Gols históricos. Narrações para sempre.

Publicado em 3 de abril de 2010

http://www.radioglobo.com.br

– Vai marcar, apontou, atirou, entrooou!!!
– Que lindo!
– Golaço, aço, aço! Camisa número 10!
– Golão, golão, golão!
– Gooolll legal!
Indivíduos competentes esses radialistas!
Quando eram decorridos 90 dias de 2010, a rádio Globo do Rio lançou, numa promoção com o jornal Extra, quatro CDs com narrações clássicas de gols decisivos na história dos quatro maiores clubes do Rio, nas vozes de Jorge Cury, José Carlos Araújo,  Waldir Amaral, Antonio Porto, Celso Garcia (descobridor de Zico), Doalcei Camargo, Edson Mauro, Evaldo José e Gilson Ricardo – e quando disponíveis, comentários de Mário Vianna   “carimbando” os tentos. Um rápido resumo, porque quero voltar ao tema, com mais calma:

Os CDs foram produzidos pela rádio Globo do Rio e infelizmente não são mais encontrados em bancas do Rio. As narrações do acervo da rádio são contextualizadas pelo locutor Evaldo José. Tomara que o pessoal da rádio Globo de São Paulo pegue essa onda. Seria demais ouvir (de novo ou pela primeira vez) gols clássicos dos quatro maiores clubes paulistas nas vozes de Osmar Santos, o pai da matéria, Oscar Ulisses, Oswaldo Maciel, Reinaldo Costa, Braga Júnior, Silva Júnior e muitos outros. Quem sabe, a Globo do Rio não lança depois mais um CD, com os gols históricos da Seleção Brasileira?
Agora, um teste pra ver se você manja de rádio esportivo mesmo. De quem são as vozes que costumam ou costumavam dizer os “bordões” que abrem este texto? Tá fácil!

– Vai marcar, apontou, atirou, entrooou!!!
– Que lindo!
– Golaço, aço, aço! Camisa número 10!
– Gooolll legal!
– Indivíduo competente este garoto…

LINKS INTERESSANTES:

Atualizando em 2011: pessoal, fiquei sabendo que infelizmente não há mais estoque de CDs. Agora, só com muita com sorte, em sebos.

A vez das Copas de 1966 e 1970

Quarto sábado da série Brasil nas Copas, tabelinha entre MemoFut e Museu do Futebol. Amanhã, mais dois autores de livros sobre os Mundiais falam sobre as Copas de 66 e 70, a partir das 10h, no auditório do Museu, que fica no Pacaembu. Os convidados são Ivan Soter, que escreveu Enciclopédia da Seleção – As Seleções Brasileiras de Futebol 1914-2000 (sensacional capinha ao lado), e Geraldo Affonso Muzzi, autor de O Brasil em todas as 19 Copas do Mundo (1930-2010) – capa abaixo, à esquerda.
O bate-bola começa às 10h (é bom chegar meia horinha antes, pra pegar senha, que é de graça) e vai até 12h. Depois da palestra, Geraldo Muzzi autografa seu livro no bar da loja ao lado do museu. E a partir das 14, rolam vídeos sobre a história das Copas, narrados por Max Gehringer. Veja o flyer e a lista dos tricampeões.>>> Continuar lendo “A vez das Copas de 1966 e 1970”

1958 e 1962. Brasil bicampeão.

Poster da Copa de 58

Gilmar, o grande goleiro, com a camisa 3; De Sordi, 14 (Djalma Santos, jogou a final com a 4); Bellini, 2; Orlando, 14, e Nilton Santos, 12; Zito, 19; Didi, 6; Garrincha, 11, vejam só; Pelé, 10; Vavá, 20, e Zagallo, com 7. Foi com essa numeração maluca que o Brasil ganhou o Mundial de 58, na Suécia. Cortesia de um jornalista uruguaio, Lorenzo Villizio, membro do Comitê Organizador chamado para indicar a numeração do escrete que acabaria campeão (por felicidade, Pelé caiu com a 10, mas Gilmar com a 3? Garrincha, 11? Zózimo, zagueiro reserva, 9?). A desorganização do futebol brasileiro antes da Copa de 58  foi um dos temas da terceira palestra da série Brasil nas Copas, parceria  MemoFut/Museu do Futebol, no último sábado. A LISTA COMPLETA DOS CAMPEÕES DO MUNDO EM 1958, COM MAIS EXEMPLOS DE NUMERAÇÃO DOIDA >>> Continuar lendo “1958 e 1962. Brasil bicampeão.”

“Um Artilheiro no Meu Coração”

Poster do documentário sobre Ademir Menezes

“Deem-me Ademir que eu lhes darei o campeonato”.

