Algumas coincidências entre os campeões da Libertadores e da Champions League em 2012

A de 2012 é do Corinthians

No ano 102 de sua história, o Sport Club Corinthians Paulista entrou para o clube dos campeões da Libertadores (agora são 23 integrantes). Campeão invicto, com todos os méritos, logo contra o bicho-papão Boca, que jogou pouco e bateu muito (especialmente Santiago Silva e Ervitti) na segunda partida da final, no Pacaembu. Curioso é que o Corinthians já teve times muito mais galáticos do que este, mas só conseguiu o título tão cobiçado com um time de operários, de guerreiros. Um Timão de muita obediência tática e marcação. Um Timão com espírito de Libertadores. Parabéns, Tite -que também entrou de vez no rol dos grandes técnicos brasileiros. Parabéns à diretoria, que de boba não tem nada. Em cinco anos, saiu de um pesadelo para toda a glória da Libertadores. E colhe agora os frutos da manutenção do treinador. Parabéns ao bando de loucos. Em resumo: título esperado, brigado, merecido.

Nesta reta final, 1×1 arrancado em plena Bombonera e 2×0 no Pacaembu, notei algumas coincidências entre o Corinthians, agora campeão da Libertadores, e o Chelsea, vencedor da Champions League – clubes que podem se encontrar em dezembro -se não houver nenhuma zebra na semifinal- no Mundial de Clubes, que será disputado no Japão entre 8 e 18 de dezembro.

  •  Corinthians e Chelsea são dois times de tradição, torcida, muita grana, donos de títulos nacionais, mas até 2012 não tinham o maior título de seus continentes: Libertadores e Liga/Copa dos Campeões.
  •  Nas semifinais, ambos derrotaram os atuais campeões de seus continentes, algo favoritos: o Corinthians eliminou o Santos de Neymar e o Chelsea eliminou o Barcelona de Messi e cia ilimitada.
  • Nas finais, Corinthians e Chelsea derrotaram grandes colecionadores das copas: o Boca Juniors, seis Libertadores, e o Bayern de Munique, quatro Ligas/Copas dos Campeões.
  • Ambos tinham poucos jogadores “feitos em casa”, nenhum entre os titulares que entraram jogando as finais. O que em nada diminui a conquista.Pelo contrário, dadas as adversidades, o tamanhos dos rivais que foram caindo nas fases de mata-mata (o Corinthians derrubou Vasco, Santos, Boca; o Chelsea derrotou Napoli, Barça, Bayern).

Bom, em nome da emoção, tomara que tenhamos Corinthians x Chelsea na final da Copa do Mundo de Clubes.  Imagine só a invasão corintiana no Japão…

Pacaembu

O estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, sede de mais uma final da Libertadores, em fotos do site World Stadiums.

http://www.WorldStadiums.com
http://www.WorldStadiums.com
Capa do livro do professor João Fernando Ferreira

O estádio municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença de Getúlio Vargas (ditador, no período do Estado Novo, 37-45), Adhemar de Barros (interventor federal em SP) e Prestes Maia (prefeito), mas a bola só rolou no dia seguinte. Rodada dupla. O Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália. Na primeira partida, goleou o Coritiba, então campeão paranaense, por 6×2. Mas coube ao ponta Zequinha, do Coxa, a honra de marcar o 1º gol do estádio. A partida de fundo reuniu os campeões paulistas e mineiros: Corinthians 4×2 Atlético. São informações que estão no livro “A Construção do Pacaembu”, de João Fernando Ferreira (mestre em História que pesquisa futebol), lançado na Coleção São Paulo no Bolso da editora Paz e Terra. O pocket-book do professor contextualiza o nascimento do Pacaembu na história do futebol na cidade de São Paulo, com jesuítas, Charles Miller, clubes de elite x clubes populares, amadorismo x profissionalismo, uso do esporte por políticos. Para chegar à rodada dupla que inaugurou o estádio municipal. João Fernando Ferreira também dedica algumas páginas à estreia no São Paulo de Leônidas da Silva, o diamante negro, homem de borracha da Copa de 38. Foi num Majestoso contra o Corinthians, em 1942, que terminou em 3×3 e tem até hoje o recorde de público do Pacaembu: 72.018 pagantes. E olha que no lugar do horroroso tobogã de hoje, havia uma lindíssima concha acústica. Continuar lendo “Pacaembu”

