Manguita Fenômeno e o Dia do Goleiro.

Desde 1976, o 26 de abril é o dia do goleiro no Brasil. Data de nascimento em 1937 do goleiro da foto abaixo, Haílton Corrêa Arruda, o Manga. Manguita Fenômeno. Que entre meados dos anos 50 e 1982 fechou o gol de seis clubes brasileiros, do Nacional de Montevidéu e do Barcelona de Guayaquil. Na seleção, foi à Copa de 1966. O Sport, o Botafogo e o Inter se lembraram do ídolo nas redes sociais neste Dia do Goleiro, 80º aniversário de Manga.

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Foto: arquivo do Sport Recife (SportRecife.com.br)

Dentro do post, clube por clube, título por título, uma trajetória resumida de Manga, sinônimo de goleiro para muitos torcedores.
Manga começou no Sport Club do Recife, sua cidade natal. Foi campeão pernambucano em 1955, 56 e 58.

No timaço do Botafogo dos anos 60, mais títulos. Bicampeão carioca em 1961 e 62. Logo depois de novo título carioca, em 1967, se envolveu numa polêmica com o jornalista João Saldanha, notório botafoguense. O João Sem Medo encasquetou que Manga estava comprado por Castor de Andrade na final contra o Bangu. Nem a taça tirou isso da cabeça do radialista. Consta que Saldanha chegou a atirar contra o goleiro – tema de um capítulo todo do livro “João Saldanha – Uma Vida em Jogo, de André Iki Siqueira. Pelo Glorioso, também conquistou a Taça Brasil de 1968 (hoje considerada Brasileirão) e três torneios Rio-São Paulo: 1962, 64 e 66, ano em que serviu a seleção brasileira. No Mundial disputado na Inglaterra, o goleiro pernambucano deu azar no jogo em que substituiu Gylmar.


Foi pro Nacional. No Bolso, só pra variar, Manga também foi campeão. Conquistou quatro títulos uruguaios, a Libertadores e o Mundial Interclubes de 1971 (contra Estudiantes e Panathinaikos, respectivamente).


Na volta ao Brasil, mais glórias. Com a camisa 1 do Internacional, foi tricampeão gaúcho e bicampeão brasileiro, em 1975 e 76, com aquele timaço colorado do técnico Rubens Minelli, derrotando nas finais Cruzeiro e Corinthians, respectivamente – ambos os jogos decisivos foram no Beira-Rio. Na campanha do bi, Manguita tinha 39 anos!

No Brasileirão de 1977, que terminou já em 1978, Manga defendeu a meta do Operário FC, de Campo Grande, que fez campanha histórica. O time só parou nas semifinais, caindo de pé diante do São Paulo FC de ninguém menos do que Rubens Minelli (o técnico seria tricampeão). 0-3 no Morumbi e 1-0 em Campo Grande. No galo operariano, não deixou de levantar um caneco, o estadual de 1977.

Coritiba
Próxima parada: o Coritiba. No Coxa, foi campeão paranaense (1978).

De volta a Porto Alegre, mas no arquirrival. Pelo Grêmio, mais um título estadual. O gaúcho de 1979.

É campeão! Mais uma vez. Agora no Equador, pelo Barcelona Sporting Club, de Guayaquil. E enfim Manguita pendurou as luvas, com uns 45 anos.

Incrível, não?

Esse é Manga, profissão: goleiro – o que lhe deixou com dedos tortos. 1m86, rosto marcante, personalidade forte, um fenômeno.

O Face do Fogão também se lembrou de Manguita: https://www.facebook.com/BotafogoOficial/

 

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