De letra: o estande do Fluminense na Bienal do Livro.

Sugestão e produção: Sérgio Duarte, do programa Rock Flu

Dica do Sérgio Duarte, do programa Rock Flu. O Fluminense vai ser o primeiro clube de futebol a ter um estande na Bienal do Livro, no Riocentro, que começa nesta quinta-feira e vai até 8 de setembro. Lá no estande tricolor, vão rolar lançamentos, relançamentos, homenagens e bate-papos com jornalistas e escritores (programação completa no site do clube).

Olha só que grande dama do teatro, cinema e TV do Brasil gravou um convite para o canal do Flu no You Tube.

A Bienal também terá um Placar Literário, para debater a literatura boleira. Curadoria do jornalista João Máximo. 10!
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Centenário do Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre.

http://www.cruzeiropoa.com.br/
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Neste 14 de julho, o Esporte Clube Cruzeiro, de Porto Alegre, completa 100 anos. Diferentemente do Cruzeiro Esporte Clube, de Belo Horizonte, o torcedor do Cruzeiro de POA se chama cruzeirista. O clube estrelado foi campeão gaúcho em 1929, da segundona estadual em 2010 e de vez em quando apronta no campeonato estadual. Um dos apelidos do Cruzeiro é Leão da Montanha, referência a um dos muitos  estádios que o clube já possuiu (e teve que deixar). O estádio da Montanha, na “Colina Melancólica”, assim chamada por ser uma região de cemitérios porto-alegrenses. Não deu outra. Em 1970, o Cruzeiro teve que se despedir da Colina e o estádio da Montanha virou um cemitério vertical. Ainda hoje o cemitério João XXIII tem uma parte da arquibancada, o que pode ser visto neste vídeo aqui. Essa história foi lembrada por um dos mais célebres cruzeiristas, o escritor Moacyr Scliar (1937-2011), no livro  “A Colina dos Suspiros”, uma ficção inspirada no Cruzeiro e seu campo mais famoso.

Catalogado como literatura infanto-juvenil, A Colina dos Suspiros (Editora Moderna) é uma leitura leve e divertida – na real, indicada a todos que se interessam por ficções sobre futebol. Conta a história do Pau Seco, seu estádio, numa colina, vendido a um cemitério, pagamento em jazigos, jogadores  negociados em troca desses túmulos- como a história o Cruzeiro, do coração de Moacyr Scliar – a rivalidade com o União e Vitória, coronéis, empresários, exportação de jogadores…Ironia e tragédia se misturam. Final surpreendente. Recomendado!

Depois da morte de Moacys Scliar, o Cruzeiro entrou em campo com uma tarja preta de luto, na partida contra o Grêmio, pela semifinal da Taça Piratini (1º turno do campeonato gaúcho), em 2011. O escritor herdou a paixão do pai, José Scliar. Em 2010, Moacyr escreveu uma coluna no jornal Zero Hora, festejando a volta do Leão à elite do futebol gaúcho. Na crônica (leia aqui), Moacyr Scliar cita o livro A Colina dos Suspiros.
A venda do estádio da Montanha coincidiu com um período de decadência do tradicional clube estrelado, até a retomada, nessa década. O campo seguinte, o Estrelão, já não pertence ao Cruzeiro. No ano do centenário, sobe a Arena Cruzeiro, em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre. Deve ter capacidade para 15 mil cruzeiristas.

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Lançamento: “O Velho e a Bola”

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A seção Flyer informa: foi lançado na sede do Botafogo, em General Severiano, um livro de 40 crônicas sobre Nilton Santos, o lateral-esquerdo chamado de ‘Enciclopédia do Futebol’, porque sabia tudo do tal esporte bretão. “O Velho e a Bola – A Trajetória de Nilson Santos nas Crônicas de Jacinto de Thormes (Maquinária Editora)”. Jacionto de Thormes era um pseudônimo do jornalista Maneco Muller (que morreu em 2005), que escreveu os textos depois de conversas com o ‘Enciclopédia’. As crônicas foram publicadas originalmente na “Última Hora” e reunidas agora pelo alvinegro Rafael Casé. Mais do que interessante! Continuar lendo “Lançamento: “O Velho e a Bola””

