Uma lhama foi a escolha da artista plástica Lais Sobral pra representar o Chile na série publicada em 1ª mão pelo Fut Pop Clube, em homenagem aos participantes da Copa. No computador da artista, os Andes ganharam uma estampa colorida e florida.
No último amistoso, contra a poderosa Alemanha, o escrete do Chile mostrou bom futebol. E que pode surpreender no Brasil 2014.
Mas a seleção preferida do Tom Araya, baixista do Slayer, banda de death metal, não terá vida fácil. La Roja (por causa da cor da camisa) caiu no Grupo B, ao lado de outra La Roja, a Espanha, atual campeã, e da Laranja, a Holanda, vice em 2010. Pelo menos, a estreia é molezinha, vai. Austrália. Sexta 13 (de junho), 19h, Arena Pantanal. Mas não pode perder pontos nesse jogo. Porque na quarta 18/6 Las Rojas se pegam no #Maraca, às 16h. Jogo interessantíssimo. Na segunda, 23, às 13h, certamente a decisão de uma vaga nas oitavas: Holanda x Chile, na Arena Corinthians. Terão os compatriotas de Valdívia apoio de torcedores palmeirenses na casa do maior rival? Durante a Copa, a seleção chilena ficará concentrada na Pampulha, em BH, e treinará na Toca da Raposa II, do Cruzeiro, voando de lá para Cuiabá, Rio e São Paulo na primeira fase. Boa sorte!
A campeã do mundo também não teve lá muita sorte. Logo na primeira rodada, enfrenta uma “revanche” (note as aspas) da final de 2010, contra a Holanda, na Fonte Nova, em Salvador. Na segunda rodada, um duelo La Roja x La Roja. Espanha x Chile no Maracanã. Só na terceira rodada – que pode ser a última?-, os bicampeões europeus pegam um adversário mais tranquilo: a Austrália. Um grupo com pedreiras, este B, de britadeiras!
JOGO PRA IR! Espanha x Holanda logo na sexta 13/06, às 16h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.
Chile x Austrália, também na sexta, 13/06, às 18h locais de Cuiabá (19h de Brasília), na Arena Pantanal.
JOGO PRA IR! Espanha x Chile – quarta 18/06, às 16h, no Maracanã, Rio de Janeiro.
Austrália x Holanda – também na quarta 18/06, às 13h, no Beira-Rio, estádio do Inter de Porto Alegre.
Austrália x Espanha – na segunda 23/06, às 13h, na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, em Curitiba.
JOGO PRA IR! Holanda x Chile – também na segunda 23/06, no mesmo bat-horário, 13h. Arena Corinthians, em São Paulo.
Argélia, Croácia, França, Gana, Grécia , Portugal e México virão à Copa do Mundo. Algumas classificações foram heroicas, como a dos franceses, que em casa, reverteram o 0x2 do primeiro jogo. E a dos portugueses, fora de casa, com show de Cristiano Ronaldo.
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Só falta o Uruguai confirmar. O que deverá acontecer hoje à noite no Centenário lotado.
Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Espanha, Inglaterra, França, certamente o Uruguai (ufa!) … presentes todos os campeões mundiais!
Dentro de campo, a Copa vai ser do caramba! Esperemos que o Brasil não dê vexame fora dos estádios. Que a polícia deixe de bater primeiro antes de perguntar.
Stade de France, local da abertura e da final, no xoxo Holanda x Bélgica
Em 10 de junho de 1998, o Brasil (então o último campeão) e a Escócia abriram a Copa do Mundo, a segunda disputada na França. A seleção Canarinho de Zagallo venceu por 2×1. E quem acha que bagunça é só no Brasil saiba que no chamado Velho Mundo também há muita sacanagem. Milhares de torcedores compraram pacotes turísticos para o Mundial de 98 e já na França descobriram que tinham caído numa roubada. Estava num grupo de brasileiros em Paris e comecei a ouvir um zum zum zum de que não receberíamos as entradas para o jogo de abertura. E não recebemos mesmo. Fomos para a porta do Stade de France no dia da partida. Um outro teve coragem de comprar ingresso de cambista, por pequenas fortunas. Acabamos vendo Brasil x Escócia num telão, numa área de “fan fest” montada pelos organizadores da Copa, ao lado do estádio, no meio de um multidão de escoceses. Tudo bem, clima de confraternização, até que uma brasileira provocou um escocês (pelo que me lembro, com um cuspe…). Achei melhor pegar o metrô e ver o segundo tempo no hotel.
