Um 2 de outubro alvinegro

A foto – clássica, que acho que não posso reproduzir aqui – é uma das mais antigas lembranças da infância do boleirinho nerd e ruim de bola, de 7 anos, que começou a ler jornais devorando as páginas de esporte. A ponto de decorar, do goleiro ao ponta-esquerda, o time-base dos quatro maiores do futebol paulista, mais a Portuguesa (que naquele tempo brigava sempre pelos títulos estaduais) e o Guarani. A foto da perna quebrada do centroavante Mirandinha, numa partida do São Paulo contra o América, em São José do Rio Preto, é outra que não sai da retina.

O rei, vestido com uma não menos clássica camisa de listas brancas e pretas, está de braços abertos como o Cristo Redentor, e de joelhos se despede do gramado da Vila, de onde saiu para conquistar o planeta bola.

Estou falando desta foto aqui.

Em dois de outubro de 1974, esse rei, Pelé, se despediu da Vila Belmiro. Aquele Santos 2×0 Ponte Preta (que então usava uma camisa branca e calção preto) foi o último jogo oficial do atleta do século XX pelo Santos, numa partida de Campeonato Paulista, competição que conquistou 10 vezes ou com a camisa branca ou com essa maravilhosa camisa listrada, que hoje eu leio, ainda falta à coleção do Museu Pelé, Santos.  Continuar lendo “Um 2 de outubro alvinegro”

Pelezinho, um craque que (não) está no gibi.

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Atualizado em 20 de agosto de 2012
Por falar no estádio Råsunda, o cartunista Mauricio de Sousa divulgou no seu Twitter pessoal e no Facebook da Turma da Mônica uma homenagem do seu estúdio ao local da final da Copa de 1958. A arte foi criada por Flávio Teixeira de Jesus, roteirista da Mauricio de Sousa Produções, e nela volta a brilhar a estrela do Pelezinho, simpático personagem de saborosas histórias em quadrinhos, que no final dos anos 70, começo dos 80, divertiram boleirinhos como este que vos bloga.
Depois da notícia triste (a demolição do Råsunda), a boa nova: Pelezinho vai voltar aos gramados, digo, às bancas.
Segundo a página da Turma da Mônica no Face, o personagem inspirado na infância do rei do futebol retorna aos gibis pelo time da editora Panini Comics Brasil, e reestreia em plena Bienal do Livro.

Pelezinhosubiu pro time de cima em 1976, quando surgiu tirinhas diárias nos jornais. “As Tiras Clássicas do Pelezinho – Volume 1” é um dos primeiros (re)lançamentos da Panini Comis, confira a capa.

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Em 1977, pintou na área a revista Pelezinho, que circulou até 1982, pela editora Abril (fonte: site da Mônica), fora dois almanaques especiais das Copas de 1982 e 1986. A Panini Comics já (re)lançou o primeiro título, “Coleção Histórica Pelezinho” – veja a capa.

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As historinhas e os outros personagens eram inspirados nas memórias da infância de Pelé. Como a japinha Neusinha, a primeira namoradinha real. Você se lembra de outros personagens da HQ? Escreva para o Fut Pop Clube, na página de comentários. Eu começo…

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A Bola e o Goleiro. Jorge Amado e o futebol.

Capa de “A Bola e o Goleiro”: Jorge Amado para as “categorias de base”, na edição da Companhia das Letrinhas


Nesta sexta-feira, 10 de agosto, o Fut Pop Clube começa a festejar o centenário de nascimento de Jorge Amado com o distintivo do Esporte Clube Ypiranga, de Salvador, o time de coração do escritor baiano. O Ypiranga, herdeiro do Sport Clube Sete de Setembro, foi fundado em 7 de setembro de 1906. “O Mais Querido” é o terceiro time com mais títulos no futebol baiano, atrás apenas do Bahia e do Vitória: o canário  aurinegro ganhou 10 campeonatos da primeira divisão estadual, o último em 1951. Sob nova direção, hoje o Ypiranga (de) Amado tenta reencontrar o seu caminho.
Como todo mundo que conhece um pouquinho da vida do escritor sabe, Jorge Amado era comunista. E no futebol, sua predileção eram os times de origem operária. Também era torcedor do Bangu Atlético Clube.
O autor de “Jubiabá”, “Capitães da Areia”, “Gabriela, Cravo e Canela”, “Dona Flor e seus Dois Maridos”, “Tieta do Agreste” etc etc etc escreveu um livro sobre futebol destinado ao público infanto-juvenil. É o delicioso “A Bola e o Goleiro”, de 1984, que curti na edição da Companhia das Letrinhas, ilustrada pelo traço colorido de Kiko Farkas. No livro, uma foto feita por Zélia Gattai mostra o escritor Amado ao lado do excelente artista plástico Carybé, no velho estádio da Fonte Nova, em Salvador. Continuar lendo “A Bola e o Goleiro. Jorge Amado e o futebol.”

O Nome do Rei é Pelé


Na semana do 71º aniversário do maior jogador de todos os tempos, a dica de música é “O Nome do Rei é Pelé“, gravada por um camisa 10 da seleção brasileira de música: Jorge Ben Jor. A canção -usada no filme “Pelé Eterno” – saiu no CD Reactivus amor est (Turba Philosophorum)”, lançado por Ben Jor em 2004, e também na coletânea “Football & Samba Groove Association”, lotada de clássicos do artilheiro do samba-rock (como “Fio Maravilha”). Continuar lendo “O Nome do Rei é Pelé”

Rua Javari | Clube Atlético Juventus

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Busto de Pelé na Javari, onde marcou um dos seus mais belos gols, num Juventus 2x Santos 4, em 1959.

Depois de andanças por estádios de Munique, Gênova, Barcelona, Lisboa, Sevilha e Madri, hoje o Rolê do Fut Pop Clube fez uma escala na rua Javari, no bairro super paulistano da Mooca. Estádio Conde Rodolfo Crespi, o campo do Clube Atlético Juventus, o Moleque Travesso, que adorava aprontar para os grandes clubes de São Paulo quando estava na primeira divisão do estadual (é bom lembrar que o Juve conquistou a Taça de Prata, a segunda divisão nacional, em 1983). Continuar lendo “Rua Javari | Clube Atlético Juventus”

O dia em que Pelé “disse” bye-bye, Seleção

Maracanã, 18 de julho de 1971. Brasil 2×2 Iugoslávia. A despedida oficial de Pelé da Seleção Brasileira. 180 mil pessoas gritavam “Fica! Fica Fica”. Na autobiografia Pelé – Minha Vida em Imagens, o rei diz: “jamais poderei esquecer o adeus tão carinhoso que recebi daquela multidão”. Continuar lendo “O dia em que Pelé “disse” bye-bye, Seleção”