Flâmula: Barcelona

Flâmula do Barcelona, que hoje faturou nos pênaltis contra o Milan mais um Trofeo Joan Gamper – homenagem ao fundador do clube catalão. Bonita a homenagem ao hoje rossonero Ronaldinho Gaúcho, que só não ganhou o Mundial de Clubes com a linda camisa do Barça. O Mundial de Clubes só foi pintado de blaugrana em 2009, com o dream timaço do técnico Guardiola.
A galeria de títulos do FC Barcelona tem ainda 3 copas europeias, 4 Recopas, 3 Copas de Feiras, 3 Supercopas da Europa, 2 Copas Latinas, 20 ligas espanholas, 25 Copas do Rey, 9 Supercopas da Espanha (inclusive a última, conquistada no sábado contra o Sevilla), mais 23 campeonatos catalães e 6 Copas da Catalunha, entre outras taças. Continuar lendo “Flâmula: Barcelona”

Supercampeões na Espanha e Itália


Flâmulas da Internazionale, supercampeã italiana, e do Barcelona, supercampeão na Espanha, ao “remontar” pra cima do Sevilla, campeão da Copa do Rei. No primeiro jogo, o Sevilla fez 3×1. Hoje, o Barça pagou com juros e correção: 4×0 – com hat-trick (3 gols) de Messi. Vai começar tudo outra vez… Continuar lendo “Supercampeões na Espanha e Itália”

Amando e odiando Maradona

Não, não dá para ficar indiferente à Maradona, El Diego de La Gente como diz o título de sua autobiografia, cuja capinha ilustra o post. O cara está sempre no fio da navalha. Gosta de viver perigosamente. Quando mergulhou nas drogas, quando pulava alucinadamente quase pra fora do camarote na Bombonera, quando escalou uma Argentina super ofensiva e se descuidou da defesa no Mundial 2010. Deu no que deu. Por mais amado pelo povo que seja, Maradona caiu do comando da albiceleste esta semana. Lembro de pelo menos mais um livro sobre Don Diego: Hand of God – The Life of Diego Maradona, Soccer’s Fallen Star, do Jimmy Burns (que também fez um livro sobre o Barcelona, “A Paixão de um Povo”). Dá para ler um trechinho aqui.

Quem pode garantir que o Brasil ganharia mesmo o tetra na Copa de 94 SE Maradona não tivesse sido pego no exame antidoping?

Para nós, jornalistas e blogueiros, Maradona é um excelente personagem. Músicas sobre Diego? Inúmeras! Só Manu Chao gravou duas. Santa Maradona, ainda com a banda Mano Negra. E a linda La Vida Tombola, CD La Radiolina. O curioso site não-oficial Maradona10.com tem uma lista (parcial) de músicas, como a emocionante La Mano de Dios, do cantor Rodrigo (Potro Rodrigo), amigo de Don Diego. “Maradoo, Maradoo… Olé, olé, olé olé, Diego, Diego…”

Filmes? Pelo menos dois, exibidos em recentes mostras de cinema. Maradona de Kusturica, documentário totalmente pessoal, como se fosse um fanzine, um blog, do diretor sérvio Emir Kusturica. Foi lançado recentemente em DVD pela Europa Filmes e pode ser alugado em locadoras. Em 2006, vi na Mostra o extremo Amando a Maradona (cartaz abaixo), com direito a esquisitices como a Igreja Maradoniana, casamentos no estádio … Não basta tatuar a fé…

amando a maradona
Mas bem que esse personagem de predileção dos jornalistas poderia voltar a acertar uns golaços, para o bem dele… e do futebol.

Ah, sim, Diego poderia parar com a ladainha Maradona x Pelé, quem foi melhor… É claro que foi Leônidas da Silva… Hahaha! Brincadeira, tá, pessoal?

