Quem é que sobe?

Estão definidos todos os times que sobem da Série C pra B e da Série D pra C do futebol brasileiro 2016. E os dois últimos felizardos são Galos Carijós.

O Tupi Football Club conseguiu voltar pra Série B. O time de Juiz de Fora tem um título nacional da quarta divisão, em 2011. Tupi FC 1459717_585790811501155_974588099_n
E o xará do River Plate no Piauí, o River Atlético Clube, conseguiu um acesso inédito no estado. Vai disputar a Série C do Brasileiro em 2016.River PI 1534307_498243966971237_6987161059834950484_n
Boa sorte aos Galos Carijós!

Recapitulando.

Sobem pra série B 2016: Brasil de Pelotas, Londrina, Tupi e Vila Nova.

Sobem pra série C do ano que vem: Botafogo de Ribeirão Preto, Remo, River (PI) e Ypiranga de Erechim.

Semifinais da Série C 2015: Continuar lendo “Quem é que sobe?”

Subiram!

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O Brasil de Pelotas e o Vila Nova (GO) pegaram o elevador da Série C para a Série B do futebol brasileiro, vão disputar a segundona em 2016. Não deu pro Fortaleza e pra Portuguesa, que vão ter que jogar a terceira divisão novamente no ano que vem. Ainda vão subir Tupi ou ASA (Tupi venceu em casa por 2×0, mas o ASA decide em Arapiraca nesta segunda) e Londrina ou Confiança (foi 0x0 em Sergipe; decisão neste domingo no estádio do Café.) Continuar lendo “Subiram!”

Mantos sagrados. E centenários.

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Os uniformes dos centenários de clubes do Brasil e do exterior foram o tema do 10º Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol, no foyer do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Várias dessas camisas ficaram penduradas nos varais – as fotos estão no slideshow acima.
Camisas comemorativas dos primeiros 100 anos de clubes brasileiros são o forte da coleção de Luiz Domingos Romano. Como a do Guarany de Bagé, que seu Luiz mostra, na foto abaixo.

Luiz Domingos Romano e a camisa do Guarany de Bagé. A primeira do vara, à esquerda, é a do XV de Campo Bom.
Luiz Domingos Romano (vestido com camisa do Real Bétis) e o uniforme do centenário do Guarany de Bagé. A primeira do varal, à esquerda, é a do XV de Campo Bom.

Outra coleção de respeito é a de Hamilton Kuniochi, que publica o Manto Juventino, “o blog da camisa do Juventus” – que já foi personagem de um post do blog Futebol de Campo. Ele levou parte das dezenas de camisas do simpático clube grená da Mooca para o encontro. No varal, uma das preferidas de Hamilton é a camiseta 5, de 1972, usada e autografada pelo volante Brida. Sensacional.


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Um livro sobre o Come-Fogo, o clássico de Ribeirão Preto.

Come Fogo
O jornalista Igor Ramos lançou ontem, em Ribeirão Preto, um livro sobre um dos clássicos mais tradicionais do interior paulista: “Come-Fogo – Tradição e Rivalidade no Interior do Brasil”.
Quem teve acesso aos livros anteriores de Igor Ramos, sobre o Botafogo e sobre o Comercial, já pode imaginar a qualidade do material.
Parabéns ao autor e aos torcedores da Pantera e do Leão. Viva o Come-Fogo! Continuar lendo “Um livro sobre o Come-Fogo, o clássico de Ribeirão Preto.”

Vai começar o Paulistão…

Atualizado em 22 de abril
Aleluia! Finalmente, depois de 3 meses de (pouco) futebol, vai começar o Campeonato Paulista... Não dá mais… não dá mais para aguentar 19 rodadas para definir apenas em que lugar os grandes vão ficar e quais serão os outros quatro clubes que vão brigar para tentar aprontar uma surpresa. 19 rodadas… Agora, um tropeço e adeus.. Péssimo esse regulamento. Eis os confrontos do mata-mata, perdão, do mata, só, já que as quartas de final são em partidas únicas, com mando do clube de melhor campanha.

  1. São Paulo x Penapolense – Morumbi – domingo, 18h30
  2. Ponte Preta x Corinthians – Campinas – domingo, 16h
  3. Mogi Mirim x Botafogo de Ribeirão Preto – em Mogi – sábado, 18h30
  4. Santos x Palmeiras – Vila Belmiro – sábado, 16h15  Continuar lendo “Vai começar o Paulistão…”

Muricy 4.0

Arte: LAIS SOBRAL
Arte: LAIS SOBRAL para o @FutPopClube

Muricy Ramalho completa em 2013 quarenta anos de “isso aqui é trabalho, meu filho”, digo, de futebol profissional. Foi em 1973 que o jovem meia cabeludo e rebelde revelado pelo futebol social do São Paulo Futebol Clube estreou no time de cima do tricolor paulista – mais exatamente em 21 de agosto de 1973, num amistoso contra o União Bandeirante, no interior do Paraná, informa Michael Serra, do arquivo histórico do São Paulo e do site SPFCpédia.
Muricy foi campeão paulista de 1975 na belíssima campanha comandada pelo técnico José Poy. Estava no elenco campeão brasileiro de 1977, mas às voltas com contusões, não era titular de Minelli (grande e assumida influência na futura função). Acabou indo pro México, onde foi campeão e ídolo vestindo a camisa do Puebla. Lá mesmo começou a carreira de técnico… De volta ao São Paulo, trabalhou com o mestre Telê Santana treinando o chamado expressinho – campeão da Copa Conmebol 1994. O resto é história.

