Clube Atlético Juventus, 90 anos de molecagem e travessura!

Clube Atlético Juventus, 90 anos de molecagem e travessura!
Flâmula do Juventus, disponível na loja oficial do clube, Grená e Branco.
Flâmula do Juventus, disponível na loja oficial do clube, Grená e Branco.

Neste domingo, o Clube Atlético Juventus completa 90 anos. O Moleque Travesso foi fundado em 20 de abril de 1924 como Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube – resultado da fusão do Extra São Paulo FC e do Cavalheiro Crespi FC, clube dos trabalhadores da empresa de Rodolfo Crespi, que entrou com a sede social. As cores eram as do Extra São Paulo: vermelho, branco e preto. O terreno da rua Javari foi doado por Rodolfo Crespi um ano e quatro dias depois da fundação. Só em 19 de fevereiro de 1930 o clube adotou seu atual nome. Clube Atlético Juventus – homenagem ao time de coração de Rodolfo Crespi na Itália.

A Vecchia Signora emprestou seu nome ao Moleque Travesso.

Já as cores… como havia muitos alvinegros na liga paulista (Corinthians, Santos, Ypiranga), o #bianconero da Juve original da Itália foi trocado no clube paulistano pelo grená e branco do outro grande de Turim: o Torino. O apelido Moleque Travesso surgiu em setembro de 1930, cortesia do jornalista Tomaz Mazzoni. São explicações que estão em painéis na entrada social do clube, na Mooca, tradicional bairro paulistano.DSC02264

… Que belo time/que belo esquadrão/ Juventus amigo/do meu coração

Nos anos 80, o Moleque Travesso da Mooca conquistou um título nacional. A Taça de Prata, de 1983, equivalente a uma segunda divisão.

Nos 2000, papou a segundona – mas a estadual, em 2005. Depois do título da Copa Paulista, em 2007, que valeu vaga na Copa do Brasil, o Juventus começou uma fase de queda. Da série A-1 do estadual paulista para a A-2 (sem eufemismos, a segundona), para a A-3, sobe para a segunda divisão,cai de novo para a terceirona. O time da zona leste da capital já terminou sua participação no estadual 2014. Ficou em 13º lugar,entre 20 clubes. Ou seja, disputará a terceira divisão paulista novamente em 2015.  Jogo do Juventus na Javari, agora, só no segundo semestre, na Copa Paulista. Quem sabe, hein?

Na semana passada, visitamos a exposição de camisas do Juve. Já falamos do divertido curta “Juventus Rumo a Tóquio” (exatamente sobre a Copa Paulista de 2007) e do “Voltaremos“, documentário de longa-metragem que vem por aí.

Gostaria de recomendar neste aniversário um documentário de média-metragem, “Paixão Grená“, trabalho de conclusão de curso das jornalistas Carolina Garcia e Isabela Labate. O doc trata da relação do Juventus com a Mooca. Entrevista ex-jogadores (o ex-atacante Wilson Buzzone), funcionários (Elias Pássaro, massagista do clube há décadas), jornalistas (Fernando Galuppo, coautor do livro “Glórias de um Moleque Travesso”, o pessoal da Web Rádio Mooca) e torcedores: professor Pasquale, Hamilton Kuniochi, colecionador de camisas do clube e autor do blog Manto Juventino, pessoal das torcidas Ju-Jovem e Setor 2.  Dá pra ver o documentário de cerca de 40 minutos neste link.
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Exposição: “As Camisas do Juventus”.

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O Moleque Travesso completa 90 anos no domingo, 20 de abril. No último fim de semana, o mesmo em que o Clube Atlético Juventus terminou sua participação na série A-3 do futebol paulista em 2014 (sem subir, mas também sem cair, ufa!),  torcedores cederam sua coleção para uma exposição. “As Camisas do Juventus”, no espaço cultural da sede social do clube, no tradicional bairro paulistano da Mooca.
Foram mais de 100 camisas do grená e branco, dos anos 70 para cá, incluindo uniformes de goleiro, de treino, algumas de futsal e abrigos.
A maior parte veio da coleção de Hamilton Kuniochi, que publica o blog Manto Juventino. Ele tem uns 120 uniformes do Juve.
A peça mais antiga da coleção é um abrigo, da década de 60, com “gola CBD” – semelhante aos abrigos da seleção naquele tempo.DSC03840
Uma das preferidas do colecionador é a camisa das fotos abaixo, fabricada pela Hering, do começo dos anos 70.

