Sala de Troféus do Fluminense

Sala de Troféus do Fluminense

DSC00266
A Sala de Troféus do Fluminense, inaugurada em junho de 2012, tem que ser mesmo motivo de orgulho do tricolor de coração. É um belo memorial à rica história do clube, de suas camisas, de seu simpático estádio, seus ídolos e suas conquistas – como os quatro títulos nacionais de ponta. O blog Fut Pop Clube teve a honra de conhecer a Sala de Troféus na véspera da consagração desse quarto título, o do Brasileirão 2012. Êta blog pé quente, hein? O Sérgio Duarte, torcedor tricolor, um dos produtores e apresentadores do programa Rock Flu, foi o cicerone deste Rolê do Fut Pop Clube. Ao Serginho, muito obrigado. Continuar lendo “Sala de Troféus do Fluminense”

Replay (O Meu Time é a Alegria da Cidade)

Preparou… correu… e chutou…

“É gol, que felicidade! É gol, o meu time é alegria da cidade!”

Quem ouvia as transmissões esportivas da rádio Jovem Pan, de São Paulo, onde Osmar Santos trabalhou, nos anos 70, pode se lembrar dessa vinheta, que rolava depois dos gols (mesmo depois que o “pai da matéria” trocou os 620 kHz da Pan pelos 1100 da rádio Globo-Nacional). É o delicioso refrão do samba  “Replay (O Meu Time é a Alegria da Cidade)”, que Jon Lemos e Roberto Correa escreveram pensando no Paulo César Caju, então no Flamengo – craque e time citados na letra original, presente na gravação do Trio Esperança. “Replay (O Meu Time é a Alegria da Cidade)” está em coletâneas do conjunto brasileiro, como o CD “Grandes Sucessos” (EMI).


O curioso é descobrir, pelos leitores portugueses do Fut Pop Clube, que “Replay …” também era usada em transmissões esportivas da “terrinha”, depois dos “golos” relatados por Gomes Amaro (locutor luso que viveu no Brasil), de boas lembranças em especial para os torcedores do Dragão, o Futebol Clube do Porto.
Em 2003, esse golaço da seleção brasileira de música sobre futebol foi regravado pelo Trio Mocotó, no CD “Beleza Beleza Beleza” (gravadora YB). Na versão do Trio Mocotó, o samba-rock ganha uma narração de um gol fictício por Beto Hora, que cita de Ademir da Guia e Jairzinho a Ronaldo “Medida Certa” a Luís Fabiano.
Esse CD do Trio Mocotó tem ainda “Chiclete com Banana” (Almira Castilho e Gordurinha) que a Pan também usava como vinheta, trocando “é o samba-rock, meu irmão” por “a Pan é só do futebol”. E entre outras, “Eu Também Quero Mocotó”, de Jorge Ben Jor, ponta-de-lança do samba-rock que o Trio acompanhou em discos como Jorge Ben e Força Bruta.

Gorduchinha 2014: Oooosmar Santos!


“É fogo no boné do guarda/Ripa na chulipa/ Pimba na Gorduchinha/Tiruli, tirulilá/Eee queee goooool!”.

Que bonito é /as bandeiras tremulando /a torcida delirando/ vendo a rede balançar! A campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 receba o carinhoso nome de Gorduchinha é “uma jogada do do do peru” do ataque formado por amigos e fãs do locutor Osmar Santos (veja as páginas da campanha Gorduchinha 2014 no Twitter e no Face). Aproveito o aniversário de Osmar Santos, o “pai da matéria”, 63 anos neste 28 de julho, para dar meu total apoio à essa campanha. Que tal eleições Diretas Já para escolher o nome da bola da Copa, hein? Alias, Diretas Já para presidente do São Paulo também!
Adoro rádio. Gosto muito de inúmeros locutores. Mas na minha opinião, Osmar Santos foi, é e sempre será o maior locutor esportivo de todos os tempos. O cara revolucionou o rádio esportivo brasileiro, nos anos 70, com transmissões cheias de humor, vinhetas e música. A escalação do trio de arbitragem, por exemplo, vinha depois de uma vinheta com um trecho de “Camisa Molhada”, clássico do tricolor Carlinhos Vergueiro e do corintiano Toquinho sobre o futebol de várzea. E os apelidos que Osmar dava? Edmundo, o “animal”. Serginho Chulapa, o “tamanduá-bandeira do futebol brasileiro”. Jorge Mendonça era o “Jojô Beleza” (há uma narração de gol do palmeirense numa das salas do Museu do Futebol’.
Sua narração “discoteque”, “livre, leve e solta” exerce influência até hoje – os que eu mais gosto de ouvir são locutores que seguem claramente a escola Osmar Santos. Vejo que o site Gorduchinha 2014 disponibiliza algumas narrações clássicas do pai da matéria para baixar no celular (confira aqui).
Na voz de Osmar, os 90 minutos eram como um gol. E o gol, então, era uma festa. Que me lembra a vinheta usada durante muitos anos pela rádio em que explodiu, a jovem rádio Jovem Pan de São Paulo.

