Estádio Nacional de Tóquio, 12 de dezembro de 1993. O São Paulo de Telê Santana, bicampeão da Libertadores, atravessou o mundo outra vez para ganhar o bi do Mundial de Clubes (ou da Copa Intercontinental, conforme o gosto do freguês), já sem o capitão Raí, vendido para o PSG. O adversário era um multinacional Milan de Fábio Capello, vice-campeão europeu (o Olympique de Marselha, campeão europeu, estava envolvido em escândalos, e foi punido).
O livro “Saga de uma Paixão”, de Ignácio de Loyola Brandão, ganhou na época uma segunda edição (cuja capa ilustra o post) para contar mais um título.
E foi um jogo maluco maluco, carregado de emoção. Continuar lendo “O bi mundial do tricolor”→
… diria Fiori Gigliotti, saudoso locutor esportivo do rádio paulista.
Ninguém pode reclamar de falta de emoção no nono Brasileirão disputado por pontos corridos.
Não tem uma final.
Tem duas “finais”, simultâneas, isso só falando da última rodada (o que houve em Floripa e no Engenhão, se não foram “finais”?). E da briga pelo título.
Pois a 38ª rodada do Brasileirão 2011, tão lotada de clássicos que dois deles vão ser disputados fora de suas cidades originais, nos reserva:
um Derby paulista valendo título, de um lado, e salvar a temporada, do outro, no Pacaembu
umClássico dos Milhões no Engenhão que vale título para o lado cruzmaltino e vaga na Libertadores para os rubro-negros
um AtleTiba de arrepiar na Arena da Baixada, onde está em disputa uma vaga na Libertadores e a fuga do rebaixamento
umGreNal no Beira-Rio que pode valer vaga na Libertadores para os colorados
um Avaí x Figueirense na Ressacada em que os visitantes tentam a Libertadores
um San-São esvaziado em Mogi Mirim, em que o tricolor joga suas derradeiras chances de Libertadores
um Clássico Vovô em Volta Redonda, onde o Fogão também joga suas últimas fichas para tentar a principal Copa do continente, e o tricolor entrar direto na fase de grupos da cobiçada taça
e por último, mas não menos importante, um Cruzeiro x Atlético de arrepiar em Sete Lagoas, onde o Galo já salvo, pode rebaixar o arquirrival Continuar lendo “Agueeenta coração!”→
Domingo de reestreia de Luis Fabiano no São Paulo e aniversário do estádio do Morumbi. 51 anos do gol de Peixinho, no amistoso inaugural contra o Sporting Club de Portugal. Tudo pronto para a festa? Só faltou combinar com o Flamengo, que tem excelente elenco (de qualidade vários furos acima do que sua campanha mostra) e um técnico nada bobo no banco.
Finalmente, chegou o dia da reestreia de L u í s F a b i a n o, homem-gol, no São Paulo, bem no 2 de outubro em que o estádio do Morumbi completa 51 anos. A ver se o ex-Sevilla vencerá os problemas físicos e corresponderá, aos poucos, à fabulosa expectativa criada pela contratação.
São Paulo x Flamengo, jogo pra ir.
E ficar de ouvido grudado no radinho para saber o andamento de Vasco x Corinthians, outro grande clássico do “Rio-São Paulo” que parece ter se tornado mesmo o Brasileirão 2011.
Jogaços!
* Luís Fabiano obviamente não está entre as figurinhas do Sevilla no álbum oficial de cromos da Liga Espanhola 2011/12. Mas sua foto aparece impressa no próprio álbum, nas páginas do Sevilla, acompanhado pelo seguinte texto: “´O Fabuloso, uno de los maás prolíficos goleadores de la historia sevillista”.
Dica do amigo Joia.
O momento do futebol mineiro não é bom. Três times ameaçados no Brasileirão. Mas confesso que fiquei impressionado com a quantidade de torcedores / fãs com camisetas do Atlético – Galo Metal – e do Cruzeiro, no dia metal do Rock in Rio. Inclusive o guitarrista Phil Campbell, do Motörhead, usou uma do Gal, certamente presenteada pelo Paulo Xisto, baixista do Clube Atlé…, digo, baixista do Sepultura (tinha o nome de Paulo nas costas).
Também marcaram presença no clássico, ou melhor, no festival, torcedores de Flamengo, Fluminense, Vasco (felizes da vida com a fase turbinada do chamado Trem-Bala da Colina) e Botafogo, claro; de São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Coritiba, Grêmio, Internacional, Bahia, Remo, Paysandu, Santa Cruz, Sport, Náutico (Metal Alvirrubro), CSA etc etc etc… e até do Paraguai!
