A vencer desde 1893

A vencer desde 1893

DSC08014Não foi desta vez que consegui ver um jogo do Porto em sua casa, mas tive o prazer de fazer o tour pelo estádio do Dragão, que é de 2003, e pelo museu do clube.

O visitante é recebido por uma estátua de José Mourinho, que no Dragão foi campeão de quase tudo. Bicampeão português, vencedor da Liga dos Campeões 2003-04, Taça da Uefa (hoje Liga Europa), Taça de Portugal e Supertaça. E deixou o Porto classificado pro Mundial de Clubes (Taça Intercontinental) de 2004, conquistado contra o Once Caldas. Também há uma de Béla Guttmann, húngaro campeão português de 1958-59 pelo Porto, depois de treinar o São Paulo e antes do arquirrival Benfica (onde acabaria rogando uma maldição).

Mou, o Special One, nos recebe.
Mou, o Special One, nos recebe.

Fundado em 1893 como Foot-ball Club do Porto, em 1922 o time azul e branco passou a usar o brasão da cidade. O museu explica em detalhes a evolução do escudo portista. DSC08021Hoje o distintivo contém  o brasão da cidade, o segundo escudo do clube (uma bola azul com as iniciais FCP), o escudo nacional português com 5 quinas e 7 castelos, um dragão, a inscrição “Invicta” (atribuída à cidade por resistir a um cerco em 1832-33) e a coroa do duque do Porto. Sensacional.

A Primeira Liga a gente nunca esquece
A Primeira Liga a gente nunca esquece

Tem muita taça, como a da edição inicial do campeonato nacional português (Primeira Liga), em 1934-35…

A gigantesca taça Arsenal, de 1948…

250 quilos! 130 são de prata maciça.
250 quilos! 130 são de prata maciça.

E um destaque especial para as taças internacionais, 2 Taças/Ligas do Campeões, duas taças da Uefa ou Liga Europa, uma Supertaça europeia e 2 Mundiais (ou Intercontinentais, de acordo com o gosto do cliente).

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Tem #galhardetes (flâmulas) de #equipas adversárias…

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Insira uma legenda

… os campos e estádios onde o Porto jogou, como o Campo da Rainha, o da Constituição, o estádio das Antas (entre 1952 e 2003), até chegar ao do Dragão…

Maque do estádio das Antas
Maquete do estádio das Antas

e #camisolas históricas.

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No hall da fama, são lembrados jogadores e treinadores brasileiros, como Yustrich, Otto Glória, Carlos Alberto Silva.

No melhor onze, estão brasileiros como Branco e Hulk.

Mas tem um detalhe que não pode deixar de ser notado na visita ao museu do FC Porto. Uma espécie de culto à personalidade do presidente portista, Jorge Nuno Pinto da Costa (no cargo desde 1982!). Tem biografia, frases marcantes e uma linha do tempo, listando as conquistas. Sob a direção de Pinto da Costa, o Porto ganhou 20 de seus 27 campeonatos portugueses (Primeira Liga) e seus dois principais títulos europeus. A Taça dos Clubes Campeões Europeus (1986-87) e sua sucessora, ainda mais rica, a Champions (com Mourinho, 2003-04). 

Hum... este compacto na minha coleção...
Hum… este compacto na minha coleção…

O hino do Porto pode ser ouvido no museu em várias versões – a tradicional, na voz de Maria Amélia Canossa; uma versão clássica com a Orquestra Sinfônica de Londres; também em formato rock com a mesma orquestra e uma versão à capela com Nuno Norte. É uma marcha de Antonio Figueiredo Melo com letra de Heitor de Campos Monteiro.    

Confira o vídeo publicado pelo Porto quando a 1ª gravação do hino fez 63 anos! Continuar lendo “A vencer desde 1893”

Mais que uma loja

Mais que uma loja
A #samarreta do Barça 2016-2017, da Nike.
A #samarreta do Barça 2016-2017, da Nike.

Depois de visitar o Museu do Barça ou ver um jogo no Camp Nou, como a recente goleada contra o rival Espanyol, é inevitável dar uma passadinha na mega loja do Barça. São 2.100 metros quadrados, distribuídos em três andares, com todos uniformes da temporada (confeccionados pela Nike) e toda a sorte de produtos com as cores azul e grená. Prepare-se para as filas nos caixas, nos dias de partida.
DSC08429A Botiga do Camp Nou se dá ao luxo de receber o fã com um video wall de 15 metros por 1,5, que mostrava, na época desta visita, em maio de 2016, gols decisivos e uma linha do tempo com a evolução do distintivo do Barça.

