Festa em Seattle: os Sounders FC são campeões pela primeira vez.

Escudo dos Sounders, já com a estrelinha do campeonato de 2016
Escudo dos Sounders, já com a estrelinha do campeonato de 2016

A capital do grunge, cidade natal de Jimi Hendrix, sede de grandes empresas como Amazon, Boeing, Microsoft e Starbucks agra tem também seu primeiro grande título do soccer.  Os Sounders FC, que levam em média 44 mil fãs (!!!!) ao CenturyLink Field, conquistaram a MLS Cup, o mata-mata final da Major League Soccer, ao derrotar o Toronto FC nos pênaltis, lá no Canadá. Logo se vê que a cidade do grunge e da tecnologia é fanática pelo “esporte bretão”. A franquia entrou na MLS só em 2009, mas a origem dos Sounders remonta à NASL, a liga de soccer (1968-1984) que tinha o Cosmos de Pelé como grande galáxia. A MLS Cup 2016 é o primeiro título de Seattle numa liga de elite do soccer (dentro do post, a lista de campeões da NASL e da MLS).

Recomendo um livro e um vídeo para entender um pouco o fanatismo da Emerald City pelo Sounders: o vídeo do canal Copa90 sobre a “a mais incrível cultura de torcida nos EUA, e o livro de Mike Gastineau, “Soccer: Sucesso em Seattle”, lançado aqui pela editora Grande Área. Parte dessa paixão tem a ver com a mudança da franquia de basquete SuperSonics (de Seattle para Oklahoma, Oklahoma City Thunder)- e também com o apoio dos Seahwaks, do futebol americano (o empresário Paul Allen, dono do time de Seattle na NFL, é sócio da franquia da MLS). E claro, a formação de torcidas, como a Emerald City Supporters.

O goleiro suíço Frei foi o grande herói do título. É fácil entender, vendo o compacto com os melhores momentos abaixo. Continuar lendo “Festa em Seattle: os Sounders FC são campeões pela primeira vez.”

Brasileiros fazendo (e contando) a história na Major League Soccer

12175849_931810436892123_1847286971_o (1)Um documentário sobre a história do Orlando City na MLS abre nesta superquarta o Orlando Film Festival. “Making History”, de 46 minutos, tem direção do jornalista brasileiro Décio Lopes (que tem no currículo experiência de repórter e editor-chefe do Globo Esporte e Esporte Espetacular; seu Expresso da Bola, no Sportv, deixou saudades), hoje diretor de novos negócios do Orlando City, time que pertence ao empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva.

MakingHistoryLDécio Lopes, que também foi documentarista da seleção brasileira, escreveu, dirigiu e fez as entrevistas de “Making History”. Nesta estreia no Orlando Film Festival, o doc sobre os Lions vai passar em três sessões seguidas e múltiplas salas.

O filme de Décio conta a história do time, desde o seu embrião, o Austin Aztex, na capital do blues no Texas, até mudar pra Flórida, virar Orlando City Soccer Club e ser comprado pelo brasileiro Flávio Augusto da Silva. A apresentação de Kaká, a campanha pra encher o Citrus Bowl e a primeira partida dos Lions na Major League Soccer, em 8 de março de 2015. Teve participação decisiva de Kaká e tudo.

O diretor Décio Lopes disse numa entrevista para a Marcela Gouveia, no site do Orlando City:

Aquele dia foi um dia para a história e eu acho que esse clube vai chegar aos seus 50, 60, 100 anos, como os times do Brasil, da Inglaterra, da Argentina e aquele primeiro momento vai estar registrado. Essa é a maior alegria para mim. Acho que o filme constrói o seguinte diálogo: passado, presente, futuro”.
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Go Lions! O Orlando City é uma sensação entre moradores e turistas.

Por Elva Vieira – de Orlando, para o blog Fut Pop Clube

facebook.com/OrlandoCitySC
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O emblema estampado no lado esquerdo do uniforme roxo do Orlando City Soccer Club apresenta a figura de um leão intimidador. A fera ostentada no brasão do time tem até um nome: Kingston. Durante as partidas, o entusiasmado símbolo do clube exibe sua esvoaçante juba com e a cara pintada com as cores do time. Apesar da presença de Kingston na beira do campo em todos os jogos do Orlando City pela Major League Soccer (MLS), quem de fato simboliza a garra dos jogadores em ação é a sonora torcida do time, composta essencialmente por turistas e moradores brasileiros.
O proprietário do time é um brasileiro. Ex-dono de uma bem-sucedida rede de escolas de inglês no Brasil, o empreendedor Flávio Augusto da Silva apostou na força de seus conterrâneos para comprar o Orlando City, que nunca tinha disputado um jogo na principal liga de futebol dos EUA, a Major League Soccer.
Antes do surgimento da equipe, em 2010, muitos moradores brasileiros que gostavam de futebol só podiam matar a saudade do esporte através da TV ou internet. Com o crescimento do Orlando City, já tem uma opção pra torcer na MLS. E já foi criada uma organizada, a Torcida Orlando City Brasil.
A cada jogo realizado na casa provisória dos Leões, como são chamados os atletas do clube, uma grande comoção branco-púrpura toma conta do estádio Citrus Bowl, usado também para partidas de futebol americano.A média de público de 34 mil pagantes durante os jogos do Orlando City Soccer Club supera até a média de torcedores do tradicional Campeonato Brasileiro. Mesmo sem tradição no futebol do país, a equipe já é detentora da segunda maior média de público da MLS, perdendo apenas para o Seattle Sounders (40 mil ingressos vendidos por partida).
Após a divulgação da compra dos direitos do meia Kaká, em junho de 2014, a equipe ganhou projeção internacional e conquistou mais torcedores. A bela camisa roxa já é um sucesso de vendas em Orlando, e é bastante encomendada por fãs de futebol no Brasil. Desde sua estreia na liga, em março de 2015, contra a outra sensação da MLS, o New York City, o Orlando City chama a atenção da imprensa esportiva internacional. Inclusive Kaká voltou a ser convocado para a seleção brasileira.

