O Brasil nas Copas

Max Gehringer vai dar uma palestra no Museu do Futebol, 27 de fevereiro, às 10h. A palestra não é sobre mercado de trabalho ou problemas de condomínio. Max Gehringer vai falar sobre as Copas de 1930, 1934 e 1938.

Cartaz da Copa de 1930
Cartaz da Copa de 1934
Cartaz da Copa de 1938

Comentarista da Rádio CBN e consultor do Fantástico, Max  também pesquisa futebol e em 2006 escreveu uma série de 9 fascículos sobre a história da Taça Jules Rimet, publicada pela revista Placar. “As Copas do Pré-Guerra” são os primeiros temas de uma série de oito palestras organizadas pelo Museu do Futebol e pelo grupo MemoFut, “O Brasil nas Copas”, sempre aos sábados pela manhã.

Capinha do livro do Geneton

O segundo tema, em 6 de março, será o “Complexo de vira-lata”. Geneton Moraes Neto e Robert Muylaert vão abordar a Seleção nas Copas de 1950 e 1954. Entre outros livros, Geneton escreveu “Dossiê 50 – Os Onze jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro” (ao que me parece, esgotado na editora, a Objetiva), sobre o Maracanazzo na final da Copa de 1950.
Seu Domingos D´Angelo, do MemoFut, lembra que Roberto Muylaert escreveu “Barbosa, Um Gol Faz Cinquenta Anos ” (RMC Editora, 2000) e, ao lado de Armando Nogueira e Jô Soares, lançou"A Copa que Ninguém Viu e a que Não Queremos Lembrar"A Copa que Ninguém Viu e A Que Não Queremos Lembrar” (Companhia das Letras, 1994)

Então, O Brasil nas  Copas começa no sábado, 27/02, às 10h, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Palestras abertas ao público e de graça.

“Seven Nation Army”, rock das torcidas


Quarta-feira é dia de futebol. 13 de julho é o dia do rock. Talvez você não ligue o nome, mas se frequenta estádios, já deve ter ouvido alguma versão de “Seven Nation Army”, do White Stripes, um hit nas arenas esportivas. O rock do disco Elephant, de 2003, logo foi adotado por torcidas europeias, virou hino não-oficial da galera na Euro 2008 (aquela que a Espanha ganhou) e há algum tempo chegou a estádios brasileiros. A melô do “ô ô ô ô ô ô”, no ritmo da batida de Meg White e da guitarrada de Jack White (uma das três estrelas do filme A Todo Volume), ganhou letras que declaram amor a times, como o Internacional de Porto Alegre, entre muitos outros. Lá fora, o argentino Javier Mascherano, “o chefe”, ganhou uma homenagem de uma torcida do Liverpool, no ritmo da grande melô do White Stripes. Por tudo isso, nesta quarta-feira de rock e bola rolando, “Seven Nation Army” é o Som do Dia do FutPop Clube /Coluna de Música. Se você gosta, pode se interessar pelo documentário sobre o White Stripes (saiba mais aqui). Ô ô ô ô ô ô…

O perigo “hermano” na Libertadores

No ano passado, parte da torcida e mídia verde-amarela festejou quando 4 brasileiros ficaram entre os 8 da Libertadores 2009. “Ah, tá no papo, o Boca foi eliminado”. E o que se viu foi o Estudiantes faturando o tetra, dentro do Brasil. Em 2010, sem Boca nem River, corre-se o risco de repetir a mesma confiança exagerada. É bom reparar que o copeiro Estudiantes está de novo na área. Tem o Vélez Sarsfield, que já mostrou suas garras jogando no alçapão de José Amalfitani. Conta de novo com el tanque Santiago Silva, campeão do Apertura 2009 com o Banfield. E lidera o Clausura 2010 (campeonato argentino do primeiro semestre), como mostra o widget abaixo, que descobri no excelente site Futebol Portenho, e é atualizado jogo após jogo. [clearspring_widget title=”FIFA.com – Ligas Mundiais” wid=”4b0d3946b95a0845″ pid=”4b71e6ad88938744″ width=”300″ height=”400″ domain=”widgets.clearspring.com”] O torneio Clausura 2010 está só começando. Mas que ninguém se engane: de maneira geral, os clubes argentinos priorizam claramente as copas, como a Libertadores.