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A loja tem 10 provadores digitais – onde o torcedor / consumidor pode personalizar sua camiseta com ajuda de uma tela interativa e depois recolher na seção de estamparia.

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Iberostar Estadi | Real Club Deportivo Mallorca

Iberostar Estadi | Real Club Deportivo Mallorca
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O Mallorca comemora a importante vitória contra o Tenerife (14/05/2016}

Foi por pouco! O Real Club Deportivo Mallorca é de 1916 e, no ano do centenário, escapou do rebaixamento para o terceiro nível do futebol espanhol (a Segunda B) na última rodada! Em maio, o blog Fut Pop Clube acompanhou uma vitória importante do Mallorca na luta para se salvar, o sofrido 1×0 sobre o Tenerife, em casa – o estádio de Son Moix, hoje rebatizado Iberostar Stadi.
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Um sol para cada um dos 7.000 espectadores em Mallorca. Um público maior do que muitos jogos de primeira divisão do Brasileirão. Foi no sábado 14 de maio em que o Barça conquistou o título de La Liga, ao vencer o Granada por 3×0. Antes do jogo, parte dos torcedores do Mallorca acompanharam os momentos decisivos da primeira divisão.

Uma das atrações dentro do estádio foi uma pequena banda, que empurrou o Mallorca o tempo todo, inclusive uma ótima versão instrumental de “Seven Nation Army”, super hit dos estádios do White Stripes.dsc08640-1 Continuar lendo “Iberostar Estadi | Real Club Deportivo Mallorca”

Carrega Benfica: capitão Luisão levanta mais uma taça.

Carrega Benfica: capitão Luisão levanta mais uma taça.

Coimbra, 20 de maio de 2016DSC09062
Seis dias depois de conquistar o 35º título nacional, os atuais tricampeões portugueses também venceram a Taça CTT (a Taça da Liga de Portugal, competição mata-mata disputada por equipas da primeira e da segunda liga lusas – o Benfica ganhou 7 das 9 edições). E com goleada. 6×2 em cima do Marítimo, da Ilha da Madeira. Jogo bom, aberto, e olha que mesmo com o placar elástico, o goleiro benfiquista Ederson fez importantes defesas.
O encarnado jogou de branco e o Marítimo tem um uniforme rubro-verde que lembra o da Portuguesa Santista.
Festa em campo e nas arquibancadas. Os adeptos do Benfica lotaram o estádio Cidade de Coimbra (ao todo, mais de 28 mil torcedores) e cantaram do início ao fim.

Vamos cantar pelo Benfica, o maior de Portugal.

Força Benfica!

Avante pelo SLB! O teu destino é o de vencer

Acompanhei a festa beeem de perto!

O Benfica goleou com Ederson; André Almeida, Luisão, Jardel e Grimaldo; Samaris, Gaitán (Gonçalo Guedes), Pizzi e Renato Sanches; Mitroglou (Talisca) e Jonas (Raúl).

Olha o sexto gol, na cobrança de pênalti.

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Camp Nou em tarde de #manita no dérbi de Barcelona

Camp Nou em tarde de #manita no dérbi de Barcelona

Barcelona, maio de 2016.

DSC08398“Manita” é como os espanhóis se referem a goleadas com 5 tentos. Com o 5×0 sobre o rival de Barcelona, o Espanyol, podemos dizer que o Barça ficou com uma “manita” na taça de campeão espanhol. Só depende dele mesmo na última rodada. Basta vencer o Granada sábado, na Andaluzia, pra ficar com La Liga. O Real Madrid precisa vencer o Deportivo no Riazor, em A Coruña, e secar o Barça.  O guerreiro Atlético de Madrid derrapou contra o Levante em Valencia e está fora dessa briga. Mas os dois rivais da capital fazem dia 28 na Itália mais uma final espanhola da Champions.

O goleiro do Espanyol apimentou o clássico com uma declaração sobre quem gostaria que ficasse com o título
O goleiro do Espanyol apimentou o clássico com uma declaração sobre quem gostaria que ficasse com o título

O dérbi entre duas equipes de orçamentos muito diferentes foi apimentado por uma declaração do goleiro blanquiazul, Pau López, que disse querer que um dos times de Madri ficasse com La Liga. Foi muito vaiado e levou uma mão cheia de gols. Todos de sul-americanos. O tridente funcionou desde o começo do jogo. Marcaram Messi (numa cobrança falta perfeita), duas vezes Suárez, Rafinha e Neymar.

Suárez deixou dois gols.
Suárez deixou dois gols.

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Foi o dérbi barcelonês de maior público nos últimos dez anos: 91.610 espectadores, incluindo este que vos digita.

