Da lama aos caos.

Grande Recife, 16 de junho de 2013
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Rolê do Fut Pop Clube pela Arena Pernambuco, um dos estádios da Copa de 2014, em noite de Espanha 2×1 Uruguai, pelo grupo B da Copa das Confederações 2013. Mas também poderia chamar de perrengue. Perrengue para chegar ao estádio, mesmo saindo com quatro horas de antecedência de Boa Viagem, o bairro onde estão os hotéis no Recife. E aí é que mora o primeiro problema: a Arena Pernambuco foi construída em outro município, São Lourenço da Mata. Pra chegar lá, de transporte público, tem que fazer algumas baldeações e enfrentar superlotações em trens, plataformas e ônibus, que fazem o “shuttle” entre o estádio (oops, arena) e a estação de Metrô mais próxima (Cosme e Damião). No shopping Recife, saída 3, perto do Parque das Esculturas, com o ingresso na mão, tive direito a pegar de graça um ônibus até o Metrô. Até aí tudo bem, era um ônibus atrás do outro e o trajeto até a estação Joana Bezerra foi curto. Na estação Joana Bezerra, tomei o Metrô até a estação Recife, de onde partem os trens para a região da Arena Pernambuco.
Tem que pegar o trem sentido Camaragibe e descer na estação Cosme e Damião. Em cada estação, o trem vai lotando… na tarde deste domingo, com chuva, pelo menos um trem circulou com velocidade bem lenta. Olha a lotação na foto abaixo.

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16 de junho de 2013: vagão do Metrô do Recife superlotado, no caminho da Arena Pernambuco

Quando finalmente cheguei à estação Cosme e Damião, olha como estava lotada a plataforma.

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Torcedores dos países visitantes também passaram por isso. O que é eles vão dizer?
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Da lama ao caos

Da estação Cosme e Damião, é necessário pegar um ônibus para o novo estádio, também de graça nos dias de Copa das Confederações. Poderia haver mais organização de filas… e um pouco mais de educação das pessoas que pegam a condução. Como por exemplo, respeitar quem está na frente.
O ônibus para a cerca de um quilômetro da Arena Pernambuco. Caminhada sujeita a chuva (como a que caiu domingo), não tem onde se proteger. Na frente do estádio, há um posto de detector de metais – um espaço apertado. Os funcionários não fazem a mínima questão de ajudar o torcedor a deixar objetos na bandeja, como aquela dos aeroportos. Em volta desse posto, estava tudo alagado. Resultado: tênis encharcado.
A Arena em si é bacana, sem dúvida. Padrão Fifa, padrão dos estádios mais modernos da Europa. Mas será que era necessária, numa capital com tantos problemas sociais como Recife, que já tinha três estádios? No domingo de Espanha x Uruguai, faltaram funcionários com capacidade de informar corretamente os locais dos ingressos – pelo contrário, um até passou informação errada. E aí fica aquele constrangimento. “Este lugar é o meu”. “Não, é o meu”.

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Arena Pernambuco, 16 de junho de 2013: uma hora e 15 minutos antes da partida.

E se quase duas horas da partida já havia filas nas lanchonetes, imagine no intervalo…

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Para evitar uma grande muvuca na saída, em busca de transporte, o jeito foi deixar a Arena Pernambuco minutos antes do fim da partida – ouvi do lado de fora o grito de gol do Uruguai. Mesmo assim, havia já uma grande fila para pegar o ônibus de volta para a estação Cosme e Damião do Metrô. Lá cheguei às 21h28. E daí em diante o trem seguiu normalmente até o centro do Recife. Mas ouvi relatos de quem levou três horas para chegar em casa.
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Claro, há uma vontade das autoridades de acertar, é oferecido transporte à Arena. Veja o site http://www.pernambuconacopa.com.br/pt/index.php. Pra mim, o erro foi construir um quarto estádio tão longe. Eu me pergunto se em dia de jogo do Náutico num meio de semana, às 22h, haverá esse esquema de transporte. E como será a chegada de torcidas num clássico, Náutico x Santa, Náutico x Sport? O próximo jogo na Arena Pernambuco é Itália x Japão nesta quarta-feira, 19 de junho, também às 19h. Uma das seis partidas da Copa do Mundo será também às 19h. Sofrimento certo para o torcedor voltar ( e pasmen, haverá 2 jogos às 13h!).

