Reprodução de parte da capa do livro de João Máximo: “Maracanã, Meio Século de Paixão”, que saiu em 2000, pela editora DBA
Principal cenário do Mundial de 1950, local da decisão da Copa 2014, o Maracanã abriu as portas em 16 de junho de 1950. Dias antes da Copa 50, a primeira partida: Seleção Carioca x Seleção Paulista. Você consegue imaginar o frisson que esse jogo deve ter provocado? Gol inaugural de Didi, o gênio da folha-seca. Mas os paulistas ganharam por 3×1, de virada. O resto é história. História do futebol do Rio, do Brasil e do mundo.
O Maracanazo. A conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A visita do mágico time do Honved, de Puskas. Santos campeão mundial de clubes. O recorde de público em 1969, na vitória suada contra o Paraguai, pelas Eliminatórias, que classificou a Seleção para o Mundial, o do tri, em 70. Romário 2×0 Uruguai, outra classificação sofrida para Copa, a do tetra, em 94. Tantos Fla-Flus, Clássicos dos Milhões, Clássicos da Paz, Clássicos Vovôs. As despedidas de Pelé e de Garrincha da Seleção são momentos lembrados pelo excelente livro do jornalista João Máximo, “Maracanã, Meio Século de Paixão“, editado 12 anos atrás pela DBA. Continuar lendo “Maracanã, 62 anos de “praia””→
Este é um filme sobre a paixão dos torcedores do Boca Juniors, que tem como subtítulo “em nome do pai, do filho e de Diego Maradona”. É uma produção dinamarquesa dirigida por Ole Bendtzen, que foi exibida no recente festival CINEfoot no Rio e S.Paulo. Ole Bendtzen acompanha um operário fanático por Maradona (Pablo), uma senhora que a gente pode comparar àquelas torcedoras-símbolo, Paula, conhecida por todos no Boca como La Tia. E um jornalista, Hernán, que trabalha para o site do clube ‘xeneize’. A fotografia é excelente. Chegam a arrepiar as tomadas que mostram La Bombonera. E os personagens são muito bons – e por incrível que pareça, o melhor é o que é menos “povão”, Hernán. São hilários seus diálogos no divã do terapeuta. Também é muito boa a história da lembrancinha de aniversário que La Tia decide comprar para Martín Palermo. Aperto o botão curtir para este filme.
A terceira edição do CINEfoot terminou em São Paulo com uma sessão em homenagem ao Canal 100, à conquista da Jules Rimet e ao bi mundial do Santos em 1962 e 63 e a premiação aos vencedores do festival (mantendo o mistério neste começo do post, um filme sobre o Bahia, um sobre a democracia corintiana e outro sobre um pequeno time da Catalunha).
A primeira atração foi um curta do clássico acervo do Canal 100 sobre o Santos bicampeão do mundo, com as imagens dos jogões contra o Benfica em 1962, da final da Libertadores de 1963, contra o Boca, em plena Bombonera (os boquenses já comemoravam com avalanche, atrás do gol), e das duas partidas realizadas no Maracanã, contra o Milan em 1963 (o Santos perdeu em Milão, venceu a partida de volta no Maracanã -sem Pelé-e também o jogo-desempate, 48 horas depois). Sempre bom ver e rever os gols geniais de Pelé, em jogadas cheias de força, arte e raça (como ele vibrava, com cada gol, pulando e dando o soco no ar), e todo o timaço do Santos. E dá-lhe “Que Bonito É (Na Cadência do Samba)”. O segundo filme da noite também foi uma produção do Canal 100, o longa “Brasil Bom de Bola”, que conta a história do futebol tricampeão em 70. Continuar lendo “Que bonito é…”→
O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em “Meninos de Kichute”
(x) Gol de placa
( ) Gol bonito
( ) Bateu na trave
( ) Bola murcha
O espectador do festival CINEfoot recebe na entrada das sessões um cupom com essas opções para marcar em cada um dos filmes da mostra competitiva. E bola pro mato que o jogo é de campeonato e vale a Taça CINEfoot. “Meninos de Kichute”, longa-metragem de Luca Amberg que fechou a rodada dupla da penúltima jornada do festival em São Paulo, ganha fácil a cotação (x) Gol de placa.