Liga das Estrelas

Barcelona x Real: 28 de novembro, no Camp Nou
Real x Barcelona: 17 de abril de 2011, no Bernabéu

Saiu a tabela do futebol campeão do mundo, o da Espanha! Para quem já estava com saudade da chamada Liga das Estrelas, a temporada 2010-11 começa no último fim de semana de agosto, entre 28 e 29/08/10. O bicampeão Barcelona estreia fora de casa, em Santander, contra o Racing. O Barça que não pára de se reforçar (já trouxe o artilheiro Villa e o lateral-esquerdo Adriano, brasileiro que defendia o Sevilla). O Real Madrid de José Mourinho contará com o argentino Di Maria entre os galáticos e também larga fora de casa, em Mallorca, contra o Real Mallorca.

Confira:
Visita ao Camp Nou e Museu do Barça!
Passeio pelo estádio Santiago Bernabéu e Real Madrid!

Espanha campeã do mundo!

Publicado em 11 de julho de 2010

Capa do MARCA, de Madri
Da Espanha ao céu – manchete do AS.
Na Argentina, o OLÉ pediu que os campeões sigam tocando a bola.

¡Campeones!
Casillas (Real Madrid) – capitão, eleito “O” goleiro da Copa. Sérgio Ramos (Real Madrid). PuyolPiqué (Barcelona). Capdevilla (Villarreal). Xabi Alonso (Real Madrid). Busquets Xavi (Barcelona). Villa (ex-Valencia, já apresentado pelo Barça). Pedro (Barcelona). Navas (Sevilla). Torres (Liverpool). Fàbregas (Arsenal). Albiol e Arbeloa (Real), Marchena, Mata e David Silva (Valencia), Valdés (Barça), Llorente e Martinez (Athletic Bilbao), Reina (Liverpool) e, claro, Iniesta (Barcelona) e o bonachão Vicente Del Bosque são os legítimos campeões do mundo em 2010, depois de faturar também a Euro 2008.

Andrés Iniesta, nascido em Fuentealbilla, na província de Albacete, na comunidade de Castilla-La Mancha, ídolo do Barcelona, autor do único gol da nervosa decisão contra a Holanda, já no 2º tempo da prorrogação, foi eleito o melhor em campo. A segunda final europeia seguida em Copas foi amarrada, pegada, violenta demais. Ganhou quem jogou mais. A Espanha, que abusou um pouco do direito de perder chances. Nas duas maiores oportunidades holandesas, Robben esbarrou em Casillas, gigante.

E essa Holanda, hein? Só mesmo o excesso de nervosismo, talvez uma mistura de já-ganhou com revanchismo e vocês-vão-ter-que-me-engolir antes da hora pode explicar a derrota de uma seleção brasileira com uma defesa considerada excelente e jogadores como Kaká e Robinho para esse time laranja, que dá saudade dos tempos de Gullit, Van Basten e Rikjaard e da Laranja Mecânica de 78, para não falar do Carrossel Holandês de Cruyff. Bate demais da conta essa Holanda. Ainda bem que a Espanha ficou com a taça.

Flâmula do “Jabuca” fabricada por AMW, em Santos

Inspirado por uma reportagem de André Argolo na ESPN Brasil, também publico a maneiríssima flâmula do Jabaquara Atlético Clube, o Jabuca, que nasceu Hespanha Foot Ball Club em 15/11/1914 – foi um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol. Durante a Segunda Guerra, o Hespanha passou a se chamar Jabaquara, nome do bairro de Santos onde o clube foi criado. E o estádio do Jabuca chama-se Espanha até hoje.

Aqui dentro do post, as manchetes onlines da hora do título e a campanha da Roja desde as Eliminatórias. Continuar lendo “Espanha campeã do mundo!”

