O “Primeiro Tempo” do Palestra Itália.doc, em DVD e no Now.


Saiu em DVD a primeira parte do documentário da Oka Comunicações sobre o estádio Palestra Itália / Parque Antarctica, transformado em Allianz Parque.

O diretor Rogério Zagallo e equipe da Oka Comunicações (mesmos nomes do excelente curta  Juventus Rumo a Tóquio) filmaram o último jogo no Palestra (em 2010), o cotidiano do estádio do Palmeiras e depoimentos de grandes ídolos alviverdes. Primeiro Tempo poderá ser encontrado em lojas como Verde Gol, Academia Store e Mundo Palmeiras. No trailer, vemos Oberdan Cattani, Valdir Joaquim de Moraes, Marcos, o divino Ademir da Guia e os artilheiros Cesar Maluco e Evair … Confira.


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Quadrinhos do Parque (Antarctica): “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País”

Atualizado em 16/12/12

/www.almaolivro.com/
No sábado, rolou a segunda noite de autógrafos do livro “Alma – A História da Arena Esportiva Mais Antiga do País“, que conta a história do Parque Antarctica em quadrinhos,  assinados por Custódio (texto) e Fernandes (ilustração). Até o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, torcedor alviverde assumido e autor de Palmeiras x Corinthians 1945- O Jogo Vermelho– , apareceu por lá para prestigiar. Quem foi ganhou dedicatória personalizada, com direito a caricatura!

A página abaixo escrita por Custódio e desenhada por Fernandes mostra os grandes goleiros formados no Palmeiras, que acabou de contratar Fernando Prass (ex-Vasco).
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Dentro do post, mais uma página de “Alma”.
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Libertadores, sua linda! 20 anos do primeiro título continental do São Paulo.

17/06/12: na camisa 10 de Jadson, a homenagem a Raí, o “capitão América” em 1992. FOTO Idário Café VIPCOMM

Morumbi, 17 de junho. O São Paulo entra em campo com Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Ronaldão e Ivan; Adílson Pintado e Raí; Müller, Palhinha e Elivélton. Saudade desses tempos, não, torcedor são-paulino? No 17 de junho de 2012, o atual time do São Paulo  entrou em campo com camisas em homenagem aos campeões da Libertadores de 1992, a primeira das três que o tricolor do Morumbi guarda orgulhosamente no seu Memorial. O goleiro Denis lembrou Zetti, um dos heróis da conquista. O camisa 10, Jádson, representou Raí. Lucas, com a 7 de Müller, que Telê substituiu durante o jogo contra o Newell´s por Macedo. Quem sabe, os homenageados de 1992 – alguns deles estiveram no Morumbi, neste domingo – não inspiram  a classe de 2012?      

Em 17 de junho de 1992, Fernando Collor ainda era o presidente do Brasil, o Rio tinha acabado de sediar a conferência Eco-92, o Nirvana revolucionava o planeta do som com o #discão “Nevermind” e o hit “Smells Like Teen Spirit”… e a flâmula do São Paulo ainda era assim, como a da foto.  Sem estrelas vermelhas em cima do escudo, só as duas douradas, que se referem aos recordes mundiais de Adhemar Ferreira da Silva, atleta tricolor, no salto triplo. O São Paulo decidiu no Morumbi superlotado (105 mil pagantes) a Copa Libertadores de 1992 contra os argentinos do Newell´s Old Boys, time treinado por Marcelo El Loco Bielsa. No primeiro jogo da final, em Rosário, o Newell´s venceu por 1×0, gol de pênalti, duvidoso como o sofrido por Macedo e convertido por Raí na partida do Morumbi.

A decisão foi para a cobrança de pênaltis. Zetti viu Berizzo e Mendoza desperdiçarem suas cobranças (pelo São Paulo, Raí, Ivan e Cafu converteram; Ronaldão perdeu). Quinta e última cobrança do Newell´s: Gamboa, melhor jogador do time. O ex-goleiro do Palmeiras, reabilitado por Telê Santana e pelo expert Valdir Joaquim de Moraes no São Paulo, voou e fez uma defesa histórica, narrada assim pelo “pai da matéria” Osmar Santos. “Zetti! Zetti! Zetti” – gritou Galvão Bueno na rede OM, em noite de recorde de audiência. Zetti se levantou, ficou parado alguns segundos e… começou a maior festa! O São Paulo era enfim campeão da Copa Libertadores! Milhares de torcedores invadiram o gramado do Morumbi para comemorar a grande conquista – é uma cena que ainda impressiona, 20 anos depois! O último clube brasileiro a levantar a Libertadores tinha sido o Grêmio, em 1983. Podemos dizer que aquele São Paulo de Telê Santana de alguma forma recolocou o futebol brasileiro no caminho dos títulos – dois anos depois, a Seleção de Parreira liderada por Romário obteve o tetra, com vários jogadores desse São Paulo de Telê no elenco: Zetti, Cafu, Ronaldo – em 94 jogando no futebol japonês – Müller, Raí – desde o meio de 93 no PSG – e Leonardo – que chegou depois.

Camisa do São Paulo na era Telê, no camarote de Raí no Morumbi, em foto de 2012.

Raí, o capitão e o eterno camisa 10 do São Paulo, ergueu a copa. Palhinha foi o artilheiro, com 7 gols. Mas o caminho do então campeão paulista e brasileiro rumo ao que aquela altura representava o maior título da história do tricolor foi acidetado, com o suor, a garra, o sofrimento e emoção que uma Libertadores exige. Veja a campanha do campeão: Continuar lendo “Libertadores, sua linda! 20 anos do primeiro título continental do São Paulo.”