Hamilton Kuniochi, do blog Manto Juventino...
Hamilton Kuniochi, do blog Manto Juventino…

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Esta abaixo é do título da Copa Paulista, de 2007, tema do filme “Juventus Rumo a Tóquio“. Com faixa e tudo.

É campeão!
É campeão!
Rumo a Tóquio!
Rumo a Tóquio!
Lula Noel?
Lula Noel?

Alguns uniformes juventinos da mostra pertencem a Glauco Kruth, presidente da torcida Ju-Jovem.

Glauco e as camisas de goleiro da exposição.
Glauco e as camisas de goleiro da exposição.

A camisa do Juventus chama atenção pela linda cor grená. Mas devo confessar que o uniforme nº 2, branco, com detalhes em grená, também é maneiríssimo. Veja dentro do post.
Continuar lendo “Exposição: “As Camisas do Juventus”.”

Camp de Mestalla, o estádio do Valencia.

Camp de Mestalla, o estádio do Valencia.
http://www.valenciacf.com/
http://www.valenciacf.com/

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  • Estádio Mestalla
  • Proprietário: Valencia
  • Capacidade: 55 mil torcedores.
  • Inauguração: 20 de maio de 1923. O Valencia enfrentou o Levante, também da cidade.
  • Com a demolição do velho San Mamés, que era de 1913, o Mestalla passou a ser o estádio mais antigo da Espanha.
  • Na Copa de 1982, recebeu os 3 jogos da Espanha na primeira fase.
  • Finais da Copa do Rei: 10, incluindo a decisão entre Barcelona e Real Madrid, 16 de abril de 2014.
  • Em 2011, outro #ElClásico em Mestalla decidiu #LaCopa. E deu Real Madrid.
O visual inaugurado na temporada 2013/2014 : http://www.valenciacf.com/
O visual inaugurado na temporada 2013/2014 : http://www.valenciacf.com/

Confira a galeria de fotos da visita que o Fut Pop Clube fez ao campo de Mestalla em março de 2013, antes do atual visual, em que predominam as cores laranja e branca – além de um morcego gigante pintado nas arquibancadas.DSC01478 Continuar lendo “Camp de Mestalla, o estádio do Valencia.”

Derbi vasco | dérbi basco

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Foto “roubada” num verão do começo do milênio da fachada do estádio Anoeta, na bela San Sebastián [Donostia, na língua local], onde neste fim de semana a Real Sociedad venceu o clássico basco por 2×0. Mas o rival Athletic ainda tem um pontinho a mais, e segue em quarto lugar na liga das estrelas, na zona de classificação pra Champions. Muito por causa da força do Athleti na “fortaleza” nova, Nuevo San Mamés.
Por sinal, os #rojiblancos de Bilbao chegaram a mandar jogo em Anoeta, enquanto a nova #catedral não ficava pronta pra receber partidas. Continuar lendo “Derbi vasco | dérbi basco”

Leônidas: 100 anos de histórias.

A programação dos encontro do Memofut sobre o Diamante Negro neste sábado.
Flyer do encontro do Memofut sobre o Diamante Negro, que rolou sábado, 14/09.

Os 100 anos do Diamante Negro renderam uma manhã repleta de informações – e de emoção – no encontro mensal do Memofut, grupo que discute a memória e a literatura do futebol, do qual este blogueiro tem orgulho de participar. Por ironia do destino, o Memofut costuma se reunir no auditório do Museu do Futebol, que fica dentro do estádio do Pacaembu – onde Leônidas brilhou com as camisas de seleções estaduais (carioca e paulista) e do São Paulo FC, cinco vezes campeão paulista com o “crack”: 1943, 45. 46, 48 e 49. Sua estreia com a camisa tricolor, num majestoso 3×3 contra o Corinthians, em 1942 é recorde de público do estádio até hoje: mais de 70 mil presentes.

