“Um Time Show de Bola” em DVD. “Meninos de Kichute” nos cinemas. E a última semana do CINEfoot.

As livrarias receberam um caminhão de novidades e relançamentos sobre futebol e em especial Copa do Mundo. Tem muito livro bom.
O Sesc Pompeia faz uma exposição multimídia sobre futebol & música (Música de Chuteiras) e no Rio tem um musical (“Samba Futebol Clube”) – vamos falar deles ainda.
741198_254025904728338_2097897668_oEstes dias antes da Copa são ótimos tempos para quem gosta de filmes sobre futebol.
Uma excelente notícia é o lançamento em DVD da animação 3D “Um Time Show de Bola” (“Metegol”), filme dirigido por um craque argentino do cinema, Juan José Campanella, a partir de um conto de Fontanarossa, que era maluco por futebol. Bonequinhos de pebolim (totó) ganham vida e saem da mesa de jogo nesse filme pra agradar a família toda.
A gorduchinha também rola redonda nos cinemas.

O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em "Meninos de Kichute"
O goleiro Beto (Lucas Alexandre), em “Meninos de Kichute”

Uma produção brasileira que passou numa edição anterior do festival CINEfoot finalmente entra em circuito em 5 de março. “Meninos de Kichute, de Luca Amberg. Kichute? A molecada de hoje nem sabe o que é isso, mas esse é um filme com potencial para agradar o público infanto-juvenil e ainda mais os marmanjos que vão se emocionar com as lembranças da infância nos anos 70. Como o kichute, chuteirinha algo tosca que era objeto do desejo de 10 entre 10 boleirinhos dos 70.


E a edição 2014 do CINEfoot – que já terminou no Rio – continua em São Paulo (Espaço Itaú de Cinema e CCSP) e em BH com uma programação espetacular. Pena que se o torcedor/espectador perde uma sessão de um filme em especial dificilmente terá uma segunda chance agora.

Confira a programação dos próximos dias de CINEfoot em SP. Tem filme sobre a Copa de 50, Corinthians, Palmeiras, Boca Juniors, a Holanda de 74 nas lentes do Canal 100 e mais uma chance para ver os imperdíveis “A Copa Perdida / Il Mundial Dimenticato”, “Os Rebeldes do Futebol” e “O Ano em que meus pais saíram de férias”, o favorito do blogueiro.
1921220_642312172528823_4011048284205689691_oEspaço Itaú de Cinema |Augusta (Rua Augusta, 1.475 e 1.470 – Consolação)

  • Domingo 01/06

19h – HOMENAGEM: JOGADORES DA COPA DE 1950 & FAMILIARES

GARRA CHARRÚA, ficção de Felipe Bravo (Espanha, 2012)

DOSSIÊ 50: COMÍCIO A FAVOR DOS NÁUFRAGOS, de Geneton Moraes Neto (RJ, 2013)

21h – HOMENAGEM: CENTENÁRIO DO PRIMEIRO TÍTULO DO S.C. CORINTHIANS PAULISTA

BANDO DE LOUCOS, de Jader Lago (SP, 2011)
image001DEMOCRACIA EM PRETO E BRANCO, de Pedro Asbeg (RJ, 2013), longa vencedor da Taça CINEfoot no Rio.

  • Segunda 02/06

19h – HOMENAGEM: CENTENÁRIO S.E. PALMEIRAS
HOMENAGEM: BOM SENSO F.C.
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O OUTRO SUPERCLÁSSICO/El Otro Superclásic/The Other Superclasico, de Santiago Dulce (SP, 2014). Filme sobre um Boca x River … em Sergipe!

12 DE JUNHO DE 1993 – O DIA DA PAIXÃO PALMEIRENSE, de Mauro Beting, Jaime Queiroz (SP, 2014)

21h – :: LIBERTADORES , de Gabriel Rubim (RS, 2013)

PELADA, FUTEBOL NA FAVELA, de Alex Miranda (SP, 2013)

  • Terça 03/06

19h – SESSÃO ESPECIAL

INTERVALO, de Rogério Zagallo (SP, 2014)
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SANTO MARCOS, de Thiago Di Fiore (SP, 2013)

21h – SESSÃO ENCERRAMENTO & PREMIAÇÃO
HOMENAGEM: CANAL 100

FUTEBOL TOTAL, de Carlos Leonan, Oswaldo Caldeira (RJ, 1974)

  • Centro Cultural São Paulo – CCSP (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso)