Leia o livro e curta o blog: “Futebol no País da Música”, de Beto Xavier.

http://www.pandabooks.com.br
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Beto Xavier
Beto Xavier

Já está na lista dos meus links favoritos, na coluna à direita deste texto. O jornalista Beto Xavier, autor de “Futebol no País da Música” (Panda Books, 2009) – capa acima – lançou um blog, com o mesmo nome do livro. É uma ótima pedida, mesmo, poder ler com frequência os textos cheios de informação de Beto Xavier sobre essas duas grandes paixões do brasileiro. Ele sabe do que está falando, porque é daqueles colecionadores alucinados por futebol -fã da Holanda desde os anos 70- que sempre vai ao estádio (arena, agora) e compra revistas antigas, dos tempos em que  “Placar” era semanal. E com a música, a relação não é muito diferente, já que Beto trabalha como locutor de rádio e é capaz de investir parte considerável de seu orçamento em busca de algum disco raro. Futebol no País da Música, o blog, está no site da rádio Itapema FM de Porto Alegre, onde Beto Xavier apresenta os programas “Som do Brasil Bonito”, “Wake Up” e “Aboadica”, das 6 às 11h da manhã. Lá vamos encontrar boas histórias sobre clássicos da música popular que falam de futebol e sonoras novidades. Para ler o novo blog, clique aqui. Continuar lendo “Leia o livro e curta o blog: “Futebol no País da Música”, de Beto Xavier.”

“82 – Uma Copa – Quinze Histórias”

Dica da coluna do Tostão.

http://82umacopa15historias.blogspot.com.br/
http://82umacopa15historias.blogspot.com.br/

Dos 5 clássicos entre Canarinho e Azzurra nas Copas, ganhamos as duas finais (tema do post seguinte) e vencemos também a decisão do 3º lugar em 1978 (golaço do Nelinho!). E a Itália triunfou em duas autênticas “decisões”: semifinal de 1938 e em 5 de julho de 1982.Só no ano passado, o Brasil 2×3 Itália do velho estádio do Espanyol e a seleção de Telê foram tema de três livros brasileiros, mais o do colombiano Wilmar Cabrera, “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal“, lançado na Espanha. E agora “82 – Uma Copa – 15 Histórias reúne 15 contos de ficção em torno da chamada “tragédia do Sarrià”. Ele fala de uma seleção que não ganhou a Copa, mas conquistou o mundo, como diz o título de outro livro, o de Falcão. O Brasil de Telê poderia empatar, mas perdeu da grande Itália de Zoff, Rossi e Bearzot e saiu fora de um emocionante Mundial.82 - DIVULGAÇÃO (1)
Dentro do post, o convite para a próxima noite de lançamento do livro organizado por Mayrant Gallo em Salvador, que tem na capa a premiada foto de Reginaldo Manente, primeira página do saudoso “Jornal da Tarde” no dia seguinte da “tragédia“. Continuar lendo ““82 – Uma Copa – Quinze Histórias””

Há 94 anos, Friedenreich marcou um gol que virou clássico – da música.

Dica do Facebook do Museu do Futebol

FutPopClube.com
FutPopClube.com

Estádio das Laranjeiras, 29 de maio de 1919. Decisão do Sul-Americano. Brasil x Uruguai.

Numa jogada emocionante, o nosso time venceu por um a zero e a torcida vibrou.

