“Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.

1658646_723901857700208_7473823064499988095_oE que ano! Na quarta-feira, o San Lorenzo de Almagro enfrenta o Auckland City por uma vaga na final do Mundial de Clubes. Caso o Ciclón confirme a esperada final contra o Real Madrid (que na terça pega o Cruz Azul), vai precisar de muita torcida do Papa, é verdade. Mas só está no Marrocos porque ganhou sua primeira Copa Libertadores. eliminando o Botafogo, o Grêmio e o Cruzeiro, melhor time do Brasil.

Na Copa do Mundo, a ótima seleção argentina já tinha chegado até a grande final, no Maracanã, empurrada por sua torcida e embalada pelo hit “Decime que se siente”, provocadora adaptação de “Bad Moon Rising“, primeiro single do terceiro disco da banda americana Creedence Clearwater Revival (LP “Green River”, 1969).creedence

De um dos grandes sucessos do Creedence a Hilariê, da Xuxa, adaptar músicas populares é uma característica das torcidas argentinas. “Bad Moon Rising”, mesmo, já tinha versões cantadas por “hinchas” do próprio San Lorenzo e outros times argentinos (veja post no globoesporte.com): Nueva Chicago, Racing, Independiente, Belgrano, Talleres, Tigre, Quilmes, Boca Juniors e … River Plate!

Aqui no Brasil ganhou merecido destaque a linda festa no Monumental de Nuñez no dia em que River voltou a gritar “campeón” de uma copa internacional, a Sul-Americana (17 anos depois da Supercopa de 1997, contra o São Paulo ). Detalhe: em 2014, o clube da faixa vermelha usou um camisa que lembrou a do segundo título de Libertadores, em 1996.

Veja o clip publicado pelo canal do River Plate no You Tube. Mostra a festa da apaixonada torcida millonaria antes, durante e depois dos 2×0 contra o bom Atlético Nacional, da Colômbia. O vídeo foi feito pelo departamento de imprensa do River e pela Encender Comunicación e tá maneiro.

O programa Sportv News fez na quinta-feira uma edição desse belo clip, acrescentando narrações, a entrevista que o repórter André Hernan fez com um gandula especial, o filho do técnico Marcelo Gallardo –  olha que bacana! E inseriu um diálogo que é a chave do filmaço “O Segredo dos Seus Olhos”, e diz algo assim:

Um cara pode mudar de tudo. De rosto, de casa, de família, de namorada, de religião, de Deus. Só tem uma coisa que não pode mudar. Não pode mudar de … paixão!” (“O Segredo dos Seus Olhos”)

No filme do craque do cinema Juan José Campanella, escrito por Eduardo Sacheri, essa fala faz referência a um personagem que torce pro Racing Club, de Avellaneda. Que neste domingo pode ser campeão argentino depois de 13 anos! Ou o Racing aproveita a chance e volta a levantar uma taça agora… ou o campeão da Sul-Americana, o River, vai comemorar pela segunda vez na semana, com o possível título nacional #36. Continuar lendo ““Bad Moon Rising” e o ano do futebol argentino.”

Catedrais da bola: Monumental de Nuñez

http://www.cariverplate.com.ar/estadio-monumental/
http://www.cariverplate.com.ar/estadio-monumental/

O estádio Antonio Vespucio Liberti, o Monumental de Nuñez, foi inaugurado em 26 de maio de 1938 (La Máquina, como era chamado o River de Bernabé Ferreyra, Moreno e Pedernera, bateu o Peñarol por 3×1). Nos 70, chegou a receber perto de 100 mil.  Hoje comporta 61.321  torcedores. A cancha do River também é a casa preferida da Seleção Argentina. Foi o principal palco da estranha Copa do Mundo de 1978 – com o tempo aprendi que aquele Mundial não foi vencido apenas por ídolos (meus, inclusive) como o 10 Kempes, o goleiro Fillol e o técnico Menotti; mas também pelo ditador Jorge Videla. No Mundial 78, o Monumental recebeu nove jogos, incluindo a abertura, a decisão do 3º lugar (Brasil 2×1 Itália, golaço de Nelinho) e a grande final, em que a dona da casa derrotou a Holanda na prorrogação.