Para a disputa de sua segunda Major League Soccer, em 2016, o Orlando City prepara uma novidade. A moderna arena do time com capacidade para até 25,5 mil torcedores vai ser inaugurada. Agora, os brasileiros entusiastas de futebol que visitam ou moram em Orlando terão uma segunda casa para chamar de sua.

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43.507 no Yankee Stadium para ver um jogo de futebol: a estreia do NYCFC em casa.

https://www.facebook.com/newyorkcityfc
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Mais de 43 mil pessoas viram a primeira vitória do New York City FC na Major League Soccer. Dois a zero contra o New England Revolution, no Yankee Stadium, o estádio que o NYCFC vai dividir com os Yankees, do beisebol. Mais de 62 mil viram Orlando City 1×1 New York City FC no Citrus Bowl, na Flórida, na primeira rodada.

Vale ler no blog do Gustafo Hofman, da ESPN, um post sobre a última vez que uma partida de liga americana de #soccer rolou na casa dos Yankees. Pelé e Chinaglia ainda jogavam. E marcavam gols, muitos gols!
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OffsideFest. Cinema Fora de Joc.

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Alguns dos filmes da programação do festival Thinking Football, em Bilbao, também vão passar em março, em Barcelona, no OffsideFest – Cinema Fora de Jogo (12 a 15/03/2015, na antiga fábrica da cervejaria Estrella Damm). Entre eles, o brasileiro “Democracia em Preto e Branco”, E mais:

  • “Eighteam”, sobre a saga pra reerguer a seleção de Zâmbia, depois que um acidente aéreo matou o escrete nacional. 18 anos e 18 cobranças de pênaltis se passaram até Zâmbia conquistar pela primeira vez a Copa Africana (CAN), em 2012.
  • Mundial. The Highest Stakes” é sobre a seleção polonesa, terceira colocada no Mundial de 82, tempos de Smolarek, Boniek e do Lato,
  • Sons of Ben” fala da campanha que os fãs do #soccer fizeram na Filadélfia até a cidade ter uma franquia, um time, na Major League Soccer.
  • “We Must Go” fala do trabalho do técnico americano Bob Bradley num Egito em polvorosa, tentando levar os faraós de volta à Copa.
  • o Offside vai exibir ainda o filme sueco “Vi är bäst andå” (algo como “Isto é Söderstadion”, o nome do estádio que Hammarby teve que abandonar.

Fora de concurso, o festival barcelonês vai passar “Os Rebeldes do Futebol”, partes 1 e a 2 (confira post anterior). Continuar lendo “OffsideFest. Cinema Fora de Joc.”

Thinking Football 2015: um festival de cinema que dá o que pensar.

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Em fevereiro, a Fundación Athletic Club e a Sala BBK promovem, lá na bela Bilbao, a terceira edição do Thinking Football Film Festival e tem até filme brasileiro. O festival de cine boleiro bilbaíno começa com “Os Rebeldes do Futebol 2″ (tema do post anterior), a continuação do ótimo “Les Rebelles du Foot”.  Eric Cantona e Gilles Pérez, enolvidos na série dos boleiros rebeldes, também vão encerrar o festival com “Foot et immigration, 100 ans d’histoire commune” (“Fútbol e inmigración, cien años de historia común”), documentário sobre o papel da imigração no futebol francês, na seleção dos Bleus desde 1930 e na sociedade francesa – um tema bem do presente.

Entre as 10 películas escaladas, está o documentário brasileiro “Democracia em Preto e Branco”, que fala muito (mas não só) da democracia corintiana, e também da luta pela abertura e eleições diretas no país e o despertar do Rock Brasil, no começo dos anos 80. Não à toa, a “madrinha” Rita Lee (que é corintiana) narra o filme de Pedro Asbeg, que já foi exibido e premiado em festivais nacionais como o CINEfoot  – na virada do ano, passou direto na ESPN Brasil e ainda pode ser visto no canal Now, da Net, e na internet, no Watch ESPN. Recomendo!


O filme brasileiro sobre futebol, política e rock and roll – que tem Sócrates, Casagrande e Wladimir como personagens centrais – passa em 10 de fevereiro, depois do documentário alemão “Wie im falschen Film” (“Estamos en la película equivocada”), onde o diretor Timiam Hopf trata de racismo, preconceitos e homofobia nas arquibancadas. Depoimentos de atletas como Jérôme e Kevin-Prince Boateng e Gerald Asamoah,

“Sons of Ben” fala de uma década de luta dos fãs de soccer na Filadélfia, para a cidade ter um time na MLS! Goal! Eles conseguiram: o Philadelphia Union!

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