De resto, palmas para o torcedor pernambucano, maioria absoluta nesse grande jogo que foi Espanha 2 x1 Uruguai. Aplaudiu, vaiou… Começou torcendo pelo Uruguai, vibrou com as boas jogadas da Espanha, vaiou os jogadores que apareciam no telão com faltas feias… Fez a ola… Vaiou quando a Espanha administrou demais o jogo,  ovacionou o uruguaio Diego Forlán quando ele entrou, no meio do segundo tempo… e quando o jogo ficou chato, começou com gritos de guerra dos times da terra. Sport, Tricolor e Timbu.DSC02415
Link: hotsite do governo de Pernambuco – saiba como chegar à Arena Pernambuco

Espanha 2×1 Uruguai

Espanha 2×1 Uruguai

DSC02402wpid-2013-06-16-09.44.05.jpgHoje eu tive o prazer de ver pela primeira vez in loco a atual melhor seleção do mundo. A Espanha, que continua a mesma. Bola de um lado, bola do outro – parece uma rodinha de bobo –  e quando o adversário menos espera, aparece um espanhol livre atrás da zaga.
O público brasileiro não demonstrou muita paciência com esse talde tiki-taka. Vaiou a posse de bola espanhola. Mas a certa altura entrou na obda egritou “olé”. Com menos de 30 minutos de jogo. Foi um vareio na peimeira etapa e a perfeição dessa linha de passe impressiona. Tudo sob o comando do maestro Iniesta – um dos maiores jogadores da história.

La Roja festeja o 1º gol, de Pedro.
La Roja festeja o 1º gol, de Pedro.

No segundo tempo, a Espanha administrou.
Não demoraram as vaias. E os torcedores preferiram gritar os nomes de seus times. Santa Cruz, Sport, Náutico. Impressionante como a torcida ovacionou a entrada do uruguaio Forlán, a tantos quilômetros de onde ele nasceu e de onde joga…

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O uruguaio Suárez descontou.
Se os espanhóis soubessem o perrengue que cada torcedor passou pra chegar e sair da Arena, para achar seu lugar, tentar comprar comida. . . Mas isso é tema pro próximo post, amanhã.
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Desventuras na Copa de 1998, na França.

10 de junho de 2013

Stade de France, local da abertura e da final, no xoxo Holanda x Bélgica
Stade de France, local da abertura e da final, no xoxo Holanda x Bélgica

Em 10 de junho de 1998, o Brasil (então o último campeão) e a Escócia abriram a Copa do Mundo, a segunda disputada na França. A seleção Canarinho de Zagallo venceu por 2×1. E quem acha que bagunça é só no Brasil saiba que no chamado Velho Mundo também há muita sacanagem. Milhares de torcedores compraram pacotes turísticos para o Mundial de 98 e já na França descobriram que tinham caído numa roubada. Estava num grupo de brasileiros em Paris e comecei a ouvir um zum zum zum de que não receberíamos as entradas para o jogo de abertura. E não recebemos mesmo. Fomos para a porta do Stade de France no dia da partida. Um outro teve coragem de comprar ingresso de cambista, por pequenas fortunas.  Acabamos vendo Brasil x Escócia num telão, numa área de “fan fest” montada pelos organizadores da Copa, ao lado do estádio, no meio de um multidão de escoceses. Tudo bem, clima de confraternização, até que uma brasileira provocou um escocês (pelo que me lembro, com um cuspe…). Achei melhor pegar o metrô e ver o segundo tempo no hotel.

Memorabilia: Itália 2x2 Chile
Memorabilia: Itália 2×2 Chile

No dia seguinte, peguei um TGV até Bordeaux e consegui ver Itália x Chile no Stade Lescure. Uma joinha de estádio, tribunas bem perto do campo. Lembrou-me um pouco do velho Parque Antarctica. O Lescure foi usado na Copa de 38 também. Mas claro que passou por uma cuidadosa reforma para o Mundial de 98, sem detonar o projeto original – o primeiro estádio do mundo a ter uma marquise sem vigas. Fiquei emocionado por ver pela primeira vez in loco uma partida de Copa do Mundo. Jogo bom, heio de alternativas. Vieri abriu o placar. Marcelo Salas empatou e virou. No fim, pênalti para a Itália. Desta vez, Baggio não errou. 2×2. Confesso que a quantidade de torcedores chilenos me surpreendeu. No mínimo, fizeram tanto barulho que pareciam em maior número do que os italianos, vizinhos da França. Chi Chi Chi, Le Le Le”. Foi a minha ‘estreia’ em Copas do Mundo. Inesquecível. Não ficaria para a segunda fase. Tinha que conhecer o Stade de France. Resolvi ver Holanda x Bélgica. Jogo chaaaatooooo! 0x0.

