Não precisa de campo, gramado, linhas, traves. Às vezes, nem bola tem, mas latinha, garrafa, tampinha, papel amassado. Em qualquer lugar do planeta, você pode encontrar gente “batendo uma bolinha”. O fotógrafo Caio Vilela registrou essas peladas nos 4 cantos do globo e lança daqui a pouco “Futebol sem fronteiras – Retratos da bola ao redor do mundo” (Panda Books). O local é o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Entre 15h e 16h, debate com Caio Vilela e o curioso/louco por futebol Marcelo Duarte. Tema: a popularidade do esporte em tantas culturas diferentes. E a partir de hoje, quem visitar o Museu do Futebol pode conferir a exposição temporária Ora Bolas! Futebol pelo Mundo, com 50 fotos de Caio Vilela em 26 países. Vai até 11 de abril.
Mês: dezembro 2009
“Duelo de Campeões”, ou o jogo da vida “deles”
12 de junho de 2010: a tabela da Copa do Mundo programa o “match” Inglaterra x Estados Unidos, em Rustenburg, África do Sul, pelo Grupo C.
Belo Horizonte, 29 de junho de 1950. Num jogo contra a Inglaterra, os Estados Unidos aprontaram uma das maiores zebras da história das Copas, no 1º mundial organizado no Brasil. A seleção americana de “soccer” derrotou os inventores do futebol por 1 a 0, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Gol de Gaetjens, um imigrante haitiano. A curta saga dessa seleção americana é romanceada no filme americano “Duelo de Campeões”, disponível em DVD– o título original, “The Game of Their Lives” (o jogo da vida deles) é mais legal. Continuar lendo ““Duelo de Campeões”, ou o jogo da vida “deles””
Abraços Partidos
Passei uma tarde na companhia de Penélope – ela lá (na tela) e eu cá (na plateia, claro). La Penélope Cruz, musa dos últimos filmes de Almodóvar. E filme de Almodóvar gosto de ver na estreia. “Abraços Partidos” (Los Abrazos Rotos), talvez seja bom avisar, é pesado. Não no sentido espanhol. Ah, sim! Se você não viu ou não lembra mais nada de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, recomendo alugar este hilário filme de duas décadas atrás e ver antes – e por que não depois também- de “Abraços Partidos”.
O grupo G da Copa
O Brasil caiu num grupo que está longe de ser considerado uma baba, muito pelocontrário. Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. A briga pelas duas vagas vai ser boa. A página de confrontos da seleção principal no site da CBF só registra encontros do Brasil com Portugal. Em 18 partidas, 12 vitórias brasileiras, 2 empates e triunfos lusos. Só que um desses triunfos foi na única partida entre Brasil x Portugal em Mundiais. Foi na Copa de 66, na Inglaterra, e os portugueses venceram por 3 a 1. É verdade que “eles” tinham um timaço, com Eusébio e cia, mas baixaram o porrete e bateram à beça nos brazucas. Era o terceiro jogo da 1ª fase. O Brasil caiu. Portugal foi adiante. Chegou ao 3º lugar, melhor posição em Copas.
Para você, qual é o grupo da morte? E o mais baba?
Livro: “Os Dez Mais do São Paulo”
Publicado em 3/12/2009 e atualizado em 12/12/2012
O Blog do Juca Kfouri noticia a noite de autógrafos do livro do jornalista Arnaldo Ribeiro, da revista Placar. Os Dez Mais do São Paulo será lançado na quarta-feira que vem, 9 de dezembro, a partir das 7 da noite, na Saraiva do MorumbiShopping – pra quem tiver pressa, alguns sites especializados terão o livro disponível na segunda-feira. É o 7º volume da Coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora – depois de Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Internacional e Botafogo. Funciona assim. Um júri de convidados vota nos seus favoritos e os 10 escolhidos entram no livro escrito por um jornalista que não necessariamente participou da votação. No caso do São Paulo, como Fut Pop Clube noticiou em agosto, os eleitos foram: o goleiro-artilheiro Rogério Ceni, os zagueiros e volantes Roberto Dias e Darío Pereyra, o meio campo Bauer (da histórica linha média Rui, Bauer e Noronha, nos anos 40), os meias Pedro Rocha e Raí, mais os atacantes Leônidas, Canhoteiro, Serginho Chulapa e Careca. Um timaço. E conhecendo a coleção Ídolos Imortais e o texto de Arnaldo Ribeiro, podemos esperar mais um golaço da Maquinária Editora. O curioso é que 8 desses ídolos tricolores já foram personagens principais de outros livros. Confira aqui. Continuar lendo “Livro: “Os Dez Mais do São Paulo””