O filme inspirado no livro de mesmo nome de Márcio Américo se passa nos anos do “Eu te amo meu Brasil” e parece até feito nos anos 70, de tão cuidada a reconstituição de época. Quem está na faixa dos 40 anos vai se lembrar dos tempos de aulas de Moral e Cívica, álbuns de figurinhas, revistas de mulher pelada, Magiclik, carros Brasília, Kharman Ghia, Dodge Dart, futebol, Canal 100, sonorizado com a versão instrumental de”Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, e claro, a chuteira Kichute do título – e antes que alguém identifique a primeira música do trailer e do filme com o ufanismo do “Brasil gigante”, noto que é possível identificar no papel do pai o Estado violento, repressor e mentiroso. Mesmo para uma criança criada em apartamento como este que vos bloga, é impossível não se identificar com as desventuras desses “guris”. Ótimos diálogos, factíveis, ótimas atuações (especialmente de Werner Schünemann, Vivianne Pasmanter, Arlete Salles e o protagonista Lucas Alexandre, bem dirigido como todo o elenco “juvenil), boa trilha sonora da época, a cargo de Netinho, dos Incríveis. É certamente um dos nossos melhores filmes sobre futebol – e sobre amizade e descobertas. Referências fora do Brasil: “Conta Comigo”, clássica sessão da tarde, e a nostalgia de “Adeus Lênin”.
“Que belo time/que belo esquadrão. Juventus amigo/do meu coração”, canta a torcida Ju-Jovem do clube grená da Mooca, presente na segunda sessão desta noite. Que belo filme, digo eu, sobre o curta “Juventus Rumo a Tóquio”, que assisti na telona pela segunda vez. E mesmo tendo visto outras vezes na internet, sinto o suspense do documentário, mesmo sabendo o resultado. Muito bom!
Ah, sim: o CINEfoot convidou o Divino camisa 10 Ademir da Guia para receber uma placa em homenagem aos 100 anos de nascimento do pai dele, Domingos da Guia, o Divino Mestre. Bacana!
3 de junho de 2012. 120 anos da fundação oficial do Liverpool FC (a página dos “reds” na web lista 120 momentos marcantes, como 18 ligas inglesas, 5 Copas/Ligas dos Campeões europeus -a popular “the Champions”!-, 7 Copas da Inglaterra, 8 Copas da Liga Inglesas, 3 Copas da Uefa, entre outras taças – eta time copeiro!).
Por coincidência ou não, Fut Pop Clube teve o prazer de assistir, na rodada deste domingo do festival CINEfoot, em São Paulo, um divertidíssimo filme curto que tem muito a ver com o Liverpool e seu hino, “You´ll Never Walk Alone”. É o curta-metragem (17 minutos) “Home, Away” (“Dentro, Fora”), uma produção que veio das Ilhas Maurício! Sinopse: Alex é fanático pelo Manchester United e encomenda uma daquelas pequenas antenas parabólicas de TV para ver um clássico entre o Man United dele e o Liverpool, time preferido de Kenny, o menino vizinho de Alex. Para não estragar a surpresa de quem não viu, só digo que “You´ll Never Walk Alone” tem destaque no roteiro, muito bem bolado por Wassim Sookia. E mais não posso contar, para não ser “spoiler”! Mas dá pra ver o curta na íntegra aqui, olha. Ah, o diretor, roteirista e produtor executivo Wassim Sokia é um torcedor do Liverpool, como a maioria dos integrantes de sua equipe, nos informam os créditos finais. Bacana, isso! Nota dez para o curta! Continuar lendo ““You´ll Never Walk Alone”. 120 anos do Liverpool FC.”→
É o festival de cinema que a gente esperava desde a infância: tem filme sobre futebol de botão, kichute… só faltou um sobre pebolim, mas isso o Juan José Campanella está se encarregando de produzir. Também tem papo sério: conflito Israel-Palestina. Neste sábado, 2 de junho, o CINEfoot exibe a partir das 16h, no auditório do Museu do Futebol, o curta “Vai pro Gol” (na trilha sonora, tem música das meninas do Choro das 3, excelente grupo) e o longa “Sobre Futebol e Barreiras” – um olhar sobre o conflito Israel-Palestina em meio à última Copa do Mundo. Confira um teaser no site oficial.
