
Na semana do 71º aniversário do maior jogador de todos os tempos, a dica de música é “O Nome do Rei é Pelé“, gravada por um camisa 10 da seleção brasileira de música: Jorge Ben Jor. A canção -usada no filme “Pelé Eterno” – saiu no CD “Reactivus amor est (Turba Philosophorum)”, lançado por Ben Jor em 2004, e também na coletânea “Football & Samba Groove Association”, lotada de clássicos do artilheiro do samba-rock (como “Fio Maravilha”). Continuar lendo “O Nome do Rei é Pelé”
Tag: Pelé
Rua Javari | Clube Atlético Juventus

Depois de andanças por estádios de Munique, Gênova, Barcelona, Lisboa, Sevilha e Madri, hoje o Rolê do Fut Pop Clube fez uma escala na rua Javari, no bairro super paulistano da Mooca. Estádio Conde Rodolfo Crespi, o campo do Clube Atlético Juventus, o Moleque Travesso, que adorava aprontar para os grandes clubes de São Paulo quando estava na primeira divisão do estadual (é bom lembrar que o Juve conquistou a Taça de Prata, a segunda divisão nacional, em 1983). Continuar lendo “Rua Javari | Clube Atlético Juventus”
O dia em que Pelé “disse” bye-bye, Seleção
Maracanã, 18 de julho de 1971. Brasil 2×2 Iugoslávia. A despedida oficial de Pelé da Seleção Brasileira. 180 mil pessoas gritavam “Fica! Fica Fica”. Na autobiografia Pelé – Minha Vida em Imagens, o rei diz: “jamais poderei esquecer o adeus tão carinhoso que recebi daquela multidão”. Continuar lendo “O dia em que Pelé “disse” bye-bye, Seleção”
A Década de Ouro do Peixe
Publicado em 14 de junho de 2011
Uma dica para quem devora tudo sobre o Santos. A Década de Ouro é um livro repleto de dados sobre os anos 60, em que o Santos foi campeão e bicampeão de tudo – em alguns casos, até pentacampeão… Pudera: seu autor, Guilherme Gomez Guarche, é coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube. Está lá a campanha da Libertadores de 62, decidida contra o Peñarol. Estão no livro de Guilherme Guarche os detalhes da confusa segunda partida da final, na Vila Belmiro. O Santos empatou, o que já lhe daria a taça, deu volta olímpica, no dia seguinte os jornais abriram manchete… mas o juiz botou na súmula que tinha encerrado o jogo por falta de segurança quando o Peñarol vencia por 3×2… Continuar lendo “A Década de Ouro do Peixe”
“Gigantes do Futebol Brasileiro”
Um perfil de Ronaldo Fenômeno é um dos “extras” da nova edição de Gigantes do Futebol Brasileiro (editora Civilização Brasileira). Editado pela primeira vez em 1965 com perfis de 13 craques (Friedenreich, Fausto, Domingos da Guia, Leônidas, Tim, Romeu, Zizinho, Heleno de Freitas, Danilo, Nilton Santos, Gérson, Garrincha e Pelé), o livro ganhou agora textos sobre duas ausências da “convocação” de 65: Didi e Ademir Marques de Menezes, mais o citado R9, Romário, Zico, Falcão, Tostão e Rivellino. A essa lista de craques, adiciono os nomes dos dois autores dos ótimos textos: João Máximo e Marcos de Castro. Vale a leitura. Mesmo.
Taça Brasil
Embrião do Campeonato Brasileiro ou precursora da Copa do Brasil? O certo é que a Taça Brasil dava vaga para a Libertadores (aliás, foi criada para isso: definir o time brasileiro classificado para a versão sul-americana da Copa dos Campeões da Europa, hoje Champions League). E a Taça Brasil premiou timaços, como Santos de Pelé, o Bahia (primeiro campeão), a Academia do Palmeiras, o Botafogo e o Cruzeiro de Raul, Piazza, Dirceu Lopes e Tostão. Em formato mata-mata, reunia de forma regionalizada os campeões estaduais (de modo geral). Os vencedores da Taça do Brasil (PS: oficializados como campeões brasileiros pela CBF em novembro de 2010):
- 1959 – Bahia campeão. Vice: Santos. Artilheiro: Léo (Bahia), 8 gols. O site do Bahia publicou um especial sobre os 50 anos da grande conquista.
- 1960 – Palmeiras campeão. Vice: Fortaleza. Artilheiro: Bececê (Fortaleza), 7 gols. O alviverde – treinado por Oswaldo Brandão – tinha no gol Valdir Joaquim de Moraes e nomes como Djalma Santos, Valdemar Carabina, Zequinha, Humberto Tozzi, Chinesinho e o capitão Julinho Botelho.
- 1961 – Santos campeão. Vice: Bahia. Artilheiro: Pelé, 7 gols.
- 1962 – Santos bicampeão. Vice: Botafogo. Artilheiro: Coutinho (Santos), 7 gols. O site do Santos dá as escalações da 2ª partida decisiva, em que o Peixe fez 5×0 no Fogão. Santos: Gilmar, Lima, Mauro e Dalmo, Zito e Calvet, Dorval, Mengálvio, Coutinho (Tite), Pelé e Pepe. Botafogo: Manga, Rildo (Joel), Zé Maria e Ivan (Jadir), Airton e Nilton Santos, Garrincha, Edson Quarentinha, Amarildo e Zagalo.

