Galeria de ídolos aurinegros, na frente do estádio Campeón del Siglo.

Galeria de ídolos aurinegros, na frente do estádio Campeón del Siglo.

O respeito à memória de um clube é algo a ser admirado. Outro exemplo que vem do exterior.

Do lado de fora da cancha do Peñarol, inaugurada em 2016, há um espaço com totens informativos sobre ídolos aurinegros. Alguns heróis da conquista da Copa do Mundo de 1950: o goleiro Máspoli, o capitão Obdulio Varela, Schiaffino, que marcou o gol de empate contra o Brasil, e Ghigghia – como alguns outros, existem pegadas do atacante, que definiu o Mundial de 1950, no Maracanã.

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Geneton, um craque da arte de entrevistar.

O Brasil já não é um país muito preocupado com memória e esta semana perdeu um obstinado pelos grandes fatos da história. Morreu o jornalista e escritor pernambucano Geneton Moraes Neto. Partiu cedo demais. Deixou mulher, três filhos, quatro netos … e onze livros. Entre eles, Dossiê 50. O subtítulo explica: “um repórter em busca dos onze jogadores que entraram em campo para serem campeões do mundo em 1950, mas se tornaram personagens do maior drama da história do futebol brasileiro”.

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Foi frango de Barbosa? O lateral Bigode deveria ter cometido falta em Ghiggia? Nilton Santos deveria ter jogado? Houve falha de cobertura de Juvenal? Obdulio Varela deu um tapa em Bigode? A troca de concentração atrapalhou o sossego do elenco? E o clima de ‘já-ganhou’? Geneton deu voz aos 11 titulares da seleção de 1950 – Barbosa, Augusto, Juvenal, Bigode, Bauer, Danilo, Zizinho, Friaça, Jair Rosa Pinto, Ademir Menezes e Chico – e também ao treinador Flávio Costa. Para a caprichada reedição de 2013, lançada pela Maquinária Editora, entrevistou também o uruguaio Alcides Ghiggia, autor do gol do título. O livro virou filme, exibido na GloboNews e no festival CINEfoot.
E como se não bastasse todo o esforço de reportagem de ouvir todos os personagens, o texto ainda é espetacular.

Geneton batalhou pela “anistia” aos onze condenados do Maracanazo (especialmente Barbosa e Juvenal). Isso, antes do 7×1 no Mineirão, que libertou de vez a seleção de 50 (e deveria ter reabilitado também a camisa branca – como a da réplica da foto acima- amaldiçoada depois da conquista uruguaia no Rio).
Geneton morreu dois dias depois de outra grande decisão no Maracanã, guardadas as proporções entre uma final de Copa do Mundo e uma final olímpica. Continuar lendo “Geneton, um craque da arte de entrevistar.”

Museu do Peñarol

Museu do Peñarol

Post originalmente publicado em novembro de 2015
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O museu do Club Atlético Peñarol existe desde 2001. Atualmente está localizado no Palácio Peñarol, calle Magallanes, não muito longe da Intendência (prefeitura) de Montevidéu. É a sede do clube, que tem ainda um ginásio onde joga o time de basquete dos carboneros e a loja oficial. Aos domingos, a loja não abre por causa da feira de Tristán Navarja, a maior feira de antiguidades da capital uruguaia. Mas o museu abre, sim.

As origens carboneras estão ligadas ao setor ferroviário. A primeira camisa do Central Uruguay Railway Cricket Club (fundado em 28/9/1891) era assim. DSC07432

Peñarol virou nome de um lugar – e uma estação – em Montevidéu por causa do nome de um imigrante italiano, Pineirolo, que virou Piñeirol no Uruguai. Mas o pessoal acabou pronunciando Peñarol. Pegou. Em 12 de março de 1914, o time adotou a denominação atual, Club Atlético Peñarol.DSC07448

Estão em destaque no museu as 5 Copas Libertadores e os três mundiais de clubes (Copa Intercontinental) conquistados pelos manyas.

Recebem tratamento especial os ídolos aurinegros, como Obdulio Varela, grande capitão da Celeste campeã de 1950…DSC07454

O goleiro campeão no Rio, em 1950, Roque Máspoli…DSC07445

Schiaffino, outro heroi uruguaio do Maracanazo…DSC07457

… o goleiro Mazurkiewicz…DSC07449

Don Pedro Rocha, campeão da Libertadores e mundial de clubes em 1966…DSC07447

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#MaracanáLaPelícula. O filme sobre o Maracanazo, no Canal Brasil.

Sexra, 25 de novembro, 22h, Canal Brasil. Replay terça, 13h30.
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Um filme sobre a Copa de 1950 estreou no escurinho do estádio – o mítico estádio da copa de 1930, vencida pela mesma seleção. A primeira sessão de Maracaná – La Película” (de Sebastián Bednarik e Andrés Varela) levou 10 mil torcedores, digo, espectadores ao Centenário, em Montevidéu. É uma coprodução celeste-canarinho (envolveu produtoras uruguaias e brasileiras) que procura mostrar o lado tanto do campeão, como do vice, no que para nós brasileiros foi uma tragédia, a derrota de virada no jogo decisivo do quadrangular final da Copa de 50, no Maracanã lotado.  O #Maracanazo teve todo um clima de “já ganhou” e a pressão política para que o Brasil conquistasse a Copa, num ano de eleição, incluiu o discurso do prefeito do Rio, Mendes de Morais.

Brasileiros, cumpri minha palavra construindo este estádio. Cumpram agora seu dever, ganhando a Copa do Mundo.