MOSTRA PAIXÃO E AGONIA / O FUTEBOL NO CINEMA EUROPEU E SUL-AMERICANO

  • Quarta 04/06
http://lesrebellesdufoot.com/

17h15OS REBELDES DO FUTEBOL/Football rebels / Les rebells du Foot, de Gilles Perez, Gilles Rof (França, 2012)

19h45COPA VIDIGAL, de Luciano Vidigal (RJ, 2010)

  • Quinta 05/06

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17h15O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS, clássico de Cao Hamburger (SP, 2006)

19h45 – A OUTRA FINAL, de Johan Kramer (Países Baixos, 2002)

  • Sexta 06/06

17h15FUTEBOL É DEUS/Fodbold er Gud / Football is God, de Ole Bendtzen (Dinamarca, 2010). Louco doc sobre a paixão pelo Boca!


19h45MUNDIALITO, de Sebastian Bednarik (Uruguai, 2010)

  • Sábado 07/06


15hO GOLEIRO DO LIVERPOOL, de Arild Andresen (2011)

O “Mundial” de 1942 tem até cartaz oficial, no filme italiano

17h15A COPA PERDIDA/ Il Mundial Dimenticato / The Lost World Cup, engraçado “documentário” sobre um mundial que nunca existiu, de Lorenzo Garzella, Filippo Macelloni (Itália, 2012). Imperdível! Confira um pedaço.


19h45 – 66/67 – ACABOU O FAIRPLAY, de Carsten Ludwig, Jan-Cristoph Glaser (Alemanha, 2009)

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Futebol, política e rock´n´roll

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image001Democracia em Preto e Branco“, o longa-metragem de Pedro Asbeg sobre o curto mas marcante período da democracia corintiana, vai passar no festival de documentários É Tudo Verdade.

  • Quinta, 10 de abril, 21h, cine Livraria Cultura (Conjunto Nacional, metrô: Paulista / Consolação)
  • Sexta, 11 de abril, 15h, no mesmo cinema.

Imperdível. Continuar lendo “Futebol, política e rock´n´roll”

Lançamento: “Oswaldo Brandão – Libertador Corintiano, Herói Palmeirense”.

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Oswaldo Brandão foi técnico da Segunda Academia alviverde, bicampeã brasileira de forma consecutiva em 1972 e 73 – já tinha sido campeão da Taça Brasil de 1960, que hoje é equiparada ao Brasileirão, paulista de 1947, 59 e 72 pelo alviverde. Era o técnico do Palmeiras quando um gol de Ronaldo (Ronaldo Gonçalves Drummond, ex-Galo, futuro cruzeirense) impediu que o Corinthians de Rivellino acabasse com o jejum, num Morumbi lotado, na final do Paulistão de 74. Três anos depois, já sofrendo com a doença do filho, Márcio (câncer no cérebro), Oswaldo Brandão levou o Corinthians ao título paulista de 1977, acabando com os 23 anos de jejum de grandes títulos, com o chorado gol de Basílio contra a Ponte Preta. Aliás, Brandão era o treinador do Corinthians no último título antes da fila, o de 1954. Também foi campeão paulista em 71 pelo São Paulo de Gerson, Pedro Rocha, Toninho Guerreiro, Forlán, Terto, Paraná, Sérgio Valentim. O primeiro e até agora único treinador a boatar no peito faixa de campeão estadual por todas as cores do “trio de ferro” (Palmeiras, Corinthians e São Paulo). Na Seleção, lançou Falcão e Cerezo. Também levantou taça na Argentina, com o Independiente (Nacional de 1967).

Libertador Corintiano, herói palmeirense, como diz o título do livro que o jornalista Maurício Noriega está lançando pela editora Contexto. Esse livro era sonhado e preparado por Noriega há anos, como contou nessa #e-entrevista aqui pro Fut Pop Clube, em 2009.

Uma figura humana admirável. Sei até porque ele era muito amigo do meu pai, Luiz Noriega, e ouvi histórias muito, mas muito tocantes dele.

Brandão é o tema do capítulo 1 do primeiro livro de Nori, “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro” (também da Contexto, 2009). Leivinha, craque dessa segunda academia alviverde, depois ídolo do Atlético de Madrid, diz que o técnico Brandão foi o “nº 1” de sua carreira, um treinador quase sempre paternalista, rude quando necessário.

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Maravilha, Rivaldo!