- 1963 – Santos tricampeão. Vice: Bahia. Artilheiro: Pelé, 8 gols.
- 1964 – Santos tetracampeão. Vice: Flamengo. Artilheiro: Pelé, 7 gols – 3 só na finalíssima. O site do Santos publica a campanha campeã.
- 1965 – Santos pentacampeão. Vice: Vasco. Artilheiro: Bita (Náutico), 9 gols (o Santos não disputou a Libertadores de 1966, quem diria). Artigo com foto no site do Santos.
- 1966 – Cruzeiro campeão.

Site Oficial do Cruzeiro Vice: Santos. Artilheiros: Toninho Guerreiro (Santos) e Bita (Náutico), 10 gols. Foram 2 jogaços: 6×2 para a Raposa no Mineirão e nova vitória cruzeirense no Pacaembu, em 7 de dezembro de 1966: 3×2. O site oficial do Cruzeiro publica a campanha celeste e as fichas das finais contra o então pentacampeão.
- 1967 – Palmeiras campeão. Vice: Náutico. Artilheiro: Chiclete (do Treze, de Campina Grande), com 6 gols
- 1968 – Botafogo campeão. Vice: Fortaleza. Artilheiro: Ferreti (Botafogo), 7 gols. Continuar lendo “Taça Brasil”
Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol”
Atualizado em 24 de fevereiro de 2014
“O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”.
Carlos Drummond de Andrade, em “Pelé 1.000”, Jornal do Brasil, 28/10/1969

Craques nascidos em outubro – Garrincha, Pelé e Maradona – são personagens do livro Quando É Dia de Futebol , que reúne poemas, crônicas e até cartas em que o poeta mineiro fala do “esporte bretão” – e agora é relançado pela Companhia das Letras, depois de um tempo fora de catálogo. O livro foi organizado por netos de CDA, Luis Mauricio e Pedro Augusto Graña Drummond. Eles vasculharam os arquivos do avô e bibliotecas para compilar os textos, que revelam um poeta bastante inteirado sobre o dia a dia do futebol. Drummond também era um torcedor apaixonado.
Escolheu o Vasco, porque foi o primeiro grande clube carioca a contratar jogadores negros. Há textos sobre as Copas de 54, 58, 62, 66 (publicadas no Correio da Manhã). 70, 74, 78, 82 e 86 (publicadas no Jornal do Brasil). Garrincha e Pelé ganham capítulos especiais. Continuar lendo “Carlos Drummond de Andrade, “Quando É Dia de Futebol””
Rodada Pelé. Ou rodada Obina?
Eis que o time em que Pelé adorava marcar gols se deu bem na rodada em homenagem ao rei do futebol, num domingão cheio de clássicos, aqui e lá fora. O Corinthians ganhou o derby paulistano, em tarde de Júlio César, que pegou até pensamento. O então líder Cruzeiro perdeu do Galo, em tarde/noite de Obina, que faz um hat-trick, triplete.
Três vezes Obina. Mais um clássico com 4×3 no placar! Menos mal para o Fluminense, que poderia ter disparado, mas ainda conseguiu buscar o empate na Arena da Baixada, alçapão do Atlético Paranaense. Empate no Gre-Nal empatado. Derrota do São Paulo no Ceará (ver post anterior). Virada do Prudente sobre Santos, na Vila. Rodada corintiana. Mas como o Brasileirão 2010 equilibradíssimo se caracteriza por um perde-e-ganha danado, vamos ver com quantas cores se pintará a próxima rodada.

