Este era mesmo um Escrete do Rádio

rádio globo
Anúncio publicado em 1978

Meus amigos… começaria João Saldanha, o comentarista que o Brasil inteiro consagrou…
… como seria um gol transmitido por diferentes gerações da equipe de esportes da rádio Globo do Rio?

O saudoso Jorge Curi poderia narrar, com seu vozeirão, bem de família.

Anotem… tempo e placar no maior do mundooooo!

Seu colega Waldir Amaral anunciaria um bordão clássico.

Bololô na área…

… enquanto o garotinho José Carlos Araújo poderia acrescentar

Preparou, apontou, entrou! Golão, golão, golão!

Mário Vianna, sempre com dois “N”, aprovaria.

Goool legal!

Voltaria Waldir…

Tem peixe na rede do … Indivíduo competente…

Minha homenagem às grandes equipes esportivas da Rádio Globo, que comemorou 70 anos.

O site da emissora publicou uma infográfico em forma de história em quadrinhos multimídia, maneiríssima, com áudios.

E muitos áudios históricos, como a final do Mundial de Clubes de 1981, que o Flamengo faturou em cima do Liverpool, e narrações do pai da matéria, Osmar Santos, da Rádio Globo São Paulo. Clique aqui para ouvir tudo isso. Continuar lendo “Este era mesmo um Escrete do Rádio”

As novas camisas do Vasco da Gama – taylored by Umbro.

As novas camisas do Vasco da Gama – taylored by Umbro.

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Agora o Vasco da Gama veste Umbro (a empresa de origem inglesa, que hoje pertence a um grupo americano, forneceu material para a “equipa” cruzmaltina entre 2002 e 2006). A camisa branca estreou em 3/10/2014, em São Januário, contra o Bragantino, pela Série B do Brasileirão. Ambos os uniformes apresentam vários detalhes relacionados à história do Vascão, que certamente vão agradar ao torcedor do Gigante da Colina. Continuar lendo “As novas camisas do Vasco da Gama – taylored by Umbro.”

Top 10 do ranking das médias de público nas Américas, segundo a Pluri Consultoria.

http://proshop.soundersfc.com/
Flâmula do Seattle Sounders | http://proshop.soundersfc.com/

É a terra de Jimi Hendrix, do Soundgarden, do Pearl Jam, do Alice in Chains, do essencial Nirvana. Guitarras na mão, rock grunge na cabeça, café e tortas de chocolate para espantar o frio… e soccer! O Seattle Sounders FC, da Major League Soccer, tem a terceira melhor média de público (jogos em casa), segundo ranking divulgado pela Pluri Consultoria. Dezesseis times da MLS ficaram entre os 60 primeiros em questão de comparecimento ao estádio. A lista da Pluri leva em consideração a última temporada completa  de campeonatos nacionais – no caso dos times brasileiros, o Brasileirão 2013. E o campeão nacional, o Cruzeiro, tem a oitava melhor média. Confira o top 10 do ranking:

  1. River Plate: 49.368 torcedores/jogo, 73% de ocupação no Monumental de Nuñez. Décima-quarta posição no ranking mundial.
  2. América do México: 44.567. Ocupação: 42% do Azteca.
  3.  Os Sounders de Seattle mobilizam 43.124 por jogo ( e é uma torcida participativa, como as que gente conhece). Ocupação: 85% do  gigantesco Century Link Field.
  4. Tigres, do México: 41.050, o que representa 80% do estádio Universitário de Nuevo León.
  5. Boca Juniors: 36.389 xeneizes/partido, 74% da Bombonera.
  6. Rosario Central:  35.900 canallas/partida; 86% do Gigante de Arroyito.
  7. O rival do Rosario Central, o Newell´s Old Boys, está em 7º, com 35.235 leprosos/partida, que ocupam 84% do estádio Marcelo Bielsa.
  8. Cruzeiro:  28.900 por jogo; 50% do Mineirão.
  9. Monterrey: 28.634 rayados/partido; 74% da capacidade do estádio Tecnológico.
  10. Independiente: 27.556 diablos rojos por partida, 57% do estádio Libertadores de América.

No ranking da Pluri de médias de público, versão Américas, o Santa Cruz aparece em 12º (o  Santinha que disputou a Série C ), o Corinthians em 15º, o Flamengo em 19º, o São Paulo em 21º, o Grêmio em 33º, o Sampaio Correa (34º), o Bahia em 44º, o Fluminense em 51º, o Vasco em 52º e o Sport em 56º. Confira o relatório completo aqui.

américas
A Pluri já tinha divulgado novo ranking de médias de público por campeonatos nacionais. Continuar lendo “Top 10 do ranking das médias de público nas Américas, segundo a Pluri Consultoria.”