Memorabilia: Itália 2×2 Chile
No dia seguinte, peguei um TGV até Bordeaux e consegui ver Itália x Chile no Stade Lescure. Uma joinha de estádio, tribunas bem perto do campo. Lembrou-me um pouco do velho Parque Antarctica. O Lescure foi usado na Copa de 38 também. Mas claro que passou por uma cuidadosa reforma para o Mundial de 98, sem detonar o projeto original – o primeiro estádio do mundo a ter uma marquise sem vigas. Fiquei emocionado por ver pela primeira vez in loco uma partida de Copa do Mundo. Jogo bom, heio de alternativas. Vieri abriu o placar. Marcelo Salas empatou e virou. No fim, pênalti para a Itália. Desta vez, Baggio não errou. 2×2. Confesso que a quantidade de torcedores chilenos me surpreendeu. No mínimo, fizeram tanto barulho que pareciam em maior número do que os italianos, vizinhos da França. Chi Chi Chi, Le Le Le”. Foi a minha ‘estreia’ em Copas do Mundo. Inesquecível. Não ficaria para a segunda fase. Tinha que conhecer o Stade de France. Resolvi ver Holanda x Bélgica. Jogo chaaaatooooo! 0x0.
Memorabilia: Holanda 0x0 Bélgica
Depois de muitas reclamações e cobertura da mídia, a muito custo a empresa de turismo picareta conseguiu ingressos para a segunda e terceira partidas do Brasil. Toca a excursão (de ônibus) para Nantes.
@FutPopClube
No estádio La Beaujoire, o Brasil venceu o Marrocos por 3×0. Aos 9 minutos, o primeiro gol de Ronaldo Fenômeno na história das Copas (ele fez 15 ao todo). Rivaldo – o melhor do Brasil em 98- ampliou. E no segundo tempo, Bebeto fechou a goleada.
Bebeto fez o terceiro gol do Brasil contra Marrocos.
Assistimos à partida atrás de um dos gols. Brasileiros e marroquinhos misturados, sem problema nenhum.
Memorabilia: Brasil 3×0 Marrocos
O rolê do futuro autor do blog Fut Pop Clube pela Copa do Mundo da França terminou em outro estádio histórico. O Vélodrome, em Marselha. Também usado no Mundial de 1938 e reformado para 1998 (para a Euro 2016, recebeu uma cobertura espetacular). Até casamento teve, antes de Brasil x Noruega!
@FutPopClube
Dá para imaginar algo assim hoje em dia? Difícil.
@FutPopClubeMemorabilia: Brasil 1 x 2 Noruega
Bebeto abriu o placar. Tore Andre Flo empatou e numa lambança de Júnior Baiano – um pênalti ‘mirim’ -, a Noruega virou, com Rekdal.
Mais uma do Vélodrome
Minhas férias continuaram na Espanha (desci de Fokker 50 em Barcelona – paixão à primeira vista!). E o Brasil seguiu viagem até a final fatídica, até hoje motivo de muita polêmica e teses conspiratórias. A seleção arrasou o Chile, no Parc des Princes: 4×1. Nas quartas, de volta à Nantes, partidaça contra a Dinamarca. 3×2. Rivaldo Maravilha! Semifinal e m o c i o n a n t e contra a Holanda, em Marselha. Ronaldo marcou, Kluivert empatou no finalzinho. Prorrogação. A decisão saiu nos pênaltis. Taffarel! O Brasil de Zagallo, que começou a Copa sem encantar, chegou à final no Stade de France com todos os méritos. Mas aí Ronaldo sofreu aquele apagão… e o Brasil tomou um vareio da França de Zidane. Pô, tomamos gol até do Petit…
Em janeiro fez 31 anos que o Uruguai organizou a Copa de Ouro, mais conhecida como Mundialito. A Copa de Oro reuniu em 1981, no estádio Centenário de Montevidéu, as seleções até então campeãs mundiais de futebol. A Celeste, dona da casa, a Alemanha, a Argentina, o Brasil, a Itália e no lugar da Inglaterra, a Holanda. O Mundialito foi organizado pelo governo militar uruguaio para promover o regime, num período de plebiscito. Está num dos quatro episódios da excelente série de Lúcio de Castro, “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, que a ESPN Brasil estreou no final de 2012. E foi selecionado para a mostra competitiva do festival CINEfoot, no Rio e São Paulo.
