“Heleno” – 30 de março nos cinemas


O que o Rodrigo Santoro está fazendo num blog de futebol? Para quem ainda não sabe, o eclético ator brasileiro “é” Heleno de Freitas, no esperadíssimo filme “Heleno”, de José Henrique Fonseca. Filme e performance de Santoro no papel do craque de Botafogo, Vasco, Boca etc  foram elogiados nos festivais onde a “pelí” passou. Estreia prevista para 30 de março.

FOTO: ROGERIO FAISSAL
O filme foi inpirado pela biografia do craque que a torcida adversária chamava de “Gilda”: “Nunca Houve um Homem como Heleno”, de Marcos Eduardo Neves (post anterior). Abaixo, imagem do cartaz do filme “Heleno” recentemente divulgada na internet.
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“Nunca Houve Um Homem Como Heleno”

A base do filme “Heleno” foi a biografia escrita pelo jornalista Marcos Eduardo Neves: “Nunca Houve um Homem Como Heleno” (agora pela Jorge Zahar), que descreve muito bem não só a glamourosa, atribulada e curta vida do temperamental craque, como o Rio de Janeiro dos anos 40, então capital federal. Continuar lendo ““Nunca Houve Um Homem Como Heleno””

O clássico do homem que batizava clássicos

O  jornalista Mario Filho foi quem batizou o agora centenário Fla-Flu, o clássico das multidões. É também autor de um clássico da literatura esportiva nacional: “O Negro no Futebol Brasileiro” (editado pela Mauad). Mario Filho acabou virando o nome do estádio que incentivou: o Maracanã. Ótima dica de leitura neste verão, comecinho dos campeonatos estaduais. Exatamente por explicar o início dessa era, na transição do amadorismo para o profissionalismo.

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Vale a pena ver de novo: “História do Futebol Carioca”.

Publicado em janeiro de 2011

Foi um gol de placa do pessoal do Globo Esporte Rio ! No meio de um programa esportivo, uma minissérie – de ficção, inspirada em fatos reais, uma espécie de “docudrama”. “História do Futebol Carioca” foi ao ar no começo de 2012, em cinco capítulos:

  1. o capítulo 1 recupera o prímeiro título do Vasco da Gama na primeira divisão do futebol carioca, em 1923, vencendo o racismo e o falso amadorismo. Os comerciantes portugueses davam uma graninha para os atletas negros treinarem. Os grandes da zona sul reclamaram, reclamaram, mas o Vascão levou a melhor em 1923, na então Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.
  2. o segundo volta a 1912 para falar do primeiro Fla-Flu, o clássico das multidões que este ano completa seu centenário.
  3. o terceiro episódio conta a história do gol que deu o primeiro tricampeonato carioca do Flamengo (1942/43/44), da então Federação Metropolitana de Futebol.
  4. o capítulo 4 fala sobre o Botafogo campeão em 1948 na Federação Metropolitana de Futebol, depois de 13 anos, seu presidente Carlito Rocha e o amuleto da sorte, o cachorrinho Biriba.
  5. e o quinto capítulo contou a história do Sport Clube Mangueira, que não era verde-e-rosa, mas rubro-negro. E a contrário da Estação Primeira e do rubro-negro mais famoso, era um saco de pancadas…

Veja abaixo o primeiro episódio, sobre a bela história do Vasco da Gama, também retratada no clássico livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, de Mario Filho, vulgo Maracanã...

E mais… Continuar lendo “Vale a pena ver de novo: “História do Futebol Carioca”.”

Um livraço sobre o futebol carioca

Vai começar o futebol no Rio. Vamos ver como fica o estadual considerado “o mais charmoso” do país, com a presença de Vasco, Fluminense e Flamengo na Copa Libertadores 2012…

Aproveito o momento do futebol carioca para um toque rápido sobre a edição de 2010 da História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906-2010 (Maquinária Editora), livro de Roberto Assaf e Clovis Martins. Um calhamaço de 700 páginas com detalhes do primeiro ao penúltimo campeonato estadual do Rio.

Agueeenta coração!

… diria Fiori Gigliotti, saudoso locutor esportivo do rádio paulista.
Ninguém pode reclamar de falta de emoção no nono Brasileirão disputado por pontos corridos.
Não tem uma final.
Tem duas “finais”, simultâneas, isso só falando da última rodada (o que houve em Floripa e no Engenhão, se não foram “finais”?). E da briga pelo título.
Pois a 38ª rodada do Brasileirão 2011, tão lotada de clássicos que dois deles vão ser disputados fora de suas cidades originais, nos reserva:

  • um Derby paulista valendo título, de um lado, e salvar a temporada, do outro, no Pacaembu
  • um Clássico dos Milhões no Engenhão que vale título para o lado cruzmaltino e vaga na Libertadores para os rubro-negros
  • um AtleTiba de arrepiar na Arena da Baixada, onde está em disputa uma vaga na Libertadores e a fuga do rebaixamento
  • um GreNal no Beira-Rio que pode valer vaga na Libertadores para os colorados
  • um Avaí x Figueirense na Ressacada em que os visitantes tentam a Libertadores
  • um San-São esvaziado  em Mogi Mirim, em que o tricolor joga suas derradeiras chances de Libertadores
  • um Clássico Vovô em Volta Redonda, onde o Fogão também joga suas últimas fichas para tentar a principal Copa do continente, e o tricolor entrar direto na fase de grupos da cobiçada taça
  • e por último, mas não menos importante, um Cruzeiro x Atlético de arrepiar em Sete Lagoas, onde o Galo já salvo, pode rebaixar o arquirrival Continuar lendo “Agueeenta coração!”

Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil

Minha gente, o rádio esportivo brasileiro está mais triste, assim como todo torcedor fissurado nas emocionantes transmissões radiofônicas de futebol, como este que vos bloga.
Morreu Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil.
Mas pode chamar também de Senhor Copa do Mundo. O gaúcho radicado no Rio de Janeiro trabalhou em todos os Mundiais desde o de 1950, no Brasil. Foi o único a transmitir para o Brasil a final da Copa de 1954, na Suíça. Era torcedor do Grêmio e do Botafogo, que decretou luto oficial de três dias. Que carreira! Que bela história a do casamento com Daisy Lúcidi – por quem se interessou quando ela era atriz de rádio, e ele, ouvinte.
A capinha que ilustra o post é a da biografia “Minha Gente – Luiz Mendes – O Mestre da Crônica Esportiva do Brasil”, de Ana Maria Pires (editora 7 Letras/Fuperf). Dica do colecionador Domingos D´Angelo, que listou quatro livros escritos por Luiz Mendes: Continuar lendo “Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil”