Balanço do Brasileirão 09

Adriano: campeão, artilheiro, bola de prata e de ouro. FOTO Maurício Val VIPCOMM

O ano em que o Rio de Janeiro vibrou com a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 terminou bem para o futebol carioca. Flamengo campeão da Série A. Vasco campeão da Série B. Fluminense (numa reação espectacular) e Botafogo de salvaram do rebaixamento. Só não é bom se acostumar a frequentar essa zona. Olha o caso do Náutico. Há anos, ficava no cai não cai. Em 2009 caiu. Com ele, o arquirrival Sport. Sinal amarelo para o futebol do Nordeste, com 2 dos 4 clubes rebaixados da Série A para a B. Dos 4 que sobem da Segundona, só o Ceará é do Nordeste (fará companhia ao Vitória). Acho que os clubes do Nordeste deveriam deixar as rivalidades um pouco de lado, se reunir e procurar soluções. Será que não valeria a pena voltar a ter uma Copa Nordeste, diminuindo o nº de datas dos estaduais? É só uma ideia, pessoal. Continuar lendo “Balanço do Brasileirão 09”

Flamengo campeão

Esta flâmula é do campeão brasileiro de 2009. A maior torcida do Brasil festeja o príncipal título do país do futebol depois de 17 anos.

Que última rodada foi essa! Ora Flamengo campeão, ora Internacional campeão. Enfim, Flamengo campeão. Mas o rubro-negro virou contra o mistão do Grêmio, que valorizou a vitória do hexa. Parece difícil tirar a Bola de Ouro do Brasileirão e outros prêmios de melhor do campeonato de Pet, o sérvio que voltou ao Fla debaixo de contestação e liderou ao lado de Adriano e do treinador Andrade uma arrancada histórica e heroica.

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Os hexacampeões. FOTO MaurícIo Val/VIPCOMM

Brasileirão ponto com ponto br

Chega hoje ao fim um dos campeonatos mais equilibrados e cheios de reviravoltas de todos os tempos. O Flamengo tem uma mão e vários dedos na taça. Ok, teve sorte de pegar nas rodadas finais times já desinteressados do campeonato e cujos arquirrivais disputam o título com o rubr0-negro. Esse fato já ouriçou os críticos do sistema de pontos corridos. “Ah, tinha que ter um quadrangular final”. “Ah, se fosse mata-mata,não teria isso”. Calma lá. Em fases classificatórias para play-offs e mesmo em Copas do Mundo, é possível que um time escolha adversário (em 74, por exemplo, a Alemanha Ocidental não tinha muito interesse em vencer a Oriental, lembre por quê).

Não é nada que a tabela não possa resolver. Por exemplo, reservando a última rodada para clássicos estaduais. Imagine se hoje tivéssemos Gre-Nal, Fla-Flu, um derby entre Corinthians x Palmeiras, um San-São, um Atle-Tiba…

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Futebol sem Fronteiras

Não precisa de campo, gramado, linhas, traves. Às vezes, nem bola tem, mas latinha, garrafa, tampinha, papel amassado. Em qualquer lugar do planeta, você pode encontrar gente “batendo uma bolinha”. O fotógrafo Caio Vilela registrou essas peladas nos 4 cantos do globo e  lança daqui a pouco “Futebol sem fronteiras – Retratos da bola ao redor do mundo” (Panda Books). O local é o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Entre 15h e 16h, debate com Caio Vilela e o curioso/louco por futebol Marcelo Duarte. Tema: a popularidade do esporte em tantas culturas diferentes. E a partir de hoje, quem visitar o Museu do Futebol pode conferir a exposição temporária Ora Bolas! Futebol pelo Mundo, com 50 fotos de Caio Vilela em 26 países. Vai até 11 de abril.

“Duelo de Campeões”, ou o jogo da vida “deles”

duelo de campeões12 de junho de 2010: a tabela da Copa do Mundo programa o “match” Inglaterra x Estados Unidos, em Rustenburg, África do Sul, pelo Grupo C.

Belo Horizonte, 29 de junho de 1950. Num jogo contra a Inglaterra, os Estados Unidos aprontaram uma das maiores zebras da história das Copas, no 1º mundial organizado no Brasil. A seleção americana de “soccer” derrotou os inventores do futebol por 1 a 0, no estádio Independência,  em Belo Horizonte. Gol de Gaetjens, um imigrante haitiano. A curta saga dessa seleção americana é romanceada no filme americano “Duelo de Campeões”, disponível em DVD– o título original, “The Game of Their Lives” (o jogo da vida deles) é mais legal. Continuar lendo ““Duelo de Campeões”, ou o jogo da vida “deles””

O grupo G da Copa

O Brasil caiu num grupo que está longe de ser considerado uma baba, muito pelocontrário. Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. A briga pelas duas vagas vai ser boa. A página de confrontos da seleção principal no site da CBF só registra encontros do Brasil com Portugal. Em 18 partidas, 12 vitórias brasileiras, 2 empates e triunfos lusos. Só que um desses triunfos foi na única partida entre Brasil x Portugal em Mundiais. Foi na Copa de 66, na Inglaterra, e os portugueses venceram por 3 a 1. É verdade que “eles” tinham um timaço, com Eusébio e cia, mas baixaram o porrete e bateram à beça nos brazucas. Era o terceiro jogo da 1ª fase. O Brasil caiu. Portugal foi adiante. Chegou ao 3º lugar, melhor posição em Copas.