E o episódio sobre o Uruguai é um dos melhores da série. Falando em bom português, o escritor uruguaio Eduardo Galeano – que é apaixonado por futebol – diz que, ao organizar o Mundialito com fins políticos, o governo uruguaio viu o tiro sair pela culatra. Durante a final (Uruguai 2×1, sobre o Brasil de Telê), no Centenário, o povo vaiou bandas militares e gritou o refrão:
“Se va a acabar, se va a acabar, la dictadura militar”
O episódio que mostra o uso do futebol pelo poder político-militar no Uruguai ainda tem depoimentos como os de
Lilian Ceriberti, sequestrada pela Operação Condor, orquestração repressiva coordenada pelas ditaduras de países como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Entre os torturadores de Lilian, estava (pasmem!) um ex-jogador de futebol brasileiro (Didi Pedalada);
Gerardo Caetano, historiador, ex-jogador do Defensor Sporting, que conta como os jogos do Defensor viraram uma espécie de catalisadores dos protestos políticos, incluindo até volta olímpica pela esquerda. Parênteses: no mínimo curioso e digno de aplauso que um país tenha entre seus intelectuais um ex-jogador como Gerardo Caetano e um fã, como Eduardo Galeano!
O episódio sobre o Brasil fala, por exemplo, da derrocada de João Saldanha do comando da seleção brasileira. O da Argentina, dos gritos dos torturados na ESMA enquanto a torcida vibrava com as vitórias da seleção alviceleste no Monumental de Nuñez, na Copa de 78. E o do Chile, do centro de prisão e tortura que virou o estádio Nacional e da coragem do jogador Carlos Caszely, que se recusou a apertar a mão do ditador Pinochet. E muito mais, como a omissão de cartolas dos mais poderosos do mundo do futebol.
Atualizando: este sábado, 3 de novembro, é a última chance para ver o belo filme chileno “No”, citado no fim do post. 21h40, no CineSesc, na rua Augusta.
Flâmula da U de Chile
Flâmula da Universidad de Chile, time de coração do estudante Nico, personagem central do livro “O dia em que a poesia derrotou um ditador“, do escritor chileno Antonio Skármeta (o mesmo de “O Carteiro e o Poeta”, que rendeu aquele lindo filme). No romance, que se passa em 1988, Nico é filho do professor Santos, levado pela polícia do ditador Pinochet. E namora a filha do publicitário desempregado que vai bolar a campanha do “Não” a Pinochet. Vale a pena ler o belo romance de Skármeta (será que ele também é “hincha” da U de Chile? Se alguém souber, me dá um alô, por favor). Não eram bons anos para o time, que recentemente virou o bicho-papão chileno: na última temporada, ganhou Clausura, Apertura e Copa Sul-Americana. “O dia em que a poesia derrotou um ditador” ganhou o Prêmio Ibero-Americano de Narrativa.
Por sinal, a campanha pela democracia também é tema de um dos principais filmes da 36ª Mostra de Cinema de São Paulo: “No”, de Pablo Larraín, com Gael García Bernal (P.S.: o filme é emocionante, consegue prender a atenção, fazer suspense, mesmo sabendo o resultado). Confira as próximas sessões aqui.
“No” ganhou do público da Mostra de SP o prêmio de melhor ficção estrangeira. Site oficial do filme: http://nolapelicula.cl/
A flâmula do dia é do Everton de Viña del Mar, fundado no glorioso 24 de junho, mas lá em 1909. Os “auriazules” foram campeões chilenos quatro vezes – a última no Torneio Apertura 2008, festejada no “banderín” que ilustra o post – mas atualmente disputam a segunda divisão. A flâmula é só um belíssimo pretexto para recomendar um post do blog Futebol de Campo, que visitou o estádio de Viña del Mar, o Sausalito, 50 anos depois da Copa do Mundo de 1962 – a seleção brasileira, que conquistou o bicampeonato no Mundial do Chile, jogou toda a primeira fase e as quartas de final no Sausalito. Êeeeta estádio pé quente! Bom, pelo menos pra seleção canarinho. Veja aqui o post do blog Futebol de Campo, muito bem ilustrado.
