“El Otro Fútbol”. No Canal Brasil.

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522261_276019205816870_1351642419_nO documentário argentino “El Otro Fútbol”, que já foi atração do festival CINEfoot, chegou ao Canal Brasil. O filme de Federico Peretti mostra os lados B, C e D do futebol argentino. Durante três anos, a equipe acompanhou jogos de 140 equipes, de todos os torneios oficiais da AFA, Asociación del Fútbol Argentino, percorrendo 50 mil quilômetros, de La Quiaca a Ushuaia, de Corrientes a San Juan.

“El Otro Fútbol”, que estreou na sessão Cone Sul do Canal Brasil, passa de novo na madrugada de hoje para amanhã, às 02h10. A equipe do doc já tinha emplacado uma série inteira no mesmo canal, “Outro Futebol”.

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Cinco Graças

12191165_1651423431771884_1377116185820543650_oForçando um pouco a barra, dá pra dizer que teve futebol no Oscar. Num dos filmes que concorreram ao Oscar de melhor filme estrangeiro, uma personagem é apaixonada por futebol. Estou falando do filme “Cinco Graças” (Mustang), produção francesa falada em turco, comandada por uma diretora turca. Deniz Gamze Ergüven e a roteirista francesa Alice Winocour contam a história de cinco irmãs de uma vila turca, criadas pela avó e pelo tio. E criação rigorosa é apelido para o tratamento dado às meninas. A certa altura do filme, descobrimos que a mais nova, Lale, se amarra em futebol. Quer ir a um estádio ver um jogo importante da Copa da Turquia. A chance é quando Lale fica sabendo de uma daquelas punições dadas aos clubes por causa da violência das torcidas. Em vez de jogo com portões fechados, uma plateia só de crianças e mulheres. Isso aconteceu na vida real, pelo menos uma vez, num Fenerbahçe x Manisaspor – aqui, é um fictício Trabzonspor x Galatasaray. Lale e as irmãs bolam um jeito de fugir da marcação cerrada do tio e da avó para ir ao estádio, numa das cenas mais engraçadas deste belo filme sobre opressão – em cartaz nos cinemas nestes tempos de Oscar 2016.
Veja a cena da fuga.


Dentro do post, o trailer.
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Dica de filme: “United”.

Em 1958, a Copa dos Campeões da Europa (competição que é hoje a Champions League) estava na sua terceira edição – que acabaria sendo a terceira conquista do Real Madrid. O campeão inglês, um jovem time do Manchester United tinha acabado de eliminar o Estrela Vermelha na fase quartas de final (vitória em Old Trafford, empate em Belgrado) e, na volta pra casa, o avião teve que fazer uma escala para reabastecer, em Munique. Duas tentativas para decolar, nada feito. Na terceira, um desastre. Vinte e três pessoas morreram (entre jornalistas, torcedores, o copiloto, uma aeromoça, 8 jogadores e 3 funcionários dos Red Devils).

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A tragédia de Munique, 6 de fevereiro de 1958, é o tema do telefilme “United”, dirigido por James Strong para a BBC em 2011 (aqui pode ser visto no canal Now, da Net, pra quem assina o pacote Claro Vídeo). No roteiro de Chris Chibnall, também estão a formação daquela equipe, que ficou conhecida como Busby Babes, e a reconstrução do Manchester United, que voltou a campo 13 dias depois da tragédia – o programa do jogo contra o Sheffield Wednesday foi impresso com a escalação do time em branco. O artilheiro Bobby Charlton, o goleiro Harry Gregg e Sir Matt Busby foram alguns dos sobreviventes. O assistente de Busby, Jimmy Murphy, que não viajou a Belgrado por outros compromissos, tem papel importante no filme “United” -que também deixa a leitura “nas entrelinhas” que o presidente da liga inglesa foi cruel ao bater o pé na questão do obedecimento ao calendário inglês.
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mediaO instrutor de autoescola Milou é um torcedor fanático do Standard Liège, a ponto de afetar suas relações afetivas.  Eu Sou um Torcedor do Standard  é uma comédia romântica belgo-francesa de 2013, dirigida e estrelada por Riton Liebman. Não conhecia, vi esta noite no canal Max Up, curti. Não encontrei informação de reprises. Fique de olho e confira o trailer comigo no RT.
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Voltaremos: pré-estreia do novo filme sobre o Juve da Mooca.

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.facebook.com/FilmeVoltaremos/

A produção do filme Voltaremos”, primeiro longa-metragem sobre o Clube Atlético Juventus, está vendendo ingressos para a pré-estreia do doc, no comecinho de 2016. Vai ser em 30 de janeiro, um sábado, às 19h, no Teatro Gamaro, rua Dr. Almeida Lima, 1176,  Mooca, claro.
Os ingressos custam 15 reais e podem ser comprados por mensagens inbox pra página do filme “Voltaremos” no Facebook. Continuar lendo “Voltaremos: pré-estreia do novo filme sobre o Juve da Mooca.”