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Memorabilia: Holanda 0x0 Bélgica

Depois de muitas reclamações e cobertura da mídia, a muito custo a empresa de turismo picareta conseguiu ingressos para a segunda e terceira partidas do Brasil. Toca a excursão (de ônibus) para Nantes.

No estádio La Beaujoire, o Brasil venceu o Marrocos por 3×0. Aos 9 minutos, o primeiro gol de Ronaldo Fenômeno na história das Copas (ele fez 15 ao todo). Rivaldo – o melhor do Brasil em 98- ampliou. E no segundo tempo, Bebeto fechou a goleada.

Bebeto fez o terceiro gol do Brasil contra Marrocos.
Bebeto fez o terceiro gol do Brasil contra Marrocos.

Assistimos à partida atrás de um dos gols. Brasileiros e marroquinhos misturados, sem problema nenhum.

Memorabilia: Brasil 3x0 Marrocos
Memorabilia: Brasil 3×0 Marrocos

O rolê do futuro autor do blog Fut Pop Clube pela Copa do Mundo da França terminou em outro estádio histórico. O Vélodrome, em Marselha. Também usado no Mundial de 1938 e reformado para 1998 (para a Euro 2016, recebeu uma cobertura espetacular). Até casamento teve, antes de Brasil x Noruega!

@FutPopClube
@FutPopClube

Dá para imaginar algo assim hoje em dia? Difícil.

@FutPopClube
@FutPopClube
Memorabilia: Brasil 1 x 2 Noruega
Memorabilia: Brasil 1 x 2 Noruega

Bebeto abriu o placar. Tore Andre Flo empatou e numa lambança de Júnior Baiano – um pênalti ‘mirim’ -, a Noruega virou, com Rekdal.F Digitalizar 06-2K13 -00001

Mais uma do Vélodrome
Mais uma do Vélodrome

Minhas férias continuaram na Espanha (desci de Fokker 50 em Barcelona – paixão à primeira vista!). E o Brasil seguiu viagem até a final fatídica, até hoje motivo de muita polêmica e teses conspiratórias. A seleção arrasou o Chile, no Parc des Princes: 4×1. Nas quartas, de volta à Nantes, partidaça contra a Dinamarca. 3×2. Rivaldo Maravilha! Semifinal e m o c i o n a n t e contra a Holanda, em Marselha. Ronaldo marcou, Kluivert empatou no finalzinho. Prorrogação. A decisão saiu nos pênaltis. Taffarel! O Brasil de Zagallo, que começou a Copa sem encantar, chegou à final no Stade de France com todos os méritos. Mas aí Ronaldo sofreu aquele apagão… e o Brasil tomou um vareio da França de Zidane. Pô, tomamos gol até do Petit…

Apito final em San Mamés

Apito final em San Mamés

5 de junho de 2013, 20h30 em Bilbao. Athletic Club x Seleção de Viscaya, a última partida do estádio San Mamés. La Catedral, para os íntimos. No post anterior, falamos dos cartazes de futebol – hábito na Espanha. Taí o poster do amistoso de despedida do estádio do Athletic, que em 15 de setembro muda para o outro lado da rua.