Os palestrantes (oops): o são-paulino Michael Serra, o flamenguista Antonio Carlos Meninéa, o consultor Max Gehringer e o jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas
Os palestrantes (oops): o são-paulino Michael Serra, o flamenguista Antonio Carlos Meninéa, o consultor Max Gehringer e o jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas

O sabadão começou com a exposição do jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas, Diamante Negro, que também exibiu o trecho final do documentário da TV Cultura sobre o artilheiro. Não bastasse o forte conteúdo do finalzinho da vida de Leônidas, a viúva do jogador, Albertina Pereira dos Santos, estava no auditório e recebeu uma homenagem do Memofut.  Foram momentos muito emocionantes. Continuar lendo “Leônidas: 100 anos de histórias.”

Clube da fé

Clube da fé
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O Clube da Fé

No momento de muitas dificuldades, a torcida do São Paulo parece que abraçou o time, esqueceu a divisão política (pró e contra Juvenal Juvêncio) e fez jus ao slogan #3Cores1SóTorcida (os jogadores do São Paulo entraram em campo com a camiseta dessa campanha, no clássico tricolor do domingo). Claro que a ‘liquidação’ de ingressos deu uma bela ajuda. Mas o fato é que a torcida voltou ao Morumbi, que de tão grande, deveria não abrir para públicos inferiores a 30 mil pessoas. Hoje, foi sold out. Casa cheia. 55.256 pagantes.
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Mantos sagrados. E centenários.

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Os uniformes dos centenários de clubes do Brasil e do exterior foram o tema do 10º Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol, no foyer do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Várias dessas camisas ficaram penduradas nos varais – as fotos estão no slideshow acima.
Camisas comemorativas dos primeiros 100 anos de clubes brasileiros são o forte da coleção de Luiz Domingos Romano. Como a do Guarany de Bagé, que seu Luiz mostra, na foto abaixo.

Luiz Domingos Romano e a camisa do Guarany de Bagé. A primeira do vara, à esquerda, é a do XV de Campo Bom.
Luiz Domingos Romano (vestido com camisa do Real Bétis) e o uniforme do centenário do Guarany de Bagé. A primeira do varal, à esquerda, é a do XV de Campo Bom.

Outra coleção de respeito é a de Hamilton Kuniochi, que publica o Manto Juventino, “o blog da camisa do Juventus” – que já foi personagem de um post do blog Futebol de Campo. Ele levou parte das dezenas de camisas do simpático clube grená da Mooca para o encontro. No varal, uma das preferidas de Hamilton é a camiseta 5, de 1972, usada e autografada pelo volante Brida. Sensacional.


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Amunt Valencia

O Valencia lançou noite dessas no estádio Mestalla seus uniformes para a nova temporada.


O primeiro uniforme, branco, com detalhes em laranja. Escudo em P&B.

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Mas eu posso apostar que é a chamativa camisa 2 que vai fazer um sucesso danado.

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O uniforme 3 permanece com as cores da ‘senyera’, a bandeira valenciana, parecida com a da vizinha Catalunha. E também tem um lado sentimental e histórico da era Mario Kempes no Valencia. Nos rolês do Fut Pop Clube pela liga espanhola, pude perceber que essa camisa caiu muito no gosto da galera ‘che’.

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É o time do Batman!

Mas o lançamento das camisas é também um pretexto para falar da interessante campanha de renovação dos carnês (‘abonos’) do Valencia para a temporada 2013-2014. “Una emoción cientificamente inexplicable” é o nome de uma série de vídeos que o Valencia fez em conjunto com o Instituto LabHuman, da universidade politécnica de Valência e mostram os efeitos no cérebro de torcedores e ídolos como Vicente Rodríguez quando relembram momentos de emoção ligados ao time de coração. Confira um dos vídeos dentro do post. Continuar lendo “Amunt Valencia”

Rolê pelo Maracanã, em noite de Neymar, Fred, David Luiz e Brasil campeão!

Rolê pelo Maracanã, em noite de Neymar, Fred, David Luiz e Brasil campeão!
Hino nacional: como em quase todas as partidas do Brasil na Confederações 2013, um momento de muita emoção.
Hino nacional: como em quase todas as partidas do Brasil no torneio, um momento de muita emoção.