Palestra Itália.doc: “Primeiro Tempo”

  • 21 de abril de 1917: jogo de estreia oficial do Palestra Itália no Parque Antarctica, o estádio Palestra Itália: o Palestra venceu por 5×1 o Sport Club Internacional de São Paulo, clube que tinha sido campeão paulista em 1907 (fonte: site do Palmeiras)
  • 22 de maio de 2010: última partida oficial do tradicional estádio, antes da reforma geral: Palmeiras 4×2 Grêmio (Cleiton Xavier marcou o último gol).
  • 9 de julho de 2010:, amistoso: Palmeiras 0x2 Boca Juniors.

Você torcedor do Palmeiras sente um aperto no peito quando vê fotos da demolição de parte do tradicional estádio Palestra Itália também conhecido como Parque Antarctiva, que está sendo transformado na futura Arena Palestra Itália? Posso entender porque eu também fico arrepiado. Saiu no Blog do Juca, e a Helena Tahira, codiretora de Juventus Rumo a Tóquio, me falou também do filme Primeiro Tempo. O diretor Rogério Zagallo e equipe da Oka Comunicações (mesmos nomes do excelente curta sobre o Juventus) filmaram o último jogo no Palestra (1917-2010), o cotidiano do estádio do Palmeiras e depoimentos de grandes ídolos alviverdes. Pelo trailer, só o time de goleiros… Oberdan, Valdir Joaquim de Moraes, Marcos… mais o divino Ademir da Guia e os artilheiros Cesar Maluco e Evair já deixam os torcedores do Verdão e fãs de futebol em geral com muita vontade de ver o filme pronto logo! O documentário sobre a casa do Palmeiras terá uma continuação, Segundo Tempo, sobre a futura Arena Palestra Itália – os dois docs formam o projeto PalestraItália.Doc. Faltava mesmo um filme sobre o Palmeiras!
Veja o trailer. Continuar lendo “Palestra Itália.doc: “Primeiro Tempo””

Cinema e Futebol


A estreia na TV por assinatura do emocionante curta-metragem Juventus Rumo a Tóquio” abre as cortinas de mais uma semana da Mostra Cinema e Futebol, do Canal Brasil – um vasto panorama de filmes sobre futebol no país. O curta se passa numa manhã decisiva de domingo na Javari. Passa nesta segunda, 21 de junho, às 18h30, com reprise na terça, 22/6, às 12h30.

Na sequência, dois curtas sobre a torcida do América-RJ: “Unido Vencerás” e “Unido Vencerás II – Uma História Diferente”.

E às 19h09 desta segunda, o Canal Brasil exibe “Heróis de uma Nação”, sobre o Flamengo campeão de tudo (estadual, brasileiro, sul-americano e mundial) entre 1978 e 1981. Esse doc tem duração de 50 minutos e conta com depoimento de protagonistas desses anos rubro-negros, como Paulo César Carpegianni (primeiro, jogador; depois técnico campeão do mundo de clubes). Replay: terça, às 13h08, no mesmo bat canal.

Nesta terça, 22 de junho, a partir das 18h30, o Canal Brasil tem mais uma rodada dupla: “Sobrenatural de Almeida”, curta de Paulo Sérgio Almeida. Em seguida, às 18h42, o documentário “Papão de 54”, sobre o time do Renner, que superou tricolores e colorados no campeonato gaúcho daquele ano. Já ouviu falar de Valdir Joaquim de Moraes, senhor goleiro e depois preparador de arqueiros como Zetti? Ênio Andrade? Ênio seria depois um dos “11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro“, como conta o livro do Noriega. Ambos jogaram no Grêmio Esportivo Renner, Papão de 54, que deixou muitos órfaos da arquibancada (título de reportagens sobre times extintos, no Globo Esporte). Reprise na quarta, 23/6, a partir de 12h30. Veja que outros filmes já passaram na Mostra.

Renner: “Uma vez Para Sempre”

Mais uma dica do colecionador Domingos D´Angelo, do MemoFut, grupo que discute a memória e literatura do futebol. Saiu  “Uma Vez para Sempre”, novo livro de Francisco Michielin, sobre o extinto Grêmio Esportivo Renner, campeão gaúcho em 1954. O time de Porto Alegre revelou o goleiro Valdir Joaquim de Moraes (mais tarde, da Academia do Palmeiras, grande treinador de goleiros), Ênio Andrade (meio-campo e depois grande treinador) e Breno Mello (artilheiro, participou até de filme). Depois da taça do Renner, em 54, apenas a dupla Ca-Ju andou tirando o Gauchão da hegemonia colorada e tricolor (o Juventude em 98 e o Caxias em 2000). Fut Pop Clube tem imenso interesse e respeito pela história dos clubes extintos ou que fecharam o departamento de futebol. Parabéns ao autor, Michielin, médico e escritor apaixonado por futebol. E obrigado ao pessoal do MemoFut pela dica.

P.S. – Existe um documentário sobre o Renner, “Papão de 54”, filmado pela Estação Elétrica. Dá para ver o trailer no You Tube. Lembro-me também que o Renner e seus ídolos apareceram numa série de reportagens do Tino Marcos para o Globo Esporte, em 2007: “Órfãos da Arquibancada”.