E a Taça CINEfoot vai para…

Terminou na terça-feira a seleção carioca do festival CINEfoot. O diretor do documentário “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor” levantou a Taça CINEfoot – categoria longa. No post anterior, informações sobre o doc premiado.
Tostão. Pelé. Jairzinho. O curta “Três no Tri” levou a Taça CINEfoot entre os curtas.

A foto de Orlando Abrunhosa, no Flickr do CINEfoot: http://www.flickr.com/photos/cinefoot
A foto de Orlando Abrunhosa, no Flickr do CINEfoot: http://www.flickr.com/photos/cinefoot

O documentário de Eduardo Souza Lima fala desta foto clássica de Orlando Abrunhosa, publicada e republicada pelo mundo. Pelé dá seu soco no ar, sob o olhar de Tostão e Jair, na virada do Brasil sobre a Tchecoslováquia, na estreia do escrete que seria o do tri na Copa do México 70. Tente ver aqui.

O Prêmio Porta Curtas foi para “Santos Para Sempre na Pele” (veja post anterior).  O curta espanhol “Barbeiro Futebolista (Peluquero Futbolero)” ficou com o Prêmio Premiere FC. Ainda teve o Concurso CINEfoot 100 Anos de Paixão. O minidoc sobre o Bonsucesso, “O Diamante da Leopoldina” (leia post anterior)”.  No dia 6, o CINEfoot abre as cortinas em São Paulo. Entrada: grátis. Continuar lendo “E a Taça CINEfoot vai para…”

“Sangue, Swingue e Cintura” / “Milagre da Alegria”

Moraes
“Sangue, Swingue e Cintura” / “Milagre da Alegria” são os lados A e B de um compacto de vinil, que o flamenguista Moraes Moreira lançou pouco antes da Copa de 1982, pela gravadora Ariola. “Sangue, Swingue e Cintura” fala da seleção de Telê, o “fio de esperança”, canta os craques Zico e Sócrates (“só craque doutor!”), lembra de Pelé e Garrincha. A canção citada em livros como o do Beto Xavier e do Marcelo Mora é uma das muitas de Moraes sobre futebol – confira comigo no replay como foi o show Jogando por Música, feito muito por conta do Mundial de 2010. Continuar lendo ““Sangue, Swingue e Cintura” / “Milagre da Alegria””

Álbum: Santos 100 anos

002361RCABRO glorioso alvinegro praiano e a Panini lançaram o álbum de figurinhas Santos 100 anos.A fundação, o primeiro jogo, a Vila Belmiro, o esquadrão, o jogo que parou uma guerra, as várias gerações de Meninos da Vila estão nos cromos (alguns até em tecido; outros em papel couchê).
O álbum custa R$ 5,90 e cada pacotinho, 90 centavos. Já está nas bancas de São Paulo. Confira algumas imagens.

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SFC, 1940: figurinha em tecido
Figurinha em tecido com o logo do centenário do Santos
Figurinha em tecido com o logo do centenário do Santos
Neymar por Mauricio de Souza: figurinha em papel couchê
Neymar por Mauricio de Sousa: em papel couchê
Figurinha do Pelezinho em papel couchê
Figurinha do Pelezinho em papel couchê

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Mazurkiewicz (1945-2013)

2013 começou com uma grande perda para o futebol uruguaio, sul-americano e mundial.
Em 2 de janeiro, morreu Ladislao Mazurkiewicz, goleiro do Uruguai em três Copas do Mundo. Sim, o goleiro que não tomou aquele gol do Pelé, no drible de corpo gingado na semifinal da Copa de 70, que o escrete canarinho ganhou de virada por 3 a 1 (Cubilla abriu o placar; Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino marcaram para o Brasil). “Mazurka” começou no gol do Racing de Montevidéu, mas se consagrou entre 1965 e 71 no Peñarol, clube em que encerraria a carreira depois de guardar a meta de Atlético Mineiro, Granada, Peñarol de novo, Cobreloa e América de Cáli.

Segundo o texto de César Groba no site do Peñarol, “Chiquito” tem o recorde de minutos sem tomar gol no futebol uruguaio: 987!

O jornalista e radialista Beto Xavier, autor do livro Futebol no País da Música, me informa: “Era um goleiro muito elegante. Jogava adiantado, olhava o jogo da marca do pênalti. No Atlético Mineiro, vestia uma camisa preta, mas por baixo, uma outra, de gola amarela, à mostra, para lembrar o Peñarol”.

