Podemos dizer que tivemos uma espécie de Watford x Celtic no Palco Mundo do Rock in Rio neste domingo, terceiro dia da edição de 2015 do festival. Elton John é fanático pelo Watford, clube inglês que está de volta à Premier League. O hitmaker já foi presidente do Watford entre meados dos 70 e metade dos 80 e de novo no fim dos 90. Rod Stewart também é bastante chegado a futebol. É Celtic de carteirinha e não perde oportunidade para mostrar que o time dos católicos de Glasgow está no seu coração. No show deste domingo, a bateria tinha o escudo do Celtic, pegou uma bandeira do time, passou gols no telão…
Saiu diretamente em vídeo no Brasil, pela ST2, o filme “The Love We Make“, que documenta a grande ajuda que Paul McCartney deu para os amigos de Nova York depois do 11 de setembro de 2001. Macca estava na cidade, prestes a cruzar o Atlântico, quando os aeroportos foram fechados e seu avião teve que dar meia volta. Resolveu fazer a sua parte para melhorar o astral dos moradores. E foi um dos organizadores do Concert for New York City, um showzão cheio de convidados bacanas em benefício de bombeiros e policiais que caíram nos atentados.
Aqui, Maysles e Bradley Kaplan fizeram um doc no estilo cinema-verdade, que mostra os bastidores do concerto beneficente – McCartney com artistas, outros astros do rock, com Ozzy Osbourne, jornalistas, apresentadores de rádio e TV. E mostra McCartney interagindo com as pessoas nas ruas da Grande Maçã. Um Sir.
Para quem gosta de classic rock, pra quem gosta de Paul McCartney, pra quem gosta de NY, pra quem gosta de linguagem de documentários, “The Love We Make” vale muito a pena, por tudo isso.
Veja o trailer:
O pesquisador da ligação afetiva entre a bola e a música tem também uma paixão pelo futebol internacional, em especial pela seleção holandesa e pelo campeonato alemão. E a Bundesliga – que começa nesta sexta-feira – é o tema do segundo post do brazilianmusik.blogspot.com.br, depois do relato entusiasmado sobre a “manita” que o Grêmio deu no rival, no histórico Gre-Nal 407. Beto Xavier destaca os quatro brasileiros que já foram artilheiros da liga cada vez mais rica. Amoroso, Elber, Aílton e Grafite – pelo Borussia Dortmund, Bayern, Werder Bremen e Wolfsburg, respectivamente (Grafite acaba de voltar ao futebol brasileiro, reestreando no Santa Cruz).
Um grande ídolo do Fluminense é o convidado do programa Rock Flu 119. O paraguaio Julio César Romero Insfrán, o Romerito, conversa com Gustavo Valladares e Sergio Duarte sobre futebol, em especial, sobre o Flu, e escolheu o roteiro musical: Soda Stereo, Enanitos Verdes, Maná, Eagles, Creedence Clearwater Revival, U2, R.E.M., Beatles e Elvis Presley. Outro must do programa são os áudios de jogadas de Don Romero nas vozes de alguns de nossos melhores locutores. Romerito marcou o gol do título brasileiro do Flu, em 1984. Sintonize: http://www.rockflu.com.br/
Clique: rockflu.com.br/ ou torcedortricolor.com.br/rockflu/rockflu119.zip
Nas baquetas e agora também fechando o gol do The Who FC, o eterno Keith Moon!
Véio, olha isso, véio! Time de futebol de botão … de banda de rock! Que louco! Já pensou falar “vai pro gol” com seu time do Foo Fighters ou com o Iron Maiden FC?
A ideia é do Luciano Araújo (designer que trabalhou na revista Placar e no jornal Lance!). Mais ou menos na época da Copa do Mundo de 2014, ele criou aBotões Clássicos. Ele fabrica botões de tudo quanto é time brasileiro ou estrangeiro, sob encomenda, de acordo com o gosto do freguês. Tudo muito bem feito, a uns 50 reais por time. Também faz redinhas e tercerizou a produção dos campos pro futebol de mesa, com a marca Botões Clássicos. Agora, o que enlouqueceu o botonista aposentado aqui foram mesmo os times de rock. Só um dos clientes encomendou uma centena de escretes roqueiros. Olha só quais são as duas bandas mais procuradas na Botões Clássicos…
facebook.com/botoesclassicos
AC/DC e Beatles, não era difícil imaginar.
O blog Fut Pop Clube bateu um papo com o Luciano Araújo, da Botões Clássicos, no último sábado, antevéspera do Dia do Rock, quando ele promoveu a 2ª Copa Atrox de Futebol de Botão, na frente da Atrox (loja especializada em camisas e cachecóis de times estrangeiros- assunto pra outro post), na Galeria Ouro Velho, na rua Augusta, Sampa. Uma das histórias curiosas que o Luciano conta é sobre a paixão pelo futebol de mesa passada de pai pra filho. Certa vez, o avô do Luciano saiu na rua com um casaco e de repente notou que … faltavam botões! O filho (pai do Luciano) tinha ficado com os botões pra jogar futebol de mesa. Demais! Ah! O campeão dessa segunda Copa Atrox de Futebol de Botão foi o … Villarreal!