“É gol, que felicidade! É gol, o meu time é alegria da cidade”” – “Replay”, sucesso do Trio Esperança, depois regravada pelo Trio Mocotó.


“Osmar Santos – O Milagre da Vida” é a biografia muito bem escrita por Paulo Matiussi, tema de post anterior.

By the way, o Troféu Osmar Santos (dado pelo jornal “Lance” ao melhor do 1º turno) desse ano parece que tem um favorito: o Atlético Mineiro. Bela campanha do Galo.

Um locutor que me lembrou a originalidade de Osmar Santos foi a de um xará meu português, o João Ricardo Pateiro. Dá uma olhada só no post anterior, “Golo do rádio esportivo português”.

“Paixão Pelo Rádio”

Vai mais, vai mais, vai mais, garotinho”! O “garotinho” José Carlos Araújo, que está para estrear em novo prefixo (a Bradesco Esportes FM), se despediu da rádio Globo do Rio no dia da decisão do estadual do Rio 2012. José Carlos transmitiu o primeiro tempo de Fluminense x Botafogo e, às 16h51 do último domingo, começou a passar a “latinha” para o novo titular da 1220 no Rio, Luiz Penido – que acabou narrando o gol da vitória tricolor. Confira aqui o áudio dessa passagem histórica do rádio esportivo brasileiro.  O “garotinho” não conseguiu esconder a emoção. Também há um vídeo, feito na cabine da rádio Globo no Engenhão. Boa sorte a Luiz Penido na rádio Globo, e a José Carlos Araújo no novo prefixo (Gerson, Gilson Ricardo e Jorge Eduardo foram com o “garotinho”). Mais uma opção para o ouvinte – e para quem vive de radiojornalismo esportivo.

paixao_peloradio“Atirou, entrou”! A carreira do carismático locutor esportivo do Rio que inventou esse refrão aí e muitos mais  foi o tema da biografia Paixão Pelo Rádio – do Milésimo de Pelé ao Milésimo de Romário, a trajetória de José Carlos Araújo, o Eterno Garotinho. O livro foi lançado no final de 2009 pelo jornalista Rodrigo Taves, via Maquinária Editora. “Golão, golão, golão”! Continuar lendo ““Paixão Pelo Rádio””

“Golo” do rádio esportivo português

Todo craque que sabe o que quer / Tacuara nem tem que correr / O melhor é chutar já daqui / De pé esquerdo / Direto à baliza / Na justa medida / Tacuara nem tem que correr / Tacuara põe o Benfica a correr / Cardozo! Benfica!

É com uma divertida adaptação da letra de “Cama e Mesa”, sucesso do rei Roberto Carlos, que o meu xará português, o locutor esportivo João Ricardo Pateiro narra os “golos” do “avançado” paraguaio do Benfica, Óscar Cardozo, o “Tacuara“. Conheci o curioso  e excelente trabalho do narrador português no programa “Futebol no Mundo”. João Ricardo Pateiro, da rádio portuguesa TSF, adapta e canta músicas para outros goleadores dos times portugueses, como :

Olha, ou melhor, escuta… há muito tempo não lembro de ouvir uma narração de futebol tão criativa! Mais exatamente, desde a transmissão discotèque, livre, leve e solta de Osmar Santos, o pai da matéria, que revolucionou o rádio esportivo brasileiro nos anos 70.

Taí, pode ser uma boa tentar ouvir um dos clássicos portugueses, entre encarnados, dragões e leões pelo site da TSF, na voz do meu xará, o “comentador” João Ricardo Pateiro.
Continuar lendo ““Golo” do rádio esportivo português”

Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil

Minha gente, o rádio esportivo brasileiro está mais triste, assim como todo torcedor fissurado nas emocionantes transmissões radiofônicas de futebol, como este que vos bloga.
Morreu Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil.
Mas pode chamar também de Senhor Copa do Mundo. O gaúcho radicado no Rio de Janeiro trabalhou em todos os Mundiais desde o de 1950, no Brasil. Foi o único a transmitir para o Brasil a final da Copa de 1954, na Suíça. Era torcedor do Grêmio e do Botafogo, que decretou luto oficial de três dias. Que carreira! Que bela história a do casamento com Daisy Lúcidi – por quem se interessou quando ela era atriz de rádio, e ele, ouvinte.
A capinha que ilustra o post é a da biografia “Minha Gente – Luiz Mendes – O Mestre da Crônica Esportiva do Brasil”, de Ana Maria Pires (editora 7 Letras/Fuperf). Dica do colecionador Domingos D´Angelo, que listou quatro livros escritos por Luiz Mendes: Continuar lendo “Luiz Mendes, o comentarista da palavra fácil”