“Día de la madre”: bela homenagem do Athletic Club ao Dia das Mães

Moreno, Sagarna, Domínguez, Imaz, Borde, Nausia, Derteano, Arana, Laskurain, Goñi e Zubeldia. Foi com esses nomes nas camisas que os rojiblancos de Bilbao entraram em campo hoje em Vigo, na partida contra o Celta, que terminou empatada (1×1). São os sobrenomes das mães dos jogadores. Moreno, por exemplo, é o “apellido” (sobrenome, em castelhano) da mão do goleiro Iraizoz. Goñi, do atacante Muniain. As imagens abaixo são do canal do Athletic no Tube.

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“Mediapunta”

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Mediapunta.es/

Gostaria de aproveitar que liga espanhola 2012/13 vai chegando ao final -a questão parece ser quando e onde o Barça vai soltar o grito de campeão- para dar uma daquelas dicas do Fut Pop Clube para quem gosta do futebol espanhol (que acreditem, não se resume mesmo a Barça e Real. Tem muita história e paixão em estádios como San Mamés, Mestalla, Vicente Calderón, Sánchez Pizjuán, Cornellà-El Prat e tantos outros). Bom, depois do nariz de cera danado, lá vai. Toda rodada da liga das estrelas, a revista Mediapunta é distribuída na porta de dez desses estádios. Esta capinha é da revista da 27ª rodada, que destacava:

  • uma entrevista com Fernando Vázquez, técnico que comandou a reação do Deportivo La Coruña na fuga do rebaixamento
  • perfil do zagueiro brasileiro Miranda (ex-São Paulo), hoje no Atlético de Madrid – um “box” lembra outros brasileiros do Atleti, de Vavá a Filipe Luís, passando por Luís Pereira e Leivinha.
  • foi nesta edição 159 da Mediapunta que fiquei sabendo do livro do colobiano Wilmar Cabrera, “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal” – tema do próximo post.

Quer ler? É só baixar essa edição aqui. Outras edições anteriores neste link. A última aqui. E agora a home page da Mediapunta. Continuar lendo ““Mediapunta””

Capitão Messi

FOTO Miguel Ruiz - FCB
FOTO Miguel Ruiz – FCB

BARCELONA – Messi comandou mais uma vitória do Barcelona, uma assistência e dois tentos (o segundo, um golaço) contra um valente Rayo Vallecano. 3 a 1. Até aí, nenhuma graaande novidade. A nova é que pela primeira vez numa partida de campeonato, o craque argentino usou a braçadeira de capitão, após a substituição de Iniesta.
Depois de um começo morno, vi no Camp Nou um jogo franco e aberto. Apesar da ousada atuação do Rayo, a impressão que dá é que o Barça poderia ter feito mais gols.
Quantas nacionalidades estão representadas no Camp Nou? Talvez seja mais fácil ver quais não estão… No superlotado metrô após o jogo, se escuta  inglês dos 2 lados do Atlântico. Italiano. Japonês. Chinês. Russo, Alemão. Português de Portugal. Catalão, claro. No minuto 17:14 de cada tempo, os torcedores locais gritam pela independência da Catalunha.
Tinha até brasileiro dentro do estádio com um cartaz onde se lia” “Mamãe, estou no Camp Nou”.

Verso de flâmula comemorativa dos 50 anos do Camp Nou, em 2007
Flâmula do Rayo Vallecano

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Rolê do Fut Pop Clube pelo Mestalla, em noite de Valencia vs Bétis

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IMG_20130315_212050VALÊNCIA – Minha “estreia” no Mestalla foi com esse jogo, disputado na noite de sábado. Cidade cheia por causa das Fallas, festa valenciana que atrai gente de quase todos os cantos. Estádio com excelente público, mas não lotado.
No primeiro tempo, só deu Valencia, que teve Diego Alves no gol (muito esperto na reposição de bola). E o juiz deu um pênalti bastante contestado pelo Bétis. Soldado converteu.
Show do intervalo: uma banda de música deu uma volta olímpica, tocando pra galera.
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No segundo tempo, o Bétis voltou muito mais ligado. Esteve muito perto do gol de empate.
Com o revezamento de jogadores, o Valencia chegou ao segundo gol. O brasileiro Jonas fez um belo gol no último lance da partida. 3×0, placar que não diz o que foi o segundo tempo.
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Hora do brunch: Athletic 1×0 Valencia.

Hora do brunch: Athletic 1×0 Valencia.

