De letra: o canhão da Vila, a patada atômica e o jornalista Michel Laurence.

Nas bancas: uma revista tradicional em casa nova. E uma nova revista, a “Corner”.

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Já está nas bancas uma edição historicamente marcante de “Placar“. A primeira feita fora da editora Abril. O título agora pertence à mesma editora da revista Caras. O Menon publicou em seu blog uma entrevista com o “publisher”, o argentino Edgardo Martolio. Os prêmios Bola de Prata e Bola de Ouro devem ser turbinados. Na nova edição, tem uma versão da Bola de Prata e de Ouro pra Copa América chilena, algumas novas seções (resumão, agendão) e uma abertura para outros esportes, pela primeira vez em muitos anos (nos seu auge, nos anos 70, a revista cobria F1, basquete, vôlei…).

Só agora encontrei o número 1 da “Corner, nova revista brasileira lançada em maio. Uma revista menos preocupada com o factual, e mais com a história e a política atrás do futebol.  A linha é bastante parecida com a de uma ótima revista editada em Barcelona, a “Panenka” – que já foi tema de um post aqui, meses atrás. Influência praticamente assumida numa entrevista com os editores da “Panenka”. Aliás, o primeiro número da “Corner” tem altas discussões sobre o jornalismo esportivo.
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A Bola de Prata do ano em que perdemos Michel Laurence.

Marcelo Grohe, Marcos Rocha, Rafel Tolói, Gil e Zé Roberto; o chileno Aránguiz, Lucas Silva, Paulo Henrique Ganso e Ricardo Goulart; Diego Tardelli e o peruano Guerrero. Esta é a seleção do Brasileirão 2014, de acordo com o prẽmio Bola de Prata, concedido pela revista Placar e pelos canais ESPN. Ricardo Goulart levou a Bola de Ouro como melhor jogador do campeonato.

Barcos e Fred, a Chuteira de Ouro da temporada 2014. O atacante do Flu ainda ganhou uma Bola de Prata como artilheiro do Brasileirão.

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Michel

O post de hoje é sobre um craque do jornalismo esportivo.

Morreu Michel Laurence, francês de Marselha, alvinegro praiano de coração. Por sinal, o Rei Pelé era uma fonte muito próxima.

Esse camisa 10 das redações esportivas paulistanas participou da criação da revista “Placar” e da tradicional Bola de Prata, dada aos melhores do campeonato brasileiro desde 1970.

Mais um bom motivo para procurar nos sebos e feirinhas edições clássicas de “Placar”, em busca dos textos seus.

O jornalista de texto admirado já tinha conquistado um Prêmio Esso de Jornalismo, em 1969, com a reportagem “O Jogador É Um Escravo“, escrita ao lado de José Maria de Aquino, no “Estadão”. A reportagem foi republicada em 2010, no livro “11 Gols de Placa“, organizado pelo jornalista Fernando Molica.

Cobriu nada menos do que oito Copas.

Ah, sim, Michel Laurence ganhou em vida uma Bola de Prata da revista “Placar”. Nada mais justo.

Um grande abraço solidário ao Bruno e a toda família de Michel Laurence (1938-2014).

 

 

 

 

Mural de craque

No elegante bairro do Sarrià, em Barcelona, são muito poucas as lembranças do velho estádio do Espanyol, que em 5 de julho de 1982 recebeu o clássico Itália 3×2 Brasil – como mostrou o rolê do Fut Pop Clube ao lado do jornalista colombiano Wilmar Cabrera, autor do livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal”.
Mas a uns 9 mil quilômetros deste quarteirão de Barcelona, um dos cinco gols da partida mais famosa do Mundial de 1982 – a verdadeira decisão – é retratado por um mural do artista brasileiro Eduardo Kobra. O golaço de Paulo Roberto Falcão -o segundo na derrota fatal contra a Squadra Azzurra- e alegria do camisa 15 canarinho (eternizada pelo clique de J.B.Scalco, para a “Placar”) merecem a atenção de quem passa pela esquina das avenidas Hélio Pellegrino e Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.
Sintomático que os brasileiros guardem uma imagem de uma das derrotas mais doídas da Seleção (ao lado do Maracanazo de 1950). Aquela Seleção não ganhou a Copa. Encantou o planeta bola. Ganhou o mundo. Aquela era uma Seleção pela qual valia a pena chorar, como mostrou a célebre capa do “Jornal da Tarde” sobre a foto de Reginaldo Manente.