DSC00026No Peñarol, Mazurkiewicz foi campeão sul-americano e mundial em 1966. Venceu a Libertadores ao lado de Pablo Forlán, do grande Pedro Rocha, do artilheiro equatoriano Spencer e do peruano Joya, num time treinado por Máspoli – goleiro do Uruguai no Maracanazo, em 1950.  Depois de vencer o River Plate, os carboneros disputaram o Mundial de Clubes contra o Real Madrid. E levaram a Copa Intercontinental para Montevidéu. E é por isso que ilustro o texto com esta flâmula comemorativa do tri da Libertadores.

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A história do Parque Antarctica está no gibi.

/www.almaolivro.com/
http://www.almaolivro.com

Vi no esporte do Estadão.
O livro em quadrinhos “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País” será lançado hoje, 11/12/12, às 19h, na HQ Mix Livraria, na rua Tinhorão, 124, pertíssimo do estádio do Pacaembu, onde São Marcos se despede.
Com texto de Custódio e ilustrações de Fernandes, a história em quadrinhos do Parque Antarctica tem 64 páginas e custa 35 reais se enviado pelo correio (saiba como comprar aqui ou pelo e-mail contato@almaolivro.com). Outra noite de lançamento: sábado, 15/12/12, às 19h, Pizzaria Prestíssimo, alameda Joaquim Eugênio de Lima, 1135.

Imperdível!
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Gol de placa

Maracanã, 5 de março de 1961, 40 minutos do primeiro tempo. O Santos já vencia o Fluminense por 1×0, pelo Torneio Rio-São Paulo. Dalmo passou para Pelé, que percorreu o campo quase todo, invadiu a área adversária, driblou um, driblou dois, passou pelo goleiro e tirou do goleiraço Castilho. Gol de placa. De volta à redação do jornal “O Esporte”, onde trabalhava, o jornalista Joelmir Beting sugeriu que o periódico fizesse uma placa de bronze para que o feito de Pelé no Maracanã fosse lembrado pra sempre. “Neste campo, no dia 05/03/1961, Pelé marcou o tento mais bonito na história do Maracanã”.

“Nunca fiz um gol de placa, mas fiz a placa do gol” – Joelmir Beting.

A história da expressão gol de placa e da placa do gol está no site da Fifa – e não só em Português. Continuar lendo “Gol de placa”

50 anos do 1º título mundial do Santos

Réplica da camisa do alvinegro praiano em 1962, quando foi campeão mundial, presente no Memorial das Conquistas do Santos, tema de um Rolê do Fut Pop Clube.

No post anterior, mostrei a nova camisa 2 do Santos, a listrada com fundo preto (à la Juventus de Turim) para o número (laranja) nas costas.
Este post aqui é a minha homenagem – ainda que tardia – ao jogadores campeões mundiais de clubes em 1962. Uma conquista que precisa ser lembrada, reverenciada, homenageada (como Coutinho, Pepe, Lima e Dalmo foram homenageados na Vila Belmiro, neste domingo, antes de Santos x Vasco).
Em 11 de outubro de 1962, o Santos goleou o campeão europeu, o glorioso Benfica de Eusébio, Coluna e Simões: 5 x 2 em pleno estádio da Luz (versão anterior da ‘catedral’ encarnada, que foi reerguida ao lado para a Euro 2004), e levantou o seu primeiro Mundial de Clubes (você sabe, o bi viria no ano seguinte, contra o Milan). Pelé (hat-trick, triplete, três gols), Pepe e Coutinho marcaram para o então campeão da Libertadores. Eusébio e Santana diminuíram para os águias.

O Santos tinha vencido a primeira partida por 3×2 no Maracanã. Isso mesmo.No Rio de Janeiro. Com todo apoio da torcida carioca. Brasileira.

Diz a história que o glorioso Benfica estava tão certo que venceria na catedral da Luz que já começava a vender ingressos para um jogo desempate. Deu no que deu. O certo é que os portugueses reconheceram a superioridade santista e aplaudiram os novos campeões do mundo de clubes (lembrando que a Seleção Brasileira já era bicampeã do mundo, com muitos craques desse “Santástico”).

Quer uma ideia da repercussão da conquista? Neste sábado li na seção “O Globo Há 50 anos”, do jornal carioca, que em 13 de outubro de 1962, a rádio Globo do Rio retransmitiu a gravação integral da final contra o Benfica. Dois dias depois do decisão. Uma reapresentação da transmissão radiofônica. Sensacional!

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50 anos da primeira Libertadores do Santos

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Há 50 anos, o Santos venceu a terceira partida contra o bicampeão Peñarol (3×0, no Monumental de Nuñez, em B.Aires) e conquistou sua primeira Libertadores. A foto acima mostra um dos espaços do Memorial das Conquistas do Peixe dedicado aos anos de ouro. No site do Santos, acompanhe a campanha campeã. Continuar lendo “50 anos da primeira Libertadores do Santos”