(500) Jogos Com Ele: Marcos!

Publicado em 18 de agosto de 2010

Foto: Fábio Menotti/divulgação Palmeiras
Foto: Fábio Menotti/divulgação

Goleiro do penta. Goleiro da Libertadores alviverde. Um dos dez mais do Palmeiras no livro do Mauro Beting. Um dos 11 maiores goleiros do futebol brasileiro do livro do Menon. Marcos, Marcão. São Marcos para os muitos. 500 jogos pelo Palmeiras nesta quinta-feira, contra o Vitória. Apenas Ademir da Guia, Leão, Dudu, Waldemar Fiúme, Valdemar Carabina e Luís Pereira atuaram mais pelo Palestra, meu! Mas eram outros tempos… E olha que o Marcos sofreu com contusões… Vai ter camisa comemorativa, bonecos… O site do Palmeiras já está em festa para o ídolo alviverde dos últimos 11 anos. Tem entrevistas e números. Entre eles, um que me chama especial atenção. Segundo o www.palmeiras.com.br, Marcos já catou 33 pênaltis! Parabéns, Marcos! Ele merece, ele merece!
Por falar em Palestra, neste sábado, 21 de agosto, o MemoFut dedica ao Palmeiras uma reunião aberta ao público no auditório do Museu do Futebol. Entre 9h e 12h, haverá um bate-papo com Luiz Gonzaga Belluzzo, presidente do Verdão, o jornalista Mauro Beting e o ex-meia Leivinha (ex-Lusa, Palmeiras, onde foi ídolo, bicampeão brasileiro 72/73 e campeão paulista em 72 e 74, Atlético de Madrid -campeão espanhol NA temporada 76/77 – e São Paulo). Sessão de perguntas e respostas. Oportunidade para mostrar e ver memorabilia alviverde… De graça. Aberto ao público. Vai bombar.
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35 anos do Paulistão 75

http://spfcpedia.blogspot.com/

Waldir Peres, Nelsinho (depois treinador), Paranhos, Arlindo (Samuel jogou as finais) e Gilberto Sorriso; Chicão e Pedro Rocha; Terto, Muricy Ramalho, Serginho Chulapa e Zé Carlos. Foi com esse time-base que o São Paulo treinado pelo argentino José Poy (ex-goleiro/ídolo do tricolor) conquistou o campeonato paulista de 1975. A grande final, há exatamente 35 anos, foi disputada no Morumbi e decidida nas cobranças de pênaltis. Tricolor campeão invicto do primeiro turno, disputado em pontos corridos.  Portuguesa campeã do segundo turno, depois de um hexagonal decisivo com os cinco grandes e o América de São José do Rio Preto (deu pra ter uma ideia do confuso regulamento, dois em um? era assim, naqueles tempos). A Portuguesa de Otto Glória tinha na decisão Zecão (com sua chamativa camisa amarela), Cardoso, Mendes Calegari e Santos; Badeco, Antonio Carlos, DicáEnéas, Tatá e Wilsinho – nada menos do que  7 jogadores do título paulista de 1973, dividido com o Santos, que também foi (mais ou menos) decidido nos pênaltis. Continuar lendo “35 anos do Paulistão 75”

Futebol na Bienal do Livro

A Bienal do Livro de SP convocou Os 11 Maiores Volantes do Futebol Brasileiro. 11 Camisas 10. 11 Centroavantes… Na real, convocou os autores, os jornalistas Sidney Garambone, Marcelo Barreto e Milton Leite, para debater com Artur Xexéo nesta segunda-feira, às 19h. “O boom de livros sobre futebol: um fenômeno editorial?” é o tema. A Bienal está no Anhembi. Entrada: 10 reais. Meia: 5. Mais uma dica do seu Domingos D´Angelo.
Milton Leite também escreveu As Maiores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos. Aqui no blog, promovi um mata-mata virtual entre os escretes que ele escolheu e os scratchs do livro do Mauro Beting
LEIA MAIS: outros livros sobre futebol no Fut Pop Clube.