É o Muricy camisa 8 dos anos 70, cabeludo, que andava de macacão e tamanco (para desapontamento do querido durão José Poy), amigão de Serginho Chulapa, fã do som de Rita Lee e seu Tutti Frutti, o homenageado desta arte – a primeira colaboração para o Fut Pop Clube da artista plástica Lais SobralContinuar lendo “Muricy 4.0”

Sócrates, Brasileiro

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Capa do livro “Sócrates, Brasileiro”. Lançamento nesta terça.

“… O jogador de futebol é fundamental para o país, muitas vezes é mais ouvido do que o Presidente da República. Tem um compromisso social embutido nele e não sabe, desconhece. É um cara que poderia transformar o país mais rapidamente, até porque normalmente vem de uma condição social deprimente, porém se acomoda. Ninguém afronta o status quo. O sistema continua igual, paternalista, depressivo, minimiza o humanismo, não só do indivíduo, mas da própria sociedade”. Sócrates, em entrevista a Henrique Rodrigues, publicada na revista “Invicto”, nº 14, em 2010.

O diagnóstico do doutor Sócrates continua atual, dois anos depois da entrevista à revista “Invicto” (que também deixou saudade) e um ano após a perda desse grande Brasileiro.

Pensatas sobre futebol e política – dois assuntos que jamais se separam, infelizmente – estão no livro “Sócrates, Brasileiro”. É uma coletânea de 87 crônicas do camisa 8 que era 10 mas também arrasava como 9, na revista “Carta Capital”. O pré-lançamento será na terça-feira que vem, 11 de dezembro, às 19h30, na loja ao lado do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, onde o doutor brilhou tantas tardes e noites.  O jornalista Juca Kfouri, autor do prefácio, e  o ex-lateral Wladimir, colega de democracia corintiana, vão participar de um bate-papo. O livro chegará primeiro às bancas de Sampa, Rio, Recife, Salvador, BH, Brasília, Ribeirão Preto e Campinas. Preço: R$ 19,90.

Doutor Sócrates

Capa do livro “Democracia corintiana – a utopia em jogo”, de Sócrates e Ricardo Gozzi, pela Boitempo Editorial: http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=85-7559-021-9#

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. “8 é o número da camisa dele”, diria Osmar Santos, o locutor que não só narrou no rádio os gols mais importantes do Doutor Sócrates, como foi companheiro do “Magrão” nos comícios da campanha pelas Diretas Já.
Quis o destino que Sócrates deixasse o planeta bola no domingo em que o Corinthians se sagrou campeão, pentacampeão brasileiro, num campeonato pra lá de emocionante.
Com o doutor, morre um pedaço da história do final dos anos 70 e dos 80, não só do futebol brasileiro, como da vida do país em geral e das Copas do Mundo.
Não dá para não se emocionar com a perda dessa figura desengonçada, que fez o improvável, brilhar em competições de ponta sem ser um atleta padrão – aliás, um jogador que lutava pelos seus direitos e os dos outros também.
Um craque singular. Como não se faz mais. Valeu, doutor, por ter vivido os seus 57 anos. Continuar lendo “Doutor Sócrates”

Botafogo FC: Pantera da Mogiana

Publicado em outubro de 2010
Aguillera (depois Leonetti), Wilson Campos, Miro, Manoel e Mineiro; Mario e Lorico; Zé Mário, Sócrates, Osmarzinho (depois João Traina) e João Carlos Motoca. Com esse time, treinado por Jorge Vieira, o Botafogo de Ribeirão Preto empatou no Morumbi com o São Paulo – de Waldir Peres, Pedro Rocha (depois Muricy), Terto, Serginho, Zé Sérgio etc – já treinado por Rubens Minelli (que seria campeão brasileiro naquela temporada). O 0x0 valeu à Pantera da Mogiana o título de campeão do primeiro turno do Paulistão de 1977 (e a Taça Cidade de São Paulo). Na volta do time à Ribeirão, a cidade parou. Um dos orgulhos da história do tricolor de Ribeirão Preto, como mostra o livroBotafogo – Uma História de Amor e Glórias, de Igor Ramos (comprei o meu exemplar na loja do Museu do Futebol, algum tempo atrás).
Os 92 anos do Botafogo Futebol Clube (comemorados esta semana, em 12 de outubro de 2010) são a deixa perfeita para falar deste belo livro sobre um clube tradicional do interior paulista, neste momento em que a gente vê times mudando de uma cidade para outr. Depois do Grêmio Barueri que foi pra Prudente, agora acompanhamos o Guaratinguetá de mudança para Americana (fico imaginando o ânimo com que moradores da simpática “Guará” vão acompanhar o restante da campanha da Garça do Vale na série B do Brasileirão. É lamentável esse troca-troca).
Mas o tema do post é o Botafogo e Uma História de Amor e Glórias. O livro de Igor Ramos dedica um capítulo a grandes jogadores que passaram pelo Botafogo (a maioria, prata da casa). Como o meia Tim (Elba de Pádua Lima), o zagueiro Baldochi (que seria campeão do mundo na Copa 70, no México), o lateral Eurico (depois do Palmeiras, Grêmio, Seleção), o zagueiro Manoel (xerife de 1977), o ponta Zé Mário (que morreu precocemente, de leucemia), Paulo César (outro bom ponta, que jogou no São Paulo), o artilheiro Geraldão Manteiga (depois, do Corinthians). Sem falar nos irmãos Raí (vice-campeão da Taça São Paulo de juniores em 1984 com o Bota) e Sócrates (há uma lista de todos os jogos e gols do doutor pela Pantera, de 1972 a 78, e no finzinho da carreira, em 1989). Entre as muitas curiosidades e estatísticas do livro, há uma lista dos gols do Rei Pelé contra o Botafogo, as excursões internacionais e uma relação (atualizada até 27/02/2008) do Come-Fogo, o clássico de Ribeirão Preto, contra o Comercial. Continuar lendo “Botafogo FC: Pantera da Mogiana”