Cartaz do último amistoso em San Mamés. www.athletic-club.net
Cartaz do último amistoso em San Mamés. http://www.athletic-club.net

Dentro do post, uma reprodução do ingresso comemorativo, a camisa que o Athletic vai usar no adeus ao centenário San Mamés (confira rolê do blog pelo estádio num domingo de campeonato espangol), e uma galeria de imagens dos novos uniformes dos rojiblancos de Bilbao – que na temporada 2013-14 vestirá Nike (a Umbro mandava muito bem, mas esses uniformes não estão feios, não). Continuar lendo “Apito final em San Mamés”

Um pouco sobre ídolos históricos do novo clube de Neymar

Um pouco sobre ídolos históricos do novo clube de Neymar
É dele a camisa nº 22! Abidal.  https://www.facebook.com/fcbarcelona/
É dele a camisa nº 22! Abidal. FONTE https://www.facebook.com/fcbarcelona/

O Barcelona fechou neste fim de semana com os 4×1 sobre o Málaga uma campanha notável, no título antecipada da temporada 2012-13 da liga das estrelas. 100 pontos, 15 a mais que o vice, Real Madrid. Foi o título de número 22 da liga espanhola – mesmo número da camisa de Eric Abidal, que se recuperou de câncer e voltou a jogar. Por isso, essa conquista é lá chamada de “a liga de Abidal” e “a liga de Abidal e Tito”. Infelizmente, o Barça não renovou o  contrato do defensor francês. Mas a homenagem feita no último jogo da temporada foi muito bonita (veja o vídeo exibido no telão do Camp Nou aqui).

Camiseta de José Sastre, campeão da primeira liga espanhola, 1928-29
Camiseta de José Sastre, campeão da primeira liga espanhola, 1928-29

O que talvez muitos brasileiros não saibam é que o novo clube de Neymar foi o primeiro campeão da liga espanhola, na temporada 1928-1929. Um campeonato disputado por 10 equipes (pela ordem de chegada: Barça, Real Madrid, Athletic Club, Real Sociedad, Arenas de Getxo, Atlético de Madrid, Espanyol, Europa (saiba mais aqui sobre esse clube catalão), Real Unión e Racing Santander. Ao lado, a camiseta do meio-campo José Sastre, vice-artilheiro do Barça no primeiro título, com 10 gols. O atacante Parera marcou 11. Josep Samitier, outro mito blaugrana, anotou 7.
Dentro deste post especial, mais fotos de memorabilia de alguns ídolos históricos do Barça, que podem ser apreciadas numa visita ao Museu do Barça: a Camp Nou Experience. Continuar lendo “Um pouco sobre ídolos históricos do novo clube de Neymar”

100 segundos de aplauso para a ‘catedral’ de San Mamés (1913-2013)

100 segundos de aplauso para a ‘catedral’ de San Mamés (1913-2013)
Bandeira basca e, ao fundo, o grande arco que caracteriza San Mamés.
Bandeira basca e, ao fundo, o grande arco que caracteriza San Mamés.
  • Inauguração: 21 de agosto de 1913
  • Primeira partida: Athletic 1×1 Racing Club de Irun
  • Primeiro gol: Rafael Moreno, o Pichichi, que batiza o prêmio dado pelo jornal “Marca” aos artilheiros do campeonato espanhol.
  • Última partida oficial de liga: Athletic Club x Levante, 25 de maio de 2013
  • Último amistoso: Athletic x seleção de Vizcaya, 5 de junho de 2013
  • Jogos na Copa do Mundo de 1982: 3, na primeira fase, todos da Inglaterra (foi decisivo o papel de conterrâneos dos inventores da bola na criação do Athletic, em 1898!)
  • Capacidade atual: 39.750 espectadores
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O arco, erguido em 1953.

Neste domingo, 26 de maio, 20h em Bilbao, 15h no Brasil, o Athletic Club disputa contra o Levante sua última partida oficial de liga espanhola no centenário estádio San Mamés, o primeiro especialmente erguido para o futebol na Espanha. “La Catedral” será demolida depois de um amistoso contra uma seleção de Vizcaya, em 5 de junho, para que se complete o novo estádio dos rojiblancos, San Mamés Barria. Depois de Athletic x Levante, haverá uma homenagem com a participação de jogadores de todas as categorias do clube de Blibao. A bola da partida e um ramo de flores serão deixados no centro do gramado. Os torcedores serão convidados a bater palmas por um segundo para cada ano de história de San Mamés. Todos os ingressos para essa última partida oficial estão esgotados, como era de se esperar.
Fut Pop Clube teve a oportunidade de visitar a “catedral” na sua última temporada, num domingo de Athletic x Valencia (10 de março de 2013).san mamés
???????????????????????????????Realmente, o estádio do qual o Athletic se despedirá tem uma atmosfera mágica para curtir uma partida de futebol. Tomara que o novo San Mamés reproduza essa experiência, que compartilho com os amigos do blog. Continuar lendo “100 segundos de aplauso para a ‘catedral’ de San Mamés (1913-2013)”