Lusa, 90 anos

Zecão, Cardoso, Pescuma, Calegari e Isidoro; Badeco e Basílio; Xaxá, Enéas Camargo (depois Tatá), Cabinho e Wilsinho. Tive um time de botão com boa parte dessa equipe da Portuguesa, campeã paulista de 1973, junto com o Santos.  Cada time ganhou um turno. A finalíssima levou mais de 116 mil pessoas ao Morumbi! Santos jogou todo de branco. A Lusa, de camisa vermelha, calção e meião brancos. Depois do 0x0 no tempo normal e na prorrogação, decisão na marca do cal. O Santos desperdiçou uma cobrança (Zé Carlos) e acertou duas (Edu e Carlos Alberto Torres). Cejas, o goleiro argentino do Santos, defendeu as cobranças de Isidoro e Calegari. Wilsinho mandou no travessão. Armando Marques errou na contagem e apontou o fim do certame: Santos campeão. Depois que o trio de arbitragem e a Federação se tocaram do erro, Armando Marques foi ao vestiário da Lusa buscar o time de volta. Mas a delegação já tinha se mandado e os dois times foram declarados campeões. Terceiro e até agora o último título estadual da Lusa (os anteriores: 1935 e 1936).
Fonte: O Caminho da Bola – História da FPF II Volume 1953-1982, de Rubens Ribeiro.
Neste sábado, a Portuguesa de Desportos completou 90 anos. Pena que com derrota. 0x1, para o Náutico, no Recife. Mas a Lusa tem ainda 24 rodadas para garantir um lugar entre os quatro que sobem para a série A do Brasileirão. Queria aproveitar o aniversário da Portuguesa para lembrar do craque Enéas Camargo, que morreu com apenas 34 anos, depois de um acidente de carro e meses no hospital – Denner, outro craque revelado pela Lusa, também morreu por causa de acidente. Há uma biografia, Rei Enéas – Um Gênio Esquecido, de Luciano Ubiraja Nassar. Enéas teve passagens ainda pelo Bologna, Udinese e Palmeiras.

“Maldito Futebol Clube” | “The Damned United”.

Damned United

Jogadores que querem derrubar técnico. Treinador que dá entrevistas polêmicas e entra em rota de colisão com a diretoria. Você nunca viu esse filme? Pois está nas locadoras Maldito Futebol ClubeThe Damned United[classificação 12 anos], produção de 2009 da BBC Films e Columbia Pictures, adaptação do livro The Damned United, de David Peace. Que eu me lembre, não passou nos cinema brasileiros, foi lançado direto em vídeo. Uma pena. Michael Sheen, ótimo ator que fez Tony Blair em “A Rainha” e David Frost em “Frost/Nixon”interpreta mais um papel de personalidade da vida real: o treinador Brian

“Prestigiado”: Brian Clough durou 44 dias no Leeds United

Clough, que depois de jogar no Middlesbrough, Sunderland e seleção inglesa, começou a carreira de técnico no Hartlepool United, hoje na terceirona inglesa. Maldito Futebol Clube trata especialmente dos conturbados 44 dias em que Clough treinou o Leeds United, entrecortados em flashbacks constantes com a passagem gloriosa pelo Derby County – que Clough e seu braço direito, Peter Taylor, tiraram da segundona, levaram ao primeiro título inglês de primeira divisão (temporada 71/72) e às semifinais da Copa dos Campeões da Europa, hoje Champions (caiu diante da Juventus). Sem

Clough e Taylor levaram o Derby da segundona às semifinais da Europa

Peter Taylor, sua cara metade futebolística, o linguarudo Clough se deu mal no Leeds, que vinha de título (73/74). Você se lembra do Nottingham Forest, time de camisas vermelhas que ganhou quase tudo na Inglaterra e Europa no final dos anos 70 (campeão inglês na temporada 1977/78, bicampeão europeu em 1978-79 e 1979-80)? Era Brian Clough o técnico!  Hoje o Forest está na segundona inglesa, a Football League Championship, como Leeds e o Derby County. Será uma maldição contra os principais clubes treinados por Brian Clough? Hahaha!
Misturando algum arquivo com trechos de jogos encenados especialmente para o filme, Maldito Futebol Clube/The Damned United se concentra mais na explosiva personalidade do técnico, vaidades, amizade, traição, rivalidades com outro treinador -Don Revie-e seus pupilos no Leeds. Taí um bom apertivo para a Premier League, elite da bola inglesa, que recomeça neste fim de semana. Mais um bom filme de futebol para “nossa coleção”. Continuar lendo ““Maldito Futebol Clube” | “The Damned United”.”