Mural do Studio Kobra com o gol de Falcão contra a Itália.
Mural do Studio Kobra com o gol de Falcão contra a Itália, sobre a foto de J.B. Scalco para a “Placar”

Parece que as árvores querem cumprimentar e abraçar o Falcão por seu gol”, disse o jornalista Wilmar Cabrera, colombiano radicado na Barcelona do antigo estádio Sarrià. A vitória da Azzurra de Bearzot (que não era fraca, não – longe disso!) é o tema do livro  de Wilmar Cabrera,”Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal”.

Depois da Copa de 1982, não foram muitos os jogos de Mundial em que a Seleção Brasileira encantou.

Que o Brasil volte a jogar bonito.

Sem Neymar, isso vai ser um pouco mais difícil. Não impossível.

E se perder? Bola pra frente. Vamos continuar curtindo a Copa, por favor? Ela tá maneira demais.

A derrota em 1982 não foi o fim das carreiras de Telê, Sócrates, Zico, Toninho Cerezo, Junior e cia. Pelo contrário. Ganharam muitos títulos mais.

Em 2006, a Alemanha sediou o Mundial e festejou o terceiro lugar. Olha ela aí de novo…

Tenho um pressentimento que boa parte desta segunda família Scolari ainda pode dar muitas alegrias à torcida brasileira. Continuar lendo “Mural de craque”

Entre jogos de futebol de botão e leituras da “Placar” semanal, uma novela e uma trilha sonora inesquecíveis.

Texto publicado na semana do rock na Coluna de Música do Fut Pop Clube

Logotipo criado pela artista Lais Sobral para a Coluna de Música do Fut Pop Clube

“Hei, hei, é o fim/Oh cupido, pra longe de mim”

Você acha que o primeiro festival Hollywood Rock foi o de 1988? Não é bem assim. Está em cartaz no Canal Brasil o filme “Ritmo Alucinante – A Explosão do Rock no Brasil”, do diretor Marcelo França (também conhecido como Marcelo Pietsch França, falecido em 2011). É um documentário sobre um Hollywood Rock que rolou em 1975 no estádio do glorioso Botafogo, que ficava em General Severiano, local hoje dos treinamentos e da sede do clube da estrela solitária e de um shopping. O festival foi organizado pelo produtor Nelson Motta e reuniu grandes nomes do rock nacional, como Raul Seixas, Rita Lee (já com a banda Tutti Frutti, contando com guitarra espetacular de Luiz Carlini), Erasmo Carlos e o broto legal Celly Campello. A cantora era uma das pioneiras do rock´n´roll no Brasil e estouraria de novo na onda de uma inesquecível novela das 7: “Estúpido Cupido” (Rede Globo, 1976-77; a última em preto e branco, embora os 2 últimos capítulos tenham sido coloridos),  escrita pelo dramaturgo linense/palmeirense Mário Prata e dirigida por Régis Cardoso – trama e músicas deixaram muita saudade.  Na trilha, Celly Campello cantava o tema de abertura e outra deliciosa versão, “Banho de Lua”. O site Memória Globo informa que a trilha de “Estúpido Cupido” vendeu um milhão de LPs. A fita K7 (!!!) com a trilha nacional foi uma das primeiras coisas que este colunista comprou na vida, junto com jogos de futebol de botão, edições da revista “Placar” (então semanal) e camisas de times. Continuar lendo “Entre jogos de futebol de botão e leituras da “Placar” semanal, uma novela e uma trilha sonora inesquecíveis.”

Nas bancas

Resvista ESPNBacana a Revista ESPN, que chegou às bancas de Sampa. Formatão da Rolling Stone brasileira, que aliás é da mesma editora, a Spring. No expediente, coleguinhas da já saudosa Trivela, que começou como site (continua no ar) e, nos anos em que bateu seu bolão nas bancas, foi a melhor revista brasileira de futebol. Para os fãs da Trivela, uma opção pode ser a revista…

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