A frase é do treinador Gentil Cardoso, que ao acertar com o Fluminense, pediu a contratação de Ademir Marques de Menezes (1922-1996), o Ademir Menezes, ou simplesmente Ademir, o “Queixada”, jogador do Vasco, chamado Expresso da Vitória nos anos 40. A frase de Gentil Cardoso é propositalmente repetida no documentário Um Artilheiro no Meu Coração, de Diego Trajano, Lucas Fitipaldi e Mellyna Reis. O vídeo em curta-metragem sobre Ademir Menezes, artilheiro isolado da Copa de 50, com 9 gols (num Mundial só, recorde não superado nem por Jairzinho e Ronaldo), foi uma das atrações do sábado no Museu do Futebol, depois da palestra da série Brasil nas Copas (texto anterior), juntamente com um curta sobre outro jogador que esteve a ponto de virar herói nacional, mas acabou marcado pela derrota para o Uruguai (Barbosa – O Dia em que o Brasil Inteiro Chorou – tema para outros 500 posts). Voltando à frase de Gentil Cardoso sobre Ademir, reproduzida assim no filme pelo comentarista Luiz Mendes, o ponta de lança (termo criado pelo mesmo Luiz Mendes) foi contratado, sim, pelo Fluminense. A peso de ouro. E foi campeão carioca em 1946 (um “supercampeonato” contra Fla, Bota e Mecão). Aliás, Ademir, foi campeão por onde passou. Tri pernambucano pelo Sport. Pela seleção carioca, 3 vezes brasileiro de seleções. 3 vezes campeão carioca , campeão sul-americano de clubes em 1948 pelo Vasco, para onde retornou depois da vitoriosa passagem pelo tricolor das Laranjeiras. Ademir também foi campeão pela Seleção Brasileira: em 49, Sul-Americano; em 52, Pan-Americano (há uma foto, do arquivo do jornal Última Hora/Folha Imagem, que mostra Ademir e Getúlio Vargas, com a taça desse Pan de 1952 – vi no jornal Valor, caderno Eu&, 15/01/2010). Só não foi campeão do mundo. E o rótulo de vice em 1950 magoava o artilheiro, como mostra o documentário.Um Artilheiro no Meu Coração fala ainda do clube de bairro que revelou Ademir Menezes para o Sport Recife: o Centro Esportivo de Pina. Traz depoimentos de jornalistas pernambucanos, cariocas, Evaristo Macedo, Roberto Dinamite…

O trio de diretores festeja o prêmio Cristina Tavares

Uma linda crônica de Armando Nogueira, publicada em O Globo, em 1987, emprestou o nome ao documentário, vencedor do prêmio Cristina Tavares na categoria documentário, em 2008, e do prêmio especial do Júri Oficial do Cine PE, em 2009, na categoria vídeo digital. O documentário – que nesta primeira versão tem 24 minutos – inclui entrevistas em dias de jogo na Ilha do Retiro e São Januário. E a conclusão lamentável: hoje em dia, o nome de Ademir Menezes (ou seu apelido Queixada) não é conhecido por torcedores de Vasco e Sport – pelo menos entre os entrevistados que aparecem no vídeo. Ficou interessado no documentário Um Artilheiro no Meu Coração? O contato está aqui dentro. Continuar lendo ““Um Artilheiro no Meu Coração””

Top 5: craques gringos da década no Brasil

É o Pet! É o Pet! FOTO Maurício Val - VIPCOMM

O blog Fut Pop Clube perguntou aos mesmos convidados do texto acima: “quais são os cinco estrangeiros que jogaram mais bola no futebol brasileiro entre 2000 e 2009?”. E os cinco mais votados foram:

O sérvio Petkovic, o argentino Carlitos Tévez (ambos com 12 votos), o também hermano Sorín (9 votos), o uruguaio Lugano (8) e o chileno Valdívia (5).

2009: Sorín se despediu em grande festa

Também foram bem lembrados: o paraguaio Gamarra e os hermanos Guiñazu e Conca, todos com 4 votos. Rincón, Maldonado e Aristizábal foram mencionados duas vezes. O lateral Arce, o volante Mascherano e o zagueiro Schiavi foram citados uma vez.

Esta taça é sua, Lugano! FOTO: site oficial www.saopaulofc.net
Lugano, em 2005. FOTO site oficial do São Paulo http://www.saopaulofc.net

Votaram os jornalistas Abel Neto, Bruno de Almeida, Mauro Beting, Fernando Galvão, Marcelo Monteiro, Mário Marra, Menon, Maurício Noriega, Emerson Ortunho, André Rizek, Roberto Sander e Beto Xavier, e o colecionador Domingos D ´Angelo, do grupo MemoFut. Confira as escolhas de cada um aqui.