Em cartaz: “O Clã”.

Gostaria de dar outra dica de cinema. Por certo bem mais pesada que o documentário sobre Chico Buarque (post anterior).

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Classificação: 16 anos

“O Clã” (El Clan), de Pablo Trapero, conta em ritmo quase alucinante a história (real) dos Puccio, uma família de classe média argentina. O chefe da clã, Arquímedes Puccio, com passado de serviços aos milicos da sangrenta ditadura argentina, comandou clandestinamente já nos primeiros anos do governo Alfonsín um esquema para sequestrar gente rica, com o único objetivo de extorquir dinheiro e assim sustentar uma confortável vida de classe média. Mulher e quase todos filhos do casal ou faziam vista grossa ou participavam, de alguma maneira. Um dos filhos arrisca a carreira como jogador da seleção de rugby (os Pumas) participando das ações, que muitas vezes tinham como alvos amigos ou conhecidos da família. Vai viver um imenso dilema pessoal. Detalhe: o cativeiro das vítimas era na própria casa dos Puccio. Preste atenção nas constantes varrições que Arquímedes faz na calçada. Era pra ajudar a abafar os gritos dos reféns. Tenso filme de suspense, que deixa claro o terror psicológico e físico a que eram submetidos os sequestrados. Como no hit argentino da temporada passada, “Relatos Selvagens”, “O Clã” tem alguns dedos da produtora El Deseo, de Almodóvar.

Trapero levou o Leão de Prata de melhor direção em Veneza. O desempenho do Guilhermo Francella (vilão aqui, vítima em “O Segredo dos Seus Olhos”) como o psicopata Arquímedes Puccio é de Oscar. E a trilha sonora é muito boa: The Kinks, Creedence Clearwater Revival, Ella Fitzgerald and The Inkspots, David Lee Roth, e as bandas argentinas Seru Giran e Virus. Continuar lendo “Em cartaz: “O Clã”.”

Em cartaz: “Chico – Artista Brasileiro”.

Não fosse o gol de Alcides Ghiggia, aos 34 do segundo tempo, o segundo do Uruguai, a Copa do Mundo de 1950 teria sido levantada por Augusto, zagueiro do Vasco, camisa 2 e capitão da seleção brasileira. É ele quem aparece numa linda foto de José Medeiros, da revista “O Cruzeiro”, sendo consolado pelo goleiro da Celeste, bicampeã mundial, Roque Máspoli. Augusto é o tema de uma das interessantes declarações de Chico Buarque, no belo documentário de Miguel Faria Jr, Chico – Artista Brasileiro. Umas duas décadas depois do Maracanazo, o capitão da seleção de 1950 trabalhava como censor. “Tanto Mar”, letra de Chico Buarque sobre a Revolução nos Cravos, em Portugal, parou no ex-zagueiro. No doc, Chico conta que tentaram dobrar o censor com uma garrafa de whisky. Não adiantou. “Não deixava passar nenhuma bola” o ex-becão, depois censor Augusto da Costa.
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“Chico – Artista Brasileiro” tem outros momentos que reforçam a paixão de Chico 255713_129139183831817_7769166_nBuarque pelo futebol. Aparece jogando botão, jogando com craques como Zidane num jogo de amigos do português Luís Figo, goleando nas peladas do campinho do invicto Politheama com amigos e músicos como Bob Marley. A fotografia ao lado está no museu do Bob Marley na Jamaica, e Chico se diverte contando que segundo um surfista brasileiro, um guia do museu diz que, na foto, Bob está ao lado de “um cantor alemão”… Mais: Mart’nália e Adriana Calcanhotto arrasam em “Biscate”, originalmente um dueto Chico & Gal Costa, disco “Paratodos”, 1993. É uma D.R. de casal em que o cara reclama com a companheira que quer ouvir um hipotético “Flamengo x River Plate”.

Aliás, são muitos bons os números musicais, de Ney Matogrosso ao dueto da portuguesa Carminho com Milton Nascimento, com ótimos arranjos e espetacular captação de áudio.

É um belo documentário sobre a música e um tanto da vida de Chico Buarque de Hollanda. A relação com o pai, a descoberta do irmão, alemão, o casamento com Marieta, a separação. Os netos. Chico escritor. Sem falr no riquíssimo material de arquivo.

Quem se interessa por MPB não pode deixar de ver.

Dentro do post, veja o trailer e confira os cinemas que exibem o filme esta semana.

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“Paysandú, 100 Anos de #Payxão”


O Espaço Itaú de Cinema da rua Augusta, no coração de Sampa, teve uma noite de estádio Olímpico Mangueirão nesta terça-feira.

