Fillol, Zanetti, Perfumo, Passarella, Tarantini, Brindisi, Redondo, Maradona, Messi, Batistuta, Kempes. O site da Asociación del Fútbol Argentino, a AFA, apresentou este timaço como a seleção albiceleste de todos os tempos.

O “colégio eleitoral” pode não ter sido muito grande, e o foco é dos anos 60 pra cá. Mas sem dúvida trata-se de um espetacular time de sonhos de qualquer fã da camisa albiceleste.
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Tag: Argentina
Cancerianos muito bons de bola
Dois grandes camisas 10 da melhor escola argentina são de 24 de junho. O “MVP” do mundo, Lionel Messi, completou 28 primaveras. E ainda tem muita bola pra frente. A má notícia pro fã do Barcelona é que, assistindo ao filme “Messi La Película” (abriu o CINEfoot no Rio), a gente fica com a impressão que o moço que veio de Rosário um dia vai encerrar a carreira no Newell’s. Mas isso tá longe.

E o diez Juan Román Riquelme – cria da base dos Argentinos Juniors, ídolo do Boca, com passagens pelo Barça e Villarreal – fez 37 anos. Continuar lendo “Cancerianos muito bons de bola”
Começa o 6º festival @CINEFoot, no Rio!

O filme de Álex De La Iglesia sobre o craque do Barça e da Argentina é o cartaz da sessão de abertura da 6 edição do CINEfoot no Rio, dia 21 de maio, 20h30, Espaço Itaú de Cinema, Praia de Botafogo.

O diretor basco fez uma mescla de atores recontando a infância e a chegada de Léo a Barcelona com documentário, com arquivo e depoimentos – destaque para as imagens do Messi molequinho, quando era uma Pulguinha, driblando todo mundo e fazendo cada golaço! Um filme que tem tudo pra agradar aos fãs de Messi, do Barça e, especialmente, do Newell’s Old Boys. Deixa no ar a sensação que Lionel Messi encerra a carreira nos leprosos, como o time rubro-negro rosarino é apelidado. De La Iglesia reúne em mesas de um restaurante amigos de infância, professoras de Messi e celebridades da bola, como Cruyff, Cesar Luis Menotti, Jorge Valdano, Iniesta, Piqué, Mascherano, Alejandro Sabella. Messi adulto fala pouco. “El flaco” Menotti dá um show! Veja o trailer.
O sexto CINEfoot no Rio de Janeiro vai até 26 de maio. Em setembro, o festival passa em São Paulo, Belo Horizonte e Recife (10 a 14/9).
A edição carioca tem 49 produções brasileiras e estrangeiras e recebeu 156 inscrições para as mostras competitivas. Vai ter sessões especiais para filmes de futebol do Chile, em homenagem à sede da Copa América. Outro país homenageado será a República Tcheca, com um filme-tributo ao Dukla Praga F.C.
O CINEfoot lembra também dos 10 anos do fim da geral no Maracanã, com o premiado curta “Geral” (de Anna Azevedo), antes de “Messi”, e “Geraldinos“, na msotra competitiva de longas.
No último dia de festival no Rio, estreia o filme “95”, sobre os 20 anos do título brasileiro do Botafogo. Os santistas não devem querer nem passar perto do Espaço Itaú de Cinema da Praia de Botafogo, em 26 de maio, às 18h…