SITE RECOMENDADO: FutebolPortenho.com.br – sempre nos links favoritos, debaixo da retranquinha Futebol Internacional

Campeonato Espanhol

Na 22ª rodada, o Barcelona conheceu sua primeira derrota na liga espanhola, para o Atlético de Madrid, que lutava para se afastar da zona de rebaixamento – o 2×1 no Vicente Calderón fez a festa do arquirrival de ambos, o Real Madrid de Cristiano Ronaldo goleador e Kaká garçom. Desfalcado, o Barça perdeu Keita, machucado, no começo do jogo. O Atleti abriu 2×0. Um belo gol de Forlán e uma falta muito bem batida por Simão Sabrosa. Ibra diminuiu ainda no 1º tempo. [clearspring_widget title=”FIFA.com – Ligas Mundiais” wid=”4b0d3946b95a0845″ pid=”4b788a38c744935f” width=”300″ height=”400″ domain=”cs89.clearspring.com”] P.S. o widget do site Fifa.com acima, que descobri no Futebol Portenho, é atualizado rodada a rodada.

“Na Cadência do Samba (Que Bonito é)”

Neste sábado de samba e rodada de futebol nos campeonatos estaduais – tem até semifinal de Taça Guanabara! – a dica de música do blog é o volume 4 da série “Samba Social Clube – Ao Vivo” (DVD/CD da EMI). Tem Jorge Loroza num medley de “O Mundo é uma Bola”, samba-enredo da Beija-Flor vice-campeã em 1986, de Betinho e Jorge Canuto, e “O Campeão (Meu Time)”, clássico de Neguinho da Beija-Flor e das arquibancadas. O grupo Casuarina contribui com uma boa versão cantada de “Na Cadência do Samba (Que Bonito É)”, clássico absoluto de Luiz Bandeira e da MPB que fala de futebol e samba (ah, que saudade da vinheta da rádio Globo que usava trecho dessa letra logo depois dos gols, nas históricas transmissões do pai da matéria, Osmar Santos). O flamenguista Moraes Moreira toca outra cover: “Samba Rubro-Negro (O Mais Querido“), de Wilson Batista e Jorge Castro. Teresa Cristina e o ex-lateral Júnior cantam a inédita “Samba Bom de Bola”, repetida  com Moacyr Luz, autor da música junto com Paulo César Pinheiro, homenageado em roda de samba nos extras do DVD. Mas “Samba Social Clube” 4 tem tem mais clássicos. Confira:  Continuar lendo ““Na Cadência do Samba (Que Bonito é)””

O rock e a camisa vermelha da Inglaterra

O vocalista do Kasabian apresenta a nova camisa 2 do English Team FONTE http://www.kasabian.co.uk

Se a camisa azul da Seleção Brasileira vai ser apresentada no carnaval do Rio e por Brown em Salvador, a Umbro escolheu o rock para mostrar ao mundo a camisa 2 da Inglaterra para a Copa do Mundo. O vocal da boa banda Kasabian, Tom Meighan, usou esta mítica camisa vermelha, num estilo retrô para lembrar o uniforme da final da Copa de 66,  diante de roqueiros … franceses, no bis de um show no Olympia, de Paris… O site da banda tem um clip, que você pode ver (e ouvir a vaia que o cara tomou) aqui.

Caminho mais curto para a Libertadores?

