O blog Fut Pop Clube saúda o Clube de Regatas do Flamengo, grande campeão da Copa do Brasil 2013.
Parabéns Jayme, Elias, brocador e grande elenco.
Palmas para o Atlético Paranaense, que por sua excelente campanha também no Brasileirão, pode se encontrar brevemente com o Fla na Libertadores 2014.
A lista – atualizada – dos campeões da Copa do Brasil – o Mengo é tricampeão.
Já tinha conquistado a competição em 1990 (invicto) e 2006.
Domingo de Fla-Flu no Maracanã. O Clássico das Multidões já recebeu uma grande homenagem nos cinemas. É o “Fla x Flu – 40 Minutos Antes no Nada“. O filme de Renato Terra (codiretor de “Uma Noite em 67”) ganhou o prêmio de melhor documentário segundo o júri popular no Festival do Rio 2013. No mesmo ano, tive a oportunidade de ver a pré-estreia paulistana, que lotou o auditório Armando Nogueira, do Museu do Futebol, em pleno Pacaembu! É um tal de provocação… “Recordar é viver, Assis acabou com você” x hat–trick do Zico… Quase todas brincadeiras sadias, verbais, engraçadas, tiração de sarro como deveriam ser as rivalidades no futebol. Como sou “neutro”, devo dizer que me diverti muito, nos 85 minutos do filme. Que figuraças os entrevistados… de um lado, Sacha Rodrigues (neto rubro-negro do profeta tricolor Nelson Rodrigues), Márvio dos Anjos, Márcio da Fla-Angra, Francisco (a cara do João) Bosco, Arthur Muhlenberg, e por falar em Arthur, Zico, Júnior e Leandro. Do outro lado, Toni Platão, Pedro Bial, notórios tricolores, Heitor D´Alincourt, Márcio Trindade, o folclórico Desiré e… Assis… Assis rouba o filme! Os caras já são engraçados… e a dupla de entrevistadores, formada pelo próprio diretor, Renato Terra (FFC), e Luiz Antônio Ryff (CRF) – soube provocar, para tirar o máximo dos personagens. O objetivo do diretor não era fazer um filme cronológico, do primeiro Fla-Flu, em 1912, ao Fla-Flu do centenário. Onze clássicos considerados históricos são de alguma maneira lembrados. Renato Terra afirma que quis fazer um filme sobre a paixão, a paixão dos torcedores. E conseguiu. Depois da sessão em São Paulo, houve um bate-papo no auditório do Museu do Futebol, E uma senhora comentou que não gosta de futebol, mas se amarrou no filme. Boa sorte para a carreira desse clássico nos cinemas. Que leve multidões. Veja o trailer no post anterior. Continuar lendo ““Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada”.”→
“Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada” é o nome do filme, que faz referência a uma frase do profeta tricolor Nelson Rodrigues. A direção do documentário é de Renato Terra, que fez “Uma Noite em 67”. Zico, Assis, Leandro, Júnior e Romário dão depoimentos. O doc usa imagens de arquivo de clássicos históricos e pela sinopse no site do Festival do Rio, o tom é de paixão de torcedores – dos dois lados, com muitas provocações e brincadeiras.
O filme participa da mostra competitiva do festival, Première Brasil. A primeira sessão, com muitos convidados, vai ser nesta segunda, 30/9, às 17 h, no Cine Odeon, na Cinelândia (há venda de ingressos, tente aqui). Haverá mais cinco sessões no Festival do Rio até sexta-feira (confira aqui).
A página do filme “Fla x Flu” no Facebook informa que vai ter uma pré-estreia em São Paulo também: 10 de outubro, uma quinta-feira, às 20h, no auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu. Distribuição de senhas 30 minutos antes da sessão (em se tratando de Sampa, é bom chegar beeem antes).
A “estátua do Bellini”, ponto de encontro na frente do Maracanã. Na vida real, o capitão da Copa de 1958 defendeu Vasco, Fluminense,São Paulo e Atlético Paranaense.
Hino nacional: como em quase todas as partidas do Brasil no torneio, um momento de muita emoção.
Um minuto e meio de jogo. Não deu nem para saída. Empurrada por 78 mil vozes, que cantaram o hino nacional à capella, a seleção brasileira voltou a usar a blitz do começo de cada tempo na campanha da Copa das Confederações. A defesa espanhola vacilou e Fred, com força, presença na área, faro de gol e ousadia marcou, caído, o primeiro. Só que o Brasil de Felipão não parou por aí. É verdade, David Luiz, tema do post anterior, foi festejado como artilheiro ao salvar um gol certo. Seria o gol de empate da Espanha, alvo da ira de grande parte dos torcedores brasileiros. Eles têm uma bronca danada do futebol “tiki-taka”, tic-tac, o toque de bola infindável da Roja, que diga-se de passagem, foi bem usado na estreia, contra o Uruguai, e não muito mais. E esses torcedores gritaram:
Uh! Cadê? O tic-tac sumiu.