Nirvana, Reading, 30/8/92
Chegaram às lojas brasileiras (por enquanto separadamente) o DVD e o CD com o showzão do Nirvana no festival de Reading, em agosto de 1992. Estou curtindo o CD. 24 sonzeiras, hits da tsunami grunge que ficarão para a história da música independente, como “Sliver”, “In Bloom”, “Come As You Are”, “Lithium”, “Polly” (excelente versão) e, claro, “Smells Like Teen Spirit” (em versão não lá muito fiel, digamos). Espetaculares as performances do trio nos hardcores “Negative Creep” e “Territorial Pissings”, que encerra o show desafinando o hino americano. Continuar lendo “Nirvana, Reading, 30/8/92”
Dica de livro: “Tricolor Celeste”
Publivado em 2009
Diego Lugano, capitão do Uruguai, é um dos quatro personagens de Tricolor Celeste, livro do jornalista Luís Augusto Símon, o Menon, sobre quatro jogadores da seleção uruguaia que fizeram história no São Paulo. Acabei de ler e posso recomendar suas 110 páginas não só aos são-paulinos, mas a todo mundo que goste de acompanhar o futebol sul-americano, uruguaio, e especialmente, aos fãs do lateral direito Pablo Forlán, do clássico meia Pedro Rocha, que marcava muitos gols, do quarto-zagueiro e volante Darío Pereyra e do zagueiro Diego Lugano.
Comecei a ler pelo capítulo que trata de Pedro Virgílio Rocha. “El Verdugo” (carrasco) – o segundo “verdugo” do futebol uruguaio, aprendi com o livro do Menon – foi o meu primeiro ídolo nos gramados. Na segunda metade dos anos 70, ele era sócio de uma loja chamada Pedro Rocha Sports, que funcionava na hoje badalada esquina da Joaquim Floriano com a João Cachoeira, em São Paulo. Eu ia lá para olhar os artigos esportivos, às vezes comprava um time de botão e, com sorte, saía com um autógrafo, se Rocha estivesse por lá (pelo menos uma vez o vi na loja). Continuar lendo “Dica de livro: “Tricolor Celeste””
Chulapa
Imagine só: 101.587 pagantes no estádio do Morumbi! Público do jogo que valeu o título do Campeonato Paulista de 1984, como lembrou (e bem) o caderno de esportes do Jornal da Tarde, por ocasião dos 25 anos da “final”, em 2/12/2009, com duas páginas e entrevista com o polêmico centroavante que decidiu a parada. O Santos treinado por Carlos Castilho vinha de um vice brasileiro (83). O Corinthians de Jair Picerni tentava o tri paulista. O sistema era de pontos corridos e, na última rodada, o Peixe derrotou o Corinthians por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa aos 27 minutos do segundo tempo.

O camisa 9 do Brasil na Copa de 82 gostava era de um samba. Fut Pop Clube lembra mais uma vez do rock gravado pelo Sérgio Britto no CD “Eu Sou 300”, capinha ao lado: “Chulapa Free” (que você pode ouvir no site do titã alvinegro ). “Serginho Chulapa/Futebol irreverente, bom de bola, bom de tapa” diz a letra de Sérgio Boneka, Trambolho e Rogério Campos, originalmente um samba do grupo Tiroteio. Serginho ainda é o maior artilheiro da história do São Paulo (242 gols). E é o maior artilheiro do Santos depois da era Pelé, com 102 tentos. “O tamanduá-bandeira do futebol brasileiro”, costumava dizer Osmar Santos, o pai da matéria do rádio esportivo brasileiro.
Samba e choro
Todo dia é Dia do Samba no Brasil, mas este 2 de dezembro é oficial. No Rio, um trem cheio de bambas percorre estações onde a história do gênero foi composta.
Aproveito o 2 do 12 para falar da roda de choro do Teatro Coletivo, em São Paulo, toda quarta-feira, a partir de 9 da noite: é o projeto Choro da Casa. Continuar lendo “Samba e choro”
Metallica 1.0
Aproveito o primeiro dia de vendas ao público em geral de ingressos para o show do Metallica no Morumbi para começar a lembrar da discografia da banda californiana. Lançado em 1983, Kill´em All faz jus ao nome. É um massacre sonoro, de “Hit the Lights” a “Metal Militia” e sua irmã-gêmea, “Whiplash”. Continuar lendo “Metallica 1.0”




