Maradona – A Mão de Deus

O Sportv reprisou o filme que conta a história do Diez que é Dios para os argentinos. Maradona – A Mão de Deus estreou na programação do canal em outubro, quando foram lembrados os 50 anos de Diego. Marco Leonardi interpreta o craque adulto, que começa a pirar de vez em Barceloca, ou melhor, Barcelona. Mas ainda bem que as cenas de Maradona brilhando pelo Boca, Barça, Napoli e seleção albiceleste são as de arquivo, mesmo. É uma cinebiografia honesta, com muitos flashbacks, de fácil entendimento, sem maiores ousadias de linguagem. Bonitinha a cena em que o jovem Maradona se declara a Cláudia Villafañe, usando a letra de “Proposta” em espanhol, com a voz do rei Roberto Carlos ao fundo. Continuar lendo “Maradona – A Mão de Deus”

# Maradona 50

amando a maradona No supersábado de futebol no Brasil, Espanha, Inglaterra… dobradinhas de Cristiano Ronaldo, Messi, Villa, gol e assistência de Loco Abreu, parabéns para um nota 10 nos gramados. Diego Armando Maradona. Coletei dicas de filmes, músicas e livros sobre o segundo maior jogador dos últimos tempos. Continuar lendo “# Maradona 50”

Amando e odiando Maradona

Não, não dá para ficar indiferente à Maradona, El Diego de La Gente como diz o título de sua autobiografia, cuja capinha ilustra o post. O cara está sempre no fio da navalha. Gosta de viver perigosamente. Quando mergulhou nas drogas, quando pulava alucinadamente quase pra fora do camarote na Bombonera, quando escalou uma Argentina super ofensiva e se descuidou da defesa no Mundial 2010. Deu no que deu. Por mais amado pelo povo que seja, Maradona caiu do comando da albiceleste esta semana. Lembro de pelo menos mais um livro sobre Don Diego: Hand of God – The Life of Diego Maradona, Soccer’s Fallen Star, do Jimmy Burns (que também fez um livro sobre o Barcelona, “A Paixão de um Povo”). Dá para ler um trechinho aqui.

Quem pode garantir que o Brasil ganharia mesmo o tetra na Copa de 94 SE Maradona não tivesse sido pego no exame antidoping?

Para nós, jornalistas e blogueiros, Maradona é um excelente personagem. Músicas sobre Diego? Inúmeras! Só Manu Chao gravou duas. Santa Maradona, ainda com a banda Mano Negra. E a linda La Vida Tombola, CD La Radiolina. O curioso site não-oficial Maradona10.com tem uma lista (parcial) de músicas, como a emocionante La Mano de Dios, do cantor Rodrigo (Potro Rodrigo), amigo de Don Diego. “Maradoo, Maradoo… Olé, olé, olé olé, Diego, Diego…”

Filmes? Pelo menos dois, exibidos em recentes mostras de cinema. Maradona de Kusturica, documentário totalmente pessoal, como se fosse um fanzine, um blog, do diretor sérvio Emir Kusturica. Foi lançado recentemente em DVD pela Europa Filmes e pode ser alugado em locadoras. Em 2006, vi na Mostra o extremo Amando a Maradona (cartaz abaixo), com direito a esquisitices como a Igreja Maradoniana, casamentos no estádio … Não basta tatuar a fé…

amando a maradona
Mas bem que esse personagem de predileção dos jornalistas poderia voltar a acertar uns golaços, para o bem dele… e do futebol.

Ah, sim, Diego poderia parar com a ladainha Maradona x Pelé, quem foi melhor… É claro que foi Leônidas da Silva… Hahaha! Brincadeira, tá, pessoal?

Lançamento: Yeso Amalfi

Esta superquarta, com um festival de bons amistosos internacionais pré-Copa, também tem um lançamento de livro, no Museu do Futebol. Yeso Amalfi – O Futebolista Brasileiro Que Conquistou o Mundo foi escrito por… Yeso Amalfi, mesmo! Uma autobiografia de ex-jogador, meio raro pelo menos nos últimos tempos aqui no Brasil. Em gentil e-mail, o pessoal do MemoFut explica que Amalfi foi um dos primeiros jogadores brasileiros a brilhar no exterior – personagem não só dos estádios, mas da cultura, das artes e do jet set europeu. Passou por equipes de primeira linha da América do Sul e da Europa nas décadas de 40 e 50. Mas hoje é pouco conhecido no Brasil. Yeso Amalfi, atacante, começou no São Paulo e jogou por times como Boca, Peñarol, Torino,  Racing Club de Paris, Estrela Vermelha etc.

Bate-papo com Yeso Amalfi daqui a pouco, 19h, no auditório Armando Nogueira, seguido pela noite de autógrafos na loja e bar do Museu do Futebol, ali no Pacaembu.