Mas essa linha de passe era uma velha característica do futebol brasileiro. Tabelinha entre Oscar e Neymar, golaço do novo astro do Barcelona, sem dúvida, o MVP da Copa das Confederações. Bola de Ouro e chuteira de bronze para Neymar Jr. 2×0. E aí o Maracanã- que obra nenhuma consegue enfeiar – começou a cantar “O campeão voltou”…
Começo do segundo tempo, outra blitz da seleção de Scolari. Fred, chuteira de prata, definiu o placar. 3×0. No meio do segundo tempo, o público já soltava gritos de “é campeão”.
63 anos depois que as “Touradas em Madri”, clássico de Alberto Ribeiro e João de Barro, o Braguinha, lembrado no blog do Beto Xavier, foram entoadas no Maracanã (o que dizem, enfureceu os espanhóis, que ficaram sem jogar com o Brasil até a Copa de 62)… 63 anos depois dos 6×1 sobre a Espanha, do 1×2 para o Uruguai e do Maracanazo, o (ainda) estádio Mario Filho cantou e pediu bis para “O Campeão(Meu Time)”, sucesso de Neguinho da Beija-Flor, hino do maior dos nossos estádios: “Domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro time que sou fã”… Imagina na Copa, Neguinho, que emoção! O povo também cantou o refrão de “Peguei o Ita no Norte”, samba campeão do Salgueiro, de 1993: “Explode coração, na maior felicidade…”
A Espanha tem que acertar sua defesa e ser mais efetiva na frente, quem sabe se definir um 9 melhor que “Niño” Torres. A Itália (3º lugar) mostra que pode evoluir ainda mais. O Uruguai, se vier, tem bom time e uma camisa que é sinônimo de raça, seus jogadores se superam quando a vestem. Tem Alemanha e Argentina ainda… Mas o fator campo e torcida podem ser decisivos em 2014. E tem o fator Felipão. O campeão voltou.
O Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais acostumada a receber grandes eventos. A estação Maracanã é uma das três do Metrô próximas ao estádio. Você mal sai da estação e olha só…Tudo pronto para Brasil x EspanhaOs olhos do mundo para a taça.O onze inicial da seleção Canarinho 2013.O gol-relâmpago abalou o time campeão do mundo.O herói David Luiz e o goleiro Julio Cesar comemoram o golaço de Neymar. Brasil 2×0.Deu o recado!No intervalo, o fotógrafo se divertiu com o Fuleco.
O moço de Diadema, SP – que saiu do Vitória para virar ídolo do Benfica e, desde 2011, do Chelsea – já se destacava no primeiro tempo, na decisão da Copa das Confederações 2013. Boa colocação, luta, raça, muita raça. Aí David Luiz salvou a bola do jogo. Um chute do espanhol Pedro, que já tinha batido Julio Cesar. O Maracanã gritou o nome de um novo ídolo da seleção Canarinho. Como se ele fosse o autor de um gol.
D-a-v-i-d L-u-i-z!
Gigante em campo, foi um dos heróis da maiúscula vitória do Brasil sobre La Roja. Continuar lendo “Um gigante de 1m89”→
E eu não me refiro exatamente à defesa brasileira…
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Nos últimos anos, a gente não costumava ver muitas camisas da seleção brasileira nas ruas, no dia a dia. Certamente em menor número do que as camisas dos clubes brasileiros.
Mas jogando Copa das Confederações em casa, foi curioso ver uma maré de amarelinhas nas ruas, avenidas e meios de transporte, como o Metrô do Rio, no domingo da final contra a Espanha.
E como o novo formato do Maracanã lembra o de uma tribuna única, do gramado ao ponto mais alto, a torcida brasileira deu a impressão de formar uma muralha amarela, verde e amarela. Muralha essa atrás do gol da rua Professor Eurico Rabelo que puxou o hino nacional no meio do segundo tempo. Isso, depois do hino normal, antes do jogo. Normal? Emocionante.
Dentro do post, o batalhão de fotógrafos do mundo todo. Continuar lendo “Muralha verde e amarela”→
Grécia 2004. Portugal 2004. Brasil 2014 (mais Rio 2016!). “Eu sou você… amanhã”?
