Livro: “Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro”

Nesta terça-feira, 13 de abril, às 18h30 na livraria Cultura do Conjunto Nacional, o jornalista Marcelo Barreto lança o livro “Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro” (de uma série da editora Contexto, que começou com “Os 11 Maiores Técnicos…”, do Noriega). Marcelo Barreto está preparado para a polêmica, para motivar muita conversa de bar. Ele explicou à CBN que antes de mais nada a lista não trata de quem usou a camisa 10, mas jogou como “10”, na posição consagrada por Pelé, Zico, Riva, Ademir da Guia etc. O autor do livro já explica aos vascaínos que apesar de Roberto Dinamite ter jogado com a 10, era um típico “9”, preservando o grande ídolo de São Januário para um futuro livro sobre “os 11 maiores centroavantes”.

E quem foram os onze “camisas 10” eleitos pelo livro? Continuar lendo “Livro: “Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro””

Brasil nas Copas, no Museu do Futebol.

Começa neste sábado a série de 8 palestras Brasil nas Copas, parceria do Museu do Futebol com o MemoFut, que vai até 29 de maio. Os temas foram divididos assim: Copas do Pré-Guerra (1930, 34 e 38); Complexo de Vira-Lata (50 e 54); O Bicampeonato (58-62); A Volta por Cima (66/70); Nos Tempos da Ditadura (74-78); A Era Telê (82-86); A Era Dunga (90-94-98) e As Copas do Século XXI (2002-2006-2010). Segundo José Renato Santiago, do MemoFut, o objetivo não é se limitar às estatísticas e números da Seleção Brasileira, mas apresentar também as curiosidades futebolísticas e sociais que envolveram o Brasil e as Copas. Confira aqui quem vai participar de cada palestra e as datas… Continuar lendo “Brasil nas Copas, no Museu do Futebol.”

“Futebol Brasil Memória”

Ao pesquisar sobre o futebol no Brasil, me deparei com Futebol Brasil Memória – De Oscar Cox a Leônidas da Silva (1897-1937). O livro  do jornalista Claudio Nogueira foi lançado tempos atrás pela editora Senac Rio. E é uma boa dica para ficar sabendo mais sobre o começo do futebol no Rio de Janeiro, o conflito amadorismo x profissionalismo, a relação com a cultura e a música, o racismo. E pensar que já teve cartola que abriu mão de craque para não ficar com dois negros no ataque do time…

Caminho mais curto para a Libertadores?

Ok, mas a Copa do Brasil não pode ser considerada somente isso. É a segunda competição mais importante do nosso futebol, atrás do Brasileirão. Um barato o Palmeiras jogar contra o Flamengo – do Piauí – no Albertão de Teresina. o Vasco encarar o Sousa no Almeidão, o Grêmio pegar o Araguaia,  o Bota encarar o São Raimundo em Santarém. Faz um agrado nos simpatizantes desses times na região visitada – e só deve aumentar o fã-clube. Para alguns, é o nosso torneio mais democrático. Só que a Copa do Brasil poderia ser mais valorizada. Primeiro, se não rolasse nas mesmas datas da Libertadores. Segundo, se tivesse os clubes que disputam a competição continental. Se o Barça, campeão de tudo, tentava o bi da Copa do Rei na Espanha até ser eliminado pelo Sevilla;  se Manchester United, Arsenal, Chelsea que também estão na Champions, disputam tudo quanto é Copa na Inglaterra, por que Flamengo, Inter, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians não podem disputar a Copa do Brasil? Por que o campeão da Copa do Brasil nunca pode tentar o bi? Ah, faltam datas? Simples. Reforme-se o calendário. Estaduais muito mais curtos, com uma fase de grupos e depois mata-mata. Copa em datas nobres, finais em fins de semana, sem concorrer com Libertadores.

Para variar, deixo aqui a dica do livro cuja capa ilustra o post. “20 Anos da Copa do Brasil – De Kaburé a Cícero Ramalho”, de Alex Escobar e Marcelo Migueres, foi lançado no começo do ano passado pela editora Viana e Mosley, portanto, não inclui a conquista de 2009 pelo Corinthians. E uma dica de blog. O curiosíssimo Bola de Meia, Bola de Gude, no Globo Online, compilou uma série de mascotinhos dos clubes envolvidos na edição 2010 da Copa do Brasil.

As melhores seleções de todos os tempos

Publicado em 8 de fevereiro de 2010
“As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos” é do jornalista Milton Leite, narrador do Sportv desde 2005.  “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos“, do jornalista Mauro Beting, rádio e TV Bandeirantes, diário Lance!, entre muitos outros canais.  Ambos lançamentos da editora Contexto.