Post inspirado pela publicação nas redes sociais do Flamengo, que em 9 de julho comemorou os 70 anos do hino popular do rubro-negro (“Uma vez Flamengo, Sempre Flamengo”). Segundo o site do Fla, a composição de Lamartine Babo foi gravada pela primeira vez em 1945 por Gilberto Alves.
Sem dúvida, é um lindo hino, que caiu na boca do povo. Mas – confirma o site do Fla – oficialmente o hino do Mengo é a marchinha composta pelo ex-goleiro dos anos 1910 Paulo Magalhães (aquela que diz “Flamengo, Flamengo, Tua Glória é Lutar”). Agora, o que o torcedor que acompanha bem o futebol do Rio está careca de saber é que Lamartine Babo também compôs hinos para os rivais Fluminense (“Sou tricolor de coração…”), Vasco (“Vamos todos cantar de coração…”) e Botafogo (“Botafogo, Botafogo, campeão desde…”). Para o seu time de coração, o America – hino que muita gente considera o mais bonito da safra (“Hei de torcer, torcer, torcer…” adaptação da canção americana “Row Row Row”). Para o São Cristóvão, pro Bangu. Para os tradicionais times do subúrbio Bonsucesso, Madureira e Olaria e até pro Canto do Rio, lá da querida Niterói. Onze hinos, quase que de uma canetada só! Lamartine Babo topou o desafio de Heber de Boscoli, do programa de rádio “Trem da Alegria” (programa que passou pelas rádios Mayrink Veiga, Globo, Tupi, Mundial e novamente Mayrink). Um hino por semana, segundo o Dicionário Cravo Albin. No palco iluminado do futebol carioca da metade dos anos 40 em diante, só deu Lalá no gogó do torcedor.
E com uma homenagem a Lá Lá Lá, Lamartine, a Imperatriz Leopoldinense foi campeã carnaval carioca em 1981. O enredo se chamou “O teu cabelo não nega (Só dá Lalá)”.
Ótimas versões dos hinos populares que Lamartine criou para os quatro maiores times do Rio saíram num CD lançado pela revista Placar em 2004. Na edição de 1996, Tim Maia cantou o belo time do time de coração dele e do autor.
A comédia ficou um bom tempo em cartaz no cine Callao, centro de Madri
O comediante espanhol Dani Rovira (malagueño e malaguista como Antonio Banderas) estreou no cinema na pele de Rafa Quirós, torcedor de carteirinha do Real Betis(sócio nº 14.430), que tem 3 autógrafos do ídolo bético Gordillo (jogou dos 70 aos 90, foi lateral de seleção da Espanha), a canção “Sevilla Tiene Un Color Especial” (Los del Rio) como som do toque do celular e nunca tinha saído da Andaluzia. Até que conhece a basca Amaia (interpretada pela guapísimaClaro Lago (perdão, Rovira). Na vida real, Dani e Clara formam uma “pareja” desde 2014, ano de lançamento de “Ocho Apellidos Vascos”, que bateu um bolão na bilheteria – recorde do cinema do espanhol.
O ‘pegador’ andaluz se apaixona e vai atrás da bela basca, que tinha levado um fora do noivo Antxon- casamento e vestido já preparados – e resiste ao charme andaluz. Mas ela bola um plano pra iludir o pai (show do ator Karra Elejalde), fazendo Rafaz passar por Antxon. Carmen Machi também arrebenta se passando por mãe do falso noivo Antxon-Rafa. Aí que entram os oito “apellidos” (sobrenomes) do título. Alguns relacionados ao esporte. A saber:
Gabilondo – meio-campo que jogou na Real Sociedad e no Athletic.
Urdangarín – ex-jogador de handebol, ídolo do Barça (tem uma camiseta 7 no ginásio do Barça) que se casou com Cristina, filha do rei Juan Carlos, e virou pivô do maior escândalo de corrupção da monarquia
Zubizarreta – ex-goleiro do Athletic, Barça, Valencia e seleção espanhola. Foi diretor do Barcelona até pouco.
Arguiñano – sobrenome do cozinheiro e apresentador Karlos Arguiñano.
Igartiburu – sobrenome da apresentadora Anne Igartiburu.
Erentxun – cantor Mikel Erentxun
Otegi – sobrenome de um político independentista basco, militante do ETA, que está preso.
Clemente. Pressionado, Rafa olha para um poster do Athletic campeão do começo dos anos 80, com o treinador Javier Clemente junto com o elenco, na gabarra.
Outra referência ao futebol é o refrão “Illa, illa, illa, Euskadi maravilla”. Que Rafa improvisa lembrando da musiquinha do atacante David Villa. O Athletic e Betis apoiaram o filme. E com a volta dos béticos à primeira divisão, voltaremos a ver esse confronto em La Liga. Os atores que fazem os chapas de Rafa/Dani Rovira na película são Alberto López (torcedor do Sevilla) e Alfonso Sánchez (que é Betis).