Orlando Peçanha

Orlando Peçanha, em cbf.com.br

Como dá para perceber nos posts anteriores, estou lendo o livro “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos“. Aprendi, no texto do jornalista e narrador Milton Leite, que o zagueiro Orlando Peçanha, titular em todas as seis partidas da seleção campeã do mundo em 1958 na Suécia, não foi ao Mundial do Chile conquistar o bi. O colega de zaga do capitão Bellini na seleção e no Vasco (o niteroiense Orlando atuou em São Januca de 53 a 61)  jogava em 1962 pelo Boca Juniors. E explica Marcelo Monteiro na coluna Memória EC, quem atuava fora do país sabia que abria mão da seleção. Em 65, Orlando voltou ao futebol nacional. Para o Santos, que defendeu até 1969. Era do Peixe quando foi convocado para mais uma Copa, a de 66, na Inglaterra. E lá perdeu a única das 7 partidas que disputou em Copas (para Portugal). Ao todo, Orlando Peçanha de Carvalho usou a amarelinha ou o manto azul da seleção em 34 partidas. Venceu 25, empatou 7 e só perdeu aquela, para a seleção de Eusébio e cia. Um campeão do mundo que nos deixou hoje, 10 de fevereiro de 2010, aos 74 anos. Continuar lendo “Orlando Peçanha”

Amando a Maradona

maradona-por-kusturica1Maradona se despediu do Nápoli em 1991. No nada convencional documentário de Emir Kusturica sobre “el diez”, exibido aqui pela 1ª vez na Mostra de SP de 2009, há uma cena na cidade do sul da Itália. Autêntica beatlemania, digo, diegomania. Os tifosi batem nos vidros, chacoalham… quase viram o veículo que leva o ídolo que deu as maiores glórias ao Nápoli. São cenas de 2005 – 14 anos depois da última partida do parceiro de Careca com aquela camisa celeste napolitana.
Maradona”, o filme (classificação: 14 anos), acompanha Kusturica tentando entrevistar o mito. O craque dá uma canseira no cineasta – Kusturica, ele mesmo um movie/rock star, cabelos compridos, aparece tocando guitarra com sua banda. Quando finalmente senta para o fuça-a-fuça ao diretor, Maradona se pergunta: “que jogador eu teria sido se não fossem as drogas?”.  Humilde, quase nada arrogante, o gênio brinca até que é mais bonito que Cláudia – esposa que segurou todas as barras.
É claro que quem não gosta dessa peça rara dificilmente deve passar na porta do cinema. Para quem se interessa pelo pibeMaradona traz um belíssimo arquivo sobre a vida, glória, queda e parte da recuperação do craque. Um festival de gols sensacionais, dividido em blocos, que sempre terminam com o “gol do século” – e animações que tiram sarro de Margaret Tatcher, Blair, Bush, ao som de “God Save the Queen”, hino anarco-punk dos Sex Pistols.
Música? O filme de Kusturica tem bastante. Manu Chao e seu guitarrista emocionam Diego com uma versão à capela, nas ruas de Buenos Aires, de “La Vida Tombola”. Mas acho que o momento mais emocionante é a cena de Maradona num palco, cantando a música “La Mano de Dios”, composta por Rodrigo, amigo dele (veja aqui). Continuar lendo “Amando a Maradona”

Museu da paixão pelo Boca

Publicado em 31 de julho de 2009

O Museo de la Pasión Boquense tem uma parede de uniformes... FOTO: Fut Pop Clube
O Museo de la Pasión Boquense tem uma parede de uniformes…  FOTO: Fut Pop Clube

A força do Boca e sua torcida, “a metade mais um” da Argentina, faz do Museo de la Pasión Boquense mais visitado que todos os outros museus argentinos juntos, segundo texto de Elias Perugino em Placar de julho de 2009.
O museu do Boca fica dentro da caixa de bombons, digo, do alcapão que é o mítico estádio Alberto J.Armando. La Bombonera. Continuar lendo “Museu da paixão pelo Boca”

Defensor faz história na Bombonera

edefensorSurpresa na Libertadores ano 50. O Defensor Sporting eliminou o Boca Juniors em pleno alçapão de La Bombonera e agora pega Estudiantes de La Plata nas quartas-de-final. Os uruguaios marcaram aos 27 do 1º tempo num tiro de Diego de Souza. Graças a muita marcação, a tradicional garra uruguaia, que odeia perder dividida e a uma gigantesca atuação do arqueiro Martín Silva, o Defensor segurou a contínua pressão do Boca até o apito final.  E ainda teve umas três chances de fazer o segundo gol. Zebra? Olha, para quem viu as dificuldades que o São Paulo teve para vencer o Defensor na fase de grupos, não dá para falar em zebra, não. Classificação merecida.