Ponte Preta, 110 anos!

Flâmula da Ponte Preta, que neste 11 de agosto completa 110 anos! O clube já revelou jogadores como Waldir Peres, Carlos, Nelsinho Baptista, Oscar, Juninho Fonseca, Polozzi, Jair Picerni, Fábio Luciano, Dicá (como jogava!), Luís Fabiano etc… Pela Macaca, passaram ainda Chicão (valente volante de Piracicaba que depois jogaria no São Paulo, Santos, Galo, Seleção de 78), Dadá Maravilha, Jorge Mendonça, Tuta, W9, Mineiro.

O site Minhas Camisas chama atenção para a camisa comemorativa dos 110s anos da Ponte. Maneira!

E o seu Domingos D´Angelo, do MemoFut, sempre ligado nos lançamentos, avisa do livro Ponte Preta: A Torcida que Tem um Time, de André Pécora e Stephan Campineiro (Pontes Editores). Noite de autógrafos: quarta-feira que vem, 18 de agosto, a partir das 19h30, no Giovannetti Cambuí, à rua Padre Vieira, 1277, em Campinas. Clique para ver o convite. Continuar lendo “Ponte Preta, 110 anos!”

NY Cosmos

Vi no GloboEsporte.com a notícia da volta do New York Cosmos, onde Pelé encerrou a carreira em 1977 – o anúncio foi feito neste domingo pelo próprio Rei (presidente de honra do time), ao lado de Carlos Alberto Torres (o capita da seleção de 1970 jogou com o Pelé no galático escrete nova-iorquino, como Beckenbauer). Quem torce pela popularização do soccer, o nosso futebol nos EUA, e quem acompanhou pela TV Tupi a trajetória do Cosmos na era Pelé da NASL (na época,o nome da liga americana de soccer) sempre sonhou com essa volta. Pelo que li, a primeira meta  é a formação de jogadores, na Cosmos Academy, em parceria com o BW Gottschee, clube do bairro do Queens. O texto do anúncio deixa claro que, no entanto, o objetivo maior é voltar à divisão principal do soccer – a MLS. A questão é se o Cosmos vai conseguir cavar seu espaço na metrópole que tem o NY Red Bulls, arena novinha, que já trouxe Thierry Henry para atuar com Juan Pablo Angel e acaba de contratar o mexicano Rafa Marquez (do Barcelona), que vai jogar com a camisa 4. Será que tem lugar pra todo mundo? Com certeza, os nomes de Pelé e do Cosmos abrirão portas.
Cosmos parte 2Aproveito para lembrar alguns textos sobre o ex-time americano de Pelé no blog. Há um filme bem interessante, O Mundo a Seus Pés, que documenta a Extraordinária História do New York Cosmos. Eu não sabia que o atacante italiano Chinaglia se dava mal com o Rei do Futebol!
A autobiografia ricamente ilustrada de Pelé, Minha Vida em Imagens, tem farto material iconográfico como fotos, flâmulas, jornais, programas, bilhetes etc da passagem do King of Soccer por Nova York. Também faz sucesso de público no blog a foto da camisa da despedida de Pelé, Cosmos x Santos, que pertence ao colecionador Paulo Gini.
Há um canal do Cosmos no You Tube com 4 vídeos (entre eles, o desse jogo do adeus).
Site oficial: www.nycosmos.com

Amando e odiando Maradona

Não, não dá para ficar indiferente à Maradona, El Diego de La Gente como diz o título de sua autobiografia, cuja capinha ilustra o post. O cara está sempre no fio da navalha. Gosta de viver perigosamente. Quando mergulhou nas drogas, quando pulava alucinadamente quase pra fora do camarote na Bombonera, quando escalou uma Argentina super ofensiva e se descuidou da defesa no Mundial 2010. Deu no que deu. Por mais amado pelo povo que seja, Maradona caiu do comando da albiceleste esta semana. Lembro de pelo menos mais um livro sobre Don Diego: Hand of God – The Life of Diego Maradona, Soccer’s Fallen Star, do Jimmy Burns (que também fez um livro sobre o Barcelona, “A Paixão de um Povo”). Dá para ler um trechinho aqui.

