50 anos do Carioca de 1962: Botafogo e Garrincha bicampeões

DO BLOG http://mantossagrados.blogspot.com/
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Maracanã, 15/12/1962. Com seu clássico uniforme de listras alvinegras – e de mangas compridas, em dezembro, no Rio! – o Botafogo goleou o Flamengo por 3×0 e conquistou o bicampeonato carioca, numa tarde de Garrincha. Mané participou dos três gols: marcou o primeiro, fez a jogada do segundo (gol contra de Vanderlei) e fechou o placar. O Botafogo tinha o goleiro Manga, o enciclopédia Nilton Santos na lateral e um ataque com o Mané, camisa 7, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Do lado rubro-negro, Carlinhos, Dida (ídolo de Zico), Gérson. Continuar lendo “50 anos do Carioca de 1962: Botafogo e Garrincha bicampeões”

O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.

“Não há, em toda a história das Copas, uma equipe tão bicampeã como aquela nossa. Tão gloriosa. E provo o que digo, Porque a Itália, bi em 1934 e 1938, repetiu apenas dois jogadores. Já o Brasil foi praticamente o mesmo”. Didi, bicampeão em 1958 e 1962, no livro “Didi – O Gênio da Folha-Seca”, de Péris Ribeiro.

A seleção brasileira foi bicampeã do mundo em 17 de junho de 1962 com 8 titulares da final de 1958 (“O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil”, belo documentário). As novidades eram: Amarildo, o “Possesso”, que substituiu Pelé a partir da terceira partida, contra a Espanha. Zózimo, reserva do zagueiro Orlando na Suécia. E seu companheiro de zaga, Mauro Ramos, reserva do capitão Bellini quatro anos antes, em 1962 virou titular na marra – e capitão do time.
Capitão, nada, primeiro-ministro, como Carlos Drummond “propôs” na deliciosa crônica “Seleção de Ouro”, publicada no extinto jornal carioca “Correio da Manhã”, em 20 de junho de 1962 (três dias depois do bicampeonato), um dos gols de letra compilados por dois netos do poeta no livro “Quando É Dia de Futebol”, editado em 2002 pela Record. Drummond também “escalou” o “velhinho sabido” Nilton Santos (o craque “enciclopédia do futebol tinha 37 anos em 1962) no ministério da Justiça. Na Fazenda, Gylmar (“defendeu a meta como o Tesouro”, justificou CDA). Carlos Drummond de Andrade definiu Zagallo como “ministro para várias pastas… dada a sua capacidade de estar em todas”. Para Garrincha, Drummond lembrou o ministério da Aeronáutica, “pois com suas fintas, dribles e arrancadas impossíveis, atravessar o mundo campo entupido de adversários é o mesmo que voar em céu desimpedido, qual passarinho”. Gol como os de Pelé, Drummond!

Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia
Estádio Nacional – Santiago,  Chile, 17/06/1962
Público: 69.000 pessoas
Brasil – Gylmar, Djalma Santos, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e Amarildo.
Tchecoslováquia – Schroiff, Tichy, Popluhar, Pluskal e Novak; Masopust e Pospichal; Scherer, Kvasnak, Kadabra e Jelinek.
Gols: Masopust abriu o placar para os tcheco-eslovacos; Amarildo empatou para o Brasil logo depois; no segundo tempo, o volante Zito subiu, literalmente, e marcou de cabeça; Vavá aproveitou a bobeada de Schroiff para definir a volta olímpica.
Dentro do post, a numeração dos 22 bicampeões do mundo e o clube que defendiam em 1962.  Continuar lendo “O frevo do bi (final). Há 50 anos, o “primeiro-ministro” Mauro Ramos erguia a Taça Jules Rimet.”

O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.


