Borussia Dortmund, 116

O sábado do Borussia Dortmund não foi lá muito feliz em termos de Bundesliga 2015-16. O aniversariante viajou a Colônia, perdeu de virada – o segundo gol do Köln foi um presentaço da defesa visitante – e viu o arquirrival de Munique ganhar com gol de pênalti de Thomas Müller – contrato renovado até 2021! – e abrir 8 pontos de vantagem na ponta da tabela. O Bayern (ainda) de Guardiola já garantiu o simbólico título de “campeão de inverno”.

Borussia DortmundMas 116 anos de história do Dortmund não merecem passar em silêncio. Pra quem não viu ainda, olha este vídeo da orquestra da rádio WDR com a torcida do Borussia. Também receberam esta homenagem o Köln, o Borussia ‘Gladbach, o Bayer Leverkusen e o Schalke 04.

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Na rede: “Som das Torcidas”, primeira temporada.

O que Tim Maia (torcedor do América-Rio), o vascaíno Martinho da Vila, o flamenguista Ary Barroso, o Jack White do White Stripes e um sucesso de Bonnie Tyler têm a ver com os times da cidade de São Paulo? Músicas de artistas como esses (mais Luiz Gonzaga, Adoniran e até fado etc etc etc) foram adaptadas por torcidas paulistanas. A relação entre música popular e futebol, os hinos, os cantos,os mantras, as batidas das torcidas são assunto da série Som das Torcidas que depois de 70 podcasts chegou ao vídeo. bannermenor_SDT_estreia-730x360Cinco curtas sobre as torcidas de times paulistanos estão na primeira temporada do Som das Torcidas, que teve uma pré-estreia no CINEfoot e desde 1º de dezembro pode ser vista na íntegra no site do programa. O pessoal da Central3 começou a série visitando estádios e conversando com torcedores de Corinthians, Juventus, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo para tratar da história, da origem e das referências das músicas cantadas nas arquibancadas. Bem legal o trabalho de pesquisa feito para os curtas por Leando Iamin, Matias Pinto e Paulo Júnior (Leandro e Paulo apresentam a versão em vídeo do Som das Torcidas). A direção dos 5 curtas é de Pedro Asbeg (premiado diretor de “Geraldinos”, “Democracia em Preto e Branco”). Que venham outras temporadas, em outras cidades, estados e, quem sabe, países!


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Só dá Lalá! Lamartine Babo escreveu os hinos populares de Fla, Flu, Bota, Vasco, do seu Mecão e de mais 6 times.

Post inspirado pela publicação nas redes sociais do Flamengo, que em 9 de julho comemorou os 70 anos do hino popular do rubro-negro (“Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo”). Segundo o site do Fla, a composição de Lamartine Babo foi gravada pela primeira vez em 1945 por Gilberto Alves.
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Sem dúvida, é um lindo hino, que caiu na boca do povo. Mas  – confirma o site do Fla – oficialmente o hino do Mengo é a marchinha composta pelo ex-goleiro dos anos 1910 Paulo Magalhães (aquela que diz “Flamengo, Flamengo, Tua Glória é Lutar”). Agora, o que o torcedor que acompanha bem o futebol do Rio está careca de saber é que Lamartine Babo também compôs hinos para os rivais Fluminense (“Sou tricolor de coração…”), Vasco (“Vamos todos cantar de coração…”) e Botafogo (“Botafogo, Botafogo, campeão desde…”). Para o seu time de coração, o America – hino que muita gente considera o mais bonito da safra (“Hei de torcer, torcer, torcer…” adaptação da canção americana “Row Row Row”). Para o São Cristóvão, pro Bangu. Para os tradicionais times do subúrbio Bonsucesso, Madureira e Olaria e até pro Canto do Rio, lá da querida Niterói.  Onze hinos, quase que de uma canetada só! Lamartine Babo topou o desafio de Heber de Boscoli, do programa de rádio  “Trem da Alegria” (programa que passou pelas rádios Mayrink Veiga, Globo, Tupi, Mundial e novamente Mayrink). Um hino por semana, segundo o Dicionário Cravo Albin. No palco iluminado do futebol carioca da metade dos anos 40 em diante, só deu Lalá no gogó do torcedor.

E com uma homenagem a Lá Lá Lá, Lamartine, a Imperatriz Leopoldinense foi campeã carnaval carioca em 1981. O enredo se chamou “O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)”.

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Aúpa! Athletic Club 2015-16.

Aúpa! Athletic Club 2015-16.

Atualizado em agosto


O Athletic Club, tradicionalíssimo time de Bilbao, nunca caiu no campeonato espanhol. Começou a temporada 2015-16 conquistando a Supercopa da Espanha depois de 31 anos, contra um Barça campeão de quase tudo, passou prea fase de grupos da Liga Europa, mas derrapou nas duas primeiras rodadas de La Liga – e ainda tem a Copa do Rei pela frente! Ufa e  #AúpaAthletic!
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  • >Chegaram > Raúl García (ex-Atlético de Madrid), Eneko Bóveda (Eibar), Javi Eraso (estava no Leganés), Gorka Elustondo (defendia a Real Sociedad)
  • < Saiu< Iraola (New York City FC)
  • Jovem ídolo: Iker Muniain, acabou de renovar contrato por mais 4 anos.