Rock Flu nas ondas sonoras da Copa

Rock Flu, programa online da rádio Torcida Tricolor, chega à edição 68 em ritmo de Copa do Mundo. Serginho Duarte e Gustavo Valladares dividiram o especial copeiro em 2 partes. Cada uma com bandas e músicos “vestindo a camisa” dos países que estão disputando a taça do mundo na África do Sul. A primeira parte (com 16 atrações)  já está no ar (ouça aqui). E o convidado do Rock Flu da vez é este que vos bloga. Gostei do convite e da experiência. Entre um bloco musical e outro, o papo foi sobre Brasileirão, Libertadores, filmes e livros sobre futebol, além de meus palpites sobre a Copa (e depois de quase toda a 1ª rodada, devo agradecer por não ter entrado em nenhum bolão…). A pesquisa musical feita pela dupla tricolor foi bem legal e serviu para me apresentar a alguns sons que desconhecia e outros que não ouvia há algum tempinho. Rock Flu 68 rola a pesada cover do Angra para “Pra Frente Brasil”, o grupo de rock Savoy Truffle (do Japão), o excelente bluesman Eric Ter (“vestindo” a camisa da França), o rock bem feito do Wonderboom (do país dos Bafana Bafana), Los Bunkers (pop en español do Chile), o rock do Toad (representando a Suíça), No Brain (punk da Coreia do Sul), o músico nigeriano Fela Kuti, o ótimo grupo italiano de progressive rock Premiata Forneria Marconi (defendendo a Squadra Azzurra), Toxic Heart (Eslovênia), Pop Masina (Sérvia), Trypes (da Grécia); a banda Jet (Austrália), Khaóticos (Honduras), Osibisa (representando Gana) e a banda El Tri, representando o rock do México. Como se vê, um cardápio bem variado, musical e geograficamente. A segunda parte do especial Rock Flu com mais 16 sons do mundo e outro convidado deve ficar pronta durante a Copa. Confira no site www.rockflu.com.br .

Rolê pelo Museu do Barça e Camp Nou

Atualizado em fevereiro de 2012

Verso de flâmula comemorativa dos 50 anos do Camp Nou, em 2007
Bilheteria na temporada 2009/2010

Aproveito o aniversário do FC Barcelona (112 anos em 2011) para um post sugerido por Domingos D´Angelo, amigo do blog, sobre o estádio Camp Nou. Campo novo, em catalão.
O estádio – desenhado pelos arquitetos Francesc Mitjans Miró e Josep Soteras Mauri, com colaboração de Lorenzo García – para substituir o velho campo de Les Corts, erguido em 1922 e sucessivamente ampliado, mas que ficou pequeno na era Kubala. O novo campo começou a ser construído em 1954 e ficou pronto em 1957. Foi inaugurado em 24 de setembro de 1957, num amistoso entre o Barça e uma seleção de jogadores de Varsóvia. Os donos da casa ganharam por 4 a 2 e o brasileiro Evaristo de Macedo fez um dos gols. A arena era oficialmente chamada de Estadi del FC Barcelona até a temporada 2000/2001 – quando, enfim, o nome mais querido pela torcida foi oficializado. É Camp Nou e pronto, ponto.
A capacidade atual do estádio é de 99.354 pessoas, segundo a página sobre o Camp Nou no site do Barça. Do total de sócios (mais de 173.000), mais de 86 mil são “abonados”, ou seja, contam com carnê para toda a temporada. Comprar ingresso para jogos decisivos não é nada fácil!
O Camp Nou recebeu a abertura da Copa do Mundo de 1982 (veja post sobre o Mundial), a final do futebol nos Jogos Olímpicos de 1992, as finais da Copa?liga dos Campeões da Europa em 89 e 99, da Recopa 72 e 82, Copa de Feiras de 64 e das Copas do Rei de 1963, 70 e 2010 (deu Sevilla). Dentro do post, republico o Rolê do Fut Pop Clube pelo Camp Nou e Museu do Barça, que está dentro do maior estádio europeu. Continuar lendo “Rolê pelo Museu do Barça e Camp Nou”

