Quinta-feira é dia deCasual Football, o programa sobre futebol gringo da loja Atrox Casual Club, que vende exclusivamente camisas e outros produtos de times internacionais (veja post anterior).
O primeiro programa da série Casual Football falou do glorioso West Ham United, desde a fundação, como Thames Ironworks FC, a mudança das cores, os ídolos, as revelações da “academia de futebol”, a paixão de roqueiros como o Steve Harris, o baixista mais rápido da zona leste de Londres, e os punks do Cockney Rejects e uma coisa que não sabia: o mestre do suspense, Alfred Hitchcock, era um torcedor dos hammers!
O que Tim Maia (torcedor do América-Rio), o vascaíno Martinho da Vila, o flamenguista Ary Barroso, o Jack White do White Stripes e um sucesso de Bonnie Tyler têm a ver com os times da cidade de São Paulo? Músicas de artistas como esses (mais Luiz Gonzaga, Adoniran e até fado etc etc etc) foram adaptadas por torcidas paulistanas. A relação entre música popular e futebol, os hinos, os cantos,os mantras, as batidas das torcidas são assunto da sérieSom das Torcidasque depois de 70 podcasts chegou ao vídeo. Cinco curtas sobre as torcidas de times paulistanos estão na primeira temporada do Som das Torcidas, que teve uma pré-estreia no CINEfoot e desde 1º de dezembro pode ser vista na íntegra no site do programa. O pessoal da Central3 começou a série visitando estádios e conversando com torcedores deCorinthians, Juventus, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo para tratar da história, da origem e das referências das músicas cantadas nas arquibancadas. Bem legal o trabalho de pesquisa feito para os curtas por Leando Iamin, Matias Pinto e Paulo Júnior (Leandro e Paulo apresentam a versão em vídeo do Som das Torcidas). A direção dos 5 curtas é de Pedro Asbeg (premiado diretor de “Geraldinos”, “Democracia em Preto e Branco”). Que venham outras temporadas, em outras cidades, estados e, quem sabe, países!
O Espaço Itaú de Cinema da rua Augusta, no coração de Sampa, teve uma noite de estádio Olímpico Mangueirão nesta terça-feira.
Cartaz do filme
O filme “Paysandu, 100 Anos de Payxão” foi exibido no CINEfoot, fora de concurso, na sessão de encerramento da edição paulistana do festival de cinema de futebol. Festa no saguão, gritos de bicolor… Papão… e na sessão, os gols de ídolos como Vélber, Robgol e Iarley foram comemorados quase que como se a galera estivesse na Curuzú ou no Mangueirão. O documentário de Gustavo Godinho e Marco André levou mais de 15 mil pessoas aos cinemas no Pará e Amapá, excelente número para um doc.
Outro filme sobre torcida apaixonada, na rodada dupla do CINEfoot, que na preliminar, digo, na sessão das 19h, exibiu o argentino “Locura que Enamora MI Ciudad” sobre outro time azul e branco, o Talleres, de Córdoba. E se as torcidas dão show no interior da Argentina, o mesmo se pode dizer do Nordeste e no Norte do Brasil, que é o caso do Paysandu. Já é um filme que tem mais zoação – e põe gozação nisso -, afinal a rivalidade com o Remo é imensa, e o clássico Re-Pa, um dos mais tradicionais do Brasil. Mas também passa uma sensação de muito orgulho de Belém, do Pará e do Norte. E se este blogueiro aqui já considerava injusta a exclusão do Pará do Mundial 2014, vendo as cenas da torcida bicolor no Mangueirão lotado (o trailer já dá um belo aperitivo), a sensação é que foi uma enorme burrice deixar Belém fora da Copa do Mundo. Uma capital com um belo estádio e duas torcidas fanáticas!