Veja os longas e curtas que concorrem à Taça CINEfoot em 2015 dentro do post.
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“Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.
E que ano! Na quarta-feira, o San Lorenzo de Almagro enfrenta o Auckland City por uma vaga na final do Mundial de Clubes. Caso o Ciclón confirme a esperada final contra o Real Madrid (que na terça pega o Cruz Azul), vai precisar de muita torcida do Papa, é verdade. Mas só está no Marrocos porque ganhou sua primeira Copa Libertadores. eliminando o Botafogo, o Grêmio e o Cruzeiro, melhor time do Brasil.
Na Copa do Mundo, a ótima seleção argentina já tinha chegado até a grande final, no Maracanã, empurrada por sua torcida e embalada pelo hit “Decime que se siente”, provocadora adaptação de “Bad Moon Rising“, primeiro single do terceiro disco da banda americana Creedence Clearwater Revival (LP “Green River”, 1969).
De um dos grandes sucessos do Creedence a Hilariê, da Xuxa, adaptar músicas populares é uma característica das torcidas argentinas. “Bad Moon Rising”, mesmo, já tinha versões cantadas por “hinchas” do próprio San Lorenzo e outros times argentinos (veja post no globoesporte.com): Nueva Chicago, Racing, Independiente, Belgrano, Talleres, Tigre, Quilmes, Boca Juniors e … River Plate!
Aqui no Brasil ganhou merecido destaque a linda festa no Monumental de Nuñez no dia em que River voltou a gritar “campeón” de uma copa internacional, a Sul-Americana (17 anos depois da Supercopa de 1997, contra o São Paulo ). Detalhe: em 2014, o clube da faixa vermelha usou um camisa que lembrou a do segundo título de Libertadores, em 1996.
Veja o clip publicado pelo canal do River Plate no You Tube. Mostra a festa da apaixonada torcida millonaria antes, durante e depois dos 2×0 contra o bom Atlético Nacional, da Colômbia. O vídeo foi feito pelo departamento de imprensa do River e pela Encender Comunicación e tá maneiro.
O programa Sportv News fez na quinta-feira uma edição desse belo clip, acrescentando narrações, a entrevista que o repórter André Hernan fez com um gandula especial, o filho do técnico Marcelo Gallardo – olha que bacana! E inseriu um diálogo que é a chave do filmaço “O Segredo dos Seus Olhos”, e diz algo assim:
Um cara pode mudar de tudo. De rosto, de casa, de família, de namorada, de religião, de Deus. Só tem uma coisa que não pode mudar. Não pode mudar de … paixão!” (“O Segredo dos Seus Olhos”)
No filme do craque do cinema Juan José Campanella, escrito por Eduardo Sacheri, essa fala faz referência a um personagem que torce pro Racing Club, de Avellaneda. Que neste domingo pode ser campeão argentino depois de 13 anos! Ou o Racing aproveita a chance e volta a levantar uma taça agora… ou o campeão da Sul-Americana, o River, vai comemorar pela segunda vez na semana, com o possível título nacional #36. Continuar lendo ““Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.”
Catedrais da bola: Monumental de Nuñez

O estádio Antonio Vespucio Liberti, o Monumental de Nuñez, foi inaugurado em 26 de maio de 1938 (La Máquina, como era chamado o River de Bernabé Ferreyra, Moreno e Pedernera, bateu o Peñarol por 3×1). Nos 70, chegou a receber perto de 100 mil. Hoje comporta 61.321 torcedores. A cancha do River também é a casa preferida da Seleção Argentina. Foi o principal palco da estranha Copa do Mundo de 1978 – com o tempo aprendi que aquele Mundial não foi vencido apenas por ídolos (meus, inclusive) como o 10 Kempes, o goleiro Fillol e o técnico Menotti; mas também pelo ditador Jorge Videla. No Mundial 78, o Monumental recebeu nove jogos, incluindo a abertura, a decisão do 3º lugar (Brasil 2×1 Itália, golaço de Nelinho) e a grande final, em que a dona da casa derrotou a Holanda na prorrogação.
Em 2013, o River Plate teve média de 49.400 por jogo – segundo a Pluri Consultoria, a maior das Américas e 14ª do mundo. 73% de ocupação do Monumental.
É um dos orgulhos dos Millonarios, apelido mais família dos hinchas do River.

O Museo River, ao lado do estádio (confira aqui o giro do blog por lá)– também bate palmas para os concertos de rock no Monumental. A imensa torcida do rock and roll e da música pop em geral na Argentina pode curtir Paul Mc Cartney (1993 e 2010), Bruce Springsteen (1989), Michael Jackson (1993), Madonna (1993, 2008 e 2012), Kiss (2012), Rolling Stones (1995, 1998 e 2006),
AC/DC (1996 e 2009 – tem até CD, DVD/Blu-Ray, “Live at River Plate”), Bob Dylan (1988), David Bowie (1990), Eric Clapton (1990, 2001 e 2011), Shakira (2003), Guns´N Roses (1992, 1993 e 2011), Ramones (1996), The Police (2007 – outro show lançado em CD e DVD), U2 (1998 e 2006 – este passou no cinema, como U2 3D), Red Hot Chili Peppers (2002 e 2011), Metallica (1999 e 2010), Oasis (2009) Coldplay (2010), Iron Maiden (2013), Roger Waters (9 shows da turnê “The Wall Live”, em 2012, para um total de 360 mil espectadores. Mas o recorde de público pertence à saudosa banda argentina Soda Stereo – os 6 shows da turnê “Me Verás Volver”, em 2007, reuniram 390 mil fãs. Essa turnê que reuniu o trio (popularíssimo na Argentina) foi gravada e lançada em 2 CDs e DVD (aqui cabe uma nota triste: o vocal e guitarrista soda stereo Gustavo Cerati morreu em setembro de 2014, depois de anos em coma).
Em 2009, o blog acompanhou o primeiro jogo no Monumental de Maradona como técnico da seleção argentina. Um 4×0 contra a Venezuela. Com Messi e Carlitos Tevez em campo.