Grandes brasileiros

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Em poucos dias, o Brasil perdeu grandes nomes da cultura. Primeiro, o escritor e jornalista João Ubaldo Ribeiro.
Nesta quarta-feira, o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna.
Os escudos do Sport Recife – do qual Ariano Suassuna era torcedor fanático-; do Vitória e do Vascão – os preferidos de João Ubaldo, também fã do artilheiro Quarentinha – são para lembrar. Craques consagrados das letras também amam o futebol. Continuar lendo “Grandes brasileiros”

Vasco 2014

Na luta para voltar à Série A do Brasileirão, o Vasco estreia nesta terça-feira, na Arena Pantanal, o “gladiador” Kléber, que veio do Grêmio.

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  • >Icrvg  vascoN: Kléber, o “gladiador”, Rafael Copetti (goleiro, estava no Benfica).
  • <OUT: Reginaldo (atacante, sem clube definido) e Fellipe Bastos (Grêmio).
  • * Estrelas da companhia: Douglas, Guiñazu, Pedro Ken, Fabrício e Martín Silva. Aliás, maneira esta camisa aqui em homenagem ao uruguaio Martín Silva, que na Copa foi goleiro reserva da Celeste. Dica do vascaíno Luiz Reginaldo Lima.
  • Técnico: Adílson Batista
  • Estádio: São Januário

Continuar lendo “Vasco 2014”

Capitão Bellini. Ou melhor, campeão Bellini.

bellini
O Blog Fut Pop Clube lamenta a perda de Hideraldo Luís Bellini, capitão da primeira Seleção Brasileira campeã do mundo, em 1958. Era atleta do Vasco, onde foi campeão carioca em 1952, 56 e 58 (supersupercampeonato) e do Rio-São Paulo de 1958.

Já como atleta do São Paulo, Bellini foi bicampeão do mundo na Copa de 1962.

Eis que o capitão de 58 nos deixa bem no ano do segundo mundial no Brasil. Repetirá  Thiago Silva em 13 de julho o gesto eternizado por Bellini?
Continuar lendo “Capitão Bellini. Ou melhor, campeão Bellini.”

Loureeeiro Neeeto!

Manoel Fernandes Loureiro, o Loureiro Neto, o português mais brasileiro do rádio (DIVULGAÇÃO Rádio Globo)
Manoel Fernandes Loureiro, Loureiro Neto, o português mais carioca do rádio (FOTO: DIVULGAÇÃO Rádio Globo)

Duas grandes perdas nesta quarta-feira.
Na música espanhola e mundial, Paco de Lucia (mais na Coluna).
No rádio brasileiro, o comunicador Loureiro Neto. Português de Palmeira, Manoel Fernandes Loureiro – nome de batismo – chegou com 5 anos ao Brasil. Trabalhou no programa “Resenha Esportiva” da TV Rio, foi repórter da Rádio Vera Cruz, do grupo Bloch. No Sistema Globo de Rádio, estreou no programa “Globo Esportivo”.

No  final dos anos 70, Loureiro Neto – nome artístico – fez parte de uma formação histórica do rádio esportivo brasileiro (até porque a rádio Globo do Rio era e é ouvida em todo o país): ao lado dos dos clássicos locutores Jorge Cury (um dos favoritos do blogueiro), Waldir Amaral (“bololô na área”), João Saldanha (“o comentarista que o Brasil inteiro consagrou”) e o ex-juiz Mario Vianna (“com dois “Ns”). Os repórteres de campo eram Kléber Leite e Loureiro Neto.

rádio globo
Anúncio publicado em 1978

Que equipe! Uma seleção! Uma espécie de Real Madrid do rádio esportivo brasileiro.

Kléber Leite depois virou empresário e foi presidente do Flamengo. Como bom português radicado no Rio, Loureiro era Vasco. Continuar lendo “Loureeeiro Neeeto!”

Minuto de silêncio para Seu Mário Travaglini

Não pode passar em branco aqui a morte de Mário Travaglini, técnico campeão por Palmeiras, Vasco, Fluminense, Corinthians e medalhista de ouro no Pan-1979.

O ex-zagueiro do Ypiranga, Nacional, Ponte Preta e Palmeiras conquistou seu primeiro estadual como treinador da academia alviverde: em 1966, contra Santos de Pelé e tudo. Pelo Palmeiras, também foi o técnico campeão da Taça Brasil 1967, que na reunificação dos títulos equivale ao campeonato brasileiro.