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BILBAO – No último domingo, conferi in loco a partida do meio-dia da liga espanhola: o Athletic venceu o Valencia por 1 a 0, golaço de Muniain, que acabou com uma longa seca de gols. Partidaça, muito bem disputada, com emoção e muitas chances de gol – desperdiçadas em parte por causa das atuações dos goleiros. O Athletic do Loco Bielsa começou bem, especialmente pela ponta esquerda, com Ibai Gómez. Aliás, na Europa se joga bastante pelas pontas. O que não é sinônimo de gols. No segundo tempo, o Valencia voltou bem melhor. E esteve perto de abrir o placar. Tanto que o goleiro do Athletic foi “o cara” da partida. O navarro Iraizoz, que andou sendo questionado e até barrado, fez várias ótimas defesas (só uma saída em falso). O próprio Bielsa reconheceu que o Valencia jogou melhor.
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38 mil pessoas quase lotaram La Catedral, como o velho e belo estádio de San Mamés é chamado.
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Chamou a atenção da imprensa basca a quantidade de crianças nesta partida do meio-dia – o que no Brasil é muito comum, inclusive em partidas noturnas. Por outro lado, na liga das estrelas se vê muitas senhoras nos estádios (no Brasil, se vê mulheres jovens nas arquibancadas). E a torcida, que participa e reclama bastante, me pareceu mais educada, pelo menos no setor em que fiquei, perto do campo e em frente ao marcante arco de San Mamés. “Fuera! Fuera!”, gritam para o árbitro, depois de uma decisão que favorece o visitante. No Brasil, seria o filho daquilo. E o jogador adversário é brindado com o coro de “tonto, tonto…”. Torcida que ajudou bastante o Athletic a aguentar a pressão depois de achar o gol. Comum ver casal de torcedores, um de cada time. Como o jovem casal que ficou atrás de mim na longa fila pra comprar ingresso, no sábado. Ele, Athletic. Ela, Valencia. Deu pra perceber que o uniforme 2 do Valencia – com as cores da senyera- caiu no gosto do clube levantino. Vestiam esse colorido uniforme os integrantes da “barra” do Valencia, que chegaram e ficaram cercados pela polícia basca o tempo todo, num canto do estádio. Enfim, “partidazo”. Excelente atmosfera para o futebol no centenário San Mamés, que verá sua última partida de liga em 29 de maio, contra um rival local do Valencia, o Levante. Um dia eu volto pra conhecer o novo San Mamés, que está sendo erguido ao lado.
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O último dérbi basco no “viejo” San Mamés

Era o jogo 100 de Loco Bielsa à frente do Athletic… o último dérbi basco no estádio San Mamés (que vai ser demolido, para a conclusão do San Mamés Barria) e deu Real Sociedad, de virada (3×1). Estava lendo no El País sobre uma maldição contra os goleiros do Athletic, o comentarista da ESPN Brasil ajudou a secar… e não é que o jovem goleiro Raúl, do time da casa, deu uma bela batida de roupa no gol da virada? Sai, zica!

Café da manhã com o Barcelona

Impressionante o panorama do Camp Nou lotado durante o dia. FOTO Marta Becerra / FCB | www.fcbarcelona.com
Impressionante o panorama do Camp Nou lotado durante o dia. FOTO Marta Becerra / FCB | http://www.fcbarcelona.com
  • Pela primeira vez nesta temporada, o “jogo do meio-dia” da liga espanhola teve o Barcelona como mandante, no Camp Nou.
  • Desde dezembro de 1965, o Barça não jogava pela liga nesse horário.
  • Meio-dia lá, 9 da manhã aqui. Assisti ao jogo tomando café da manhã. E o Barça ofereceu foi um buffet de gols.
FOTO Miguel Ruiz | FCB | fcbarcelona.com
FOTO Miguel Ruiz | FCB | fcbarcelona.com

Está vendo a “tradicional foto para a posteridade”, em que o Barça aproveita para desejar feliz ano novo para o mercado consumidor chinês?
Cinco jogadores marcaram gols. Alexis, Messi, Villa, o genial Iniesta até um dos zagueiros, papai Piqué. E Tello, que entrou no lugar de Alexis, também deixou uma bola no fundo da rede. Mais um pouco até o goleiro Valdés marcaria…
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Onze homens e um segredo.

http://store.fcbarcelona.com/

Valdés, Daniel Alves, Piqué, Puyol, Jordi Alba, Busquets, Xavi, Cesc Fàbregas, Pedro, Messi e Iniesta. Os 10 jogadores em negrito foram formados nas ‘canteras’, a base do Barcelona. Aos 13 minutos da partida que terminou em goleada contra o Levante, no estádio Ciutat de Valencia, o lateral brasileiro se machucou. Dani Alves foi susbtituído por Montoya. E o Barça ficou com 11 jogadores formados em La Masia no gramado – até os 30 do segundo tempo, quando Adriano substituiu Jordi Alba.