Superclássico das Américas
Pena que Brasil x Argentina com Messi de um lado, Neymar do outro (e Kaká no banco) seja em … Pequim!
Pena que o torcedor brasileiro não fique mais feliz quando um jogador do seu time é convocado. E até torça para isso não acontecer. A cada convocação, o torcedor gosta menos da Seleção, já que o campeonato aqui não para. Mais um gol da Alemanha!
Confira a lista dos vencedores da Copa Roca, criada em 1914 – e agora chamada de Superclássico das Américas. Continuar lendo “Superclássico das Américas”
Exposição virtual: 32 seleções, na arte de Lais Sobral.
Publicado em julho de 2014
Em meados de 2013, quando as seleções visitantes começaram a garantir suas classificações para o Mundial 2014 no Brasil, o Fut Pop Clube passou a publicar as ilustrações que a artistas plástica brasileira Lais Sobral criou, em homenagem a cada país participante. De junho de 2013 até a Copa, a artista inventou mascotes virtuais para todas as seleções. Foram 33 bichos, incluindo uma ilustração extra para a Colômbia. Só o leão com uma indomável juba que ela criou para a seleção de Camarões teve mais de 1.500 cliques, durante o ano.
Gostaria de agradecer publicamente à Lais Sobral, por emprestar sua arte para o Fut Pop Clube. Como comentou um repórter amigo, merecia uma exposição. Está aqui, pelo menos virtualmente. Super obrigado! Valeu muito!
Clique em qualquer imagem da galeria para ver a ilustração num tamanho maior.
Primeiro, os semifinalistas. Alemanha, Argentina, Holanda, Brasil.
Agora, quem chegou até as quartas de final. Colômbia, França, Costa Rica e Bélgica. Continuar lendo “Exposição virtual: 32 seleções, na arte de Lais Sobral.”
Geração de ouro

O futebol brasileiro também tem a aprender com o argentino. No plano tático, Pekerman, Bielsa (influência de Guardiola), Sampaoli, Sabella.
Na formação de jogadores. Mesmo com o êxodo de atletas, eles não param de revelar.
E no bom aproveitamento das revelações. Nove dos 23 jogadores da finalista do Mundial 2014 estavam na seleção alviceleste que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
- Chiquito Romero, o goleiro que parou 2 pênaltis holandeses agora na semifinal.
- Ezequiel Garay, o “Tamarista”
- Pablo Zabaleta, o Zaba
- Fernando Gago, o “Pintita” (boa pinta)
- Javier Mascherano, o “Jefecito”.
- Angel Di María, “El Fideo” (macarrão)
- Sergio “Kun” Agüero
- Ezequiel Lavezzi, “Pocho”
- Lionel Messi, “La Pulga”
Minuto de silêncio para Don Alfredo Di Stéfano, a “flecha loura”.

Alfredo Di Stéfano, o craque argentino nascido em Buenos Aires (que também jogou pela Espanha) morreu hoje, aos 88 anos. O site do Real Madrid fez uma galeria dos títulos de Don Alfredo no gigante branco de Madrid, clube do qual era presidente de hora. Pelo Real, La Saeta Rubia (“a flecha loura”) ganhou “apenas”:
- 5 Copa dos Campeões da Europa (a Champions League de hoje): 1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60. Metade das 10 do próprio Real.