Para você, qual é o grupo da morte? E o mais baba?

Livro: “Os Dez Mais do São Paulo”

Publicado em 3/12/2009 e atualizado em 12/12/2012
O Blog do Juca Kfouri noticia a noite de autógrafos do livro do jornalista Arnaldo Ribeiro, da revista Placar. Os Dez Mais do São Paulo será lançado na quarta-feira que vem, 9 de dezembro, a partir das 7 da noite, na Saraiva do MorumbiShopping – pra quem tiver pressa, alguns sites especializados  terão o livro disponível na segunda-feira. É o 7º volume da Coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora – depois de Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Internacional e Botafogo. Funciona assim. Um júri de convidados vota nos seus favoritos e os 10 escolhidos entram no livro escrito por um jornalista que não necessariamente participou da votação. No caso do São Paulo, como Fut Pop Clube noticiou em agosto, os eleitos foram: o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, os zagueiros e volantes Roberto Dias e Darío Pereyra, o meio campo Bauer (da histórica linha média Rui, Bauer e Noronha, nos anos 40), os meias Pedro Rocha e Raí, mais os atacantes Leônidas, Canhoteiro, Serginho Chulapa e Careca. Um timaço. E conhecendo a coleção Ídolos Imortais e o texto de Arnaldo Ribeiro, podemos esperar mais um golaço da Maquinária Editora. O curioso é que 8 desses ídolos tricolores já foram personagens principais de outros livros. Confira aqui. Continuar lendo “Livro: “Os Dez Mais do São Paulo””

Dica de livro: “Tricolor Celeste”

Publivado em 2009

Diego Lugano, capitão do Uruguai, é um dos quatro personagens de Tricolor Celeste, livro do jornalista Luís Augusto Símon, o Menon, sobre quatro jogadores da seleção uruguaia que fizeram história no São Paulo. Acabei de ler e posso recomendar suas 110 páginas não só aos são-paulinos, mas a todo mundo que goste de acompanhar o futebol sul-americano, uruguaio, e especialmente, aos fãs do lateral direito Pablo Forlán, do clássico meia Pedro Rocha, que marcava muitos gols, do quarto-zagueiro e volante Darío Pereyra e do zagueiro Diego Lugano.

Comecei a ler pelo capítulo que trata de Pedro Virgílio Rocha. “El Verdugo” (carrasco) – o segundo “verdugo” do futebol uruguaio, aprendi com o livro do Menon – foi o meu primeiro ídolo nos gramados. Na segunda metade dos anos 70, ele era sócio de uma loja chamada Pedro Rocha Sports, que funcionava na hoje badalada esquina da Joaquim Floriano com a João Cachoeira, em São Paulo. Eu ia lá para olhar os artigos esportivos, às vezes comprava um time de botão e, com sorte, saía com um autógrafo, se Rocha estivesse por lá (pelo menos uma vez o vi na loja). Continuar lendo “Dica de livro: “Tricolor Celeste””

Chulapa

PUBLICADO EM 2/12/2009

Imagine só: 101.587 pagantes no estádio do Morumbi! Público do jogo que valeu o título do Campeonato Paulista de 1984, como lembrou (e bem) o caderno de esportes do Jornal da Tarde, por ocasião dos 25 anos da “final”, em 2/12/2009, com duas páginas e entrevista com o polêmico centroavante que decidiu a parada. O Santos treinado por Carlos Castilho vinha de um vice brasileiro (83). O Corinthians de Jair Picerni tentava o tri paulista. O sistema era de pontos corridos e, na última rodada, o Peixe derrotou o Corinthians por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa aos 27 minutos do segundo tempo.

CD do titã Sérgio Britto com "Chulapa Free"

O camisa 9 do Brasil na Copa de 82 gostava era de um samba. Fut Pop Clube lembra mais uma vez do rock gravado pelo Sérgio Britto no CD “Eu Sou 300”, capinha ao lado: “Chulapa Free” (que você pode ouvir no site do titã alvinegro ). “Serginho Chulapa/Futebol irreverente, bom de bola, bom de tapa” diz a letra de Sérgio Boneka, Trambolho e Rogério Campos, originalmente um samba do grupo Tiroteio. Serginho ainda é o maior artilheiro da história do São Paulo (242 gols). E é o maior artilheiro do Santos depois da era Pelé, com 102 tentos. “O tamanduá-bandeira do futebol brasileiro”, costumava dizer Osmar Santos, o pai da matéria do rádio esportivo brasileiro.

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CD “Coração de 5 Pontas”

Não faltam gols ao CD Coração de 5 Pontas, do qual fiquei sabendo pelo Blog do Birner. O músico Hélio Ziskind (autor da trilha do Cocoricó, entre outros programas infantis) compôs e gravou o disco, idealizado por Rui Branquinho (publicitário que bolou as camisetas 92 93 05 e a série de produtos que começou como 4-3-3), e lançado agora pela gravadora MCD.  Continuar lendo “CD “Coração de 5 Pontas””