“11 Gols de Placa”

Já está nas livrarias 11 Gols de Placa – Uma Seleção de Grandes Reportagens sobre o Nosso Futebol, lançado pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e editora Record. Com organização de Fernando Molica, o volume reúne 11 reportagens investigativas sobre o mundo e submundo do futebol. Noites de autógrafos: nesta quarta-feira, 10 de março, às 19h, na LivrariaDaConde, no Leblon. E em 7 de abril, na Saraiva do shopping Pátio Paulista.

Algumas das reportagens compiladas no livro:

– João Máximo escreveu “Futebol Brasileiro: O Longo Caminho  da Fome à Fama” para o JB;

– “O jogador é um Escravo” , uma reportagem de Michel Laurence e José Maria de Aquino, para O Estadão ;

– Diogo Oliver escreveu sobre o desemprego no mundo da bola, na Zero Hora;

– Marcos Penido, “Árbitros Denunciam Esquema de Resultados na Federação” O Globo, 1993;

– Fernando Rodrigues, sobre a muamba no voo que trouxe a delegação do tetra, Folha, em 94;

– Leonardo Mendes Júnior assinou “O Adeus dos Pequenos Craques”, Gazeta do Povo, 2005.

– André Rizek e Thaís Oyama escreveram a reportagem que revelou o escândalo da máfia do apito, na Veja, em 2005.

Renner: “Uma vez Para Sempre”

Mais uma dica do colecionador Domingos D´Angelo, do MemoFut, grupo que discute a memória e literatura do futebol. Saiu  “Uma Vez para Sempre”, novo livro de Francisco Michielin, sobre o extinto Grêmio Esportivo Renner, campeão gaúcho em 1954. O time de Porto Alegre revelou o goleiro Valdir Joaquim de Moraes (mais tarde, da Academia do Palmeiras, grande treinador de goleiros), Ênio Andrade (meio-campo e depois grande treinador) e Breno Mello (artilheiro, participou até de filme). Depois da taça do Renner, em 54, apenas a dupla Ca-Ju andou tirando o Gauchão da hegemonia colorada e tricolor (o Juventude em 98 e o Caxias em 2000). Fut Pop Clube tem imenso interesse e respeito pela história dos clubes extintos ou que fecharam o departamento de futebol. Parabéns ao autor, Michielin, médico e escritor apaixonado por futebol. E obrigado ao pessoal do MemoFut pela dica.

P.S. – Existe um documentário sobre o Renner, “Papão de 54”, filmado pela Estação Elétrica. Dá para ver o trailer no You Tube. Lembro-me também que o Renner e seus ídolos apareceram numa série de reportagens do Tino Marcos para o Globo Esporte, em 2007: “Órfãos da Arquibancada”.

“Coluna de Música” a todo volume


Semana Metallica! Saiba como foi o show de São Paulo na minha Coluna de Música
. Pitacos e set-list do show da turnê World Magnetic.

– Há 12 anos, outra mega turnê passou pelo estádio do tricolor paulista: a PopMart do U2 (relembre)!

– Por falar em U2, The Edge é uma das guitarras do filme A Todo Volume“, que entrou em cartaz em SP. Aleluia!

– Ouça o quinto disco do Mustang, trio carioca de Carlos Lopes, ex-Dorsal.

– Um livro bem apropriado para esses dias de rock e chuva: “Metendo o Pé na Lama – os Bastidores do Rock in Rio de 1985, quase um diário pessoal do diretor de arte Cid Castro, que bolou a marca do festival!

Leia tudo isso e muito mais na minha nova Coluna de Música, aqui ao lado, na mesma blogosfera.

Para Mané

Neste 20 de janeiro, Fut Pop Clube lembra livro, filmes e algumas músicas sobre o anjo de pernas tortas. O livro, escolha óbvia, é um clássico das biografias sobre ídolos populares. Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, de Ruy Castro, pela Companhia das Letras. Que inspirou um filme romanceado, Garrincha, Estrela Solitária, de Milton Alencar, com o ator André Gonçalves no papel de Mané; a bela Thaís Araújo interpreta Elza Soares . Pena que não bateu um bolão nem de crítica nem de bilheteria. Há ainda o documentário Garrincha, Alegria do Povo, do diretor cinema-novista Joaquim Pedro de Andrade, lançado em 1963, pouco depois do bi mundial da Seleção e do bi carioca do Botafogo (leia mais aqui).