- 1 Copa Intercontinental (o Mundial de Clubes), em 1960, contra o Peñarol.
- 2 Copas Latinas: 1955 e 1957.
- 1 Pequena Copa do Mundo: 1957
- 8 campeonatos espanhóis (das 11 ligas disputadas com a camisa branca).
- 1 Copa de Espanha (então Copa do Generalíssimo… argh!)
- 5 troféus Pichichi, prêmio de artilheiro do campeonato espanhol que leva o nome do artilheiro do Athletic Bilbao que inaugurou o velho San Mamés
Veja como reagiram à notícia outros clubes – e as duas seleções – em que Di Stéfano jogou.
River Plate recuerda a Alfredo Di Stéfano, gloria del Club y quien fuera Presidente Honorario del @realmadrid. pic.twitter.com/h1anvDSYp3
— River Plate Oficial (@CARPoficial) 7 julho 2014
En el 46 vistió la camiseta de Huracán. Hoy con 88 años nos dejó Alfredo Di Stéfano. Una gloria del fútbol mundial. pic.twitter.com/5KU1eTALUe — CA Huracán (@CAHuracan) 7 julho 2014
“Fallece un ídolo, el inspirador del Ballet Azul. Nace una leyenda. QEPD Don Alfredo”: Enrique Camacho, Presidente de Millonarios
— Millonarios FC (@MillosFCoficial) 7 julho 2014
Fuiste uno de los más grandes. Y enorme es el honor que vistieras la blanquiazul del #RCDE. ¡Hasta siempre! pic.twitter.com/fxLeMNfrwq — RCD ESPANYOL OFICIAL (@RCDEspanyol) 7 julho 2014
Hasta siempre, Don Alfredo. Lo despide con honores y gratitud la @Argentina y todo el fútbol: http://t.co/FolfojwQPE pic.twitter.com/qSNW7HxMhl
— Selección Argentina (@Argentina) 7 julho 2014
ÚLTIMA HORA | Fallece Alfredo Di Stéfano. ‘La Saeta Rubia’ jugó 31 partidos con la @SeFutbol http://t.co/Vq2iefRMMw pic.twitter.com/W6vOsakjBe
— Selección Española (@SeFutbol) 7 julho 2014
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A semifinal das semifinais. 2002 contra 1978. Para não dar 1974 ou 1990 na cabeça.
Sessenta anos e um dia depois do Milagre de Berna, a vitória da Alemanha contra a Hungria favoritaça, no Mundial de 1964, na Suíça, por muito pouco não tivemos um Milagre de Salvador. A brava Costa Rica defendida por Navas resistiu 120 minutos à Laranja Mecânica de Robben, Van Persie, Sneijder e… Van Gaal! No finalzinho da prorrogação, o técnico Van Gaal substitui um goleiro por outro, só para a cobrança de pênaltis. Krul (goleiro do Newcastle), que já estava se aquecendo há um bom tempo, acertou os cantos e defendeu dois pênaltis. Van Gênio! Cillessen, goleiro do Ajax, parecia abatido. Mas saiu correndo para festejar quando a Costa Rica desperdiçou o pênalti decisivo.
Congratulations to #NUFC goalkeeper @TimKrul, who played a vital role in seeing #NED through to the #WorldCup2014 semi-finals tonight! #NUFC
— Newcastle United FC (@NUFC) 5 julho 2014
.@TimKrul came off the bench in the final seconds of extra-time, specifically for pens, and justified that with two great saves #NED #nufc
— Newcastle United FC (@NUFC) 5 julho 2014
Brasil x Alemanha, terça-feira, às 17h, no Mineirão. Um RT da final de 2002? Neymar fora. Mas, sim, nós podemos.
Argentina x Holanda, quarta-feira, às 17h, na Arena Corinthians. Revanche da final do polêmico Mundial de 1978? A Argentina não deve ter Di María, mas tem Messi, Higuaín (que fez uma partidaça hoje em Brasília), o papa Francisco e uma invasão azul e branca ao estádio alvinegro. E a Holanda terá o apoio da massa brasileira e o louco do Van Gaal no banco. Hoje ele ganhou.
A Alemanha já decidiu tanto contra a Holanda (1974) como contra a Argentina (1990, a pior de todas as Copas).
Tanto Brasil x Holanda como Brasil x Argentina seriam finais inéditas.
Gramde finais.
Por Neymar, vamos lá, vamos lá.
Ilustrações: Lais Sobral.


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