As capas já mostram quais foram os escretes escolhidos pelos autores. No alto, à esquerda, os  capitães Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres, Sócrates, Dunga e Cafu. Cinco levaram a Taça do Mundo, que aliás está em turnê pelo Brasil; o doutor, não. Preparado para as polêmicas, Milton Leite soma na sua seleção de seleções brasileiras o time que encantou o mundo na Copa da Espanha, em 1982. Brilhou, mas não levou,infelizmente. Aquela derrota do time de Telê Santana provavelmente foi a última vez em que eu fiquei muito triste com uma derrota da Seleção em Copas (em 86, 90, 98, 2006, fiquei passado, pra não dizer outra coisa, ou indiferente). Comecei a ler agorinha e acho que pode ser uma boa leitura para quem tem interesse na história da seleção brasileira. Em cada um dos 6 capítulos, muitos bastidores das conquistas (ou da derrota), sempre um box com um jogador que ficou de fora da lista final e um verbete sobre os convocados a cada Copa abordada.
Para “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos“, Mauro Beting escolheu a Hungria de 1954,a laranja mecânica da Holanda de 74 que, como o time de Telê de 82, encantaram, mas não ergueram a Copa, a Inglaterra campeã de 66, a Alemanha que dobrou o carrossel holandês em 74, a Itália de Bearzot que eliminou o Brasil de 82, a Argentina da mão e pé esquerdo de Deus e de Maradona em 86 e a França multirracial de Zidane em 98. Continuar lendo “As melhores seleções de todos os tempos”

Renner: “Uma vez Para Sempre”

Mais uma dica do colecionador Domingos D´Angelo, do MemoFut, grupo que discute a memória e literatura do futebol. Saiu  “Uma Vez para Sempre”, novo livro de Francisco Michielin, sobre o extinto Grêmio Esportivo Renner, campeão gaúcho em 1954. O time de Porto Alegre revelou o goleiro Valdir Joaquim de Moraes (mais tarde, da Academia do Palmeiras, grande treinador de goleiros), Ênio Andrade (meio-campo e depois grande treinador) e Breno Mello (artilheiro, participou até de filme). Depois da taça do Renner, em 54, apenas a dupla Ca-Ju andou tirando o Gauchão da hegemonia colorada e tricolor (o Juventude em 98 e o Caxias em 2000). Fut Pop Clube tem imenso interesse e respeito pela história dos clubes extintos ou que fecharam o departamento de futebol. Parabéns ao autor, Michielin, médico e escritor apaixonado por futebol. E obrigado ao pessoal do MemoFut pela dica.

P.S. – Existe um documentário sobre o Renner, “Papão de 54”, filmado pela Estação Elétrica. Dá para ver o trailer no You Tube. Lembro-me também que o Renner e seus ídolos apareceram numa série de reportagens do Tino Marcos para o Globo Esporte, em 2007: “Órfãos da Arquibancada”.

Bola Fora

No último jogo pelo São Paulo, André Dias deixou seu gol de despedida. FOTO Gaspar Nóbrega VIPCOMM
Na despedida, o zagueiro deixou seu gol. FOTO Gaspar Nóbrega VIPCOMM

Peço emprestado o título do último livro do jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, “Bola Fora – A História do Êxodo do Futebol Brasileiro”, para este post sobre a negociação do zagueiro André Dias para a Lazio. Se um dia houver uma reedição atualizada do livro, com a imensa lista que PVC publicou com nomes de brasileiros que foram jogar nos principais mercados do futebol europeu, lá estará o do ex-zagueiro são-paulino. Pode não ser um craque titular de seleção, mas era importante para a linha de 3 zagueiros do Morumbi – eta 3-5-2 difícil de acabar! E se as coisas já não estavam muito azeitadas, imagina agora sem André Dias… E isso a pouco mais de uma semana da estreia do tricampeão na Libertadores, competição que é o objeto de desejo, a obsessão de todo são-paulino. Alex Silva (repatriado) ainda se recupera e deve perder 2 rodadas de Libertadores. André Luís está suspenso por toda a primeira fase (talvez motivo de alívio para muito torcedor). Restaram Miranda, que a cada janela de transferência fica nesse vai-não-vai para a Europa (um dia acaba indo), Xandão, que entrou bem no time, mas é uma contratação ainda muito recente, e Renato Silva, que quase foi liberado para o Grêmio.  Caramba, que planejamento é esse?

Claro, André Dias tem todo o direito de ganhar o seu dinheirinho, de garantir um futuro melhor – o segundo filho está a caminho. No seu jogo número 197 pelo São Paulo, o 3×0 contra o Paulista em Barueri, o zagueiro tricampeão brasileiro entre 2006 e 20008, marcou seu 11º gol com a camisa tricolor. E fez a bela homenagem à esposa grávida, registrada na foto do Gaspar Nóbrega, da Vipcomm, que ilustra o post. Acabou sendo a despedida também.