Selo na camisa do Santos: 7×10. Boa! Por falar em 10, o que foi a goleada do PSV Eindhoven sobre o Feyenoord, no campeonato holandês? 10×0! Três gols do mineirinho Jonathan Reis, que ganha fotinho aqui no blog. Hat-trick de Jonathan Reis, triplete de Obina, o que dizer de Cristiano Ronaldo? Fez a quadra, no 6×1 do Real Madrid sobre o . Na Espanha, estão rebatizando CR de CR4…
- Num clássico pela Premier League, o Arsenal deu um chocolate no Manchester City, no estádio City of Manchester. 3×0. Impactante vitória fora de casa.
- No sábado de Pelé 70, 7.0, 7×10… tive a oportunidade de ver alguns filmes/vídeos sobre o Rei.
- O Museu do Futebol começou a tarde exibindo Uma História de Futebol, sobre a infância do menino Dico. Emocionante.
- Depois, a “websérie” que promoveu o lançamento do livro Pelé 70– vários depoimentos sobre o Rei. Destaque para o episódio em que o jornalista Michel Laurence conta a história “O Autógrafo” (veja o vídeo aqui).
- Em seguida, devo confessar que me comovi ao ver na íntegra o institucional 1.284 – O Último Gol de Pelé. OK, já rola na internet antes da Copa 2010, parte da campanha da Vivo, patrocinadora da seleção, mas sei lá. Talçvez pela data, talvez por ver como num cinema. E é cinema, produção da )2 Filmes. Se ainda não viu esta ficção, veja aqui.
- Por último, um documentário feito antes da despedida do Santos. Isto É Pelé. Nos tempos de fitas VHS, foi um sucesso, mas vacilei e não comprei. Depoimento do Camisa 10 em pessoa, que até ensina a bater na bola e a cabecear, e muitos, muitos gols. Destaque para os preciosos lances das Copas de 58, 62, 66 e 70. Nem só de Pelé Eterno vive a cinematografia sobre o atleta do século.
Pelé e o Memorial das Conquistas do Santos
Publicado originalmente em 23/10/2010
Continuar lendo “Pelé e o Memorial das Conquistas do Santos”O dia em que Pelé disse “Love, Love, Love”
Esse dia, eternizado na música “Love, Love, Love”, de Caetano Veloso (disco “Muito”, 1978, capinha ao lado), foi também um dia em que Pelé jogou contra o seu Santos. Meio jogo, é verdade. 1º de outubro de 1977. NY Cosmos x Santos. Giants Stadium lotado por 75 mil pessoas. Pelé (então com 37 anos) atuou o 1º tempo com a camisa verde do time de NY, como esta, do colecionador Paulo Gini. Fez um gol. No segundo tempo, vestiu a clássica camisa branca do Peixe. Placar: Cosmos 2 x1 Santos.

O amistoso de despedida do Rei do soocer é um dos assuntos abordados na autobiografia muito bem ilustrada Pelé – Minha Vida em Imagens, lançada pela editora Cosac Naify. Além do texto de Pelé, muitas fotos e lista dos 1.283 gols, o livraço vem com encartes, como o ingresso (veja ao lado) desse jogo entre Cosmos e Santos. O Peixe contava com Clodoaldo, Aílton Lira, Juary e João Paulo, mix de veteranos e jovens de uma das muitas gerações do que se convencionou chamar Meninos da Vila. O time da Warner Communications contava ainda com Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Chinaglia – atacante italiano que não se dava exatamente bem com o Rei, aprendi no documentário O Mundo A Seus Pés – A Extraordinária História do NewYork Cosmos. Hoje o Museu do Futebol tem uma tarde reservada a filmes sobre Pelé. A partir de 15h, os curtas Uma História de Futebol, bela ficção sobre a infância do Rei, mais Pelé 70 e 1.284 – O Último Gol de Pelé, que circula na web. Às 16h30, o doc Isto É Pelé. Leia mais sobre o filme do Cosmos neste link, ou dentro do post.
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