Destacado

“Bobby Robson – More Than a Manager”


Ele era o técnico da Inglaterra que parou nas quartas-de-final da Copa de 1986, no México, diante do gol de mão e do gol da vida de Maradona. Também comandou o English Team até as semifinais na Itália, em 1990. Até chegar lá, ganhou alguns dos principais títulos da vida do Ipswich Town (Copas da Inglaterra em 1978 e da Uefa em 1981). Sir Bobby Robson treinou um conturbado Barça depois da era Cruyff técnico. Levou Ronaldo Fenômeno do PSV para o Camp Nou. Tinha como auxiliar o português José Mourinho (que faz caras hilárias enquanto ajuda o ‘boss’ a se expressar nas entrevistas).

“Bobby Robson – More Than a Manager” é um filmaço, que passou no Cinefoot SP em 2018 e logo depois chegou ao streaming. Espetacular montagem do rico material de arquivo, sem deixar de contar sobre a vida pessoal do treinador, que morreu em julho de 31 de julho de 2009, de câncer.

Pra quem curte futebol internacional, em especial o inglês e o espanhol. vale muito a pena conhecer este documentário. Confira o trailer. Continuar lendo ““Bobby Robson – More Than a Manager””

El Gol del Siglo / La Mano de Dios

Em 22 de junho de 1986, no México, o ‘rock star’ Diego Maradona lançou seus maiores sucessos, pela gravadora Albiceleste Discos, bem na frente dos ingleses, de tantas capitais do rock.
O hit imediato foi “La Mano de Dios”. Como a gente viu no filme sobre Maradona de Kusturica, um punk rock radical cantado em castelhano, em que Diego tira Peter Shilton pra dançar. Tinha mesmo que ser o lado B do disco –  que toca até hoje em emissoras do mundo todo.
O lado A veio ao mundo minutos depois. É um tango. Desta vez, Diego tirou vários ingleses para bailar. Foi uma pintura, uma obra de arte, logo batizada: “El Gol del Siglo”.  Continuar lendo “El Gol del Siglo / La Mano de Dios”

A despedida de um mestre do comando da Seleção (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha)*.

Não, não estou falando do Dunga, claro.

21 de junho de 1986. No estádio Jalisco, em Guadalajara, Brasil e França jogaram pelas quartas  final do Mundial 86, a segunda Copa do Mundo jogada no México. O ótimo atacante Careca marcou para o Brasil. O maestro da França, Michel Platini (dentro dos gramados, um gênio), empatou. Tensão. Pênalti a favor do Brasil. Zico, que acabara de entrar, bateu… e o goleiro francês Bats defendeu. O mata-mata foi decidido na cobrança de pênaltis. Desta vez, Zico converteu. Mas Sócrates e o bom zagueiro Júlio César perderam. O goleiro Carlos deu muito azar na cobrança de Bellone. A bola bateu na trave, nas costas de Carlos … e entrou no gol! ô zica: Brasil eliminado, França classificada pra semifinal (cairia diante da Alemanha).

Foi o último jogo com a seleção sob o comando do mestre Telê Santana, técnico do Brasil nos Mundiais de 1982 e 1986 (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha, dica do leitor Fabiano Fabrício de Lima – ver na parte de comentários do post)

Continuar lendo “A despedida de um mestre do comando da Seleção (também foi o último jogo OFICIAL de Zico e Sócrates com a amarelinha)*.”

Natal rubro-negro

https://www.facebook.com/FlamengoOficial
https://www.facebook.com/FlamengoOficial

Ok, não estamos mais em dezembro. Até o Carnaval já passou. Mas para a torcida do Flamengo, hoje é Natal. Aniversário de nascimento de Arthur Antunes Coimbra, o Zico. 62 anos de praia agora em 2015. Campeão mundial (sim, claro que é, deixa o freguês falar que é só Intercontinental), da Libertadores, tetra brasileiro e sete vezes campeão do Rio com a camisa 10 da Gávea. Saudades do Galinho. Zico na Rede.

Então, Feliz Natal, torcida do Flamengo!
Continuar lendo “Natal rubro-negro”

Sócrates, Brasileiro

image
Capa do livro “Sócrates, Brasileiro”. Lançamento nesta terça.