Num certo momento desse que foi último jogo de André Dias pelo tricolor, o goleiro Rogério Ceni saiu com os pés, numa jogada ousada.

Do meio de campo, André olhou para Rogério, meio que preocupado com o amigo.

Um cara de confiança do capitão. Pena que o São Paulo não conseguiu segurar.

Só resta desejar: boa sorte, André Dias!

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Derby do bem

Domingo de derby no estádio Paulo Machado de Carvalho, o quase setentão Pacaembu.

Corinthians x Palmeiras. Mas antes quero falar de Corinthians E Palmeiras. Às vésperas do clássico pelo Paulistão 2010, as diretorias dos dois grandes se reuniram e lançaram um leilão,  para ajudar as vítimas da enchente que arrasou a cidade de São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo. E olha só que maneiro. Vão ser leiloadas: uma camisa do Corinthians autografada por Rivellino e Ademir da Guia; e outra por Ronaldo Fenômeno e São Marcos. Uma do Palmeiras assinada pelo Divino e por Riva; e outra por Marcos e pelo Fenômeno. E ainda uma bola autografada pelas quatro feras!

Quem dá mais? O leilão vai até segunda-feira, ao meio dia, em sites criados pelo alviverde ou pelo alvinegro.

É bem legal que os cartolas se entendam. Meio caminho para reduzir a violência ligada ao futebol. Parabéns. Que não fique por aí.

A imagem que ilustra o post é uma dica de livro para quem se interessa pelas estatísticas do derby. Corinthians x Palmeiras – Uma História de Rivalidade, mais um trabalho de Antonio Carlos Napoleão, pela editora Mauad.

Que a rivalidade fique apenas dentro do campo, nesse derby e outros grandes clássicos deste fim de semana e no restante dos estaduais. Amém.

São Paulo da Floresta

Publicado em 25 de janeiro de 2010

O CD Coração de 5 Pontas, de Hélio Ziskind (autor da trilha de Cocoricó), bolado pelo publicitário Rui Branquinho e ilustrado por Gustavo Duarte, conta a vida do tricolor paulista em 18 músicas, de olho nos torcedores mirins – e seus pais, tios, avós e padrinhos corujas… Não ficaram de hora os 5 anos de história do chamado São Paulo da Floresta, também SPFC, fundado há exatamente 81 anos, num 25 de janeiro, por boleiros descontentes com o fim do futebol no Clube Atlético Paulistano (vermelho e branco) e na Associação Atlética das Palmeiras (uniforme preto e branco). O campo da A.A. das Palmeiras era a Chácara da Floresta, que chegou a ser o maior estádio paulista, e rendeu o apelido do precursor do São Paulo F.C. de hoje.

Ilustração de Gustavo Duarte para o encarte do CD

São Paulo da Floresta que é tema de 3 músicas no comecinho do CD do Hélio Ziskind. Viajando pelo Tempo lembra do Paulistano, “pai do tricolor” e do craque Friedenreich. Em  Era Uma vez um Lugar, Hélio Ziskind descreve o campo da Floresta, “na beira do rio Tietê… uma arquibancada de madeira/e uma cerca branca ao redor” e o título paulista de 1931 (tema da ilustração acima, do Gustavo Duarte, presente no encarte do CD). A taça do Paulistão de 1931 está lá, no Memorial do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi. A falência do tricolor da Floresta também é cantada no CD Coração de 5 Pontas. Seguida pela segunda fundação, em dezembro de 1935. O resto é história, ou letra e música de Hélio Ziskind.

Conheça mais sobre o CD no site da gravadora MCD.

LIVROS  SOBRE A HISTÓRIA DO SÃO PAULO FC, INCLUINDO O PERÍODO DO TRICOLOR DA FLORESTA… Continuar lendo “São Paulo da Floresta”

Para Leônidas, o homem de borracha

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O homem de borracha no Memorial do SPFC"

24 de janeiro. 6 anos sem Leônidas da Silva. O primeiro brasileiro a terminar uma Copa do Mundo como artilheiro: a de 1938, na França, com 7 gols, segundo site da Fifa. Virou homem de borracha, para os franceses, encantados. Seu apelido brasileiro, diamante negro, virou nome de chocolate, inspirou o título da ótima biografia escrita por André Ribeiro. O “Pelé” antes da era Pelé, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou),  São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira. Também é personagem de um belo samba eternizado por Carmen Miranda, regravado por Marcos Sacramento, Deixa Falar, e do CD Coração de 5 Pontas, recém-lançado por Hélio Ziskind.

Leia mais sobre grande craque aqui.