Rivaldo parou. Aos 41. O craque tímido que começou a fazer maravilhas no seu estado de Pernambuco, com a camisa tricolor do Santa Cruz – tanto que é citado na canção mais conhecida da banda Mundo Livre S/A, “Meu Esquema”. Explodiu no Mogi Mirim, foi emprestado para o Corinthians, mas acabou no Palmeiras, que acabou com os Paulistas de 1994 e especialmente, 1996. Timaço.

PILOTA D´OR: Bola de Ouro em catalão. 1999. com a camisa do centenário do Barça, Rivaldo ergue a Bola de Ouro. Em 5 anos de Camp Nou, 136 gols, 2 títulos de La Liga, 1  Copa do Rei e uma Supercopa da Uefa. FOTO : FCB
PILOTA D´OR: Bola de Ouro em catalão. 1999. Com a camisa do centenário do Barça, Rivaldo ergue a Bola de Ouro. Em 5 anos de Camp Nou, 136 gols, 2 títulos de La Liga, 1 Copa do Rei e uma Supercopa da Uefa. FOTO : FCB

Destaque do Deportivo La Coruña que disputava título no campeonato espanhol nos anos 90, foi vendido para o Barcelona, onde é considerado uma legenda (veja a homenagem do site do Barça). Apesar de não se entender muito com o treinador holandês Louis Van Gaal, viveu seu auge nos anos no Camp Nou. Ganhou uma Bola de Ouro da revista “France Football” antes do prêmio ser unificado com a Fifa.

No finalzinho da temporada espanhola de 2000/2001, tive o privilégio de conseguir um lugarzinho descoberto lá no alto do Camp Nou, naquele jogo que Rivaldo quase que sozinho derrotou o Valencia. Marcou 3 belos gols. um #hat-trick – na Espanha, um #triplete. Fiquei sentado ao lado de holandeses como Van Gaal, atrás de um dos gols. A meta em que Rivaldo acertou um golaço de bicicleta, de fora da área, no finalzinho do jogo. 3×2. Os torcedores invadiram o campo  (citado na capa abaixo, do caderno de esporte do meu exemplar do “El Periódico”, recordação da época). Comemoravam o quarto lugar! Nunca tinha visto isso. Sabe por quê? O resultado classificou o Barça pra Champions 2001/2002 depois de alguns anos fora. Nunca vou me esquecer de ver entre torcedores, senhoras e uma criança de cadeira de rodas gritando #Ribaldo, Ribaldo, Ribaldo. O jeito como eles pronunciam o nome do craque.  Fiquei orgulhoso de ser brasileiro. Assisti in loco a um recital de Rivaldo no Camp Nou.

Capa do esporte do jornal catalão EL PERIÓDICO, no dia seguinte de Rivaldo 3x2
Capa do esporte do jornal catalão EL PERIÓDICO, no dia seguinte ao show de Rivaldo: 3×2

A decepção verde-amarela na Olimpíada de 1996 foi compensada muitas vezes, em duas Copas. Rivaldo jogou muita bola em 98 na França, ajudando a levar o Brasil à fatídica final do 0x3 no Stade de France. E em 2002, jogou tão bem ou melhor que Ronaldo Fenômeno, o artilheiro do penta.

Rivaldo rodou. Milan, Cruzeiro, futebol grego, Uzbeque, voltou pro agora seu Mogi Mirim, pediu licença para jogar no meu São Paulo, onde estreou marcando um belo gol contra a Linense e arrumou confusão com Carpegiani. Esteve em Angola, passou pelo São Caetano e pendura a chuteira agora depois de jogar ao lado do filho, no Mogi.

Rivaldo parou.

Sim, Rivaldo parou o mundo.

Obrigado, camisa 10.  Continuar lendo “Maravilha, Rivaldo!”

Pose para a posteridade

FOTO Danilo Borges / Portal da Copa / Ministério do Esporte: http://copa2014.gov.br/
FOTO Danilo Borges / Portal da Copa / Ministério do Esporte

O elenco do Corinthians posa antes do primeiro treino no novo estádio do alvinegro. Arena Corinthians. Palco da abertura da Copa de 2014. 12 de junho, uma quinta-feira, 17 horas. A Brazuca vai rolar pra Brasil e Croácia.

O jornalista Fernando Galvão, editor de esportes do “Jornal Nacional” em São Paulo, visitou o estádio e gostou do que viu.”Tá lindo, mas tem trabalho ainda”. Confira abaixo as fotos do rolê do Fernando Galvão, que mostram o requinte na decoração interna da nova casa corintiana (clique em qualquer foto pra abrir a galeria).