Antes do clássico, teve mosaico, minuto de silêncio e outras homenagens ao locutor Manel Vich, que durante quase 60 anos foi a voz do Camp Nou. Ele era voluntário, trabalhava como locutor oficial do estádio de graça. A cabine que Vich usava ficou vazia e sua frase de abertura da jornada foi reproduzida:

Bona tarda a tothom i benvinguts a l’estadi.

As escalações e subsituições foram apenas mostradas nos telões, sem locução.
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Giro pelo estádio Riazor

Giro pelo estádio Riazor

DSC07970Mais um estádio de La Liga “ticado” aqui pelo Fut Pop Clube. O estádio de Riazor pertence à prefeitura de A Coruña e nele joga o Real Club Deportivo, o Dépor, que em março de 2016 completou 110 anos de fundação.

Neste momento em que o Leicester pode ser campeão inglês pela primeira vez, algumas pessoas fazem uma comparação com o Super Dépor, campeão espanhol de 1999-90. Dois times tradicionais que viveram temporadas históricas! As homenagens a Bebeto e Mauro Silva estão já do lado de fora do Riazor e continuam dentro da loja oficial, a DeporTienda. Os provadores de roupa têm os nomes e números de Valerón (10) e Bebeto (11). 20160501_202443-1-1DSC07953
O Riazor é de 1944, passou por reformas grandes antes da Copa do Mundo de 1982 (quando A Coruña recebeu três partidas) e no final dos anos 90. Ficou com estilo inglês. Torcida bem perto do campo, ótima visão do jogo, excelente acústica – o que torna qualquer vaia ensurdecedora. Hoje tem capacidade para uns 35 mil torcedores.DSC07919

20160501_191538(0)As arquibancadas laterais têm linhas retas. As que ficam atrás de cada um dos gols são um pouco mais altas, e sobem num formato arredondado, como se a cobertura fosse uma onda, ou talvez uma baía. Aliás, um dos gols dá de fundo para a Playa de Riazor. O que ajuda a explicar o vento friozinho, num fim de tarde de primavera, começo de maio de 2016.DSC07921A outra, onde ficam os torcedores ultras, os Riazor Blues, dá para a torre de Marathón, fora do estádio.DSC07920

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A torre de Marathón

Os Riazor Blues animam o Dépor quase que sem parar, e os cantos lembram mais as “hinchadas” argentinas. Puxam o restante dos torcedores em todo o estádio.

DSC07933Hora antes da partida, o “recebimiento” do ônibus do clube é bem barulhento e colorido.

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“Recebimiento” caloroso da torcida deportivista ao ôniuis do time

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Fla-Flu em Sampa: clássico das multidões levou 30 mil ao Pacaembu.

Fla-Flu em Sampa: clássico das multidões levou 30 mil ao Pacaembu.

DSC07772O samba campeão de Neguinho da Beija-Flor poderia ter sido alterado neste 20 de março de 2016:

Domingo/eu vou ao … Pacaembu

IMG_20160320_180339E trinta mil pessoas foram ao Pacaembu para torcer pelo time de que são fãs, ou simpatizantes, ou ainda para testemunhar um Fla-Flu histórico. Sem Maracanã nem Engenhão, Flamengo e Fluminense jogaram pela segunda vez na história no estádio Paulo Machado de Carvalho, a mais de 400 km do Rio. Um clássico que mostrou o potencial de atração do futebol carioca. Seja no Maraca, em Brasília, Manaus ou Sampa.

IMG_20160320_212144As torcidas deram as caras, especialmente a rubro-negra. Mas sem as bandeiras que fazem a colorida festa no Maraca – os mastros são proibidos nos estádios de Sampa, o futebol ficou devendo. Verdade que tinha um sol para cada jogador, pra cada torcedor, numa tarde de Pacaembu carioca – faltou o mate e o biscoito Globo. E gols, ao menos. Um 0x0 como em 1942.

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O Rio de papel e lápis – e futebol- de Cássio Loredano.

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Capa do catálogo da mostra, vendido na loja do IMS: http://lojadoims.com.br/ims/produto.cfm?id=35419

Uma passada para conhecer a sede do Instituto Moreira Salles, numa bela casa projetada por Olavo Redig de Campos e que tem jardins de Burle Marx, na Gávea, na zona sul do Rio, acabou virando uma espécie de rolê do Fut Pop Clube. Tive o prazer de visitar no comecinho de 2016 uma exposição que começou em agosto de 2015, quando a Cidade Maravilhosa fez 450 anos. “Rio, Papel e Lápis” traz o traço do caricaturista Cássio Loredano – que é torcedor do Vasco (na época da final do Brasileirão de 1974, um dos “únicos cruzmaltinos da Zona Sul”). Da sacada de um apartamento em Santa Teresa, viu o Maracanã lotado no dia da final entre Vasco e Cruzeiro (deu Vascão). “Deixamos uma vizinha Vila Isabel comemorando feérica e encontramos no Leblon um silêncio de cemitério”.