Texto anterior, do primeiro dia de festival em SP:
Um curta sobre o São Cristóvão de Futebol e Regatas e uma longa russo de ficção que tem como personagem um goleiro do Dínamo de Kiev abrem amanhã a seleção carioca do terceiro CINEfoot – Festival de Cinema de Futebol. A sessão começa às 20h30, com “Meu Glorioso São Cristóvão“, um doc de Ney Costa Santos de 1978 sobre o simpático São Cri-Cri, campeão carioca de 1926, clube onde começou o Fenômeno. Em seguida, o CINEfoot exibe o filme russo “Match”. O diretor Andrei Malyukov conta a relação atribulada entre o goleiro do Dínamo e uma grande paixão. A Segunda Guerra interfere no romance e o destino de muitas pessoas depende de uma partida de futebol. A sinopse me deixou com muita vontade de ver (abaixo, publico o trailer; a produção parece bacana). Então, “Meu Glorioso São Cristóvão” e “Match” abrem o CINEfoot no Rio, nesta quinta-feira, 24 de maio, a partir de 20h30, no Espaço Itaú de Cinema – praia de Botafogo, 316. A entrada é grátis, e por isso mesmo, é bom chegar um tempo antes para garantir um lugar.
Cartaz do filme “Bichos Criollos”, sobre o Argentinos Juniors
O bairro é La Paternal, na região central de Buenos Aires. O clube, a Associación Atlética Argentinos Juniors, que revelou o genial Diego Maradona (“Los Cebollitas” era o apelido do time formado pelo treinador Francisco Cornejo) e outros craques como Juan Román Riquelme, Fernando Redondo, Esteban Cambiasso e Juan Pablo Sorín. Foi graças a um comentário de Sorín, durante transmissão de jogo do River Plate, na ESPN Brasil que fiquei sabendo do filme “Bichos Criollos”, um documentário de 75 minutos sobre o Argentinos Juniors, dirigido por Diego Lombardi. Na mesma semana em que dois campeões estaduais do futebol verde e amarelo, os fortes Fluminense e Santos, perderam nos alçapões do Boca e do Vélez, o doc “Bichos Criollos” estreou em dois cinemas de Buenos Aires. O produtor Victor Tujschinaider comentou aqui no Fut Pop Clube que tinha interesse em mostrar o filme aqui no Brasil, em cinemas ou na TV. E a boa nova: “Bichos Criollos” vai passar na mostra competitiva do festival CINEfoot 2013 tanto no Rio (23-28 de maio, no Espaço Itaú de Cinema -Praia de Botafogo e CCJF) como em São Paulo (6-11 de junho, Museu do Futebol e/ou Espaço Itaú de Cinema Augusta).
Ainda vou procurar uma edição da “El Gráfico” que tem reportagem de capa sobre Maradona, no tempo dos “cebollitas”. E atualizo o blog.
Este é o trailer do filme “Bichos Criollos”, “el documental de Argentinos Juniors“. O “Tifón” revelou Diego Armando Maradona, que hoje dá nome ao estádio do clube. E “el diez” é um dos entrevistados, ao lado de Sorín, Cambiasso, Redondo etc.
O título da “peli” reúne dois dos apelidos do Argentinos: Bichos (mais recente) e Criollos (do começo do século XX).
O slogan “Un barrio, un club de fútbol, una identidad” dá mais pistas. O filme fala da ligação do clube com o bairro – La Paternal, em Buenos Aires.
“Bichos Criollos” estreia em dois cinemas argentinos na semana de 17 a 23 de maio. Tomara que chegue aqui.