Em 2013, o River Plate teve média de 49.400 por jogo – segundo a Pluri Consultoria, a maior das Américas e 14ª do mundo. 73% de ocupação do Monumental.

É um dos orgulhos dos Millonarios, apelido mais família dos hinchas do River.

O Museo River, ao lado do estádio (confira aqui o giro do blog por lá)– também bate palmas para os concertos de rock no Monumental. A imensa torcida do rock and roll e da música pop em geral na Argentina pode curtir Paul Mc Cartney (1993 e 2010), Bruce Springsteen (1989), Michael Jackson (1993), Madonna (1993, 2008 e 2012), Kiss (2012), Rolling Stones (1995, 1998 e 2006), ACDC_RIVERPLATE_COVERAC/DC (1996 e 2009 – tem até CD, DVD/Blu-Ray, “Live at River Plate”), Bob Dylan (1988), David Bowie (1990), Eric Clapton (1990, 2001 e 2011), Shakira  (2003), Guns´N Roses (1992, 1993 e 2011), Ramones (1996), The Police (2007 – outro show lançado em CD e DVD), U2  (1998 e 2006 – este passou no cinema, como U2 3D), Red Hot Chili Peppers (2002 e 2011), Metallica (1999 e 2010), Oasis (2009)  Coldplay (2010), Iron Maiden (2013), Roger Waters (9 shows da turnê “The Wall Live”, em 2012, para um total de 360 mil espectadores. Mas o recorde de público pertence à saudosa banda argentina Soda Stereo – os 6 shows da turnê “Me Verás Volver”, em 2007, reuniram 390 mil fãs. Essa turnê que reuniu o trio (popularíssimo na Argentina) foi gravada e lançada em 2 CDs e DVD (aqui cabe uma nota triste: o vocal e guitarrista soda stereo Gustavo Cerati morreu em setembro de 2014, depois de anos em coma).

Em 2009, o blog acompanhou o primeiro jogo no Monumental de Maradona como técnico da seleção argentina. Um 4×0 contra a Venezuela. Com Messi e Carlitos Tevez em campo.JR LIMA JUNHO - 00002

O Monumental de Nuñez, bela
O Monumental de Nuñez, bela “cancha” do River Plate

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Nova camiseta alternativa do River Plate

Os fabricantes gostam de inovar, pra vender mais… ficou diferente… e pelos comentários nas redes sociais, alguns torcedores do River Plater torceram o nariz, mas a maioria parece ter curtido o novo uniforme alternativo do clube da “banda roja”.

Confira o Tweet de @CARPoficial: https://twitter.com/CARPoficial/status/532367237764890625?s=09

Confira os detalhes. Continuar lendo “Nova camiseta alternativa do River Plate”

River 2014-15

River Plate e Boca Juniors encomendaram camisetas especiais, com menção ao #SuperClásico de outubro de 2014, no Monumental de Nuñez.10514604_558088831004542_8543033850314411921_n
Aliás, há algumas semanas a fornecedora de uniformes do River,a Adidas, lançou a camiseta para este segundo semestre, que faz uma homenagem ao time dos #millonários que ganhou sua segunda Libertadores, em 1996, com três listras nas mangas.

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Boca 2014-15

  • Camiseta_BOCA_-_Titular_(8)_large>IN>: Mariano Echeverría (ex-Arsenal), José Fuenzalida (ex-Colo Colo), Jonhatan Calleri (ex-All Boys)
  • <OUT<: Juan Román Riquelme (Argentinos Juniors), Claudio Riaño (Independiente), Sebastián Palacios (emprestado ao
  • Estrelas da companhia: Agustín Orión, Fernando Gago, Burdisso
  • Técnico: Rodolgo Arruabarrena,  El Vasco, substituiu Carlos Bianchi com bola rolando.
  • Uniformes: já apresentados pela Nike.