Naquele 6 de junho, o Brasil entrou com a campeã camisa Canarinho, de mangas longas, calção e meiões brancos, contra La Roja, a Espanha, numa partida crucial do grupo 3 da Copa do Mundo de 1962, no Sausalito, em Viña del Mar. Por causa do empate contra os tcheco-eslovacos, a Seleção Brasileira não podia perder para continuar a luta pelo bi. Aymoré Moreira mandou o escrete a campo com Gylmar, Djalma, Mauro Ramos, Zózimo e Nilton Santos; Zito, Didi e Zagallo; Garrincha, Vavá e a novidade: Amarildo, “o possesso”. O jovem jogador do Botafogo, de 21 anos, entrou no lugar de outro jovem. Um jovem que já era Rei Pelé – que sentiu uma contusão n0 0x0 contra a Tchecoeslováquia. Continuar lendo “O frevo do bi (III). A dupla Mané e “Possesso” funcionou.”

50 anos do Rio-São Paulo de 1962. “Botafogo, um grande campeão”.

lojabotafogo.com.br

Em 18 de março, fez meio século que o Botafogo ganhou seu primeiro Torneio Rio-São Paulo. Em 1962, o Fogão tinha Garrincha, Nílton Santos, Didi, Zagallo, Quarentinha, Amarildo, etc… Na última rodada, bateu o Palmeiras – de virada – por 3×1 no Maracanã e ficou com a taça. Gols de Quarentinha, Valdemar contra e Amarildo para os campeões. Zequinha marcou o do alviverde. Continuar lendo “50 anos do Rio-São Paulo de 1962. “Botafogo, um grande campeão”.”

“Gigantes do Futebol Brasileiro”

Um perfil de Ronaldo Fenômeno é um dos “extras” da nova edição de Gigantes do Futebol Brasileiro (editora Civilização Brasileira). Editado pela primeira vez em 1965 com perfis de 13 craques (Friedenreich, Fausto, Domingos da Guia, Leônidas, Tim, Romeu, Zizinho, Heleno de Freitas, Danilo, Nilton Santos, Gérson, Garrincha e Pelé), o livro ganhou agora textos sobre duas ausências da “convocação” de 65: Didi e Ademir Marques de Menezes, mais o citado R9, Romário, Zico, Falcão, Tostão e Rivellino. A essa lista de craques, adiciono os nomes dos dois autores dos ótimos textos: João Máximo e Marcos de Castro. Vale a leitura. Mesmo.

Museu do Futebol: 2 anos

Na grande área do Museu
Na grande área do Museu

Um passeio no Museu do Futebol (mais de 820 mil visitantes) é um programa muito interessante para torcedores de todas as idades, bandeiras e estados. Já entrou até nos pacotes de turismo cultural por São Paulo.
O museu está acima de clubismos e bairrismos. Um clube da série C tem ficha do mesmo tamanho dos grandes campeões nacionais. Pode ser lembrado de igual para igual na primeira sala, Na Grande Área que lembra visual de bar temático. Destaque para os jogos interativos (motivos de alegria da criançada e muita fila), tributos a Pelé, Garrincha e Copas do Mundo. Confira algumas lembranças de minhas muitas visitas. Continuar lendo “Museu do Futebol: 2 anos”

Livro: “Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro”

Nosso futebol produziu um monte de grandes jogadores pelas bordas dos gramados (hoje em dia Dunga tem até duas opções muito boas para a direita). Está chegando às livrarias Os 11 Maiores Laterais do Futebol Brasileiro. O jornalista Paulo Guilherme, editor do portal de notícias G1, escalou Djalma Santos, Nilton Santos, o capita Carlos Alberto Torres, Nelinho, Wladimir, Júnior, Leandro, Branco, Leonardo, Cafu e Roberto Carlos. Noite de autógrafos: terça-feira, 13 de abril, a partir de 18h30, na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Dá para ler a apresentação do livro aqui, no site da editora Contexto.
A mesma editora acabou de lançar o livro Os 11 Maiores Camisas 10  do Futebol Brasileiro, escrito pelo Marcelo Barreto, do Sportv.
A série começou no ano passado, com Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro, de  Maurício Noriega, do Sportv e Blog do Nori.
Não demora, e lá vem os atacantes… O dos goleiros já está no prelo (leia texto anterior).