O 10 e o 01

Foto: Wander Roberto/VIPCOMM

Rivaldo Maravilha estreou mandando um gol, belo gol – o do empate do São Paulo na virada suada sobre o Linense. Impressionante o ceticismo do torcedor tricolor com a contratação do pentacampeão. Mas aposto que com uma sequência de boas atuações, o público começará a ir ao estádio para ver o camisa 10 como o tricolor não tinha desde Raí (Hernanes era mais um 8, um 8 nota dez, diga-se). D e m o r o u para a diretoria do São Paulo fazer alguma campanha para levar o torcedor ao Morumbi. E tem mais um motivo: Rogério Ceni, pelas contas do clube, 97 gols, com o de falta que fez hoje. Faltam 3! Ou 5, nas contas mais pessimistas.

O barato dos estaduais

Acho que o grande barato dos campeonatos estaduais é a canja de times tradicionais. Como o Cruzeiro de Porto Alegre, de volta à elite do campeonato gaúcho depois de 32 anos! Ou o Linense, o elefante, campeão da segundona paulista em 2010, que não disputava a primeira divisão desde 1957. Hesito em chamar de pequenos times tão orgulhosos de sua história. Simpatizo muito mais com eles do que com os times de empresa que ficam pulando de cidade em cidade.  Agora, que o formato longo dos estaduais não ajuda em nada os times de grana curta, ah, não ajuda mesmo. Até para eles terem alguma chance de surpreender os primos ricos, o ideal é que os estaduais fossem torneios do tipo copa. Uma fase de grupos e mata-mata.

Barceloco, meu!

13/01/2011

Eu já tinha me tocado que até fora de casa o time de Messi, Xavi, Iniesta e Villa ilimitada domina amplamente a posse de bola. Depois de mais uma “manita”, uma mãozinha, como os espanhóis apelidam as goleadas de 5 – desta vez contra o Bétis, pela Copa do Rei -uma nota do diário Sport, de Barcelona chamou a minha atenção. Já são sete jogos em que o Barça marcou 5 gols – sem contar os 8×0 contra o Almería. E com a invencibilidade de 27 partidas (liga espanhola, Copa do Rei e Champions), o Barcelona de Pep Guardiola iguala uma marca do Barcelona de Rinus Michels de 1974. Gracias, Mundo Deportivo. Continuar lendo “Barceloco, meu!”

Driblando o Destino | Bend It Like Beckham.

Filmes sobre futebol são uma das obsessões aqui do Fut Pop Clube, que já promoveu uma rodada de listas de películas favoritas e tem uma seção fixa com a retranquinha Bola na Tela. Quero rever na TV uma comédia que vi há muito tempo: Driblando o Destino, título brasileiro para Bend It Like Beckham. É uma boa “sessão da tarde” sobre uma menina que quer jogar como o ídolo (o real David Beckham aparece em cenas de arquivo; quem aparece em carne e osso é o Gary Lineker, ex-centroavante do English Team). O filme é de 2002, e a gracinha Keira Knightley não tinha 18 anos.  Ótima atriz. Bate um bolão! Continuar lendo “Driblando o Destino | Bend It Like Beckham.”

Top 5 do Fut Pop Clube em 2010

Imagem de destaque
Posts mais visitados aqui no Fut Pop Clube em 2010, segundo o WordPress.

1

Música e futebol, um caso de amor. junho, 2010

2

Gols históricos. Narrações para sempre. abril, 2010

3

Livros sobre o São Paulo Futebol Clube dezembro, 2009

4

Copacabana Club: a banda de Curitiba lança single março, 2009

5

Um rolê pelo Memorial do São Paulo fevereiro, 2009
Muito obrigado a todos visitantes!

Dois gols de letra

Duas leituras interessantes.

Uma acaba de chegar às bancas. Edição especial da revista Bravo! sobre Literatura & Futebol. Edição do jornalista e escritor Marcelo Moutinho. Contos, poesias e crônicas sobre o “esporte bretão” de um timaço de craques dos livros, revistas e jornais – feras como o vascaíno Drummond, o tricolor Nelson Rodrigues, o colorado Verissimo, Lima Barreto, dos botafoguenses Flávio Carneiro e Clarice Lispector etc. Como se não bastasse, as fotos são de seleção.

A outra dica não é tão recente. Da coleção Folha Explica, Futebol Brasileiro Hoje, do jornalista José Geraldo Couto (que assina saborosa coluna no esporte da Folha aos sábados).

São contratações recentes para o meu time de livros sobre futebol.

Sem pressa, voltarei ao assunto, com o maior prazer.

Maradona – A Mão de Deus

O Sportv reprisou o filme que conta a história do Diez que é Dios para os argentinos. Maradona – A Mão de Deus estreou na programação do canal em outubro, quando foram lembrados os 50 anos de Diego. Marco Leonardi interpreta o craque adulto, que começa a pirar de vez em Barceloca, ou melhor, Barcelona. Mas ainda bem que as cenas de Maradona brilhando pelo Boca, Barça, Napoli e seleção albiceleste são as de arquivo, mesmo. É uma cinebiografia honesta, com muitos flashbacks, de fácil entendimento, sem maiores ousadias de linguagem. Bonitinha a cena em que o jovem Maradona se declara a Cláudia Villafañe, usando a letra de “Proposta” em espanhol, com a voz do rei Roberto Carlos ao fundo. Continuar lendo “Maradona – A Mão de Deus”

Arrepia, Zagueiro

Wow! Wow!
A Tábua de Esmeralda (1974) leva a (justa) fama [está na coleção Grande Discoteca Estadão; foi relançado em vinil e tudo], mas o álbum de inéditas seguinte de Jorge Ben Jor também merece a tag #discão: Solta o Pavão (ouça aqui), 1975, o ponta-esquerda camisa 11 na discografia de estúdio do rubro-negro cantor e compositor, gênio do samba-rock, sambalanço, samba-funk ou seja lá qe rótulo tiver esse som delicioso, dançante e suingado.

O clássico com doze balanços começa com uma autêntica camisa 3. Zagueiro limpa a área e sai jogando… bonito. É uma das 3 melôs que mencionam futebol no discão. Wow! Wow! Assim Falou Santo Tomáz de Aquino e (ôôô…) Velhos, Flores, Criancinhas e Cachorros defendem o lado quase samba gospel de Jorge. Religião, sim. Mas também tem futebol, samba e musas, quantas musas! Dorothy é dedicada a uma “cocota dengosa” ( faz tempo que você não ouve/lê a expressão cocota, não?), “embora não seja muito fiel, pois meu coração é grande até demais”. Coração em que cabem mais três musas só em Solta o Pavão: Continuar lendo “Arrepia, Zagueiro”