Tem frevo para Garrincha
Tem frevo para Garrincha

Gostaria de lembrar de um sensacional frevo de Antonio Nóbrega que descobri por acaso. Garrincha não é a faixa 7, mas a 12 do primeiro volume do CD “Nove de Frevereiro“. Fala com encanto de “um bobo da corte, um herói brasileiro”… que “deixou pátria órfã, sem circo a nação”. Também presente no DVD do show de Nóbrega – capinha reproduzida ao lado.
O livro que o jornalista Beto Xavier lançou pela Panda cita um mambo que entrou na trilha sonora do filme Garrincha, Alegria do Povo. E muitas outras canções sobre o herói da estrela solitária (para Beto, Garrincha só perde de Pelé em nº de músicas). Mané mereceu um capítulo inteiro do livro Futebol no País da Música – páginas divididas com Elza Soares, que casou com o camisa 7  e gravou sambas do craque das pernas tortas.

Em abril de 2009, Fut Pop Clube publicou uma série de posts, graças ao Beto Xavier, “Futebol em 11 Ritmos“. Pedi ao Beto para indicar uma balada nota 10. A resposta dele está abaixo: Continuar lendo “Para Mané”

25 anos do Rock in Rio I

O livro "Metendo o Pé na Lama - Os Bastidores do Rock in Rio de 1985", de Cid Castro, será relançado dia 27

Em 11 de janeiro de 1985, mais ou menos a essa hora, começava o Rock in Rio. Primeiras atrações: Ney Matogrosso, o tremendão Erasmo Carlos e Baby Consuelo+Pepeu Gomes (algo deslocados na programação da tarde/noite/madruga). O Brasil entrou de vez no circuito internacional do show bizz quando soou o hard rock do Whitesnake, com talvez sua melhor formação. O vozeirão de David Coverdale, a guitarra envenenada, cheia de efeitos, do John Sykes (ex-Thin Lizzy), o baixo do Neil Murray e a batida pesadaça do Cozy Powell. Showzão! Com destaque para Gulty of Love, Love Ain´t No Stranger e Slow and Easy, que tocaram até furar nas rádios brasileiras.O Whitesnake ainda participaria de mais uma noite do festival, mas a atração seguinte, não. Iron Maiden! Veio, arrebentou e voou de volta para os EUA (leia também o texto anterior). Depois, Queen, pela segunda vez no Brasil (existia um vídeo VHS Live in Rio, correto?). 300 mil espectadores, fãs de Iron, de Freddie Mercury, Brian May e cia, ou apenas gente jovem em busca de diversão. Era o primeiro de dez dias seguidos de festival!

Marcador do livro de Cid Castro

Que não era só de rock, apesar do nome. Tudo bem. Os roqueiros brasileiros tiveram a primeira oportunidade para ver AC/DC (ouvido a alguns quilômetros da Cidade do Rock!), Scorpions (no auge, um show eletrizante), Ozzy Osbourne (com o excelente guitarrista Jake E.Lee brilhando no emprego que foi do Randy Rhoads) ou o Yes (veteranos do progressivo). Havia espaço para música mais pop (Rod Stewart, James Taylor), MPB (Moraes, Alceu) e para bandas então emergentes do Rock Brasil, como Barão Vermelho (com Cazuza) e Paralamas do Sucesso (voltaremos ao assunto esta semana).
Em 2008, a Scortecci publicou o livro Metendo o Pé na Lama – Os Bastidores do Rock in Rio de 1985, do diretor de arte Cid Castro, que trabalhava na Artplan e criou a marca do festival (e os óculos, como o do marcador de livros ao lado). Num tom bem pessoal, linguagem franca e direta, Cid faz praticamente um diário da saga que foi a realização do Rock in Rio I.  O livro será relançado em 27 de janeiro, na livraria Travessa do Leblon, pela editora Tinta Negra.