Seu Mário também se deu bem no Rio. Campeão brasileiro de 1974 pelo Vasco, de Roberto Dinamite.

Pelo Fluminense, ganhou com a Máquina o torneio de Paris e o carioca de 1976.

Foi o técnico da Democracia Corintiana. Campeão paulista de novo, em 1982.

Pela Seleção Brasileira, ganhou a medalha de ouro no Pan de 1979, em Porto Rico.

Obrigado, seu Mário. Descanse em paz.

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Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.

15219_366848486769850_857745890_nJadson já estreou pelo Corinthians. Alexandre Pato foi apresentado nesta terça pelo São Paulo. O troca-troca entre os tricolores paulista e carioca não vai rolar – pelo menos por enquanto, São Paulo e Fluminense não vão trocar Osvaldo e Wagner.
A propósito, o GloboEsporte.com fez uma lista de trocas famosas entre grandes clubes brasileiros. Uma delas mexeu com o futebol carioca em meados dos anos 70. O Fluminense de Francisco Horta mandou pro Flamengo o goleiro Roberto, o lateral Toninho e o atacante Zé Roberto – todos atuaram,Toninho mais,  na campanha do título carioca de 1975. E o Flu trouxe da Gávea o goleiro Renato, o lateral Rodrigues Neto e o atacante argentino Doval.
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Francisco Horta, o cartola tricolor, ainda fez um troca-troca com o Botafogo. Mandou Manfrini e Mário Sérgio, levou Dirceu.
E com o Vasco. Para ter Miguel, Horta cedeu o zagueiro Abel, o lateral Marco Antônio e o meio-campo Zé Mario. Chacoalhou o mercado. E foi bicampeão carioca. E essa “trocação” toda foi o tema de uma música de Jorge Ben Jor, ainda Jorge Ben, mesmo, no LP  “A Banda do Zé Pretinho“, que chegou para animar a festa em 1978 via Som Livre. Está fora de catálogo – meu exemplar é um LP de vinil, recentemente achado numa feirinha de discos em Sampa.
O álbum, que Ben dedica “ao mais Flamengo” e “ao mais anti-Flamengo”, está cheio de referências ao futebol, especialmente no lado A.
“Troca-Troca” é uma gentil homenagem a Francisco Horta (“fez voltar ao Rio de Janeiro/a época de ouro da capital do futebol”). E tem mais:
O clássico “Cadê o Penalty” (aqui respeito a grafia inglesa do encarte) foi regravado pelo Skank, na sua estreia pelo selo Chaos/Sony Music, no começo dos anos 90.

Penalty, penalty, penalty, penalty, penalty/Cadê o penalty/que não deram pra gente/no primeiro tempo…

“Era uma Vez 13 Pontos” narra o destino que um trio de sortudos vai dar para o prêmio da loteria esportiva, fechando um irrepreensível lado a. Continuar lendo “Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.”

Leônidas: 100 anos de histórias.

A programação dos encontro do Memofut sobre o Diamante Negro neste sábado.
Flyer do encontro do Memofut sobre o Diamante Negro, que rolou sábado, 14/09.

Os 100 anos do Diamante Negro renderam uma manhã repleta de informações – e de emoção – no encontro mensal do Memofut, grupo que discute a memória e a literatura do futebol, do qual este blogueiro tem orgulho de participar. Por ironia do destino, o Memofut costuma se reunir no auditório do Museu do Futebol, que fica dentro do estádio do Pacaembu – onde Leônidas brilhou com as camisas de seleções estaduais (carioca e paulista) e do São Paulo FC, cinco vezes campeão paulista com o “crack”: 1943, 45. 46, 48 e 49. Sua estreia com a camisa tricolor, num majestoso 3×3 contra o Corinthians, em 1942 é recorde de público do estádio até hoje: mais de 70 mil presentes.

Os palestrantes (oops): o são-paulino Michael Serra, o flamenguista Antonio Carlos Meninéa, o consultor Max Gehringer e o jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas
Os palestrantes (oops): o são-paulino Michael Serra, o flamenguista Antonio Carlos Meninéa, o consultor Max Gehringer e o jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas

O sabadão começou com a exposição do jornalista André Ribeiro, autor da biografia de Leônidas, Diamante Negro, que também exibiu o trecho final do documentário da TV Cultura sobre o artilheiro. Não bastasse o forte conteúdo do finalzinho da vida de Leônidas, a viúva do jogador, Albertina Pereira dos Santos, estava no auditório e recebeu uma homenagem do Memofut.  Foram momentos muito emocionantes. Continuar lendo “Leônidas: 100 anos de histórias.”