“… O jogador de futebol é fundamental para o país, muitas vezes é mais ouvido do que o Presidente da República. Tem um compromisso social embutido nele e não sabe, desconhece. É um cara que poderia transformar o país mais rapidamente, até porque normalmente vem de uma condição social deprimente, porém se acomoda. Ninguém afronta o status quo. O sistema continua igual, paternalista, depressivo, minimiza o humanismo, não só do indivíduo, mas da própria sociedade”. Sócrates, em entrevista a Henrique Rodrigues, publicada na revista “Invicto”, nº 14, em 2010.

O diagnóstico do doutor Sócrates continua atual, dois anos depois da entrevista à revista “Invicto” (que também deixou saudade) e um ano após a perda desse grande Brasileiro.

Pensatas sobre futebol e política – dois assuntos que jamais se separam, infelizmente – estão no livro “Sócrates, Brasileiro”. É uma coletânea de 87 crônicas do camisa 8 que era 10 mas também arrasava como 9, na revista “Carta Capital”. O pré-lançamento será na terça-feira que vem, 11 de dezembro, às 19h30, na loja ao lado do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, onde o doutor brilhou tantas tardes e noites.  O jornalista Juca Kfouri, autor do prefácio, e  o ex-lateral Wladimir, colega de democracia corintiana, vão participar de um bate-papo. O livro chegará primeiro às bancas de Sampa, Rio, Recife, Salvador, BH, Brasília, Ribeirão Preto e Campinas. Preço: R$ 19,90.

“Amando a Maradona” na TV

amando a maradona

Um documentário muito doido sobre o “Pibe”, exibido anos atrás na Mostra de Cinema de São Paulo, “Amando a Maradona” é o cartaz da sessão Cone Sul, do Canal Brasil. Na madrugada de domingo para segunda, à 0h02, com reprise na terça, também de madruga, às 04h03.

É importante não confundir com o filme do Kusturika, que deu sua visão pessoal sobre “El Diez”.

Este, de Javier Vázquez, é de 2005 e ainda mais radical na paixão pelo personagem. Você já viu o “Flight 666”, sobre o Iron Maiden?  Lembra da cena de um padre brasileiro todo tatuado? É mais ou menos por aí.  Igreja Maradoniana, casamento no estádio Diego Armando Maradona, do Argentino Juniors, o clube que revelou Diego, torcedores completamente fissurados por vida e obra do “Pibe”.

Vale a pena conferir tanta loucura. Aqui, o trailer. Continuar lendo ““Amando a Maradona” na TV”

80 anos do eterno mestre Telê

Gostaria de lembrar de um documentário e de um livraço sobre o ponta franzino do Fluminense – daí o apelido “Fio de Esperança” – que virou técnico campeão pelo Flu, Galo, Grêmio, São Paulo campeão de tudo entre 1991 e 94. Onde não levantou título, deu show de bola – Palmeiras 1979, Seleção Brasileira da Copa de 1982 e, em menor grau, do Mundial de 1986.
Já saiu em vídeo pela Imovision o documentário Telê Santana – Meio Século de Futebol-Arte, dirigido pelas jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa. Tive o prazer de ver uma exibição em cinema do doc, na mostra CineFoot, no ano passado. Depoimentos de montão: Cafu, de quem Telê pegou muito no pé para aprender a cruzar a bola, Roberto Dinamite, Juvenal Juvêncio, Leonardo, Wanderley Luxemburgo, Marcelinho Carioca, Muller, o pupilo Muricy Ramalho,  Palhinha, Raí, Renato Gaúcho, Serginho Chulapa, Sócrates, Zetti, Zico e muitos outros. Confira o site e o Facebook do filme.

A outra dica vai para uma reedição, uma oportuna reedição: Fio de Esperança-Biografia de Telê Santana é o emocionante livro do jornalista André Ribeiro, agora pela editora Cia dos Livros e com nova capa, que você pode ver ao lado. André Ribeiro é o autor de Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva, também relançado pela Cia dos Livros.  Tem 512 páginas e vale cada 59 reais e 90 centavos.

Outros posts sobre o maior técnico de todos os tempos:
Continuar lendo “80 anos do eterno mestre Telê”