O gol de Friedenreich, que 7 décadas depois inspirou a linda letra de Nelson Angelo para “1×0”, o chorinho já clássico de Pixinguinha e Benedito Lacerda, saiu na 3ª prorrogação. 122 minutos de clássico. O Sul-Americano de 1919 é tido como o primeiro grande título da Seleção – que ainda não era Canarinho. Usava camisas brancas, só abandonadas após o vice na Copa de 1950, diante do mesmo Uruguai.
Aproveito a efeméride para recomendar algumas versões de “Um a Zero”: a do próprio Nelson Angelo, a do grupo vocal Arranco de Varsóvia, a de Pedro Lima e a instrumental do grupo Choro das 3.
E livros. “Friedenreich – A Saga de um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro”, recém-lançado,  “Sul-Americano de 1919 – Quando o Brasil descobriu o Futebol”, de Roberto Sander. “Futebol no País da Música”, de Beto Xavier”. de “A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira”, de Assis Angelo.
Para saber mais sobre a história do estádio das Laranjeiras, a primeira casa da Seleção, vale a pena dar um rolê pela Sala de Troféus do Fluminense. É um museu sensacional, muito interativo.

“El Otro Fútbol”. Atração do festival CINEfoot no Rio.

De La Quiaca a Ushuaia. De Corrientes a San Juan. 140 equipes.Todos os torneios oficiais da Asociación del Fútbol Argentino. Três anos de trabalho. Uma vida de paixão. ‘O Outro Futebol’

Nem só de Boca, River e dos outros grandes vive o futebol argentino. O futebol dos bairros, das cidades mais distantes, dos times que lutam pelo acesso à primeira divisão do país vizinho é o tema de filme dirigido por Federico Peretti em 2012. “El Outro Fútbol” foi convocado para a mostra competitiva / longa metragem do festival CINEfoot no Rio (23-28 de maio, Espaço Itaú de Cinema na Praia de Botafogo e CCJF). Puxa, que pena que não vai passar em São Paulo, porque pelo trailer abaixo tenho certeza que o documentário é no mínimo muito interessante. A ver!


Os três anos de trabalho e os 50 mil quilômetros percorridos pela equipe deste doc que já foi definido como road movie renderam também um livro,também com o nome “El Otro Fútbol”. O diretor Federico Peretti acaba de lançar um filme sobre a torcida do River (“Esos Colores que Llevás”, 2013 – veja post anterior).
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Rolê por Sarrià com Wilmar Cabrera

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Gullit? Quase! É o jornalista colombiano Wilmar Cabrera, autor do livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal”

O jornalista colombiano Wilmar Cabrera guiou o Rolê do Fut Pop Clube pelo quarteirão onde até 1997 estava o estádio que recebeu uma das maiores partidas da história das Copas. 5 de julho de 1982. O Sarrià, que pertencia ao Espanyol, de Barcelona, viu Brasil 2×3 Itália. O ex-boleiro vive há 5 anos em Barcelona, onde cursou um Master de Criação Literária na Universidade Pompeu Fabra. E seu livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal” (Editorial Milenio), tema do post anterior, mostra a qualidade do texto deste “futbolero” apaixonado pelo Millonarios, de seu país natal, simpatizante do Espanyol e do Europa, ambos de Barcelona – todos blanquiazules. E pela Squadra Azzurra.

Sarrià, 19/04/1988 http://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151564454859834&set=pb.322865159833.-2207520000.1369353063.&type=3&theater
Sarrià, 19/04/1988. O Espanyol vence o Brugge na prorrogação na semifinais da Copa da Uefa (equivalente à Europa League de hoje). Nas finais, o RCDE perdeu do Bayer Leverkusen.
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Sarrià, *1923 + 1997

Wilmar Cabrera sabe de cor e salteado onde aconteceu cada um dos cinco gols daquele “partidazo” – pra ele, uma obra-prima. O jornalista colombiano – @WcGullit no Twitter – estudou praticamente cada “take” do vídeo daquele Brasil x Itália, que nós brasileiros chamamos de “tragédia do Sarriá” (grafia do nome do bairro em castelhano). Para os torcedores do Espanyol, tragédia do Sarrià (aí em catalão) certamente foi a demolição do estádio – bem no coração de Barcelona! – por causa das dívidas do clube. O estádio foi demolido… o terreno vendido para incorporadoras imobiliárias que construíram belos prédios (foto abaixo). O clube andou pelas montanhas de Montjuic (estádio olímpico de Barcelona) até a temporada 2008/09 e finalmente inaugurou uma nova e moderna arena, na cidade vizinha de Cornellà-El Prat (confira rolê do blog num dia de Espanyol x Valladolid, com direito aos torcedores “pericos” cantando uma adaptação de um grande sucesso de Gal Costa). Mas o RCDE continua endividado…

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No lugar da emoção do futebol – e como teve emoção em 5/7/82 – um condomínio tranquilo.