Um minuto e meio de jogo. Não deu nem para saída. Empurrada por 78 mil vozes, que cantaram o hino nacional à capella, a seleção brasileira voltou a usar a blitz do começo de cada tempo na campanha da Copa das Confederações. A defesa espanhola vacilou e Fred, com força, presença na área, faro de gol e ousadia marcou, caído, o primeiro. Só que o Brasil de Felipão não parou por aí. É verdade, David Luiz, tema  do post anterior, foi festejado como artilheiro ao salvar um gol certo. Seria o gol de empate da Espanha, alvo da ira de grande parte dos torcedores brasileiros. Eles têm uma bronca danada do futebol “tiki-taka”, tic-tac, o toque de bola infindável da Roja, que diga-se de passagem, foi bem usado na estreia, contra o Uruguai, e não muito mais. E esses torcedores gritaram:

Uh! Cadê? O tic-tac sumiu.

1013062_401700893284609_763310495_nMas essa linha de passe era uma velha característica do futebol brasileiro. Tabelinha entre Oscar e Neymar, golaço do novo astro do Barcelona, sem dúvida, o MVP da Copa das Confederações. Bola de Ouro e chuteira de bronze para Neymar Jr. 2×0. E aí o Maracanã- que obra nenhuma consegue enfeiar – começou a cantar “O campeão voltou”…
Começo do segundo tempo, outra blitz da seleção de Scolari. Fred, chuteira de prata, definiu o placar. 3×0. No meio do segundo tempo, o público já soltava gritos de “é campeão”.
63 anos depois que as “Touradas em Madri”, clássico de Alberto Ribeiro e João de Barro, o Braguinha, lembrado no blog do Beto Xavier, foram entoadas no Maracanã (o que dizem, enfureceu os espanhóis, que ficaram sem jogar com o Brasil até a Copa de 62)… 63 anos depois dos 6×1 sobre a Espanha, do 1×2 para o Uruguai e do Maracanazo, o (ainda) estádio Mario Filho cantou e pediu bis para “O Campeão(Meu Time)”, sucesso de Neguinho da Beija-Flor, hino do maior dos nossos estádios: “Domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro time que sou fã”… Imagina na Copa, Neguinho, que emoção! O povo também cantou o refrão de “Peguei o Ita no Norte”, samba campeão do Salgueiro, de 1993: “Explode coração, na maior felicidade…”

A Espanha tem que acertar sua defesa e ser mais efetiva na frente, quem sabe se definir um 9 melhor que “Niño” Torres. A Itália (3º lugar) mostra que pode evoluir ainda mais. O Uruguai, se vier, tem bom time e uma camisa que é sinônimo de raça, seus jogadores se superam quando a vestem.  Tem Alemanha e Argentina ainda… Mas o fator campo e torcida podem ser decisivos em 2014. E tem o fator Felipão. O campeão voltou.

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O Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais acostumada a receber grandes eventos. A estação Maracanã é uma das três do Metrô próximas ao estádio. Você mal sai da estação e olha só…
Tudo pronto para Brasil x Espanha
Tudo pronto para Brasil x Espanha
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Os olhos do mundo para a taça.
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O onze inicial da seleção Canarinho 2013.
O gol-relâmpago abalou o time campeão do mundo.
O gol-relâmpago abalou o time campeão do mundo.
O herói David Luiz e o goleiro Julio Cesar comemoram o golaço de Neymar. Brasil 2x0.
O herói David Luiz e o goleiro Julio Cesar comemoram o golaço de Neymar. Brasil 2×0.
Deu o recado!
Deu o recado!
No intervalo, o fotógrafo se divertiu com o Fuleco.
No intervalo, o fotógrafo se divertiu com o Fuleco.

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Muralha verde e amarela

Muralha verde e amarela

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E eu não me refiro exatamente à defesa brasileira…
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1013062_401700893284609_763310495_nNos últimos anos, a gente não costumava ver muitas camisas da seleção brasileira nas ruas, no dia a dia. Certamente em menor número do que as camisas dos clubes brasileiros.
Mas jogando Copa das Confederações em casa, foi curioso ver uma maré de amarelinhas nas ruas, avenidas e meios de transporte, como o Metrô do Rio, no domingo da final contra a Espanha.
E como o novo formato do Maracanã lembra o de uma tribuna única, do gramado ao ponto mais alto, a torcida brasileira deu a impressão de formar uma muralha amarela, verde e amarela. Muralha essa atrás do gol da rua Professor Eurico Rabelo que puxou o hino nacional no meio do segundo tempo. Isso, depois do hino normal, antes do jogo. Normal? Emocionante.muralha amarela DSC02542 (1)
Dentro do post, o batalhão de fotógrafos do mundo todo. Continuar lendo “Muralha verde e amarela”