Três vezes Bendtner. O dinamarquês camisa 52 do marcou 3 gols. Ao todo, o Arsenal fez cinco contra o Porto. 5×0, pobre dragão. Belíssimas jogadas de Arshavin (no segundo de Bendtner) e Nasri. E o Arsenal que tem como
Poster de "Educação", roteiro de Hornby, torcedor do Arsenal, no allmovie.com
torcedor ilustre o escritor Nick Hornby avança às quartas de final (agora sem hífen) da Liga dos Campeões. Que me lembre, no tempo em que ele escreveu Febre de Bola/Fever Pitch as coisas eram mais sofridas para os gunners… By the way, está em cartaz no Brasil Educação/An Education, filme que se passa na Inglaterra dos 60, tem roteiro adaptado por Nick Hornby, música boa da Duffy e a gatinha Carey Mulligan no papel principal (confira o site brasileiro ou em inglês da película).
Em Florença (0u Firenze), a Fiorentina chegou a fazer 2×0, ganhou por 3×2 do Bayern de Munique, mas não levou. Os times da Toscana e da Baviera empataram no placar agregado, 4 a 4. Mas o Bayern se classificou porque fez dois gols na casa do adversário (Van Bommel e Robben). O Bayern avança às quartas.
La Acadé… La Acadé… La Acadé… No fim de semana em que o Racing Club de Avellaneda (La Academia, no futebol argentino) derrotou o Boca Juniors de virada, e na Bombonera, a Academia de Hollywood deu o Oscar de melhor produção estrangeira a um filme argentino, O Segredo de Seus Olhos –que tem algumas referências ao Racing e uma de suas melhores sequências num jogo de La Acadé na cancha do Huracán. Ok, os dois torcedores do Racing no filme de Campanella não saem muito bem na fita (e mais não posso contar), mas é ótima a cena dos personagens de Ricardo Darín e Guillermo Francella no meio da torcida do Racing que canta La Acadé… La Acadé… La Acadé… No atual campeonato argentino, o Racing briga para não cair – deu uma respirada com a vitória. E seu arquirrival de Avellaneda, o Indepediente, está na ponta.
O cinema argentino já havia ganho um Oscar por A História Oficial, ótimo filme de 1985, dirigido por Luis Puenzo, e estrelado por Héctor Alterio e Norma Aleandro. História linear, mas fortíssima e importante de conhecer. Até porque houve muitos casos reais de crianças tiradas do pais. A foto da família sorridente na capa do DVD, aí ao lado esquerdo, é um raro momento de alegria neste drama político.
A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, chamado Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. O vídeo em curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho e Ronaldo), foi uma das atrações do sábado no Museu do Futebol, depois da palestra da série Brasil nas Copas (texto anterior), juntamente com um curta sobre outro jogador que esteve a ponto de virar herói nacional, mas acabou marcado pela derrota para o Uruguai (Barbosa – O Dia em que o Brasil Inteiro Chorou – tema para outros 500 posts). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, reproduzida assim no filme pelo comentarista Luiz Mendes, o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E foi campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…
O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares
Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? O contato está aqui dentro. Continuar lendo ““Um Artilheiro no Meu Coração””→
Tive a oportunidade de acompanhar a segunda palestra da série Brasil nas Copas, sobre os Mundiais de 50, 54, Complexo de Vira-Lata e, especialmente, o Maracanazzo. Um dos palestrantes, o jornalista Roberto Muylaert, foi um dos 200 mil torcedores que superlotaram o Maracanã naquele 16 de julho de 1950. O outro, o jornalista Geneton Moraes Neto, coletou depoimentos dos titulares da Seleção que disputou o IV Campeonato Mundial de Futebol.
Dossiê 50-Os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro é o livro de Geneton (esgotado no site da editora Objetiva; com sorte e ajuda de são google pode ser encontrado em sebos virtuais). Geneton relatou histórias engraçadas, curiosas e tristes, a partir dos depoimentos dos 11 que perderam a partida para o Uruguai. Como Friaça, que fez o gol brasileiro na 1ª final de uma copa disputada no Maraca e, depois da virada da Celeste Olímpica, foi parar não sabe como em Porciúncula.