Agora, eu pergunto: se os torcedores falam a mesma língua, moram na mesma cidade, dividem os mesmos interesses e gostos musicais, seja heavy metal ou samba, por que se agridem, se matam tanto uns aos outros? Hein? Por que não aceitar a diferença e conviver com isso? Qual seria a graça de um campeonato estadual sem o seu maior arquirrival?
Rivaldo Maravilha depois de mandar mais um gol. Golaço! O quarto do tricolor paulista FOTO WAGNER CARMO Vipcomm
“Hell´s Bells”! Por influência do goleiro-artilheiro, capitão e futuro manda-chuva Rogério Ceni, que gosta de rock, o São Paulo tem entrado em campo ao som dessa pauleira do AC/DC (que tocou em novembro de 2009 no estádio do Morumbi – leia meu post anterior). O tricolor começou mesmo em ritmo de hard rock, com uma grande chance de gol, a 1 minuto e meio de partida. Mas dormiu no ponto e chegou a levar um sufoco do Ceará, agora treinado por Estevam Soares, que aprontou lá pelo lado direito da defesa paulista. No finzinho do primeiro tempo, os dois laterais são-paulinos – Juan e o paraguaio Piris – deram a vantagem e a tranquilidade do tricolor.
Dois vira, quatro acaba? Talvez não fosse tão simples assim, não fosse a entrada de Rivaldo, experiente camisa 10 do São Paulo, no lugar do jovem centroavante Henrique, antes do primeiro terço do segundo tempo. Casemiro fez o terceiro gol, num tirambaço de fora da área.
Outra pintura: jogada de Lucas, bastante atuante, cruzamento de Juan e chute de primeira de Rivaldo. Golaço! O pentacampeão mundial ainda deu mais show, com ótimos lançamentos, assistências – proporcionou com toque de classe uma clara chance de gol desperdiçada por Cícero.
Mas como este é um blog mais de comportamento do que de resultados, não tenho como não mencionar a quantidade impressionante de mascotinhos que entram em campo acompanhando o goleiro-roqueiro Rogério Ceni. Nas arquibancadas, o pessoal sorri com a imagem da molecadinha em disparada para o túnel, antes de o jogo começar.
Agora, o marketing do São Paulo deveria pensar seriamente num plano para que o Morumbi não recebe menos de 22 mil pessoas (público de hoje) daqui até o fim da carreira de Rogério Ceni. Tem que ser trabalhado isso. O mito está na sua última centena de jogos, aproximadamente. Podem faltar umas 50 partidas apenas com o Rogério Ceni no gol tricolor. Já pensou nisso, torcedor são-paulino, ô “da poltrona”? Deixa o rock rolar! Continuar lendo “Um jogo que começou no ritmo rock do AC/DC e terminou com o sambalanço de “Meu Esquema””→
Que rodada foi essa do Brasileirão!?!? Às 11 e pouco da noite, eu tuitava: “Superquarta no #Brasileirão, hein? Ótimos públicos nos estádios, muitos gols . . . Mal podia esperar pelos segundos tempos. Que jogaço aço aço o clássico nacional, continental, mundial na Vila Belmiro. O Santos de Muricy abriu 3×0. Com gol de placa de Neymar e tudo. O Flamengo de Luxemburgo encostou. Elano perdeu pênalti. O rubro-negro empatou. No segundo tempo, o Santos fez 4×3. Mas o Fla empatou e virou, com show e hat-trick de Ronaldinho Gaúcho. A despeito do resultado adverso, torcedores do Peixe que foram à Vila vão ter muita história para contar sobre esse jogão, destaque na imprensa mundial – só o site do Marca reserva quatro destaques na capa! E vale repetir a máxima: os quase 13 mil espectadores poderiam sair e pagar de novo o ingresso depois do 1º gol do Neymar. Gol de placa, jogo de enciclopédia.
Um olho na Vila, outro no Couto Pereira. O São Paulo de Adílson virou com 3 a zero. Belos gols. A torcida do Coxa não deixou de apoiar. Impressionante. O tricolor chegou ao quarto gol com Lucas. Com um a menos, o Coritiba foi encostando, fazendo gols… E olha… se tivesse mais 5 minutos de jogo, era capaz de empatar e virar. O São Paulo conseguiu outra boa vitória fora, mas não dá para dizer que o Coritiba saiu derrotado. Continuar lendo “Noite de gala. Épica!”→