A América de olho na Bombonera

Estádio Alberto J. Armando, La Bombonera, bairro de La Boca, Buenos Aires. É aqui que começa o que pode ser a maior final da Copa Libertadores. Boca Juniors x CorinthiansO time do povo da Argentina recebe o time do povo de São Paulo, com enorme torcida em muitos outros estados. O Corinthians tenta seu primeiro título da copa, justo quando não tem galáticos no time, mas jogadores experientes, com “cancha” de Libertadores, como Danilo e Alex. E logo contra um dos maiores colecionadores de copas. O Boca tem 6 Libertadores (taças que valoriza de montão no seu museu) e quer igualar o número de conquistas do Independiente, de Avellaneda, ao lado de B.Aires (para ter uma ideia da obsessão hermana por essa copa, o estádio do Independiente hoje se chama Libertadores de América).

Republico o post do rolê do blog, do comecinho do torneio Clausura 2012, que o Boca acabaria perdendo para o Arsenal de Sarandí – pela primeira vez campeão argentino (confira o post). Continuar lendo “A América de olho na Bombonera”

Quase um pênalti

A incrível chance de gol perdida pelo vascaíno Diego Souza, na segunda partida das quartas da Libertadores contra o Corinthians, me fez lembrar da maneira como eram decididas as partidas da North American Soccer League(NASL) nos “dancing days” do “soccer” nos Estados Unidos – e não só as finais, como o Soccer Bowl, mas outras partidas que terminavam empatadas. Os “shootouts”. Não eram pênaltis. Mas lances em que o cobrador partia com a bola de uma linha entre a grande área e o meio de campo e tinha cinco segundos para chutar. O goleiro podia não só se mexer como sair. É uma “licença poética”, claro, as situações são diferentes, no lance do Diego Souza a bola estava em jogo, com todo o peso dramático de um mata-mata da Libertadores, essa obsessão brasileira. Mas ver o vídeo abaixo (de uma decisão por “shootouts”) entre o galático NY Cosmos e os Washington Diplomats e analisar a dificuldade enfrentada por craques como o “capita” Carlos Alberto Torres e o paraguaio Romerito (que ainda seria ídolo do Fluminense) pode fazer a gente pensar se os torcedores mais irados do Vasco e demais secadores devem responsabilizar Diego Souza pela eliminação.


Os goleiros quase sempre levavam a melhor, pelos vídeos que pesquisei. Era super difícil converter o “shootout”! Não deixa de ser uma maneira interessante de decidir uma final empatada, apesar do baixo score. Curioso, porque pra as plateias americanas, mais acostumadas com basquete, NFL, beisebol, certamente um placar elevado seria mais atraente. Mas os estádios lotavam.
Que estilo do Romerito para bater, hein? Nem isso adiantou. E que catimbeiro o goleiro Irwin, dos Diplomats, hein? Waldir Perez perde… Continuar lendo “Quase um pênalti”

Na Superquarta, super quartas!

Que quartas de final são estas da Libertadores, hein?
Começam nesta superquarta, com Vasco x Corinthians, mata-mata que é uma espécie de Super Copa brasileira, entre o campeão da Copa do Brasil e o campeão brasileiro de 2011. Mata-mata só na acepção esportiva, por favor. Paz!
Ainda tem Libertad x U de Chile, do “loco” Sampaoli.
Amanhã, dois grandes duelos entre brasileiros (ambos campeões estaduais) e argentinos em Buenos Aires. Continuar lendo “Na Superquarta, super quartas!”

Rolê pelo estádio Luis Franzini | Defensor Sporting Club | Montevidéu, Uruguai

Texto publicado durante a Libertadores 2012

http://www.defensorsporting.com.uy/
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  • Publicado em 7 de fevereiro de 2012

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Imagine um jogo da Libertadores num estádio pouco maior que o da rua Javari.
O Defensor Sporting Club recebeu na sua “cancha” aqui em Montevideo o sempre perigoso Vélez Sarsfield. E não é que a torcida viola lotou as arquibancadas? Fila pra entrar, e lá dentro, torcedores se espremendo.
Com sua bonita camisa roxa, o Defensor tomou um gol após polêmica marcação do juiz.
No segundo tempo, só deu Vélez. 3 a 0. A torcida visitante cantou o tempo todo. A do Defensor batucou o jogo inteiro e cantou mais quando o jogo estava definido.
Ótima atmosfera.image

Fila pra entrar no estádio, que fica ao lado de um parque de diversões.

As arquibancadas do estádio do Defensor, pintadas de roxo.image

http://www.defensorsporting.com.uy/
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