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Cartaz do filme

O filme “Paysandu, 100 Anos de Payxão” foi exibido no CINEfoot, fora de concurso, na sessão de encerramento da edição paulistana do festival de cinema de futebol. Festa no saguão, gritos de bicolor… Papão… e na sessão, os gols de ídolos como Vélber, Robgol e Iarley foram comemorados quase que como se a galera estivesse na Curuzú ou no Mangueirão. O documentário de Gustavo Godinho e Marco André levou mais de 15 mil pessoas aos cinemas no Pará e Amapá, excelente número para um doc.

Outro filme sobre torcida apaixonada, na rodada dupla do CINEfoot, que na preliminar, digo, na sessão das 19h, exibiu o argentino Locura que Enamora MI Ciudad” sobre outro time azul e branco, o Talleres, de Córdoba. E se as torcidas dão show no interior da Argentina, o mesmo se pode dizer do Nordeste e no Norte do Brasil, que é o caso do Paysandu. Já é um filme que tem mais zoação – e põe gozação nisso -, afinal a rivalidade com o Remo é imensa, e o clássico Re-Pa, um dos mais tradicionais do Brasil. Mas também passa uma sensação de muito orgulho de Belém, do Pará e do Norte. E se este blogueiro aqui já considerava injusta a exclusão do Pará do Mundial 2014, vendo as cenas da torcida bicolor no Mangueirão lotado (o trailer já dá um belo aperitivo), a sensação é que foi uma enorme burrice deixar Belém fora da Copa do Mundo. Uma capital com um belo estádio e duas torcidas fanáticas!

Falemos aqui de coisas boas, a dramaticidade e explosão de alegria dos acessos celebrados pelo Papão da Amazônia… a histórica conquista em 2002 da Copa dos Campeões (torneio disputado por vencedores de torneios regionais como Copa Norte, Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas, embrião da futura Primeira Liga, que classificava para a Libertadores)… que jogo maluco foi a decisão contra o Cruzeiro em Fortaleza… a linda campanha na Libertadores 2003, com direito a vitória sobre o Boca em plena Bombonera. Iarley, super festejado. Aparição guardada pro momento certo.  Filme esperto, bem roteirizado, com ótimo arquivo, entrevistas bem escolhidas. Este pessoal tem mesmo muita história pra contar. Valeu! Continuar lendo ““Paysandú, 100 Anos de #Payxão””

“Locura que Enamora Mi Ciudad”

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Poster original do filme argentino:

Uma das surpresas do festival CINEfoot 2015 em Sampa foi este filme sobre paixão… fé… loucura pelo Club Atlético Talleres de Córdoba, que teve jogador campeão mundial em 1978 (Luís Galván), mas há mais de uma década não disputa a primeira divisão do futebol argentino. Bom, surpresa mesmo deve ser pra quem acha que futebol argentino se resume a Boca e River, ou mesmo San Lorenzo, Racing, Independiente, Vélez. É muito mais. Cada cidade, cada bairro, quase que cada estação de trem… tem sua paixão louca. Locura que Enamora Mi Ciudad conta com jeito meio de doc, meio de reality show, as histórias de cinco ‘hinchas’ do Talleres: Marta, Finchaco, Pipa, Colo e Mariano, no ano da campanha de acesso do “matador” da terceira para a segundona, em 2013.

O filme de Maximiliano Baldi engrena uma quinta marcha quando acompanha o Talleres 2013 e sua fanática torcida, seja no imponente estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, seja nas pequenas canchas da terceirona argentina. É futebol muito bem filmado! No dia do acesso, então, Mario Alberto Kempes lotado, tem cenas que parecem de Play Station!  Continuar lendo ““Locura que Enamora Mi Ciudad””

125 gols em 2015. A impressionante marca do trio MSN.

Ao marcar o quarto gol do Barça contra a Real Sociedad, ontem, Messi chegou a 44 gols no ano. Suárez fez o segu 40º. E Neymar, com o doblete, a dobradinha contra La Real, tem 41.

twitter.com/fcbarcelona_br
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O trio MSN é responsável por 78% dos 160 gols do Barcelona em 2015.

Ainda tem Iniesta, Piqué, Busquets, o brasileiro Dani Alves, o chileno Bravo, o croata Rakitic.

Numa entrevista aqui pro blog, o jornalista e diretor Juan Rodríguez-Briso fez uma comparação muito interessante, com craques dos anos 80. É como ter Maradona, Zico e Francescoli e mais parte da seleção italiana campeã de 82 no mesmo time. Leia a entrevista aqui e veja Eighteam”, filme de Juan Rodríguez sobre a volta por cima da seleção de Zâmbia depois de um acidente aéreo, na sessão das 19h do CINEfoot neste domingo (Espaço Itaú de Cinema, rua Augusta, 1475). Continuar lendo “125 gols em 2015. A impressionante marca do trio MSN.”