Na Coleção Raízes, a Penalty lançou no Dia Nacional do Futebol (19 de julho) a nova camisa nº 3 do Santa Cruz. Segundo o site CoralNet, que tem tudo sobre o Santinha, o tricolor do Arruda usará este belo uniforme no outro domingo, 28 de julho, na partida contra o Baraúnas, pela série C do Brasileirão.
De acordo com o fabricante, o escudo desse modelo lembra as iniciais de um distintivo usado pelo Santa nos anos 40 e 50. E na parte interna, aparece a inscrição “tuas vitórias de hoje nos lembram vitórias do passado”, parte do frevo “O Mais Querido”, de Capiba, 1957. Acredito que vá fazer muito sucesso. O pessoal de Pernambuco é muito fiel aos seus clubes e no meu rolê pela Arena Pernambuco pude perceber que os torcedores adoram uniformes diferentes e também os que remetem ao passado. Confira os detalhe do novo terceiro do quase centenário Santa Cruz, dentro do post. Continuar lendo “Terceiro uniforme do Santa Cruz”→
Nada de “Touradas em Madri” no olé 2013 que a Seleção Brasileira deu na Espanha, desta vez na final da Copa das Confederações. Diz a lenda que os espanhóis ficaram tão chateados, depois que o clássico do repertório de Alberto Ribeiro e Braguinha foi cantado pela massa que lotou o Maracanã na penúltima rodada da Copa de 50 (Brasil 6×1 Espanha). que a então Fúria ficou anos e anos sem jogar amistosos com nossa seleção (o fato é que só se reencontraram na Copa de 1962). A trilha sonora da noite em que o Brasil do Felipão fez 3×0 nos atuais campeões do mundo teve hino nacional à capella, funk dos morros cariocas e sambas campeões: “O Campeão (Meu Time)”, sucesso do Neguinho da Beija-Flor, hino dos estádios brasileiros; e a volta do samba-enredo do Salgueiro (“Peguei um Ita no Norte”), que foi muito cantado nos estádios brasileiros nos anos 90: “explode coração, na maior felicidade…”.
Mas as seleções entraram em campo no Maracanã – que está no coração da capital do samba, tão perto do morro da Mangueira e sua Estação Primeira – ao som de um rock do AC/DC, “Thunderstruck” (como nas outras partidas da Copa das Confederações). Sobe o som.
Se o gol não sai e o seu time precisa de um empurrãozinho… pode recorrer a um rock muito usado pelas torcidas. “Seven Nation Army”, cartão de visitas do White Stripes de Jack White, já foi adaptado por várias torcidas lá fora e no Brasil, como a do Brasil de Pelotas, do Inter, do São Paulo. Ôôôô!
Ou então adapte outra canção “levanta-estádio”: Coldplay, “Viva La Vida”. Só das torcidas cariocas ganhou 2 versões distintntas. Uma de alvinegros. Outra de rubro-negros. (veja post anterior).
A última dica pode até ser manjada, mas que torcedor não quer poder cantar, depois da última rodada, este hit do Queen?
Antinazista. Antirracista. Anti-homofóbico. Tudo isso está no estatuto do FC St. Pauli, clube do bairro operário de Hamburgo (não muito longe de onde os Beatles tocaram seus primeiros riffs e cantaram seus primeiros refrões fora da ilha do rock), cidade portuária no norte da Alemanha. Entra em campo em alto e bom som (AC/DC, Hells Bells), comemora gol ao som de Blur (“Song 2”. Woo-hoo!)e tem toda uma imagem ligada ao alternativo, muito além da caveirinha na bandeira. Continuar lendo “O time mais rock and roll do mundo”→
O Engenhão está fechado, mas o astral do Botafogo anda lá em cima. Nada como ter um ídolo como Seedorf, ganhar título estadual, vencer clássicos, começar bem no Brasileirão. Nessa buena onda, aparece um coletivo formado por músicos com passagens por grupos como Autoramas, Brylho, Carbona, Do Amor, Hanói-Hanói, Nervoso, Seletores de Frequência etc – todos apaixonados pelo clube da estrela solitária. Os Helenosse consideram a primeira banda botafoguense de rock, ska, samba, salsa, punk e música latina da história.
Um EP com 7 músicas desse supergrupo botafoguense será lançado via iTunes na terça-feira. Em breve, essas músicas devem subir no canal da banda no You Tube.
Por enquanto, primeiro clip d´Os Helenos, “Hey Botafogo”, é uma versão alvinegra de um hit #1 de 1969, “Na Na Hey Hey Kiss Him Goodbye”, da banda americana Steam. Essa cover não entrou no EP.
Veja o clip dos fãs do time de Heleno de Freitas e companhia aqui ou abaixo.