Campions

“Campió” é campeão em catalão. O Fútbol Club Barcelona festeja sua 20ª liga espanhola. A décima nos úlimos 22 anos. 4×0 no Valladolid. Na verdade, a liga foi ganha nas duas vitórias sobre o Real Madrid. Impressionante como a torcida blaugrana (azulgrená) endeusa o treinador Pep Guardiola – claro, tem agora sete bons motivos, além de outros tantos como jogador. A festa na praça da Catalunya teve até banda de rock, tocando hino do clube e sucessos rock e pop adaptados para celebrar os feitos barcelonistas. Parabéns em especial aos brasileiros Daniel Alves e Maxwell, que fizeram discursos, como todos os “jugadors”, para os “seguidors” que superlotaram o Camp Nou (98 mil pessoas). Ao contrário da partida em si, a festa foi transmitida para um tela gigante na praça mais famosa da cidade. Todos os atletas terminam seus rápidos discursos com vivas ao Barcelona e à Catalunha.

Um país do futebol

Um olho na tela que passava o jogo entre Sevilla e Barcelona, outro na que passava Real Madrid e Athletic Bilbao. Na impossibilidade de me “teletransportar” para o Sánchez Pizjuan, do Sevilla, ou Santiago Bernabéu, acompanhei os 2 clássicos da penúltima rodada da liga espanhola num bar lotado de Santander (Taberna El Sítio). Fãs do Real (em maioria), do Barça, do Racing, do Bilbao… Um país que ama o futebol! Até os barmen torcem… e secam. O Barça massacrou no primeiro tempo, abriu 3×0, enquanto na outra tela, o Real marcou de pênalti, com Cristiano Ronaldo, o dono da pelota, líder e motor do time. Quando o bravo Athleti empatou, num golaço de Yeste, já estava com um a menos. Esse resultado dava o título ao Barcelona no sábado mesmo, com uma rodada de antecipação. Mas o Sevilla reagiu, com Kanouté e Luís Fabigol. 2×3. Reanimado, depois dos 70 minutos de bola rolando, o Real começou a fazer um gol atrás do outro. Chegou a 5×1, apesar da excelente atuação do goleiro Iraizoz, do Bilbao. Os madridistas no bar começaram a gritar “Sevilla, Sevilla, Sevilla”. Se o time de Luís Fabiano empatasse, o destino do troféu espanhol praticamente se mudaria para o Santiago Bernabéu. Mas parou por aí. Aliviados, os torcedores do Barça botaram alguns dedos na taça. Basta vencer o Valladolid no Camp Nou no fim de semana que vem para o bicampeonato. Mesmo com um título disputado pra valer por apenas 2 times, é emocionante um final como esse.

E agora, Barça?

Agora, a Internazionale está mais perto da estação Santiago Bernabéu! José Mourinho montou um esquema cinzas vulcânicas e parou o cansado Barcelona. A Inter jogou e não deixou o Barça jogar. Ganhou de virada: 3×1 (veja ou reveja os gols). OK, Milito estava impedidaçõ no 3º gol, pode fazer diferença, mas não é para o diário Sport, da Catalunha, manchetar que a Inter e o árbitro derrotam o Barça, né? Exagero. Mesmo porque no ano passado, contra o Chelsea… Dá para ver os sorrisos madrilenhos nas entrelinhas das manchetes online do Marca (“Inter distancia Barça do Bernabéu”) e do As (“José Mourinho se aproxima do Bernabéu“) Será que dá para o atual campeão europeu devolver a diferença quarta-feira que vemno Camp Nou? Por enquanto, o bi/tetra azulgrana na Champions subiu no telhado. Mas de time que tem Messi, Xavi, Pedro, Daniel Alves, é bom não desconfiar. O problema é que no fim de semana tem liga espanhola, onde a corda está apertando: Real a apenas 1 pontinho (se bem que Barça recebe Xerex; Real vai a Zaragoza). Nesta quarta-feira, mais emoção: Bayern x Lyon.

P.S – Como está jogando o Maicon! Troféu E que golaço aço aço da rodada do fim de semana, pelo golão golão golão contra a Juve (homenagem aos speakers José Carlos Araújo e Jorge Curi).