Sempre que leio as notícias sobre crise econômica na Grécia e em Portugal, não tenho como não me preocupar com o futuro do Brasil… A Grécia gastou os tubos com os Jogos Olímpicos de Atenas 2004. No mesmo ano, Portugal recebeu a Euro 2004. Muitos estádios e outros equipamentos erguidos para essas duas competições andam vazios… ou foram até abandonados. São elefantes brancos. Saca só os custos dos seis estádios usados na Copa das Confederações (para não falar dos outros seis da Copa do Mundo, três deles correndo o risco de serem os novos “Vaziozões”).
Estádio Nacional Mané Garrincha: R$ 1,2 bilhão (US$ 533 milhões)
Maracanã: R$ 1,049 bilhão (US$ 466 milhões)
Fonte Nova: R$ 699 milhões (US$ 310 milhões)
Mineirão: R$ 695 milhões (US$ 309 milhões)
Arena Pernambuco: R$ 532 milhões (US$ 236 milhões)
Castelão: R$ 518 milhões (US$ 230 milhões)
São estádios, ou melhor, “arenas” com padrão Fifa? São, sim senhor. Mas a questão é que nada em volta atende o elevado padrão Fifa. O transporte até os estádios está longe de ser padrão Fifa. Não temos trens interestaduais e escolas sequer no padrão Conmebol. A segurança pública, então, passa longe do padrão Fifa. Se algum torcedor estrangeiro passar mal, poderá ver que há hospitais públicos e particulares sem padrão Fifa também. Aliás, muitas coisas na Europa, onde moram os senhores Blatter e Valcke, também não têm padrão Fifa. Na verdade, acho que eles moram em Marte. Não sabiam que no Brasil quase nada tem padrão Fifa? Que isso leva muito tempo para construir?
É muito maneiro assistir a um jogo perto do campo, sem pista de atletismo. Sem dúvida. Não que não possa ser uma experiência legal também se tiver uma pista na frente. Não vai impedir um time de jogar bem, se tiver talento. Não vai impedir que uma torcida faça uma festa linda – como a do São Paulo já fez tantas vezes no Morumbi, como os times romanos fazem no Olímpico da cidade eterna. Aliás, na Europa há excelentes estádios com pistas de atletismo. A final da Copa de 74 foi num deles, hoje esquecido pelo futebol. Vai me dizer que Alemanha de Beckenbauer x Holanda de Cruyff não fizeram uma grande decisão?
Os três times mais rentáveis do mundo em 2012 (Real Madrid.Barcelona e Manchester United) não têm exatamente estádios novos. Vai me dizer que não poderia ter jogo de Copa do Mundo no Maracanã já bem reformado para o Pan 2007? No Mineirão ou no Castelão de antes das últimas reformas ou no Pacaembu? Com um mínimo de boa vontade, vai me dizer que não poderia ter abertura do Mundial no Morumbi? Não faz tanto tempo assim -Zidane, Ronaldo, Rivaldo jogavam (muita) bola- fui à Copa de 1998 na França (aliás, bem bagunçada no quesito ingressos; e houve muita briga de torcida) e, com exceção do Stade de France, não havia assim nenhuma arena galática. O Velódrome de Marselha, só agora está ganhando cobertura. O estádio Lescure, em Bordeaux, parecia um pouco com um Parque Antarctica – o de antes da reforma. Aliás, o futuro Allianz Parque (construído pela W Torre) não foi sequer considerado para o Mundial. Nada contra o Beira-Rio, vai ficar bonito, mesmo sem ter público assim tão pertinho do campo como no new Maraca, mas por que o estádio colorado foi convocado para a Copa e a Arena do Grêmio não?
Quem vai jogar no Mané Garrincha? Os grandes times do Rio de Janeiro? Pode ser, porque no Maracanã, não há acerto entre os futuros concessionários e o Flamengo, time de maior torcida. Mineirão: o Cruzeiro não tem lotado o estádio apesar de seu forte programa de sócio; o Galo prefere jogar no Independência, mais barato … e um alçapão fatal para o time visitante. O Castelão não lotou na rodada dupla de reinauguração, com partidas dos dois maiores times do Ceará. E a Arena Pernambuco? É bonita, tem uma acústica interessante, mas fica muito longe do centro do Recife (veja post anterior). Sport e Santa não abriram mão de seus estádios. Sobrou para a torcida do Náutico.
Governar não é construir estádios.
E como dizia pelo menos um cartaz no Castelão em Brasil x México, também “queremos hospitais padrão Fifa”.