O filme tem direção de Emilio Martínez-Lázaro – de “Las Palabras de Max” (1977), Urso de Ouro em Berlim, e “El otro lado de la cama” (2002), entre outros. Roteiro: Borja Cobeaga y Diego San José.
Bem que “Ocho Apellidos Bascos” poderia passar por aqui. Claro, é uma comédia que pra arrancar mais risadas requer algum conhecimento da vida na Espanha, das questões regionais, da cultura pop. Mas acredito que teria bom público num festival ou em cinemas como o Caixa Belas Artes e o Reserva Cultural. [já está no Netflix, usando também o título americano, “Spanish Affair”]
Vai ter uma continuação, “Nueve Apellidos Vascos”. Que vai se chamar… “Ocho Apellidos Catalanes”… estreou lá em novembro.
Dani Rovira (que também faz comédia stand-up e TV) já estreou seu segundo filme, “Ahora o Nunca”. Clara Lago – nova namoradinha da Espanha – também está na fita. Seria bom vê-la como chica Almodóvar. Aliás, todos desse elenco formidável. Continuar lendo ““Oito Sobrenomes Bascos”. #8ApellidosVascos.”→
Brasil está vazio na tarde de domingo. Olha o sambão… “
Da coleção de José Cássio Erbist, que ficou na expo Mania de Colecionar, no Museu do Futebol, em 2011.
A rodada deste fim de semana deveria ser toda dedicada ao compositor Fernando Brant(9/10/1946-12/06/2015). Torcedor e conselheiro do América Mineiro, frequentador do Independência, Brant morreu na sexta-feira. O Coelho decretou luto, publicou nota de pesar, fez minuto de silêncio na partida de ontem, contra o CRB, e todos os jogadores usaram camisas com o nome do letrista nas costas e ainda um trecho da música ‘Travessia’ (“Quando você foi embora fez-se noite em meu viver”). No intervalo do jogo, que terminou com a vitória do time de coração do compositor, teve leitura de um texto de pesar e de despedida, e rolou o hino não oficial do América, escrito por Fernando Brant.
Meu coração é verde e branco/ E assim, o jogo está em minhas mãos/ Sou americano, sim, desde menino/ Eu grito é gol, é gol, é gol/ Para sempre vou viver cantando/ É do América, o meu coração/ É do América, o meu coração…”
Brant foi coautor com o cruzeirense Milton Nascimento da essencial “Aqui é o País do Futebol”, gravada pelo próprio Bituca, Wilson Simonal, Elis Regina, Pedro Lima etc… É um dos golaços da seleção brasileira de música. “Aqui é o País do Futebol”, brilhou na trilha sonora do filme “Tostão, A Fera de Ouro”.
Quatro canções feitas para o documentário foram lançadas em compacto duplo de vinil na época (1970). E entraram como bonus tracks nas edições mais recentes do disco “Milton”, também de 1970.
Só com Milton, foram mais de 200 parcerias, como “Travessia” e “Canção da América”. Ambos foram sócios-fundadores do movimento Clube da Esquina. Continuar lendo “Canção do América”→
O campeão escocês revelou a camisa reserva (away kit) da temporada 15-16. O uniforme 2 doCeltic, quase todo verde, tem finas listras francas na camisa, que agora é feita pela New Balance.
É o time que está no coração do cantor Rod Stewart!
A final da Copa da Inglaterra (FA Cup) fecha neste sábado a temporada 2014-15 do futebol inglês, já que no outro sábado a final da Champions terá Barça e Juve em Berlim. Arsenale Aston Villa tem tudo para fazer uma decisão emocionante no imponente Wembley. O Arsenal do Nick Hornby ficou em 3º lugar na Premier League inglesa, se classificou novamente para Champions. O Aston Villa do Geezer Butler e pessoal do bom e velho Sabbath lutou bravamente para não cair – e conseguiu escapar, ufa! Como se não bastasse toda esse clima, a Football Association ainda aproveita para esquentar a final com um projeto chamado #FACupMusic. Sons novos das bandas Muse e Blur e do Leftfield vão estrear publicamente em Wembley. No sistema de som dessa catedral da bola e dos concertos, também vão rolar Noel Gallagher, Stereophonics, Mumford & Sons, Foo Fighters, Paul Weller, Imagine Dragons, The Vaccines, Simple Minds, Kaiser Chiefs etc. Calma gente, não é um festival. É só uma trilha sonora da final. E que trilha!
Blur’s track Y’all Doomed will be played at Wembley Stadium this weekend #FACup Final #FACUPMusic
Lá fora, especialmente na Inglaterra, existem programas oficiais de cada jogo, revistas de diferentes formatos, tem gente que coleciona, que vende, revende, enfim, é um mercado. E a revista oficial da final Arsenal x Aston Villa tem a trajetória dos dois times para chegar à Wembley… em quadrinhos! Obra do ilustrador Stephen Gulbis (The Football Artist) que trabalha direto com futebol em HQs. Foi uma superdica da Trivela(leia aqui a reportagem). E o trabalho do Stephen Gulbis – espetacular – pode ser conhecido aqui, no site do artista.