Saudamos o Deportivo Alavés, que na temporada 2016-2017 voltará a participar de La Liga, a primeira divisão do futebol espanhol, depois de 10 anos! O Alavés é da cidade basca de Vitoria-Gasteiz e fez bonito no começo dos anos 2000, chegando a disputar uma final de Copa Uefa (hoje “Sevilla League”, digo, Liga Europa) contra o Liverpool.
Ainda há duas vagas em jogo na elite espanhola. Uma delas é direta. E o Leganés, da região de Madri, está mais perto dessa vaga. A terceira, confirmada só depois de um play-off envolvendo os clubes que ficam de 3º a 6º da segundona espanhola (Liga Adelante), está entre o Nástic Tarragona (Catalunha), Real Zaragoza (Aragão), Córdoba (Andaluzia), Girona (Catalunha), Osasuna (Navarra) e Alcorcón (outro da região de Madri). Continuar lendo “Para o alto e avante”→
“Manita” é como os espanhóis se referem a goleadas com 5 tentos. Com o 5×0 sobre o rival de Barcelona, o Espanyol, podemos dizer que o Barça ficou com uma “manita” na taça de campeão espanhol. Só depende dele mesmo na última rodada. Basta vencer o Granada sábado, na Andaluzia, pra ficar com La Liga. O Real Madrid precisa vencer o Deportivo no Riazor, em A Coruña, e secar o Barça. O guerreiro Atlético de Madrid derrapou contra o Levante em Valencia e está fora dessa briga. Mas os dois rivais da capital fazem dia 28 na Itália mais uma final espanhola da Champions.
O goleiro do Espanyol apimentou o clássico com uma declaração sobre quem gostaria que ficasse com o título
O dérbi entre duas equipes de orçamentos muito diferentes foi apimentado por uma declaração do goleiro blanquiazul, Pau López, que disse querer que um dos times de Madri ficasse com La Liga. Foi muito vaiado e levou uma mão cheia de gols. Todos de sul-americanos. O tridente funcionou desde o começo do jogo. Marcaram Messi (numa cobrança falta perfeita), duas vezes Suárez, Rafinha e Neymar.
Suárez deixou dois gols.
Foi o dérbi barcelonês de maior público nos últimos dez anos: 91.610 espectadores, incluindo este que vos digita.
Antes do clássico, teve mosaico, minuto de silêncio e outras homenagens ao locutor Manel Vich, que durante quase 60 anos foi a voz do Camp Nou. Ele era voluntário, trabalhava como locutor oficial do estádio de graça. A cabine que Vich usava ficou vazia e sua frase de abertura da jornada foi reproduzida:
Mais um estádio de La Liga “ticado” aqui pelo Fut Pop Clube. O estádio de Riazor pertence à prefeitura de A Coruña e nele joga o Real Club Deportivo, o Dépor, que em março de 2016 completou 110 anos de fundação.
Neste momento em que o Leicester pode ser campeão inglês pela primeira vez, algumas pessoas fazem uma comparação com o Super Dépor, campeão espanhol de 1999-90. Dois times tradicionais que viveram temporadas históricas! As homenagens a Bebeto e Mauro Silva estão já do lado de fora do Riazor e continuam dentro da loja oficial, a DeporTienda. Os provadores de roupa têm os nomes e números de Valerón (10) e Bebeto (11).
O Riazor é de 1944, passou por reformas grandes antes da Copa do Mundo de 1982 (quando A Coruña recebeu três partidas) e no final dos anos 90. Ficou com estilo inglês. Torcida bem perto do campo, ótima visão do jogo, excelente acústica – o que torna qualquer vaia ensurdecedora. Hoje tem capacidade para uns 35 mil torcedores.
As arquibancadas laterais têm linhas retas. As que ficam atrás de cada um dos gols são um pouco mais altas, e sobem num formato arredondado, como se a cobertura fosse uma onda, ou talvez uma baía. Aliás, um dos gols dá de fundo para a Playa de Riazor. O que ajuda a explicar o vento friozinho, num fim de tarde de primavera, começo de maio de 2016.A outra, onde ficam os torcedores ultras, os Riazor Blues, dá para a torre de Marathón, fora do estádio.
A torre de Marathón
Os Riazor Blues animam o Dépor quase que sem parar, e os cantos lembram mais as “hinchadas” argentinas. Puxam o restante dos torcedores em todo o estádio.
Hora antes da partida, o “recebimiento” do ônibus do clube é bem barulhento e colorido.
“Recebimiento” caloroso da torcida deportivista ao ôniuis do time
Disputar título do campeonato espanhol. Fazer bonito nos últimos mata-mata da Champions. Jogar quase que de igual pra igual com o rival conterrâneo de Madrid e com o Barça. Isso faz diferença, claro, o orgulho rojiblanco voltou com tudo na era Simeone. Esta semana, o Atlético de Madrid passou de 85 mil sócios. Sete mil a mais que na temporada 2014-2015. Um crescimento de 9 por cento, segundo o clube.
Em janeiro, saiu o relatório Deloitte Football Money 2016 e, pela 11ª vez, o Real Madrid liderava a ‘liga do dinheiro’ no planeta bola. Os galáticos tiveram na temporada 2014-15 uma receita de 577 milhões de euros – hoje, mais de dois bilhões e trezentos milhões de reais, sem contar com a venda de jogadores. Só grana de TV, receita comercial e dias de jogos. Média de público: quase 73 mil merengues por partida no Bernabéu.