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‘Club Atlético CON Libertadores de América’: Ciclón campeón!

Flâmula do San Lorenzo
Flâmula do San Lorenzo

Flâmula do Club Atlético San Lorenzo de Almagro, campeão da Libertadores 2014, com a benção papal. Você sabe, Jorge Bergoglio, o Papa Francisco, é torcedor #ciclón… Sócio do clube pelo menos desde 2008… E esse papo de santo no clube já vem de um século… O nome do clube fundado em 1908 homenagea um padre.
Diziam que as inciais do clube, CASLA, significavam Club Atlético SEM Libertadores de América. Pois bem: o próprio Twitter e o site do clube azulgranasanlorenzo.com.ar/, aproveitaram a conquista inédita para brincar com o escudo do #ciclón: o CASLA virou CACLA. Club Atlético CON Libertadores de América.

http://www.sanlorenzo.com.ar/
http://www.sanlorenzo.com.ar/

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Racing Club 2014-15. La Acadé….

Atual escudo do Racing
Atual escudo do Racing

La Academia, o Racing Club de Avellaneda, começou com três pontos e 3 gols contra o Defensa y Justicia o torneio transição do campeonato argentino, neste segundo semestre de 2014. Conta com a volta de um ídolo, Diego Milito, 35 anos, que reestreou com gol.

  • >IN>: Diego Milito, revelado em La Acadé, campeão do Apertura 2001; volta ao futebol argentino depois de 10 anos na Europa. goleando pelo Genoa, Zaragoza e Inter de Milão; Ricardo Gastón Diáz (Gimnasia y Esgrima); Facundo Castillon (Godoy Cruz), Nelson Acevedo (ex-Defensa y Justicia), Adrián Ricardo Centurión (volta do Genoa), entre outros.
  • <OUT<: Rodrigo de Paul (Valencia), Bruno Zuculini (Manchester City), Luciano Vietto (Villareal), Valentín  Viola (volta pro Sporting), entre outros. Camoranesi se aposentou.
  • Estrelas da Academia: Diego Sebastián Saja (goleiro que deve ser lembrado pela torcida do Grêmio), Gabriel Hauche, o colombiano Rentería, o jovem Centurión e o veterano Milito.
  • Técnico: Diego Cocca
  • Cancha: estádio Presidente Perón, por causa da forma conhecido como El Cilindro. Comporta 50.000 hinchas! A média de público no último torneio argentino de 2013 foi de 26.737 acadêmicos, segundo a Pluri Consultoria – 87º lugar no ranking mundial. A taxa de ocupação foi de 50% do estádio Presidente Perón.

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Top 10 do ranking das médias de público nas Américas, segundo a Pluri Consultoria.

http://proshop.soundersfc.com/
Flâmula do Seattle Sounders | http://proshop.soundersfc.com/

É a terra de Jimi Hendrix, do Soundgarden, do Pearl Jam, do Alice in Chains, do essencial Nirvana. Guitarras na mão, rock grunge na cabeça, café e tortas de chocolate para espantar o frio… e soccer! O Seattle Sounders FC, da Major League Soccer, tem a terceira melhor média de público (jogos em casa), segundo ranking divulgado pela Pluri Consultoria. Dezesseis times da MLS ficaram entre os 60 primeiros em questão de comparecimento ao estádio. A lista da Pluri leva em consideração a última temporada completa  de campeonatos nacionais – no caso dos times brasileiros, o Brasileirão 2013. E o campeão nacional, o Cruzeiro, tem a oitava melhor média. Confira o top 10 do ranking:

  1. River Plate: 49.368 torcedores/jogo, 73% de ocupação no Monumental de Nuñez. Décima-quarta posição no ranking mundial.
  2. América do México: 44.567. Ocupação: 42% do Azteca.
  3.  Os Sounders de Seattle mobilizam 43.124 por jogo ( e é uma torcida participativa, como as que gente conhece). Ocupação: 85% do  gigantesco Century Link Field.
  4. Tigres, do México: 41.050, o que representa 80% do estádio Universitário de Nuevo León.
  5. Boca Juniors: 36.389 xeneizes/partido, 74% da Bombonera.
  6. Rosario Central:  35.900 canallas/partida; 86% do Gigante de Arroyito.
  7. O rival do Rosario Central, o Newell´s Old Boys, está em 7º, com 35.235 leprosos/partida, que ocupam 84% do estádio Marcelo Bielsa.
  8. Cruzeiro:  28.900 por jogo; 50% do Mineirão.
  9. Monterrey: 28.634 rayados/partido; 74% da capacidade do estádio Tecnológico.
  10. Independiente: 27.556 diablos rojos por partida, 57% do estádio Libertadores de América.

No ranking da Pluri de médias de público, versão Américas, o Santa Cruz aparece em 12º (o  Santinha que disputou a Série C ), o Corinthians em 15º, o Flamengo em 19º, o São Paulo em 21º, o Grêmio em 33º, o Sampaio Correa (34º), o Bahia em 44º, o Fluminense em 51º, o Vasco em 52º e o Sport em 56º. Confira o relatório completo aqui.

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A Pluri já tinha divulgado novo ranking de médias de público por campeonatos nacionais. Continuar lendo “Top 10 do ranking das médias de público nas Américas, segundo a Pluri Consultoria.”

Geração de ouro

Arte de Lais Sobral : http://www.flickr.com/photos/lais-sobral/
Arte de Lais Sobral : http://www.flickr.com/photos/lais-sobral/

O futebol brasileiro também tem a aprender com o argentino. No plano tático, Pekerman, Bielsa (influência de Guardiola), Sampaoli, Sabella.

Na formação de jogadores. Mesmo com o êxodo de atletas, eles não param de revelar.

E no bom aproveitamento das revelações. Nove dos 23 jogadores da finalista do Mundial 2014 estavam na seleção alviceleste que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

  • Chiquito Romero, o goleiro que parou 2 pênaltis holandeses agora na semifinal.
  • Ezequiel Garay, o “Tamarista”
  • Pablo Zabaleta, o Zaba
  • Fernando Gago, o “Pintita” (boa pinta)
  • Javier Mascherano, o “Jefecito”.
  • Angel Di María, “El Fideo” (macarrão)
  • Sergio “Kun” Agüero
  • Ezequiel Lavezzi, “Pocho”
  • Lionel Messi, “La Pulga”

Minuto de silêncio para Don Alfredo Di Stéfano, a “flecha loura”.

Capa do livro de memórias de Di Stéfano
Capa do livro de memórias de Di Stéfano. No caso, ‘Vieja’ é a bola.

Alfredo Di Stéfano, o craque argentino nascido em Buenos Aires (que também jogou pela Espanha) morreu hoje, aos 88 anos. O site do Real Madrid fez uma galeria dos títulos de Don Alfredo no gigante branco de Madrid, clube do qual era presidente de hora. Pelo Real,  La Saeta Rubia (“a flecha loura”) ganhou “apenas”:

Colecionador de copas. http://www.realmadrid.com/
Colecionador de copas. http://www.realmadrid.com/
  • 1 Copa Intercontinental (o Mundial de Clubes), em 1960, contra o Peñarol.
  • 2 Copas Latinas: 1955 e 1957.
  • 1 Pequena Copa do Mundo: 1957
  • 8 campeonatos espanhóis (das 11 ligas disputadas com a camisa branca).
  • 1 Copa de Espanha (então Copa do Generalíssimo… argh!)
  • 5 troféus Pichichi, prêmio de artilheiro do campeonato espanhol que leva o nome do artilheiro do Athletic Bilbao que inaugurou o velho San Mamés

Veja como reagiram à notícia outros clubes – e as duas seleções – em que Di Stéfano jogou.

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