O São Paulo vai participar este ano da Audi Cup, torneio de verão promovido na Allianz Arena, em 31 de julho e 1º de agosto, ao lado do dono da casa, o poderoso Bayern de Munique, campeão alemão e finalista da Champions, o Milan e o Manchester City. Segundo o blogueiro Daniel Perrone, o tricolor esperava a autorização da CBF para o anúncio. A notícia está no site do São Paulo e no Facebook da Audi Cup. É bom lembrar que Pep Guardiola assume o Bayern em 14 de julho… Bom, cobra-se maior intercâmbio dos clubes brasileiros, mais excursões, participação em torneios como esse (o Internacional disputou em 2011).
E o São Paulo estreia contra o Bayern, campeão europeu, alemão e da Copa da Alemanha…
Juventus Football Club bicampeã italiana… gancho para falar dos 89 anos do “nosso” Clube Atlético Juventus, que eu deixei passar no mês passado. O clube hoje grená e branco foi fundado em 20 de abril de 1924, como Cotonifício Rodolfo Crespi FC – resultado da fusão do Extra São Paulo FC e do Cavalheiro Crespi FC, clube dos trabalhadores da empresa de Rodolfo Crespi, que entrou com a sede social. As cores eram as do Extra São Paulo: vermelho, branco e preto. O terreno da rua Javari foi doado por Rodolfo Crespi um ano e quatro dias depois da fundação. Só em 19 de fevereiro de 1930 o clube da Mooca adotou seu atual nome. Clube Atlético Juventus – homenagem ao time de coração de Rodolfo Crespi na Itália.
A Vecchia Signora emprestou seu nome ao Moleque Travesso.
Já as cores… como havia muitos alvinegros na liga paulista (Corinthians, Santos, Ypiranga), o bianconero da Juve original da Itália foi trocado no clube paulistano pelo grená e branco do outro grande de Turim: o Torino. O apelido Moleque Travesso surgiu em setembro de 1930, cortesia do jornalista Tomaz Mazzoni. São explicações que estão em painéis na entrada social do clube, na Mooca, tradicional bairro paulistano.
Já falei aqui do emocionante curta-metragem da Oka Comunicações sobre um dia de jogo na Javari, “Juventus Rumo a Tóquio”. O Juventus também é tema de “Glórias de um Moleque Travesso (BB Editora), de Angelo Eduardo Agarelli, Fernando Razzo Galuppo e Vicente Romano Netto. É o primeiro livro a contar a vida esportiva do Juve. E olha que a demanda foi boa. Um dos autores, Fernando Galuppo, me informa que o livro está esgotado. Agora, só pedindo à editora, que deve fazer nova edição.
Em 2014 o Moleque Travesso aprontará na Série A-3 do futebol paulista. Forza, Juve! Continuar lendo ““Glórias de um Moleque Travesso””→
Estas arquibancadas daí de cima devem ser o cenário de mais um gigantesco mosaico nesta temporada do futebol europeu. Depois do sucesso do binóculo da torcida do Borussia, que agora vê Wembley logo ali, em 25 de maio, o Barcelona vai distribuir 90 mil cartazes pra os torcedores culés que forem ao Camp Nou formarem o mosaico: “Barça, orgulho, Barça”.
A carreira do belo filme “Os Rebeldes do Futebol” fez mais uma escala. Depois de Cartagena e do BCN Sports Films, o doc ancorado por Eric Cantona abriu a programação do Thinking Football Film Festival, em Bilbao. O festival que vai até sábado é promovido pelo Athletic Club e pela fundação do clube basco. Temos aqui o querido CINEfoot, mas já imaginou um time brasileiro promovendo um festival de cinema, ainda mais sem um filme sobre o próprio umbigo? Palmas para o Athletic.
Nesta terça-feira, o Thinking Football exibe “Cracks de Nácar”, doc argentino sobre a paixão de dois veteranos jornalistas pelo futebol de botão (confira o texto anterior). E outra produção do Cone Sul: “Manyas – La Película”, sobre a irada torcida do Penãrol (confira meus pitacos). Continuar lendo “Thinking Football”→
Alguns botões nasceram com o triste destino de abotoar roupas. Uns poucos para brilhar num campo de futebol.