O último livro de Roberto Muylaert sobre o tema chama-se Barbosa, Um Gol Faz Cinquenta Anos (RMC Editora, 2000). Foi o jornalista quem ouviu do goleiro Barbosa que ganhou as traves usadas no Maracanã na final de 50 e usou para fazer um churrasco. Muylaert também escreveu, com Armando Nogueira e Jô Soares, A Copa que Ninguéu Viu e a Que Não Queremos Lembrar (Companhia das Letras). Muylaert pediu para rodar um áudio raro: o som do Maracanão lotado cantando o hino nacional, antes da fatídica partida (da rádio Nacional). Foram lembrados o livro de Paulo Perdigão (Anatomia de uma Derrota) e o filme em curta-metragem Barbosa – em que umtorcedor tão obcecado com a derrota volta no tempo a 16 de julho de 1950, com câmera VHS e tudo, invade o gramado do Maracanã, para tentar impedir o gol de Gigghia, que deu a vitória e Taça do Mundo ao Uruguai, do capitão Obdulio Varela. Acaba desviando a atenção de Barbosa e… Continuar lendo “Tabelinha MemoFut-Museu do Futebol”→
“O Segredo dos Seus Olhos” – Classificação: 16 anos
Uma dica de cinema para este fim de semana de Oscar. Espero que você não tenha preconceito contra o (excelente) cinema argentino, porque O Segredo dos Seus Olhos, em cartaz desde sexta-feira passada, é um filmão – um p… filme, como a gente diz aqui em San Pablo. Entre os predicados, reúne o diretor e o astro do ótimo O Filho da Noiva, Juan José Campanella e Ricardo Darín, respectivamente – nesta que é a quarta tabelinha Campanella – Darín. Só que O Segredo dos Seus Olhos – indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro – é um thriller, um policial, que toca de leve sobre a política argentina (parte se passa quase na virada do governo Isabelita Perón para a ditadura). Campanella já mencionou que sua referência é Casablanca, aquela obra prima com Bogart e Ingrid La Bergman. E quem visita Fut Pop Clube tem que saber que uma das melhores sequências de “O Segredo dos seus olhos” foi filmada no estádio do Huracán (clube que revelou o Defederico do Corinthians), num jogo do “globo” (apelido do time da casa) contra o glorioso Racing Club, de Avellaneda. É uma cena de tirar o fôlego, uma aula de cinema (há outra sensacional, mais curta, num elevador). E mais não posso dizer, para não contar muito sobre o filme.
Darín, o diretor Campanella ao centro e a bela Soledad Villamil
Você está pronto para torcer na Copa do Mundo? Duro vibrar por um time que tem como porta-voz o zangado Dunga, sempre rosnando a qualquer menção do nome Ronaldinh… Grrroarrr! Sem falar em novidades como Neymar…
É, pelo jeito é com esses mesmo que a Seleção vai. Bom, tomara que Daniel Alves seja titular numa das laterais ou no meio. Que Kaká não se machuque até lá e se livre da marcação. Que Luís Fabiano possa jogar e ser “o cara”, o artilheiro decisivo das Elimintatórias. Que o capitão Lúcio lidere lá atrás… Que Júlio Sérgio continue justificando porque é o melhor goleiro do mundo – hoje é, diz esse fã do Rogério Ceni, Buffon e Casillas aqui.
Na hora H, a gente acaba torcendo – e muito. E pelo que mostrou o festival de amistosos da última data Fifa, nessa superquarta que passou, vamos ter que secar muito:
a campeã da Europa, a Espanha, que tem o melhor meio de campo do mundo, com a dupla azulgrana Xavi e Iniesta, e perigosos atacantes. Conseguirá o treinador Vicente Del Bosque, bonachão como outro Vicente, o Feola, campeão do mundo em 1958, levar a Roja ao título inédito? Del Bosque já ganhou Europa e mundo com um Real galático cheio de egos em 2002… E que belo uniforme 2 é aquele azul escuro da Fúria, reserva da tradicional Roja, lançado na vitória por 2×0 sobre a França, em Saint Denis…
a Argentina de Maradona que venceu outro amistoso da data Adidas, digo, data Fifa, contra a Alemanha, de camisa preta nova, e em Munique, clima de pré-Copa total… Mesmo que Messi não arrebente, como não tem arrebentando com a camisa alviceleste, há talentos de sobra. Se Maradona acertar a defesa…
e a Inglaterra, que teve que se virar pra virar pra cima do Egito, campeão africano, mas que não se classificou para a Copa. É a candidata à Itália da vez, por toda a roupa suja lavada na imprensa amarela, marrom, de todas as cores, ambiente de crise… mas tem Wayne Rooney em grande fase.
e a Holanda, hein? Correria por fora. Com as tradicionais Azzurra e Alemanha.