Quem pode garantir que o Brasil ganharia mesmo o tetra na Copa de 94 SE Maradona não tivesse sido pego no exame antidoping?

Para nós, jornalistas e blogueiros, Maradona é um excelente personagem. Músicas sobre Diego? Inúmeras! Só Manu Chao gravou duas. Santa Maradona, ainda com a banda Mano Negra. E a linda La Vida Tombola, CD La Radiolina. O curioso site não-oficial Maradona10.com tem uma lista (parcial) de músicas, como a emocionante La Mano de Dios, do cantor Rodrigo (Potro Rodrigo), amigo de Don Diego. “Maradoo, Maradoo… Olé, olé, olé olé, Diego, Diego…”

Filmes? Pelo menos dois, exibidos em recentes mostras de cinema. Maradona de Kusturica, documentário totalmente pessoal, como se fosse um fanzine, um blog, do diretor sérvio Emir Kusturica. Foi lançado recentemente em DVD pela Europa Filmes e pode ser alugado em locadoras. Em 2006, vi na Mostra o extremo Amando a Maradona (cartaz abaixo), com direito a esquisitices como a Igreja Maradoniana, casamentos no estádio … Não basta tatuar a fé…

amando a maradona
Mas bem que esse personagem de predileção dos jornalistas poderia voltar a acertar uns golaços, para o bem dele… e do futebol.

Ah, sim, Diego poderia parar com a ladainha Maradona x Pelé, quem foi melhor… É claro que foi Leônidas da Silva… Hahaha! Brincadeira, tá, pessoal?

Fluminense, 108. E o Dia do Fico.

Nesta semana, o Fluminense completou 108 anos. Quase ganhou um “presente de grego” dois dias depois do aniversário. Ficar sem o técnico Muricy Ramalho (agora que chegou à liderança e está montando um time muito bom) seria um balde de água fria. Mas o clube decidiu peitar a CBF e exigiu que Muricy cumpra seu contrato. Não será supresa se o Flu sofrer retaliações nos bastidores – da maneira que o tricolor paulista está sofrendo – com veto ao Morumbi 2014 e mudança na abertura de janela de transferência. O livro que ilustra este post, Fluminense Football Club – História, Conquistas e Glórias no Futebol , é uma pesquisa bacana e bem ilustrada do Antônio Carlos Napoleão, editado pela Mauad. Parece-me que está esgotado, uma pena. Mas quem sabe se a história que o tricolor está construindo em 2010 não entra numa reedição desse volume ou rende outro livro? Hoje a torcida tricolor fez festa pela permanência do treinador. É cedo para dizer se Muricy ganhará seu quarto Brasileirão. Mas vai brigar pelos primeiros lugares com todas suas armas e bolas paradas – e tem time pra isso.

16 de julho

Hoje faz sessenta anos do Maracanazo. Às três da tarde de 16 de julho de 1950, a pelota começou a rolar para Brasil e Uruguai, última partida do quadrangular final da Copa de 1950. O Brasil abriu o placar (Friaça), o Uruguai chegou ao empate, com Schiaffino – que ainda dava o título ao Brasil – mas você conhece o final dessa história. Que não se repita em 2014, mas para isso, 1950 deve servir de lição. Já está nas livrarias Maracanazo – Tragédias e Epopeias de um Estádio com Alma, livro do jornalista Teixeira Heizer (editora Mauad), com crônicas do uruguaio Eduardo Galeano, do poeta Ferreira Gullar, dos jornalistas Luiz Mendes, Maurício Azêdo e Sérgio Cabral e do publicitário Washington Olivetto. Há ainda ficha técnica de todas as partidas da Seleção Brasileira no “Maraca”, até as Eliminatórias para a Copa de 2010.