Poster do filme “Cracks de Nácar” (Argentina, 2011)
Vai pro gol! O futebol de botão é o tema também de um filme argentino de 2011. “Cracks de Nácar”, dirigido pelos portenhos Daniel Casebé e Edgardo Dieleke, uma das atrações do festival Thinking Football, que começou hoje em Bilbao! O “doc” de 80 minutos com toques de ficção mostra a paixão de dois jornalistas (Alfredo Serra e Rómulo Berruti) pelo futebol de mesa… E não que é tem um Superclássico das Américas nos botões? Bem que poderia passar aqui… Enquanto isso, a gente confere o trailer e avisa: “Vai Pro Gol”, nome do filme do brasileiro Felipe D´Andrea. Continuar lendo ““Cracks de Nácar””→
Na prima milionária e educada da Libertadores, adversários das Champions League como o Bayern e o Barcelona entram em acordo até para unificar uma #hasghtag oficial do jogão: #FCBFCB, relativa a esses grandes duelos (nesta terça em Munique; na quarta que vem no Camp Nou), aproveitando a coincidência das iniciais dos dois grandes times. Os bávaros, já campeões alemães por antecipação. E os catalães, virtuais campeões na Espanha (podem soltar o grito “Campeones” neste fim de semana em Bilbao). Enquanto isso, debaixo do Equador, existem sim pecados rasgados – clubes, jogadores, técnicos, policiais e torcedores que saem na mão nos vestiários, nos gramados, nas arquibancadas, na maioria das vezes sem um pingo de vergonha, diante das câmeras, mesmo (e infelizmente, de novo um sul-americano aprontou na Premier League. ô Luisito Suárez! Mordida? O atacante uruguaio do Liverpool é ótimo jogador, mas precisa de ajuda médica. Foi multado pelo próprio clube). Desorganização total.
Mas hoje é dia de Liga dos Campeões. E a Uefa organiza os jogos direitinho. Gostaria de repartir aqui fotos de um rolê do Fut Pop Clube pela Allianz Arena de Munique, local deste partidazo#FCBFCB. Um estádio moderno, que tem uma ótima atmosfera para ver e curtir futebol. Continuar lendo “FCB x FCB”→
“Gosto é gosto” etc… Mas eu particularmente achei uma aberração o uniforme 3 do São Paulo, usado na partida de quartas de final do Campeonato Paulista. Até o escudo manchado de vermelho… Pouca visibilidade para a marca do patrocinador (que deve ter “adorado”) e para os números dos jogadores (os locutores de rádio e TV também devem ter “achado o máximo”)…
FOTO Wander Roberto/VIPCOMM 28/04/2013
Muito mais legal foi a camisa feita pela própria Penalty no final de 2002, que comemorava os 10 anos do bi mundial de clubes (lembrada pelo tricolor Luciano Dias). Ela nunca foi usada em jogos. Era destinada apenas ao torcedor.
O São Paulo e sua fornecedora de material esportivo (a Penalty) decidiram lançar uma camisa vermelha na partida deste domingo contra o Penapolense, pelas quartas de final do Paulistão 2013. Por enquanto, clube e empresa fazem segredo sobre o uniforme que será usado em campo só nesse jogo.
O Morumbi, todo vermelho.
O objetivo da campanha #VermelhoACorDaRaça, lançada pelo tricolor nas redes sociais, é marcar a presença da cor vermelha… colorada, encarnada… nas cadeiras de todos os setores do Morumbi. E claro, vender camisas… Só me pergunto se os uniformes já não deveriam estar nas lojas… e se um jogo de mata-mata – ou melhor, só mata- é a ocasião ideal para uma ação desse tipo.
Outra camisa que já poderia estar nas lojas é a azul que o goleiro Rogério Ceni usou, na vitória por 2×0 contra o Atlético Mineiro e que valeu a dramática e suada classificação tricolor para o mata-mata dessa violenta Libertadores. A camisa é linda, diferente mesmo, e o exemplar abaixo está exposto na loja da Penalty no Morumbi.
Para contar a história de um craque de prenome Arthur que não o Zico, mas o neto dos alemães Guilherme Friedenreich e Guilhermina Schroder, filho de Oscar Friedenreich e da mulata Mathilde, o jornalista Luiz Carlos Duarte volta à São Paulo de bondes e maioria de estrangeiros, embora a casa dos Friedenreich em São Paulo tivesse mais catarinenses e paulistas que alemães. Esse Arthur, o Friedenreich ou simplesmente Fried foi o primeiro grande ídolo de massas do nosso futebol.
Em 1914, participou do primeiro jogo da Seleção, contra o Exeter City, no histórico estádios das Laranjeiras. No mesmo ano, com a camisa então branca do Brasil, foi à Argentina e trouxe a primeira taça internacional do futebol penta, a Copa Roca. Em 1919, nas mesmas Laranjeiras, uma conquista ainda maior: o nosso primeiro Sul-Americano. Gol de Fried, na segunda prorrogação contra o Uruguai. Esse gol -que valeu até música, o clássico chorinho “1×0” – merece até desenho no livro de Luiz Carlos Duarte. E está numa lista de 595 gols e 605 jogos, citados um por um, num dos extras do livro “Friedenreich – A Saga de um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro” (Casa Maior Editorial). Bela radiografia do começo do futebol em São Paulo e no Brasil. Continuar lendo ““Friedenreich – A Saga de Um Craque nos Primeiros Tempos do Futebol Brasileiro””→