É uma exposição recomendada pra quem gosta da arquitetura do Rio – de prédios históricos que foram preservados, no meio dos espigões. São 61 desenhos, feitos por Cássio Loredano entre 2014 e 15 a partir de fotografias, e agora incorporados ao acervo do IMS (veja alguns desenhos aqui). Loredano caprichou nas fachadas das sedes do Fluminense, na rua Álvaro Chaves, do Botafogo (General Severiano), lado da avenida Venceslau Brás, e um tanto mais na do seu Vasco, em São Januário.
Também desenhou a fábrica de tecidos que deu origem ao Bangu Atlético Clube.
O caricaturista lembra que o alvirrubro chegou a usar a mesma marca da fábrica Bangu estampada no peito da camisa. Um pioneiro dos patrocínios nos uniformes.

A exposição foi prorrogada até abril. Vale conhecer!

Dentro do post, as informações do site do Instituto Moreira Salles. Continuar lendo “O Rio de papel e lápis – e futebol- de Cássio Loredano.”

Museu do Peñarol

Museu do Peñarol

Post originalmente publicado em novembro de 2015
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O museu do Club Atlético Peñarol existe desde 2001. Atualmente está localizado no Palácio Peñarol, calle Magallanes, não muito longe da Intendência (prefeitura) de Montevidéu. É a sede do clube, que tem ainda um ginásio onde joga o time de basquete dos carboneros e a loja oficial. Aos domingos, a loja não abre por causa da feira de Tristán Navarja, a maior feira de antiguidades da capital uruguaia. Mas o museu abre, sim.

As origens carboneras estão ligadas ao setor ferroviário. A primeira camisa do Central Uruguay Railway Cricket Club (fundado em 28/9/1891) era assim. DSC07432

Peñarol virou nome de um lugar – e uma estação – em Montevidéu por causa do nome de um imigrante italiano, Pineirolo, que virou Piñeirol no Uruguai. Mas o pessoal acabou pronunciando Peñarol. Pegou. Em 12 de março de 1914, o time adotou a denominação atual, Club Atlético Peñarol.DSC07448

Estão em destaque no museu as 5 Copas Libertadores e os três mundiais de clubes (Copa Intercontinental) conquistados pelos manyas.

Recebem tratamento especial os ídolos aurinegros, como Obdulio Varela, grande capitão da Celeste campeã de 1950…DSC07454

O goleiro campeão no Rio, em 1950, Roque Máspoli…DSC07445

Schiaffino, outro heroi uruguaio do Maracanazo…DSC07457

… o goleiro Mazurkiewicz…DSC07449

Don Pedro Rocha, campeão da Libertadores e mundial de clubes em 1966…DSC07447

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Gran Parque Central, o alçapão do Nacional.

Gran Parque Central, o alçapão do Nacional.
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Fachada do Gran Parque Central em novembro de 2015

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A cancha do Club Nacional de Football, que se intitula o decano do futebol uruguaio, é de 25 de maio de 1900. O Gran Parque Central foi um dos estádios da Copa do Mundo de 1930 e o Nacional também gosta de badalar o pioneirismo, como “el primer estadio Mundialista”. Em 13 de julho de 1930, EUA e Bélgica jogaram no Parque Central, simultaneamente a um jogo entre França e México em Pocitos (num estádio que não existe mais).DSC07352O Brasil jogou aqui sua primeira partida na história das Copas. Tá certo que não demos muita sorte. Perdemos pra Iugoslávia. por 2 a 1 (e contra a Bolívia, no Centenario, só cumprimos tabela).
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Em 1944, o alçapão dos albos passou a ser todo de concreto. Teve outra reinauguração em 2005 – ganhou 25 camarotes, como o que leva o nome de Artime (também jogou no Palmeiras). DSC07375Em setembro de 2014, o Nacional anunciou uma nova reforma do estádio tricolor, “padrão Fifa”, de olho na Libertadores e numa possível Copa de 2030 na Argentina e Uruguai.DSC07353

Hoje o Parque Central parece ser uma rua Javari duas vezes maior. Comporta uns 26.500 tricolores. Depois da reforma anunciada ano passado, a capacidade passaria a ser de 40 mil hinchas.
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