Falemos aqui de coisas boas, a dramaticidade e explosão de alegria dos acessos celebrados pelo Papão da Amazônia… a histórica conquista em 2002 da Copa dos Campeões (torneio disputado por vencedores de torneios regionais como Copa Norte, Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas, embrião da futura Primeira Liga, que classificava para a Libertadores)… que jogo maluco foi a decisão contra o Cruzeiro em Fortaleza… a linda campanha na Libertadores 2003, com direito a vitória sobre o Boca em plena Bombonera. Iarley, super festejado. Aparição guardada pro momento certo. Filme esperto, bem roteirizado, com ótimo arquivo, entrevistas bem escolhidas. Este pessoal tem mesmo muita história pra contar. Valeu! Continuar lendo ““Paysandú, 100 Anos de #Payxão””→
Uma das surpresas do festival CINEfoot 2015 em Sampa foi este filme sobre paixão… fé… loucura pelo Club Atlético Talleresde Córdoba, que teve jogador campeão mundial em 1978 (Luís Galván), mas há mais de uma década não disputa a primeira divisão do futebol argentino. Bom, surpresa mesmo deve ser pra quem acha que futebol argentino se resume a Boca e River, ou mesmo San Lorenzo, Racing, Independiente, Vélez. É muito mais. Cada cidade, cada bairro, quase que cada estação de trem… tem sua paixão louca. “Locura que Enamora Mi Ciudad“ conta com jeito meio de doc, meio de reality show, as histórias de cinco ‘hinchas’ do Talleres: Marta, Finchaco, Pipa, Colo e Mariano, no ano da campanha de acesso do “matador” da terceira para a segundona, em 2013.
O filme de Maximiliano Baldi engrena uma quinta marcha quando acompanha o Talleres 2013 e sua fanática torcida, seja no imponente estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba, seja nas pequenas canchas da terceirona argentina. É futebol muito bem filmado! No dia do acesso, então, Mario Alberto Kempes lotado, tem cenas que parecem de Play Station! Continuar lendo ““Locura que Enamora Mi Ciudad””→
Depois do vídeo engraçadíssimo do Villanovense para promover o jogo de Copa do Rei em que recebeu o Barça, CF Reus Deportiubrincou com o próprio nome para viralizar a partida de dezesseis avos de final de La Copa contra o Atleti, em 1ª de dezembro. O time catalão de Reus -cidade-natal de Gaudí !- lidera o Grupo III da Segunda B, na prática a terceira divisão do futebol espanhol. Força, Reus!
O vídeo tem roteiro e realização da Acid Factory.
Um torcedor do Independiente torra toda as suas economias comprando o passe de um centroavante que prometia muito, foi convocado pra Mundial sub-17 e tudo, mas acabou na terceira divisão argentina. Fica doente, e em estado terminal, ouve a promessa que a filha continuará sendo torcedora do Rojo. O irmão e mais dois amigos inseparáveis ficam com o abacaxi que é o passe da “promessa” que não faz gols nem na terceirona. Como já deu pra perceber, “Papéis ao Vento“(“Papeles en El Viento”) fala muito sobre futebol, mas é acima de tudo sobre a amizade. O filme de Juan Taratuto é baseado no livro “Papeles en El Viento”, de Eduardo Sacheri, roteirista de “O Segredo dos Seus Olhos” e“Um Time Show de Bola” (lá, “Metegol”), que é Indepediente rojo. Sacheri também escreveu o roteiro de “Papéis ao Vento” ao lado do diretor Taratuto. Infelizmente, o filme estreou na surdina em São Paulo, numa única sala e com poucas sessões. Corra, se quiser ver no cinema.
É recomendado pra quem gosta de cinema argentino, especialmente a quem se interessa pela excelente literatura futbolera de Eduardo Sacheri. Ah, sim, são de arrepiar as curtas cenas que mostram a cancha do Independiente, um alçapão chamado estádio Libertadores de América. Afinal, o Rojo é o Rey de Copas – são 7 Libertadores.
Que demais o vídeo “demonstração de segurança” publicado peloBenfica. A tripulação da Emirates no #relvado do estádio da Luz demonstra na verdade a paixão do #adepto benfiquista (e português de modo geral) pelo cachecol de sua #equipa.
A tabela da Copa do Rei da Espanha reserva vários confrontos assim tipo Davi vs Golias. A cidade de Villanueva de La Serena, em Extremadura, vai parar nesta quarta-feira para o CF Villanovense receber o Barça, partida de dezesseis-avos de final da Copa do Rei. Nem precisava promover o jogo, mas o Villano ainda lançou um comercial bem divertido.