O(s) estádio(s) do Atlético de Madrid

ClubAtleticoDeMadrid.com
ClubAtleticoDeMadrid.com

O Atlético de Madrid, campeão da Copa do Rei 2013, deve deixar seu estádio Vicente Calderón nos próximos anos, se é que a crise econômica e o alto índice de desemprego na Espanha não vão atrapalhar os planos da prefeitura de Madri e do clube. Os rojiblancos fica com o dinheiro da venda do terreno do estádio à beira do Manzanares (rio que emprestou seu nome ao campo até o bastismo atual), no sul da capital espanhola, que a prefeitura deseja há muito tempo. A M-30, autopista passa debaixo de uma das arquibancadas do Vicente Calderón, experiência que pode ser curtida por quem tem a chance der entrar ou sair de Madri pela via.

ClubAtleticoDeMadrid.Com
ClubAtleticoDeMadrid.Com

Aí o Atlético transforma La Peineta, um velho estádio de atletismo, no noroeste de Madrid, numa moderníssima arena, com 67.500 lugares (o Calderón comporta 54.851 e é considerado 5 estrelas pela Uefa desde 2003). Todos cobertos e com todos os camarotes e caras mordomias que o “futebol moderno” exige. Se a candidatura de Madri às Olimpíadas de 2020 for aprovada, La Peineta deve ser o estádio olímpico, local de abertura e encerramento dos Jogos. O que não está muito claro nos vídeos atualmente divulgados do projeto é como será feita a transformação da pista de atletismo.


Há um emotivo vídeo feito pelo Atleti e um de seus patrocinadores sobre a mudança, que dá pra ver um pouco como é La Peineta hoje.

O que talvez muita gente não saiba é que o Atleti (fundado em 26/04/1903) teve vários estádios antes do Vicente Calderón, inaugurado em 2 de outubro de 1966 (Atlético 1×1 Valencia, primeiro gol de Luis Aragonés). O site do clube lista:

  • o campo do Retiro,
  • o campo de O´Donnell, inaugurado em 1913 com um amistoso entre o Athletic Club de Bilbao e sua filial madrilenha (o Atlético de Madrid de hoje).
  • Em 1923, foi inaugurado o Stadium Metropolitano, no oeste de Madri.
  • 2 de outubro de 1966: estádio del Manzanares, rebatizado como Vicente Calderón em 14 de julho de 1971. Recebeu jogos do Mundial 82.

Porém, o espetacular site Estadios de Fútbol en España menciona outros campos onde o Atleti mandou seus jogos. Segundo o site, os rojiblancos jogaram no campo de Vallecas antes de O´Donnell. E na época do estádio Metropolitano, chegaram a jogar em Chamartín (do Real Madrid) e de novo em Vallecas ou por desentendimentos com os donos do Metropolitano ou por causa dos estragos da guerra civil.
Confira abaixo um slide-show com fotos do rolê do blog num domingo de Atlético x Osasuna, no Vicente Calderón, em 2011. Continuar lendo “O(s) estádio(s) do Atlético de Madrid”

Rolê por Sarrià com Wilmar Cabrera

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Gullit? Quase! É o jornalista colombiano Wilmar Cabrera, autor do livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal”

O jornalista colombiano Wilmar Cabrera guiou o Rolê do Fut Pop Clube pelo quarteirão onde até 1997 estava o estádio que recebeu uma das maiores partidas da história das Copas. 5 de julho de 1982. O Sarrià, que pertencia ao Espanyol, de Barcelona, viu Brasil 2×3 Itália. O ex-boleiro vive há 5 anos em Barcelona, onde cursou um Master de Criação Literária na Universidade Pompeu Fabra. E seu livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal” (Editorial Milenio), tema do post anterior, mostra a qualidade do texto deste “futbolero” apaixonado pelo Millonarios, de seu país natal, simpatizante do Espanyol e do Europa, ambos de Barcelona – todos blanquiazules. E pela Squadra Azzurra.