Do velho estádio Sarrià, sobraram as imagens do You Tube e arquivos da Copa 82 na TV, as memórias de torcedores do Espanyol e de fissurados por bom futebol como Wilmar Cabrera, você e eu… e pouco mais. Uma placa no meio do jardim entre os edifícios residenciais…
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Praças com os nomes do goleiro Zamora, ícone da história do Espanyol e de La Roja, a seleção espanhola… e do fundador do clube, Angel Rodríguez.
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No bar inaugurado pouco antes do Mundial disputado na Espanha, já com o nome Sarriá 82, o gentil Basilio lembra com saudade da farra que os torcedores brasileiros fizeram antes da “tragédia”. Ele nunca viu tanta alegria antes… mas em compensação, depois do apito final… Pena que o bar Sarriá 82 não tenha uma flâmula, uma foto, um pedacinho de grama… Receio de provocar desavenças entre os torcedores dos rivais catalães.

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Bar Sarriá 82, no bairro Sarrià

Foi no bar que o Fut Pop Clube bateu um agradável papo sobre 1982, o futebol de hoje e o jornalismo esportivo com Wilmar Cabrera, craque das letras. Mais fotos dentro do post.
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Livro: “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal”

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Pela revista espanhola Mediapunta (ver post anterior), fiquei sabendo do livro do jornalista colombiano Wilmar Cabrera: Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal (lançado em castelhano pela Editorial Milenio, da Catalunha, em junho 2012). É uma elaborada mistura de ficção e realidade, memória e fatos, bolada pelo jornalista colombiano radicado em Barcelona há 5 anos. E como o nome sugere, o futebol brasileiro é um dos personagens principais, já que a derrota da seleção de Telê Santana para a Itália de Bearzot, Zoff, Gentile e Rossi (três vezes Paolo Rossi…) no Mundial de 1982 está em todo o livro. É o que chamamos aqui de a “tragédia do Sarrià” – para Wilmar Cabrera, guardadas as proporções o “11 de setembro do futebol brasileiro”.  Sarrià é o nome do bairro de classe média alta de Barcelona, que emprestou seu nome para o estádio do RCD Espanyol, entre 1923 e 1997. Em 21 de junho daquele ano, o Espanyol jogou sua última partida no Sarrià, Dá para imaginar a dor dos torcedores blaquiazules ao testemunhar a demolição de seu estádio. Comparável talvez à dor do torcedor brasileiro, depois da derrota para a Squadra Azzurra. Torcer para a Seleção Brasileira nunca mais foi a mesma coisa. O que o brasileiro precisa entender é que a Itália também tinha um timaço – e contava com a preferência – surpresa!- do autor, Wilmar Cabrera, por razões sentimentais. Na Colômbia, ele é torcedor dos Millonarios. No álbum da Copa de 78, escolheu uma seleção com as cores do seu time de coração. Deu Itália. Preferência mantida em 1982. Se o Brasil de Telê jogava por samba – como o “Voa Canarinho” cantado por Júnior -, para Wilmar Cabrera a Itália era uma orquestra de jazz.
Alguma editora tem a manha de lançar Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal no Brasil?
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Livro: “Viagem à Palestina – Prisão a céu aberto”, de Adriana Mabilia.

Saiu!
Capa_Viagem à Palestina_FINAL_CURVASA seção Flyer se desloca e pede a bola para compartilhar um lançamento não ligado ao futebol.
A jornalista Adriana Mabilia autografa seu primeiro livro “Viagem à Palestina – Prisão a céu aberto” (editora Civilização Brasileira).
É nesta quarta-feira, 24 de abril, depois do “partidazo” de Champions League entre Borussia e Real Madrid, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional – avenida Paulista. Dentro do post, o release do livro da Adriana.
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