleção holandesa e pelo campeonato alemão. E a Bundesliga – que começa nesta sexta-feira – é o tema do segundo post do brazilianmusik.blogspot.com.br, depois do relato entusiasmado sobre a “manita” que o Grêmio deu no rival, no histórico Gre-Nal 407. Beto Xavier destaca os quatro brasileiros que já foram artilheiros da liga cada vez mais rica. Amoroso, Elber, Aílton e Grafite – pelo Borussia Dortmund, Bayern, Werder Bremen e Wolfsburg, respectivamente (Grafite acaba de voltar ao futebol brasileiro, reestreando no Santa Cruz).

Vale a pena acompanhar o blog de Beto Xavier:  “Futebol no País da Música”.

http://brazilianmusik.blogspot.com.br/
http://brazilianmusik.blogspot.com.br/

Dentro do post, a entrevista que Beto Xavier deu aqui pro Fut Pop Clube na época do lançamento do livro, “Futebol no País da Música”, em 2009. Continuar lendo “#Futebol no País da #Música. Leia o livro e curta o blog do Beto Xavier, agora em novo endereço.”

Só dá Lalá! Lamartine Babo escreveu os hinos populares de Fla, Flu, Bota, Vasco, do seu Mecão e de mais 6 times.

Post inspirado pela publicação nas redes sociais do Flamengo, que em 9 de julho comemorou os 70 anos do hino popular do rubro-negro (“Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo”). Segundo o site do Fla, a composição de Lamartine Babo foi gravada pela primeira vez em 1945 por Gilberto Alves.
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Sem dúvida, é um lindo hino, que caiu na boca do povo. Mas  – confirma o site do Fla – oficialmente o hino do Mengo é a marchinha composta pelo ex-goleiro dos anos 1910 Paulo Magalhães (aquela que diz “Flamengo, Flamengo, Tua Glória é Lutar”). Agora, o que o torcedor que acompanha bem o futebol do Rio está careca de saber é que Lamartine Babo também compôs hinos para os rivais Fluminense (“Sou tricolor de coração…”), Vasco (“Vamos todos cantar de coração…”) e Botafogo (“Botafogo, Botafogo, campeão desde…”). Para o seu time de coração, o America – hino que muita gente considera o mais bonito da safra (“Hei de torcer, torcer, torcer…” adaptação da canção americana “Row Row Row”). Para o São Cristóvão, pro Bangu. Para os tradicionais times do subúrbio Bonsucesso, Madureira e Olaria e até pro Canto do Rio, lá da querida Niterói.  Onze hinos, quase que de uma canetada só! Lamartine Babo topou o desafio de Heber de Boscoli, do programa de rádio  “Trem da Alegria” (programa que passou pelas rádios Mayrink Veiga, Globo, Tupi, Mundial e novamente Mayrink). Um hino por semana, segundo o Dicionário Cravo Albin. No palco iluminado do futebol carioca da metade dos anos 40 em diante, só deu Lalá no gogó do torcedor.

E com uma homenagem a Lá Lá Lá, Lamartine, a Imperatriz Leopoldinense foi campeã carnaval carioca em 1981. O enredo se chamou “O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)”.

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Aúpa! Athletic Club 2015-16.

Aúpa! Athletic Club 2015-16.

Atualizado em agosto


O Athletic Club, tradicionalíssimo time de Bilbao, nunca caiu no campeonato espanhol. Começou a temporada 2015-16 conquistando a Supercopa da Espanha depois de 31 anos, contra um Barça campeão de quase tudo, passou prea fase de grupos da Liga Europa, mas derrapou nas duas primeiras rodadas de La Liga – e ainda tem a Copa do Rei pela frente! Ufa e  #AúpaAthletic!
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  • >Chegaram > Raúl García (ex-Atlético de Madrid), Eneko Bóveda (Eibar), Javi Eraso (estava no Leganés), Gorka Elustondo (defendia a Real Sociedad)
  • < Saiu< Iraola (New York City FC)
  • Jovem ídolo: Iker Muniain, acabou de renovar contrato por mais 4 anos.

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  • Destaque na temporada 14-15: Iñaki Williams, o primeiro negro a marcar gol com a camisa rojiblanca do Athletic. Tem origens liberianas e ganesas, mas nasceu no País Basco.
  • Técnico: Ernesto Valverde.
  • Uniformes: Nike. O fabricante americano revelou a a nova “indumentária” dos leones: desta vez, a primeira “equipación” do Athletic tem apenas 5 listras. Elas ficaram bem mais largas. Muniain, Iñaki Williams, o atacante Aduriz, o capitão Gurpegui, o goleiro Iraizos e o meio-campo Iturraspe participaram da apresentação oficial do primeiro uniforme rojiblanco, no prédio mais alto de Bilbao, a Torre Iberdrola (entre o Guggenhein e o novo San Mamés).
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    Aduriz, Muniain, o capitão Gurpegui, o goleiro Iraizoz, Iturraspe e Iñaki Williams na apresentação do 1º uniforme.

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    Três listras vermelhas e duas brancas na frente

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Música de chuteiras

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Ninguém aguenta mais ouvir a melô que começa com “Eu sou brasileiro…” nos estádios. A falta de bons refrões no gogó da torcida brasileira virou quase assunto de estado. Patrocinadores resolveram sugerir algumas letras, como se fossem encartes dos queridos discos de vinil. Talvez as torcidas organizadas dos principais clubes do país poderiam selar a paz e ensaiar algumas musiquinhas para embalar a Seleção. Utopia, eu sei. Na goleada contra Camarões, pelo menos rolou “o campeão voltou”. Calma lá. Confesso que temo o show da torcida do Chile no jogo de sábado no Mineirão… E se o Brasil vai passando e pega a Colômbia ou Uruguai nas quartas e mais pra frente, chega a uma final contra a Argentina? A torcida vai ter que jogar junto. Ok, tem rolado o clássico do Neguinho da Beija-Flor, “Domingo (Eu Vou Maracanã)”. Poderia rolar “Fio Maravilha”, “Umbarauma” (entre tantas do mestre Jorge Ben Jor), “Voa Canarinho”, um trecho do hino (…”pátria amada Brasil!), tantos sambas… beto xavierQuem sabe, uma passadinha na exposição Música de Chuteiras, que fica até o final da Copa no Sesc Pompeia, zona oeste de São Paulo, possa inspirar o 12º jogador canarinho. É de graça. Vou tratar dessa mostra ainda neste post, mas antes queria comentar uma curiosidade. São tantas músicas brasileiras sobre futebol, pelo menos desde os tempos de Friedenreich – tantas, que há 2 livros sobre a relação música/futebol, o do Assis Angelo e o do Beto Xavier, que aliás, é um dos consultores da mostra do Sesc – mas para esta Copa, não apareceu quase nada. Tem um bom jingle do banco que patrocina a Seleção… recebi também um samba funk do João Damásio, cantor e compositor de Campos (RJ).

A expo Música de Chuteiras tem curadoria de Marecelo Duarte (“O Guia dos Curiosos”, “Loucos por Futebol”), projeto cenográfico de Álvaro Razuk, consultoria do jornalista Beto Xavier (autor do livro e do blog “Futebol no Mais da Música”) e do colecionador Francisco Antônio Neto, dono de um acervo impressionante. O próprio curador Marcelo Duarte ajuda com sua coleção (que começou com o pai), ponto de partida da mostra.

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