Maracanazo… Por si, um assunto caro aos brasileiros… Não somos um povo melancólico… mas como adoramos debater nossas grandes derrotas nos gramados! 1950… 1982… 1998…
Ainda mais num ano de outra Copa do Mundo no Brasil – e de eleições também – conhecer melhor a exploração política do esporte nunca é demais.
Antonio Leal, do CINEfoot, esteve na sessão realizada no estádio Centenário. O documentário “Maracaná – La Película” (título original) é uma das atrações do festival de cinema de futebol. Em São Paulo, quinta-feira, 29 de maio, às 20h, no Museu do Futebol (estádio do Pacaembu). Grátis. Mas é bom chegar pelo menos 1 hora antes pra pegar o convite.
Mas as imagens raras, históricas, e a montagem do trailer, que você pode ver abaixo, já deixam ansioso qualquer espectador interessado em bons filmes de futebol e documentários, de modo geral, como eu e você que me lê.
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Dossiê 50

http://www.maquinariaeditora.com.br/
http://www.maquinariaeditora.com.br/
Capinha da primeira edição do livro do Geneton

A Copa de 50 e o Maracanazo estão entre os temas mais investigados por Geneton Moraes Neto. Em 2000,  quando a derrota de virada para a Celeste no Maracanã lotado completou 50 anos, o jornalista lançou o livro “Dossiê 50 – Os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro” pela editora Objetiva (ao lado, a capinha dessa edição, esgotada). Agora, a saga de Geneton em busca desses segredos virou o documentário “Dossiê 50: Comício A Favor dos Náufragos”. Teve pré-estreia no Festival do Rio. Antes de entrar na programação do canal GloboNews (em 3 de novembro), às 21h30; 9 de novembro, às 18h30). vai ter uma pré em São Paulo. Anote: sábado, 19 de outubro, das 11h às 13h, no auditório do Museu do Futebol. A entrada é de graça, mas está sujeita à lotação da sala (o auditório Armando Nogueira tem capacidade para 180 pessoas). Imperdível. E quem concorda comigo e pensa em ver essa sessão deve chegar com antecedência.

Outra boa nova é que o livro “Dossiê 50 – Os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro”  vai ser relançado pela Maquinária Editora, em papel, e também pela e-Galáxia, especializada em e-books.

Com as três mídias, documentário + livro + e-book, Geneton espera que os vice-campeões do mundo de 1950 sejam anistiados e tenham enfim o reconhecimento que mereciam. Sim, anistiados, porque como dizia o goleiro Barbosa (1921-2000), a pena máxima no Brasil era de 30 anos, mas o guarda-redes que está entre os 10 mais do Vasco pagou quase 50 anos. Continuar lendo “Dossiê 50”

Quando joga a Celeste

Logo-AUFweb_biggerO Uruguai, atual campeão da Copa América, melhor sul-americano no último Mundial, participa do grupo B da Copa das Confederações (veja a tabela).
Oscar Tabárez já divulgou os convocados para a Copa das Confederações.
Goleiros: Fernando Muslera (Galatasaray), Martín Silva (Olimpia) e Juan Castillo (Danubio)
Defensores: Diego Lugano (Málaga), Diego Godín (Atlético de Madrid), Maximiliano Pereira (Benfica), Martín Cáceres (Juventus de Turim), Álvaro Pereira (Internazionale), Sebastián Coates (Liverpool), Matías Aguirregaray (Peñarol) e Andrés Scotti (Nacional)
Meio-campistas: Diego Pérez (Bologna), Egidio Arévalo Ríos (Palermo), Nicolás Lodeiro (Botafogo), Walter Gargano (Internazionale), Cristian Rodríguez (Atlético de Madrid), Sebastián Eguren (Libertad), Gastón Ramírez (Southampton) e Álvaro González (Lazio)
Atacantes: Luis Suárez (Liverpool), Edison Cavani (Napoli), Diego Forlán (Internacional) e Abel Hernández (Palermo).

A Celeste estreia dia 16 – logo contra a Espanha campeã do mundo! – na Arena Pernambuco.

  • Dica de música do amigo Roge Vasco, feliz da vida com seu Peñarol, mais uma vez campeão uruguaio: o clip do cantor uruguaio Jaime Roos no Centenário, “Cuando Juega Uruguay”, uma canção de incentivo à Celeste. Com Obdulio Varela (El Negro Jefe, capitão da campeã mundial em 1950)  e tudo. O clip é de 1992.

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Rolê do blog pelo Museo del Fútbol, no estádio Centenario.

http://www.auf.org.uy/ Asociación Uruguaya de Fútbol
Linda vista aérea do mítico estádio, em foto que está no Museo del Fútbol e no site  da Asociación Uruguaya de Fútbol: http://www.auf.org.uy/
Obra de Carlos Páez Vilaró, no Museo del Fútbol, em Montevidéu

Com este belo mural do artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró, no Museo del Fútbol do estádio Centenario, Fut Pop Clube começa o passeio pelo cenário da primeira Copa do Mundo, a de 1930 – e seu interessantíssimo museu, inaugurado em 1975. O ingresso não custa caro, não. Cerca de 10 reais. Nós brasileiros podemos pagar na nossa moeda, mesmo. Aliás, leve reais, dólares ou pesos uruguayos de sobra, porque a lojinha do museu é tentadora! O senhor que me recebeu, um “carbonero” (torcedor do Peñarol) foi super simpático, mostrou não só interesse como muito conhecimento sobre o futebol brasileiro. Falou com opinião sobre a seleção de 1982, de Telê, falou do goleiro Leão, Libertadores… Enfim, tem história para contar e muito interesse pelo futebol brasileiro, como outros torcedores uruguaios. Continuar lendo “Rolê do blog pelo Museo del Fútbol, no estádio Centenario.”