Já está na lista dos meus links favoritos, na coluna à direita deste texto. O jornalista Beto Xavier, autor de “Futebol no País da Música” (Panda Books, 2009) – capa acima – lançou um blog, com o mesmo nome do livro. É uma ótima pedida, mesmo, poder ler com frequência os textos cheios de informação de Beto Xavier sobre essas duas grandes paixões do brasileiro. Ele sabe do que está falando, porque é daqueles colecionadores alucinados por futebol -fã da Holanda desde os anos 70- que sempre vai ao estádio (arena, agora) e compra revistas antigas, dos tempos em que “Placar” era semanal. E com a música, a relação não é muito diferente, já que Beto trabalha como locutor de rádio e é capaz de investir parte considerável de seu orçamento em busca de algum disco raro. Futebol no País da Música, o blog, está no site da rádio Itapema FM de Porto Alegre, onde Beto Xavier apresenta os programas “Som do Brasil Bonito”, “Wake Up” e “Aboadica”, das 6 às 11h da manhã. Lá vamos encontrar boas histórias sobre clássicos da música popular que falam de futebol e sonoras novidades. Para ler o novo blog, clique aqui. Continuar lendo “Leia o livro e curta o blog: “Futebol no País da Música”, de Beto Xavier.”→
Ao som do grupo de rap alemão Kunstrasen, um salva de palmas para esta grande final europeia, para o campeão Bayern e pro vice, Borussia (caiu de pé). O rap “Champions Lied” foi publicado 3 dias antes da decisão (dica do Sportblog do Guardian).
Foi uma partidaça a Final Wembley 2013! Talvez o Borussia Dortmund de Jürgen Klopp pudesse ter até resolvido a parada no primeiro tempo, não fosse a atuação do goleiro dos bávaros, Manuel Neuer. Mas a verdade é que time quem tem Robben e Ribery não desiste. Não dá para bobear um segundo sequer. O Bayern de Jupp Heynckes, um veterano em finais da Liga dos Campeões, abriu o placar com o croata Mario Mandžukić, numa jogada sensacional de Ribery e Robben. Dante, um dos zagueiros de Felipão (do Bayern, a seleção brasileira também tem Luiz Gustavo) fez pênalti feio. İlkay Gündoğan bateu bem e empatou. A um minuto dos 90, Neuer deu chutão, Ribery deu toque de letra, Robben passou pelo goleiro, tocou e correu pra comemorar. “Tor!”, um gol de ouro, o gol do título, do quinto título europeu do FC Bayern München (1974, 1975, 1976, 2001, 2013).
http://www.facebook.com/FCBayern
O governo divulgou através do Portal da Copa (copa2014.gov.br) a vinheta “A Pátria de Chuteiras”.
Animação legal, a inconfundível/inevitável “Na Cadência do Samba (Que Bonito É)” – clássico de Luiz Bandeira, tema do Canal 100 e de transmissões de rádio – e a expressão parecida com “o escrete é a pátria em chuteiras” consagrada por Nelson Rodrigues.
Dica do blog Rock´n´Roll Hell. A banda carioca de metal pesado Dorsal Atlântica aproveitou um ensaio durante as gravações do último CD, em 2012, para fazer uma homenagem ao ídolo Seedorf e ao Botafogo. O vídeo do “heavy metal do Seedorf”, com áudio da própria câmera, só foi publicado agora que o Glorioso conquistou o título estadual do Rio em 2013. Para alegria de Carlos Lopes, voz e guitarra da Dorsal Atlântica, autor da música e botafoguense desde criancinha. Desses torcedores que vão a General Severiano esperar o time campeão voltar de Volta Redonda. Continuar lendo “Um rock pauleira para Seedorf e Botafogo, campeões do Rio em 2013.”→
Gostaria de aproveitar o dia de São Jorge, o santo guerreiro, padroeiro de tanta gente, de tantos times de futebol, para lembrar de um discão do Jorge Ben Jor, era Jorge Ben mesmo. “A Banda do Zé Pretinho” chegou para animar a festa em 1978 via Som Livre. Está fora de catálogo – meu exemplar é um LP de vinil, recentemente achado numa feirinha de discos em Sampa.
O álbum, que Ben dedica “ao mais Flamengo” e “ao mais anti-Flamengo”, está cheio de referências ao futebol, especialmente no lado A.
“Troca-Troca”, por exemplo, é uma canção sobre as trocas com que o ex-presidente do Fluminense, Francisco Horta, agitava o futebol carioca (“fez voltar ao Rio de Janeiro/a época de ouro da capital do futebol”). E de quebra, reforçava sem gastar nada a Máquina Tricolor na segunda metade dos anos 70.
O clássico “Cadê o Penalty” (aqui respeito a grafia inglesa do encarte) foi regravado pelo Skank, na sua estreia pelo selo Chaos/Sony Music, no começo dos anos 90.
Penalty, penalty, penalty, penalty, penalty/Cadê o penalty/que não deram pra gente/no primeiro tempo…