O Barça venceu o Levante por 4×0 (veja os gols aqui, todos saíram no segundo tempo). E não estranhe: o Barça jogou com seu “ensolarado” uniforme nº 2 (à direita) contra o dono da casa, que veste azul e grená. A estrela da companhia, Messi, argentino que ainda adolescente mudou para La Masia, chegou a 82 gols no ano. Vai bater o recorde de Gerd “Der Bomber” Müller (85), duvida?

Com 11 jogadores da base em mais de uma hora de bola rolando, o líder do campeonato abriu 11 pontos sobre o Real arquirrival, que perdeu para o Bétis, na linda Sevilha.  O vice-líder é o Atlético de Madrid e de Falcao García.

No Mundial de Clubes 2011, de lembrança não muito agradável para o nosso glorioso alvinegro praiano, o Barça usou 9 pratas da casa. Leia o post “Craque, o Barcelona faz em casa” (homenagem ao Flamengo campeão de tudo em 1981 com 7 jogadores da base).  Continuar lendo “Onze homens e um segredo.”

O Brasileirão fica fora do Top 10 dos campeonatos de maior público no mundo.


O campeonato é bom. Nas rodadas sem clássicos de tradicional rivalidade estadual, o telespectador com acesso ao pay per view tem até dificuldade para escolher que confronto interestadual vai ver. Hoje por exemplo: Flu 2×2 Grêmio, Bahia 0x1 Palmeiras, Inter 2×3 Figueira ou Coritiba 2×1 Náutico? Santos 2×2 Atlético ou Cruzeiro 2×0 Corinthians ou ainda Portuguesa 0x0 Flamengo? Quando a briga não é pelo título ou por vaga na “Liberta”, é para fugir do rebaixamento.

No entanto, o Brasileirão não passa do 13º lugar no ranking dos 20 campeonatos nacionais com maior média de público do mundo, divulgado esta semana pela Pluri Consultoria. Segundo o relatório, que levou em conta a última temporada completa das principais ligas nacionais do planeta bola, a Bundesliga lidera o ranking, com um público total de 13.795.286 torcedores. Média de público por jogo estrondosa: 45.083. Taxa de ocupação dos estádios na primeira divisão alemã alcança acachapantes 93%, superados apenas pela Premier League inglesa (97%).

A Allianz Arena está sempre toda lotada nos jogos do Bayern de Munique
A Allianz Arena está sempre toda lotada nos jogos do Bayern de Munique…
Mas os ingressos que não vão ser usados são recolocados à venda…
… é a chance de ver um jogo do Bayern em casa, na Bundesliga

Segundo o ranking da Pluri Consultoria, os cinco campeonatos com maior público são:

  1. Campeonato Alemão
  2. Campeonato Inglês
  3. Campeonato Espanhol
  4. Campeonato Mexicano
  5. Campeonato Italiano, que caiu bem nas últimas décadas (apenas 51% de ocupação dos estádios)

A Major League Soccer americana, o futebol holandês, o campeonato francês e até as segundonas inglesa e alemã (ambas muito bem organizadas), o campeonato chinês (país mais populoso do planeta, é bom lembrar) e a liga japonesa levam mais gente aos estádios do que o Brasileirão, que em 2011 teve média de 14.897 torcedores por jogo (44% dos lugares nos estádios foram ocupados).

O excelente blog Futebol de Campo citou um dado da mesma Pluri: 7 milhões de ingressos encalharam no Brasileirão 2011 (menos 200 milhões de reais nos cofres dos clubes).

A saída não é mudar a fórmula, claro que não. Deixo claro que sou “pontoscorridos.com.br”, no caso do campeonato mais longo. Mata-mata? Já temos: a Copa do Brasil. A saída é oferecer mais conforto ao torcedor, promover muito mais o espetáculo (que é bom), como os programas tipo sócio-torcedor e acima de tudo, ter um calendário mais racional.

Acredito que a partir da (re)inauguração de estádios populares como Maracanã e Mineirão, que ficarão muito mais modernos, e a entrega das novas arenas do Grêmio e do Corinthians, essa média do Brasileirão vai subir e muito. Mas é preciso se preparar para fazer com que o torcedor vá e volte, sempre. Que os estádios continuem a receber grandes públicos depois que passar o cheiro de novo das cadeiras.

Mas será que o Brasil é mesmo o país do futebol?

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