14 de abril é a data de fundação do Santos. 14 de abril é o aniversário do argentino Walter Montillo. Grande contratação e uma “santástica” coincidência, bem explorada pelo Canal Oficial do Peixe no You Tube, Santos TV. O novo 10 da Vila Belmiro diz: “aqui vou voltar a ser menino”. No vídeo, dá para sacar também direitinho como é a pronúncia argentina do sobrenome do ex-cruzeirense: “Montijo”.
Pela quarta vez, o argentino do Barcelona leva a bola dourada para casa.
Logo depois da cerimônia do Fifa World Player of the Year, a Adidas – patrocinadora de Messi e da seleção argentina – divulgou este vídeo, bolado pelo ilustrador Richard Swarbrick – que prepara a exposição Fantasista.
Depois da curta parada para as festas, o Barcelona fez na sexta-feira, 4 de janeiro, o seu tradicional treino de portas abertas. Catorze mil pessoas encheram o MiniEstadi, que fica do outro lado da rua do Camp Nou (é no Mini que o Barça B manda seus jogos). Veja um compacto publicado pelo canal oficial do Barcelona no You Tube.
2013 começou com uma grande perda para o futebol uruguaio, sul-americano e mundial.
Em 2 de janeiro, morreu Ladislao Mazurkiewicz, goleiro do Uruguai em três Copas do Mundo. Sim, o goleiro que não tomou aquele gol do Pelé, no drible de corpo gingado na semifinal da Copa de 70, que o escrete canarinho ganhou de virada por 3 a 1 (Cubilla abriu o placar; Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino marcaram para o Brasil). “Mazurka” começou no gol do Racing de Montevidéu, mas se consagrou entre 1965 e 71 no Peñarol, clube em que encerraria a carreira depois de guardar a meta de Atlético Mineiro, Granada, Peñarol de novo, Cobreloa e América de Cáli.
O jornalista e radialista Beto Xavier, autor do livro Futebol no País da Música, me informa: “Era um goleiro muito elegante. Jogava adiantado, olhava o jogo da marca do pênalti. No Atlético Mineiro, vestia uma camisa preta, mas por baixo, uma outra, de gola amarela, à mostra, para lembrar o Peñarol”.
No Peñarol, Mazurkiewicz foi campeão sul-americano e mundial em 1966. Venceu a Libertadores ao lado de Pablo Forlán, do grande Pedro Rocha, do artilheiro equatoriano Spencer e do peruano Joya, num time treinado por Máspoli – goleiro do Uruguai no Maracanazo, em 1950. Depois de vencer o River Plate, os carboneros disputaram o Mundial de Clubes contra o Real Madrid. E levaram a Copa Intercontinental para Montevidéu. E é por isso que ilustro o texto com esta flâmula comemorativa do tri da Libertadores.
Agora em 2013 a federação inglesa – The Football Association – completa 150 anos! A F.A. foi fundada em 1863. E como você sabe, o Brasil vai fazer parte da festa.
Em 6 de fevereiro, o English Team recebe a Seleção Brasileira no estádio de Wembley. Será a (re)estreia de Luiz Felipe Scolari como técnico do Brasil.
Deu no site Football Fashion. S e n s a c i o n a l esta camisa “vintage” do Barcelona, lançada pela Nike, fazendo referência à camisa blaugrana de 1973. No escudo, as iniciais aparecem na ordem em castelhano – Club de Fútbol Barcelona, como o regime do generalíssimo Franco exigiu, em 1938, até 1975, ano da morte do ditador. Nada de Futbol Club Barcelona, em catalão, como hoje.
Você que se liga em camisas também pode tentar começar o ano com um visual retrô do Manchester United, outro lançamento do mesmo fabricante, postado pelo Football Fashion. Continuar lendo “Visual retrô”→
Nos 82 anos do Tricolor de Aço, republico o texto sobre este filme maneiríssimo! Recomendado para todos que gostam de filmes de futebol. Feliz aniversário, Bahêaaa!
Feliz 2013!
Publicado em 31 de dezembro de 2012
No período de festas, os canais de esporte aproveitaram o recesso do futebol no Brasil para estrear ou reprisar documentários quase sempre muito interessantes. Já falei aqui das séries “Memórias do Chumbo”, do Lúcio de Castro, sobre a ação das ditaduras sul-americanas na Operação Condor, e “Hei de Torcer”, sobre pequenos e simpáticos clubes cariocas. Um dos destaques dessa rodada de docs na programação de fim de ano foi também “Os Rebeldes do Futebol“, produção francesa de Gilles Perez e Gilles Rof muito bem ancorada pelo (ex?)-bad boy Eric Cantona. Ele costura as histórias de cinco rebeldes escolhidos pelo doc: Didier Drogba, colaborando para a paz na sua Costa do Marfim; o argelino Rachid Mekhloufi, que trocou o sucesso no Saint-Étienne pela causa (e time!) da Frente de Libertação Nacional no seu país, quando dominado pela França; o chileno Carlos Caszely, ex-atacante do Colo Colo, Levante, Espanyol e seleção chilena, que teve a coragem de se recusar a apertar a mão de Pinochet, quando o ditador estava no poder; o bósnio Pedrag Pasic, que encarou as consequências da guerra em Sarajevo, e encerrando o programa, o doutor Sócrates e a democracia corintiana. Emocionante!
“Rebeldes do Futebol” é bem produzido, bem filmado, tem bom arquivo. Um dos pontos altos é um vídeo da campanha do “Não” contra Pinochet. Uma senhora relata que foi vítima de tortura da ditadura chilena. A câmera abre e mostra o filho dela, Carlos Caszely. Ela foi torturada pelos milicos em retaliação contra a atitude do filho! Caszely é também personagem do episódio Chile da série “Memórias do Chumbo”. Aliás, o filme “No”, que retrata o plebiscito chileno, está em cartaz. Recomendo.
Nos créditos, os entrevistados de “Rebeldes” como Raí e Wladimir vão levantando a gola das camisas – à la Eric Cantona. Maneiro! Se passar de novo no Sportv, não perca.
Não posso deixar passar batido em 2012 uma “pá” de mini-documentários da produtora Terra Vermelha para a série ESPN Filmes sobre pequenos clubes do futebol carioca: “Hei de Torcer“. Nesse período de festas, tive a oportunidade de ver num dos canais ESPN os seis episódios curtos (15 minutos) na sequência. Bangu, Bonsucesso, Madureira, Olaria, Portuguesa Carioca e São Cristóvão (campeão carioca em 1926; “aqui nasceu o Fenômeno”). E não foi só o Ronaldo que começou nesses importantes clubes para o futebol carioca e brasileiro, não, muito embora o foco da série seja a atualidade… a dura realidade dos pequenos na era do futebol globalizado. O drama dos torcedores quase solitários dos clubes de subúrbio, em tempos de contratos milionários para poucos times e craques. Continuar lendo ““Hei de Torcer””→