Ok, mas a Copa do Brasil não pode ser considerada somente isso. É a segunda competição mais importante do nosso futebol, atrás do Brasileirão. Um barato o Palmeiras jogar contra o Flamengo – do Piauí – no Albertão de Teresina. o Vasco encarar o Sousa no Almeidão, o Grêmio pegar o Araguaia,  o Bota encarar o São Raimundo em Santarém. Faz um agrado nos simpatizantes desses times na região visitada – e só deve aumentar o fã-clube. Para alguns, é o nosso torneio mais democrático. Só que a Copa do Brasil poderia ser mais valorizada. Primeiro, se não rolasse nas mesmas datas da Libertadores. Segundo, se tivesse os clubes que disputam a competição continental. Se o Barça, campeão de tudo, tentava o bi da Copa do Rei na Espanha até ser eliminado pelo Sevilla;  se Manchester United, Arsenal, Chelsea que também estão na Champions, disputam tudo quanto é Copa na Inglaterra, por que Flamengo, Inter, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians não podem disputar a Copa do Brasil? Por que o campeão da Copa do Brasil nunca pode tentar o bi? Ah, faltam datas? Simples. Reforme-se o calendário. Estaduais muito mais curtos, com uma fase de grupos e depois mata-mata. Copa em datas nobres, finais em fins de semana, sem concorrer com Libertadores.

Para variar, deixo aqui a dica do livro cuja capa ilustra o post. “20 Anos da Copa do Brasil – De Kaburé a Cícero Ramalho”, de Alex Escobar e Marcelo Migueres, foi lançado no começo do ano passado pela editora Viana e Mosley, portanto, não inclui a conquista de 2009 pelo Corinthians. E uma dica de blog. O curiosíssimo Bola de Meia, Bola de Gude, no Globo Online, compilou uma série de mascotinhos dos clubes envolvidos na edição 2010 da Copa do Brasil.

Orlando Peçanha

Orlando Peçanha, em cbf.com.br

Como dá para perceber nos posts anteriores, estou lendo o livro “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos“. Aprendi, no texto do jornalista e narrador Milton Leite, que o zagueiro Orlando Peçanha, titular em todas as seis partidas da seleção campeã do mundo em 1958 na Suécia, não foi ao Mundial do Chile conquistar o bi. O colega de zaga do capitão Bellini na seleção e no Vasco (o niteroiense Orlando atuou em São Januca de 53 a 61)  jogava em 1962 pelo Boca Juniors. E explica Marcelo Monteiro na coluna Memória EC, quem atuava fora do país sabia que abria mão da seleção. Em 65, Orlando voltou ao futebol nacional. Para o Santos, que defendeu até 1969. Era do Peixe quando foi convocado para mais uma Copa, a de 66, na Inglaterra. E lá perdeu a única das 7 partidas que disputou em Copas (para Portugal). Ao todo, Orlando Peçanha de Carvalho usou a amarelinha ou o manto azul da seleção em 34 partidas. Venceu 25, empatou 7 e só perdeu aquela, para a seleção de Eusébio e cia. Um campeão do mundo que nos deixou hoje, 10 de fevereiro de 2010, aos 74 anos. Continuar lendo “Orlando Peçanha”

“Frevo do Bi”

Já que mencionamos o “escrete de ouro” da Copa de 1962, no texto anterior, sobre o livro “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos”, do Milton Leite, e hoje é o Dia do Frevo, republico a dica dada pelo jornalista Beto Xavier, autor do livro “Futebol no País da Música” (Panda Books), aqui no blog, em abril do ano passado.

FUTEBOL EM 11 RITMOS: 5) FREVO

publicado originalmente em 24/04/2009

O frevo indicado por Beto Xavier é “Frevo do Bi“, sucesso de Jackson Pandeiro – um daqueles apaixonados por futebol, capaz de torcer quase para um time em cada estado (ouça outras canções de Jackson). Feito em 1962, quando a Seleção foi bicampeã do mundo.

Foi regravado por Tom Zé e Gereba, disco “Cantando com a Platéia”, e por Silvério Pessoa, disco “Batidas Urbanas”, em formato pauleira, a tempo da Copa de 2002. Eta frevo pé quente!

LEIA MAIS:

Sobre o Dia do Frevo na minha Coluna de Música.

Sobre as dicas de Beto Xavier na série “Futebol em 11 Ritmos”, aqui do blog. Tem samba, choro, rock, balada, instrumental, marcha, bossa nova, baião, samba-rock e rap!