Eu fui. Ao Rock in Rio I, II (em 1991, no Maracanã) e III (2001, de volta a Jacarepaguá). E você? A qual edição? Conte suas lembranças no espaço de comentários.

“O Time que Nunca Perdeu”

O vice-campeão brasileiro de 2009 acaba de apresentar o uruguaio Jorge Fossati (campeão da Recopa e da Sul-Americana com a LDU) como técnico que vai tentar o bi da Libertadores. Em 2009, o Internacional comemorou seu centenário de fundação e o 30º aniversário do tricampeonato nacional, em 1979. O único título brasileiro invicto. Nesta segunda-feira, no velho estádio dos Eucaliptos, o Inter e a Editora Age lançam o livro O Time que Nunca Perdeu, escrito pelo camisa 5 daquele timaço: Paulo Roberto Falcão. Continuar lendo ““O Time que Nunca Perdeu””

Kit para o torcedor do Santos

Publicado em dezembro de 2009
Hoje é a biblioteca do torcedor do Peixe que ganha um reforço. Aliás, dois de uma vez. O jornalista Odir Cunha lança os livros “Ser Santista – Um Orgulho que Nem Todos Podem Ter” e “O Time do Meu Coração”. O Odir tem vários livros publicados sobre esportes em geral e em especial sobre o Santos (com Celso Unzelte, escreveu O Grande Jogo, sobre a história de Santos x Corinthians). Ambos fazem parte da série Paixão Entre Linhas da Editora Leitura. Leia sobre os livros de outros clubes na mesma coleção aqui.

Na estante: “Os Dez Mais do São Paulo”.

Saiu o 1º livro do jornalista Arnaldo Ribeiro, Os Dez Mais do São Paulo.

Rogério Ceni, Darío Pereyra, Roberto Dias, Bauer, Pedro Rocha, Raí, Serginho Chulapa, Careca, Leônidas da Silva e Canhoteiro. São os 10 escolhidos por um time de tricolores: além do próprio Arnaldo, os jornalistas Alberto Helena Júnior, Conrado Giacomini, José Maria de Aquino, José Paulo de Andrade, Paulo Planet Buarque, Rodrigo Bueno e Vitor Birner, o médico Marco Aurélio Cunha e o ator Cássio Gabus Mendes.

Momento “coluna social” do blog: don Darío Pereyra, um dos 10 mais, compareceu ao lançamento e deu um monte de autógrafos. Presente também a filha do médio Bauer. Jogador que ficou conhecido em 1950 como “o Monstro do Maracanã”.

É claro que cada torcedor tem os seus favoritos. Os mais novos tendem a preferir Muller no lugar de Serginho, que não se pode negar, é o maior artilheiro da história do São Paulo. Nada impede que amanhã ou depois alguém lance um livro a partir de sua própria lista.

Acho que vale reunir num livro só, num preço que não é um absurdo, informações, feitos e histórias de craques que jovens torcedores de hoje não conhecem tanto, como Leônidas, Bauer, Canhoteiro, Roberto Dias,  Pedro Rocha etc… ainda que alguns desses ídolos já sejam personagens de outras biografias, como Fut Pop Clube listou aqui.

Os Dez Mais do São Paulo é  o sétimo livro da coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora. Próximos volumes: Vasco e Cruzeiro.

Futebol sem Fronteiras

Não precisa de campo, gramado, linhas, traves. Às vezes, nem bola tem, mas latinha, garrafa, tampinha, papel amassado. Em qualquer lugar do planeta, você pode encontrar gente “batendo uma bolinha”. O fotógrafo Caio Vilela registrou essas peladas nos 4 cantos do globo e  lança daqui a pouco “Futebol sem fronteiras – Retratos da bola ao redor do mundo” (Panda Books). O local é o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Entre 15h e 16h, debate com Caio Vilela e o curioso/louco por futebol Marcelo Duarte. Tema: a popularidade do esporte em tantas culturas diferentes. E a partir de hoje, quem visitar o Museu do Futebol pode conferir a exposição temporária Ora Bolas! Futebol pelo Mundo, com 50 fotos de Caio Vilela em 26 países. Vai até 11 de abril.