Sarrià, 19/04/1988 http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151564454859834&set=pb.322865159833.-2207520000.1369353063.&type=3&theater
Sarrià, 19/04/1988. O Espanyol vence o Brugge na prorrogação na semifinais da Copa da Uefa (equivalente à Europa League de hoje). Nas finais, o RCDE perdeu do Bayer Leverkusen.
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151564454859834&set=pb.322865159833.-2207520000.1369353063.&type=3&theater
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Sarrià, *1923 + 1997

Wilmar Cabrera sabe de cor e salteado onde aconteceu cada um dos cinco gols daquele “partidazo” – pra ele, uma obra-prima. O jornalista colombiano – @WcGullit no Twitter – estudou praticamente cada “take” do vídeo daquele Brasil x Itália, que nós brasileiros chamamos de “tragédia do Sarriá” (grafia do nome do bairro em castelhano). Para os torcedores do Espanyol, tragédia do Sarrià (aí em catalão) certamente foi a demolição do estádio – bem no coração de Barcelona! – por causa das dívidas do clube. O estádio foi demolido… o terreno vendido para incorporadoras imobiliárias que construíram belos prédios (foto abaixo). O clube andou pelas montanhas de Montjuic (estádio olímpico de Barcelona) até a temporada 2008/09 e finalmente inaugurou uma nova e moderna arena, na cidade vizinha de Cornellà-El Prat (confira rolê do blog num dia de Espanyol x Valladolid, com direito aos torcedores “pericos” cantando uma adaptação de um grande sucesso de Gal Costa). Mas o RCDE continua endividado…

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No lugar da emoção do futebol – e como teve emoção em 5/7/82 – um condomínio tranquilo.

Do velho estádio Sarrià, sobraram as imagens do You Tube e arquivos da Copa 82 na TV, as memórias de torcedores do Espanyol e de fissurados por bom futebol como Wilmar Cabrera, você e eu… e pouco mais. Uma placa no meio do jardim entre os edifícios residenciais…
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Praças com os nomes do goleiro Zamora, ícone da história do Espanyol e de La Roja, a seleção espanhola… e do fundador do clube, Angel Rodríguez.
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No bar inaugurado pouco antes do Mundial disputado na Espanha, já com o nome Sarriá 82, o gentil Basilio lembra com saudade da farra que os torcedores brasileiros fizeram antes da “tragédia”. Ele nunca viu tanta alegria antes… mas em compensação, depois do apito final… Pena que o bar Sarriá 82 não tenha uma flâmula, uma foto, um pedacinho de grama… Receio de provocar desavenças entre os torcedores dos rivais catalães.

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Bar Sarriá 82, no bairro Sarrià

Foi no bar que o Fut Pop Clube bateu um agradável papo sobre 1982, o futebol de hoje e o jornalismo esportivo com Wilmar Cabrera, craque das letras. Mais fotos dentro do post.
Continuar lendo “Rolê por Sarrià com Wilmar Cabrera”

La Rosaleda e museu do Málaga Club de Fútbol

  • Publicado em 3 de abril de 2013, 109 anos de história do Málaga.

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Aproveito a histórica participação do Málaga na Champions League 2012/2013 para publicar o rolê do Fut Pop Clube pelo estádio La Rosaleda e pelo museu do time, que tive a oportunidade de fazer no dia seguinte à vitória #malaguista sobre o Porto, que valeu a classificação. Foi a noite do “Sí, se puede“.DSC01208DSC01385 Continuar lendo “La Rosaleda e museu do Málaga Club de Fútbol”

Rolê do Fut Pop Clube pelo centenário San Mamés, em dia de jogo do Athletic.

Rolê do Fut Pop Clube pelo centenário San Mamés, em dia de jogo do Athletic.

Contagem regressiva. Atenção para o top de 5 partidas para a despedida de um campo sagrado do futebol europeu e mundial.

athletic-club.net/
athletic-club.net/

O Athletic botou à venda uma linha de produtos comemorativa dos 100 anos do estádio San Mamés, que será demolido depois da atual temporada da Liga das Estrelas, para a conclusão do novo San Mamés Barria, já bem adiantado.

Bom gancho para atualizar o blog com fotos do rolê do Fut Pop Clube pela “catedral”, num domingo de Athletic 1 x 0 Valencia.

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Mais fotos – muito mais – dentro do post. Continuar lendo “Rolê do Fut Pop Clube pelo centenário San Mamés, em dia de jogo do Athletic.”