Barça à la Simpsons

http://www.fcbarcelona.pt
http://www.fcbarcelona.pt

FC Springfield?

Neymar, Messi, Xavi e Iniesta viraram “personagens” dos Simpsons. Pelo menos numa linha que o Barça e a Fox (que tem os direitos da série) vão lançar até 2015. Até 10 jogadores do clube #blaugrana podem ganhar produtos com visual inspirado pela animação de Matt Groening, que está comemorando 25 temporadas.
Continuar lendo “Barça à la Simpsons”

Minuto de silêncio para Seu Mário Travaglini

Não pode passar em branco aqui a morte de Mário Travaglini, técnico campeão por Palmeiras, Vasco, Fluminense, Corinthians e medalhista de ouro no Pan-1979.

O ex-zagueiro do Ypiranga, Nacional, Ponte Preta e Palmeiras conquistou seu primeiro estadual como treinador da academia alviverde: em 1966, contra Santos de Pelé e tudo. Pelo Palmeiras, também foi o técnico campeão da Taça Brasil 1967, que na reunificação dos títulos equivale ao campeonato brasileiro.

Seu Mário também se deu bem no Rio. Campeão brasileiro de 1974 pelo Vasco, de Roberto Dinamite.

Pelo Fluminense, ganhou com a Máquina o torneio de Paris e o carioca de 1976.

Foi o técnico da Democracia Corintiana. Campeão paulista de novo, em 1982.

Pela Seleção Brasileira, ganhou a medalha de ouro no Pan de 1979, em Porto Rico.

Obrigado, seu Mário. Descanse em paz.

Continuar lendo “Minuto de silêncio para Seu Mário Travaglini”

Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.

15219_366848486769850_857745890_nJadson já estreou pelo Corinthians. Alexandre Pato foi apresentado nesta terça pelo São Paulo. O troca-troca entre os tricolores paulista e carioca não vai rolar – pelo menos por enquanto, São Paulo e Fluminense não vão trocar Osvaldo e Wagner.
A propósito, o GloboEsporte.com fez uma lista de trocas famosas entre grandes clubes brasileiros. Uma delas mexeu com o futebol carioca em meados dos anos 70. O Fluminense de Francisco Horta mandou pro Flamengo o goleiro Roberto, o lateral Toninho e o atacante Zé Roberto – todos atuaram,Toninho mais,  na campanha do título carioca de 1975. E o Flu trouxe da Gávea o goleiro Renato, o lateral Rodrigues Neto e o atacante argentino Doval.
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Francisco Horta, o cartola tricolor, ainda fez um troca-troca com o Botafogo. Mandou Manfrini e Mário Sérgio, levou Dirceu.
E com o Vasco. Para ter Miguel, Horta cedeu o zagueiro Abel, o lateral Marco Antônio e o meio-campo Zé Mario. Chacoalhou o mercado. E foi bicampeão carioca. E essa “trocação” toda foi o tema de uma música de Jorge Ben Jor, ainda Jorge Ben, mesmo, no LP  “A Banda do Zé Pretinho“, que chegou para animar a festa em 1978 via Som Livre. Está fora de catálogo – meu exemplar é um LP de vinil, recentemente achado numa feirinha de discos em Sampa.
O álbum, que Ben dedica “ao mais Flamengo” e “ao mais anti-Flamengo”, está cheio de referências ao futebol, especialmente no lado A.
“Troca-Troca” é uma gentil homenagem a Francisco Horta (“fez voltar ao Rio de Janeiro/a época de ouro da capital do futebol”). E tem mais:
O clássico “Cadê o Penalty” (aqui respeito a grafia inglesa do encarte) foi regravado pelo Skank, na sua estreia pelo selo Chaos/Sony Music, no começo dos anos 90.

Penalty, penalty, penalty, penalty, penalty/Cadê o penalty/que não deram pra gente/no primeiro tempo…

“Era uma Vez 13 Pontos” narra o destino que um trio de sortudos vai dar para o prêmio da loteria esportiva, fechando um irrepreensível lado a. Continuar lendo “Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.”

Canarinho básico

Alvinegros, colorados, coxas e tricolores da Bahia ganharam terceiros uniformes amarelos. A Nike, fabricante de materiais esportivos de Corinthians, Santos, Inter, Coritiba e Bahia está de olho no torcedor que vestir o canarinho da Seleção Brasileira neste ano de Copa, sem esquecer do time de coração.

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Corinthians e Santos já estrearam suas #amarelinhas. O Coxa é no próximo jogo.
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