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  • Destaque na temporada 14-15: Iñaki Williams, o primeiro negro a marcar gol com a camisa rojiblanca do Athletic. Tem origens liberianas e ganesas, mas nasceu no País Basco.
  • Técnico: Ernesto Valverde.
  • Uniformes: Nike. O fabricante americano revelou a a nova “indumentária” dos leones: desta vez, a primeira “equipación” do Athletic tem apenas 5 listras. Elas ficaram bem mais largas. Muniain, Iñaki Williams, o atacante Aduriz, o capitão Gurpegui, o goleiro Iraizos e o meio-campo Iturraspe participaram da apresentação oficial do primeiro uniforme rojiblanco, no prédio mais alto de Bilbao, a Torre Iberdrola (entre o Guggenhein e o novo San Mamés).
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    Aduriz, Muniain, o capitão Gurpegui, o goleiro Iraizoz, Iturraspe e Iñaki Williams na apresentação do 1º uniforme.

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    Três listras vermelhas e duas brancas na frente

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“Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.

1658646_723901857700208_7473823064499988095_oE que ano! Na quarta-feira, o San Lorenzo de Almagro enfrenta o Auckland City por uma vaga na final do Mundial de Clubes. Caso o Ciclón confirme a esperada final contra o Real Madrid (que na terça pega o Cruz Azul), vai precisar de muita torcida do Papa, é verdade. Mas só está no Marrocos porque ganhou sua primeira Copa Libertadores. eliminando o Botafogo, o Grêmio e o Cruzeiro, melhor time do Brasil.

Na Copa do Mundo, a ótima seleção argentina já tinha chegado até a grande final, no Maracanã, empurrada por sua torcida e embalada pelo hit “Decime que se siente”, provocadora adaptação de “Bad Moon Rising“, primeiro single do terceiro disco da banda americana Creedence Clearwater Revival (LP “Green River”, 1969).creedence

De um dos grandes sucessos do Creedence a Hilariê, da Xuxa, adaptar músicas populares é uma característica das torcidas argentinas. “Bad Moon Rising”, mesmo, já tinha versões cantadas por “hinchas” do próprio San Lorenzo e outros times argentinos (veja post no globoesporte.com): Nueva Chicago, Racing, Independiente, Belgrano, Talleres, Tigre, Quilmes, Boca Juniors e … River Plate!

Aqui no Brasil ganhou merecido destaque a linda festa no Monumental de Nuñez no dia em que River voltou a gritar “campeón” de uma copa internacional, a Sul-Americana (17 anos depois da Supercopa de 1997, contra o São Paulo ). Detalhe: em 2014, o clube da faixa vermelha usou um camisa que lembrou a do segundo título de Libertadores, em 1996.

Veja o clip publicado pelo canal do River Plate no You Tube. Mostra a festa da apaixonada torcida millonaria antes, durante e depois dos 2×0 contra o bom Atlético Nacional, da Colômbia. O vídeo foi feito pelo departamento de imprensa do River e pela Encender Comunicación e tá maneiro.

O programa Sportv News fez na quinta-feira uma edição desse belo clip, acrescentando narrações, a entrevista que o repórter André Hernan fez com um gandula especial, o filho do técnico Marcelo Gallardo –  olha que bacana! E inseriu um diálogo que é a chave do filmaço “O Segredo dos Seus Olhos”, e diz algo assim:

Um cara pode mudar de tudo. De rosto, de casa, de família, de namorada, de religião, de Deus. Só tem uma coisa que não pode mudar. Não pode mudar de … paixão!” (“O Segredo dos Seus Olhos”)

No filme do craque do cinema Juan José Campanella, escrito por Eduardo Sacheri, essa fala faz referência a um personagem que torce pro Racing Club, de Avellaneda. Que neste domingo pode ser campeão argentino depois de 13 anos! Ou o Racing aproveita a chance e volta a levantar uma taça agora… ou o campeão da Sul-Americana, o River, vai comemorar pela segunda vez na semana, com o possível título nacional #36. Continuar lendo ““Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.”

“Seven Nation Army”, rock das torcidas


Quarta-feira é dia de futebol. 13 de julho é o dia do rock. Talvez você não ligue o nome, mas se frequenta estádios, já deve ter ouvido alguma versão de “Seven Nation Army”, do White Stripes, um hit nas arenas esportivas. O rock do disco Elephant, de 2003, logo foi adotado por torcidas europeias, virou hino não-oficial da galera na Euro 2008 (aquela que a Espanha ganhou) e há algum tempo chegou a estádios brasileiros. A melô do “ô ô ô ô ô ô”, no ritmo da batida de Meg White e da guitarrada de Jack White (uma das três estrelas do filme A Todo Volume), ganhou letras que declaram amor a times, como o Internacional de Porto Alegre, entre muitos outros. Lá fora, o argentino Javier Mascherano, “o chefe”, ganhou uma homenagem de uma torcida do Liverpool, no ritmo da grande melô do White Stripes. Por tudo isso, nesta quarta-feira de rock e bola rolando, “Seven Nation Army” é o Som do Dia do FutPop Clube /Coluna de Música. Se você gosta, pode se interessar pelo documentário sobre o White Stripes (saiba mais aqui). Ô ô ô ô ô ô…