Estádios lotados, filas de sócios para comprar carnês que valem para temporada toda, todo tipo de quinquilharia com as cores e símbolos do time ao alance de qualquer torcedor ou turista… Enquanto clubes europeus faturam até 401 milhões de euros numa temporada (aqui, mais sobre o relatório Deloitte), os grandes clubes brasileiros gastam a maior parte do primeiro semestre nos estaduais, que fora clássicos e decisões de turno, são um enorme fracasso de público. Vasco jogou ontem no Engenhão para 932 pagantes… Seu arquirrival Flamengo – time de maior torcida do país, jogou no Maraca para 2.190 pagantes (o número de não pagantes foi maior). Ok, semana fria e molhada no Sudeste… Mas olha só as médias de público dos estaduais, que o jornal Lance! publicou na edição impressa de quarta-feira (portanto antes desta rodada de meio de semana): Continuar lendo “E aqui, jogo para 932 pagantes…”→
Você pode ter visto no Show do Intervalo que o Palmeiras entrou em campo nesta superquarta com uma bandeira do Chile. Chile de Valdívia, mago que ainda é ídolo dos alviverdes. Chile de Figueroa, lateral-direito que não chegou há muito tempo do Colo-Colo e ainda disputa posição no time titular. E leva o mesmo sobrenome de grande ídolo da La Roja (seleção chilena) e do colorado – fez o gol que deu Internacional o Brasileiro de 75. Chile de Maldonado, polivalente jogador de marcação importante por onde passou no Brasil. Há quem diga que o título do Flamengo em 2009 deve muito à chegada do chileno. Flamengo que também tem Gonzalo Fierro. Já deu para perceber que este post é uma lembrança ao país que sofreu o grande terremoto na madrugada do último sábado de fevereiro, certo?
A imagem ao lado eu descobri no excelente Blog da Bola, do Museu do Futebol. Que publicou ainda no domingo, 28/02, o post Porque Nada Tenemos, Todo Lo Haremos, assinado por André Assis. O título remete à frase do cartola Carlos Dittborn, depois do terremoto de 9,5 graus na escala Richter que matou 5.700 pessoas em maio de 1960. A Copa do Mundo estava marcada para menos de 2 anos depois. Pois o Chile a realizou a contento, e você sabe, o Brasil ganhou o bi, com show de Garrincha (o México também promoveu uma Copa, a de 86, um ano depois de um tremor que matou 10 mil pessoas). O Blog do Juca acrescenta que Dittborn morreu 32 dias antes do campeonato do mundo de 62.
Bem, e a imagem acima? O Blog da Bola explica que é um LP em homenagem à seleção chilena, de 62, que fez boa campanha no Mundial disputado em casa. Selo Odeon. Um disco com narração de gols, músicas, lembranças do Mundial, como os que eram lançados no Brasil antes ou depois das Copas, como este aqui, de 1958.
Fica a dica: o Blog da Bola – braço virtual do Museu do Futebol – vale a visita, como o museu propriamente dito. O atalho está sempre na coluna da direita, debaixo da retranquinha Links/Mundo Curioso da Bola.
O sítio Futebol Finance publicou hoje a lista dos clubes europeus que faturaram mais (dinheiro, não taças…) na temporada 2009/2010, segundo o relatório Deloitte Football Money League 2010, do Sports Business Group da multinacional Deloitte. Entram na soma: bilheteria, direitos de TV e comércio (não inclui negociação de jogadores). E o campeão é … o todo poderoso Real. O time branco de Madri gerou mais de 401 milhões de euros na época (temporada) passada, deixando o arquirrival de Barcelona em segundo lugar. Na lista abaixo, os 10 primeiros:
Real Madrid: 401, 4 milhões de euros
Barcelona: 365,9 milhões de euros
Manchester United: 327 milhões de euros
Bayern de Munique: 289,5 milhões de euros
Arsenal: 263 milhões de euros
Chelsea: 242,3 milhões de euros
Liverpool: 217 milhões de euros
Juventus: 203,2 milhões de euros
Internazionale: 196,5 milhões de euros
Milan: 196,5 milhões de euros, sempre somando bilheteria, TV e merchandising.