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Flu em ritmo de rock

Está no ar a edição 61 do Rock Flu. O programa de rádio online traz um convidado especial, o folclórico roqueiro Serguei, 76 anos! Indicado não só para a torcida tricolor como para todo mundo que tem curiosidade sobre essa figuraça do Rock Brasil. Serguei enaltece o histórico goleiro Castilho, que está em quase todas as listas dos maiores ídolos das Laranjeiras em todos os tempos. E os apresentadores Serginho e Gustavo deixam rolar muito som do Serguei. Ouça o Rock Flu aqui. E por falar em Fluminense… Continuar lendo “Flu em ritmo de rock”

Kit torcedor/leitor

Brasileirão pega fogo, Natal está aí… e kits tentadores para quem gosta de ler sobre a história do time  invadiram livrarias. É a coleção Paixão entre Linhas, da Editora Leitura. Os kits vêm numa embalagem com as cores do time, um livrinho em quadrinhos para os guris, um livro de bolso da série “O Time do Meu Coração”, um marcador e outro livro, maior, com a história do time. Hoje e nos próximos dias, rolam noites de autógrafos dos livros sobre o Botafogo, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Vasco e Fluminense. Clique para saber mais e ver os convites dos lançamentos.

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Heleno de Freitas

Nunca-houve-um-homemO domingo em que foram lembrados os 50 anos da morte de Heleno de Freitas, craque nascido em Minas que virou celebridade no Rio, foi muito bom para os times cariocas. Bom, o Flamengo voltou do Mineirão com maiúsculos 3 pontos e está a apenas 2 do São Paulo,  líder pela 1ª vez em 2009.

Também se deram bem no fim de semana 3 times que Heleno de Freitas defendeu: Fluminense (mais uma vitória na tentativa de sair da “zona” 1 a o: sobre o vice-líder Palmeiras), Botafogo (importante vitória sobre o Coritiba, adversário direto lá embaixo) e Vasco (garantindo a volta à elite).

Sobre Heleno de Freitas, maldosamente chamado de “Gilda” por torcedores rivais, há uma biografia: “Nunca Houve um Homem como Heleno” (Ediouro), de Marcos Eduardo Neves. A partir desse livro, deve ser escrito o roteiro de um filme, com Rodrigo Santoro no papel de Heleno de Freitas e também produtor executivo. Vamos torcer para ver em breve a história do polêmico craque nas telas.

Telê na tela

Praça com o nome do mestre, no Rio. FOTO Fut Pop Clube
Praça com o nome do mestre, no Rio.

Telê Santana (1931-2006) é muito lembrado pelas dezenas de conquistas do São Paulo na primeira metade da década de 90, incluindo dois terços das glórias continentais e mundiais do tricolor paulista. Agora que o Atlético Mineiro está mais do que na briga pelo segundo título nacional, quem se lembra quem era o técnico do Galo forte e vingador, campeão do Brasileirão de 71? Ele mesmo, o mestre, tema do documentário das jornalistas Ana Carla Portela e Danielle Rosa: Telê Santana – Meio Século de Futebol-Arte. Volto ao tema porque o doc, em fase de finalização, está cadastrando fãs interessados.  Continuar lendo “Telê na tela”

O cara

FOTO: Gaspar Nóbrega/VIPCOMM
FOTO: Gaspar Nóbrega/VIPCOMM

Impressionante a identificação do sérvio Dejan Petkovic com a camisa do Flamengo. A recontratação do jogador de 37 anos pelo rubro-negro foi recebida com desconfiança por algumas pessoas. Mas o hoje camisa 43 tem feito a diferença na arrancada flamenguista, com assistências e gols. Recorro à recém-lançada Lancepédia, do diário Lance! ,  para a lista dos clubes que Pet defendeu no Brasil. Primeiro, o Vitória (97-99; foi campeão baiano e bi da Copa do Nordeste); depois, Flamengo (99-01; Copa dos Campeões 01 e Estadual 00/01; fez o gol do tri rubro-negro em 2001);Vasco (02-03, de novo campeão do Rio em 03); Fluminense (2006-07); Goiás (07); Santos (07) e Atlético-MG (08). Voltou a jogar pelo Flamengo em junho de 2009.

Pet foi o cara numa rodada em que o futebol da terra bandeirante só teve alegrias com as Sereias da Vila: campeãs da Libertadores pelo Santos; e com as vitórias dos cinco paulistas na série B: Guarani bateu o Duque de Caxias na terça-feira e segue na vice-liderança, a 1 pontinho do Vasco. Na sexta-feira, São Caetano goleou o ABC e chegou a 45 pontos (é o 7º). A Ponte Preta venceu o Campinense fora e tem 43 pontos. Está logo atrás do Bragantino, que goleou o Bahia e está em 8º, com 43 pontos. E por fim, num jogo de “6 pontos”, a Lusa bateu o Atlético Goianiense no Serra Dourada com grande atuação do goleiro Muriel, que pegou até pênalti. Gol da Portuguesa no minuto 91. Bela cobrança de falta de Marco Antônio (veja). A Lusa tem 48 pontos, está em 6º – 2 a menos que o Atlético-GO, o 5º. Está a 3 do Figueirense, que fecha o G4, atrás de Vasco, Guarani e Ceará. No Z4, a zona que ninguém quer ficar, Fortaleza e Bahia, 32 pontos, ABC, 31, e Campinense, 30. Faltam 8 rodadas para o fim da Segundona.