13 de junho de 1962. Estádio Nacional, Santiago, lotado por cerca de 75 mil pessoas. O Brasil enfrentou os donos da casa e muitas provocações. Sem problemas. Tinha Garrincha. Mané fez o primeiro gol aos 9 minutos, numa bomba com a perna esquerda. Mané fez o segundo aos 32, mais uma vez de cabeça, mais uma vez aproveitando escanteio batido por Zagallo. O Chile diminuiu de bola parada. Toro, aos 42,
Dois minutos do segundo tempo. Garrincha bateu o córner e Vavá ampliou. Aos 16, pênalti para La Roja, que encostou no placar. Aos 33, novo cruzamento de Garrincha. Novo gol de Vavá. 4 a 2. Brasil na final, rumo ao bi.
Mané fez dois e participou dos outros dois. Cansado de tanto apanhar do marcador, Eladio Rojas, o camisa 7 reagiu. E acabou expulso. A Seleção não tinha Pelé (que lutava jogo a jogo contra a contusão, para tentar voltar ao time). E perderia Mané para a grande final. Aí entrou a força da CBD de João Havelange nos bastidores. O juiz peruano Arturo Yamasaki aliviou no relatório. E o bandeirinha uruguaio (Esteban Marino) que dedou a agressão de Garrincha sumiu (dizem que ganhou uma passagem para Paris). Resultado: Garrincha acabou absolvido e pode jogar a final. Continuar lendo “O frevo do bi (V). Há 50 anos, o Brasil batia o Chile nas semifinais da Copa.”→
Atualizado em 21 de julho de 2011 GRUPO A:
1º de julho – Argentina 1×1 Bolívia- em La Plata
2 de julho – Colômbia 1×0 Costa Rica – em Jujuy
6 de julho – Argentina 0x0 Colômbia – em Santa Fé
7 de julho – Bolívia 0x2 Costa Rica -em Jujuy
10 de julho – Colômbia 2×0 Bolívia – em Santa Fé
11 de julho – Argentina 3×0 Costa Rica- em Córdoba GRUPO B:
3 de julho – Brasil 0x0 Venezuela – em La Plata
3 de julho – Paraguai 0x0 Equador – em Santa Fé
9 de julho – Brasil 2×2 Paraguai – em Córdoba
9 de julho – Venezuela 1×0 Equador – em Salta
13 de julho – Paraguai 3×3 Venezuela – em Salta
13 de julho – Brasil4×2 Equador – em Córdoba GRUPO C:
4 de julho – Uruguai 1×1 Peru – em San Juan
4 de julho – Chile 2×1 México- em San Juan
8 de julho – Peru 1×0 México – em Mendoza
8 de julho – Uruguai 1×1 Chile – em Mendoza
12 de julho – Chile 1×0 Peru – em Mendoza
12 de julho – Uruguai 1×0 México – em La Plata.
Quartas de final:
Sábado, 16h15 – Colômbia 0x2 Peru, em Córdoba – os 2 gols na prorrogação
Sábado, 19h15 – Argentina 1×1 Uruguai, em Santa Fé – Urugyuai venceu por 5×4 nos pênaltis
Domingo, 16h – Brasil 0x0 Paraguai, em La Plata – Na decisão por pênaltis, o Brasil desperdiçou 4 cobranças. A Albirroja converteu 2.
Domingo, 19h15, Chile 1×2 Venezuela, em San Juan
Semifinais :
Terça-feira- Peru 0x2 Uruguai, em La Plata
Quarta-feira- Paraguai 0x0 Venezuela, em Mendoza. Paraguai classificado nos pênaltis
Recorro uma vez mais ao fantástico acervo de escudinhos do site www.Distintivos.com.br – criado porLuiz Fernando Bindi, mantido por amigos após a morte do fundador – para deixar aqui minha homenagem aos trabalhadores que estão sendo resgatados no Chile. Acima dois escudos do Chile. O da esquerda é o da federação. E o da direita é o distintivo usado na camisa da seleção: La Roja! Continuar lendo “Distintivos e o resgate dos mineiros no Chile”→