Não, não dá para ficar indiferente à Maradona, El Diego de La Gente como diz o título de sua autobiografia, cuja capinha ilustra o post. O cara está sempre no fio da navalha. Gosta de viver perigosamente. Quando mergulhou nas drogas, quando pulava alucinadamente quase pra fora do camarote na Bombonera, quando escalou uma Argentina super ofensiva e se descuidou da defesa no Mundial 2010. Deu no que deu. Por mais amado pelo povo que seja, Maradona caiu do comando da albiceleste esta semana.
Lembro de pelo menos mais um livro sobre Don Diego: Hand of God – The Life of Diego Maradona, Soccer’s Fallen Star, do Jimmy Burns (que também fez um livro sobre o Barcelona, “A Paixão de um Povo”). Dá para ler um trechinho aqui.
Quem pode garantir que o Brasil ganharia mesmo o tetra na Copa de 94 SE Maradona não tivesse sido pego no exame antidoping?
Para nós, jornalistas e blogueiros, Maradona é um excelente personagem. Músicas sobre Diego? Inúmeras! Só Manu Chao gravou duas. Santa Maradona, ainda com a banda Mano Negra. E a linda La Vida Tombola, CD La Radiolina. O curioso site não-oficial Maradona10.com tem uma lista (parcial) de músicas, como a emocionante La Mano de Dios, do cantor Rodrigo (Potro Rodrigo), amigo de Don Diego. “Maradoo, Maradoo… Olé, olé, olé olé, Diego, Diego…”
Filmes? Pelo menos dois, exibidos em recentes mostras de cinema. Maradona de Kusturica, documentário totalmente pessoal, como se fosse um fanzine, um blog, do diretor sérvio Emir Kusturica. Foi lançado recentemente em DVD pela Europa Filmes e pode ser alugado em locadoras. Em 2006, vi na Mostra o extremo Amando a Maradona (cartaz abaixo), com direito a esquisitices como a Igreja Maradoniana, casamentos no estádio … Não basta tatuar a fé…

Mas bem que esse personagem de predileção dos jornalistas poderia voltar a acertar uns golaços, para o bem dele… e do futebol.
Ah, sim, Diego poderia parar com a ladainha Maradona x Pelé, quem foi melhor… É claro que foi Leônidas da Silva… Hahaha! Brincadeira, tá, pessoal?


Argentina na Copa, Maradona lá… E um músico que adora cantar sobre don Diego está lançando disco. Sai amanhã no México (e nos próximos dias nos EUA, Canadá e Inglaterra) o novo ao vivo de Manu Chao e da sensacional banda Radio Bemba.
O vídeo Rock& Roll Band, da Mano Negra, também está no DVD duplo
A 
” – em 2008, ele esteve no Festival de Verão de Salvador. O show começou por volta de 22h15 da noite e só terminou à 0h50. Inacreditáveis 155 minutos de bola rolando, digo, de espetáculo, no abafado Espaço das Américas, local também da última apresentação paulistana do franco-espanhol. Manu e sua torre de babel musical passaram a limpo quase todo o repertório dos discos “Clandestino”, “Próxima Estación: Esperanza” e “La Radiolina”, com direito ainda a hits da banda anterior do cantor, Mano Negra, como “Mala Vida”. Passaram a limpo, mesmo, porque as canções ganham arranjos diferentes das versões de estúdio. Se você ouviu o álbum “Clandestino” e nunca foi a um show de Manu, esqueça a impressão. No palco, musiquinhas acústicas e doces podem virar parte de uma massaroca sonora que inclui reggae, hardcore, ska, salsa, rumba, son, flamenco … é difícil ficar parado. “Me Llaman Calle” e “La Vida Tombola”, aquela sobre o Maradona, mais intimistas, perdem um pouco num show dessas dimensões. Na banda Radio Bemba, queria destacar principalmente o carisma e o talento do guitarrista Madjid, capaz tanto de um ataque de guitarra furioso e veloz numa Gibson SG como esmerilhar no violão flamenco, como em “Rumba de Barcelona” e , especialmente, “Clandestino”. Momento meigo: “Welcome to Tijuana” (