O Barça, campeão de quase tudo na temporada 2014-15, pulou do quarto pro segundo lugar neste ranking, com uma receita de 560 milhões de euros, mais de 2 bilhões e duzentos milhões de reais pela cotação de hoje (receita comercial sem considerar venda de atletas, grana da TV e movimento nos dias de jogos). Média de público: mais de 77 mil culés por partida no Camp Nou, maior estádio da Europa.
#GràciesJohan: No clássico deste sábado 2 de abril de 2016, o Camp Nou vai ter um mosaico em homenagem ao ídolo Cruyff, que morreu semana passada.
E quem ganha El Clásico nas redes sociais: a página do Barcelona no Facebook tem mais de 91 milhões de seguidores, enquanto o Real Madrid tem mais de 87 milhões de fãs no Facebook. O Real Madrid ganha o dérbi no Twitter: só a conta em castelhano tem 18,7 milhões de seguidores. O maior Twitter do Barça é em inglês: 17,1 milhões de seguidores.
Oito de março é o Dia da Mulher. O Real Betis resolveu homenagear as torcedoras e, por uma rodada do campeonato espanhol, vai trocar o verde e branco pelo verde e rosa nas listras da camisa principal. O meio-campo bético Álvaro Cejudo apresentou a camiseta que vai ser usada na partida de domingo, no Benito Villamarín, contra o Granada, também da Andaluzia.
facebook.com/realbetisbalompie
O clube andaluz vai oferecer ainda uma série de atrativos para as torcedoras na Semana de la mujer bética. Torcedoras pagam 10 euros pra ver a partida contra os vizinhos de Granada – sócias ou não. Elas ainda vão ter desconto na loja. E a tribuna de honra será ocupada por só mulheres. Continuar lendo “Atrás do verde e rosa”→
Podemos dizer que o Barça assiste de camarote ao dérbi madrilenho que vai ser disputado neste sábado, no Bernabéu. O líder de La Liga tem 8 pontos de vantagem sobre o Atletie 9 sobre o Real Madrid. Se der empate no clássico de Madri, no domingo o Barça pode ampliar para 11 e 12 pontos a vantagem. Basta vencer no Camp Nou o perigoso Sevilla, 5º colocado no campeonato. Nesse caso, se a partida entre blancos e rojiblancos tiver vencedor, o perdedor dá praticamente “adiós” ao sonho de impedir mais uma taça do time de Luis Enrique. Por isso, o diário catalão (e blaugrana por linha editorial) fez esta capa, muito boa por sinal.
Situação diferente de um, dois anos atrás (lembro que Real e Atleti decidiram a Champions num derbi madrileño lisboeta). Mas como já disseram, clássico é clássico e vice-versa! E o de Madri rende horas de debates apaixonados nos balcões de bares… e não só! Em qualquer lugar da capital.
No ano passado, o departamento de turismo da Comunidade de Madri publicou dois anúncios bem legais mostrando visões madridistas e atleticanas da capital espanhola. Diego Simeone Fernando Torres, Raúl Jiménez, Koke, Griezmann e o então ídolo rojiblanco Arda Turan (hoje no Barça)) mostraram uma outra Madri. Boas dicas!
Pelo lado do Real, o multicampeão Carlo Ancelotti (agora a caminho de Munique) ainda era o técnico merengue na época do vídeo. Astros do futebol (Cristiano Ronaldo, Isco, Bale, Toni Kroos, Benzema, Navas) e do basquete blanco (Nocioni, Sergio Llul, Sergio Rodríguez e Felipe Reyes) participaram do divertido anúncio. Confira dentro do post. E não deixe de conhecer Madri!
Convidamos o amigo Raphael Sanz, de família basca, que nos apresentou a torcida do maior representante futebolístico do Euskadi. A forte identidade regional, as rivalidades com os clubes madrilenhos, muito folclore e rock cantado em euskara, ressonando desde a Herri Norte, que faz pulsar o renovado San Mamés.
Por falar na série Som das Torcidas, da Central3 (veja post anterior), os podcasts que inspiraram a primeira temporada em vídeo contam com mais de 70 programa. O podcast Som das Torcidas #71 fala do Athletic Club, de Bilbao, a influência dos ingleses, a ligação com o Atlético de Madrid (que nasceu como filial do clube de Bilbao), os anos sob Franco, as principais características – como só ter jogadores de origem basca, a torcida dos leones e, claro, cantos e músicas ouvidos em San Mamés. Ao lado do convidado Raphael Sanz, os titulares do programa rolam bandas como Escorbuto, Su Ta Gar e M.C.D. (Me Cago en Dios). Confesso que não conhecia a versão em castelhano do hino do Athletic – completamente diferente do hino que se ouve na ‘catedral’.
Esquecer deste sábado de #ElClásico vai ser difícil tanto para os torcedores de Barça e Real Madrid. Para os culés, torcedores do time catalão, pela estupenda vitória, de goleada, em pleno Santiago Bernabéu. Para os merengues, pela derrota doída para o arquirrival, dentro de casa. Sóóóóóó deu Barça em Madri na 13ª rodada de La Liga 2015-16. E o histórico quatro a zero ficou barato, embora o portero chileno do Barça, Claudio Bravo, tenha feito também um partidazo.
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Com o M do trio MSN preservado, no banco, até o o decorrer do segundo tempo, o Barça de Luis Henrique correu alguns riscos, mas dominou o jogo, teve muita posse de bola (59% a 41%), e saiu na frente com Suárez em assistência de Sergi Roberto, que vem crescendo muito.
24 – Luis Suarez's goal in this game came after a build up of 24 passes; the most for a La Liga goal in 15-16. Fluid pic.twitter.com/C6alAFRG1a